segunda-feira, 30 de junho de 2008

"Rota do Volfrâmio <> Antevisão"

A convite do meu amigo Nuno Diaz, desloquei-me no passado sábado à bonita Praia Fluvial de Janeiro de Baixo para marcar um percurso em gps a que chamou "A Rota do Volfrâmio".
É um percurso circular inserido em paisagens de extrema beleza e percorrido em trilhos diversificados maioritáriamente ladeando a Ribeira de Bogas e o Rio Zêzere em single tracks de cortar a respiração. Soberbo!!!
Como combinado, pelas 07h passei pela Carapalha, onde mora o Nuno, para partirmos na minha "jipose" em direcção à Aldeia de Janeiro de Baixo.
Parámos ainda no Orvalho para bebermos o cafézinho matinal e pouco depois lá estávamos nós a estacionar a "jipose" no parque da bonita Praia Fluvial de Janeiro de Baixo.
Depois de descarregar as bikes e prepararmos o material, lá abalámos calmamente em amena cavaqueira, guiados pelo mapa topográfico rudimentarmente colocado no "cockpit" da bike do Nuno, pois parte do percurso também era desconhecido para ele, pelo menos a pedalar.
Iniciámos o percurso em alcatrão, atravessando a ponte sobre a Ribeira de Bogas virando seguidamente à direita, sempre em alcatrão.
Já próximo da Urgeiriça entrámos então nos trilhos onde logo ali se poderia ver uma antevisão do que nos esperava, pela beleza do trilho sempre sobranceiro à ribeira com as suas hortas bem "amanhadas" e viçosas.
Saímos do trilho para entrar em Bogas de Baixo subindo ao alto da povoação, onde numa viragem à direita procurámos de novo a companhia da Ribeira de Bogas ladeando-a por longos kms em belos estradões pelo Vale de Galegos, Carvalhal, Antas e Lodeiro até chegarmos à pacata Aldeia de Bogas do Meio que cruzámos pelas suas ruas peculiares, agora em direcção a Bogas de Cima sempre com a Ribeira de Bogas no nosso campo visual. Lindo!!!
À chegada a Bogas de Cima fomos logo presenteados com a bela visão da "Casa Redonda" uma bela construção em xisto de forma arredondada e muito bela e que nos distraiu um pouco para a subida paralela ao santuário até virarmos à direita, agora em direcção ao Cabeço Alto e Alto de S. Domingos numa longa subida até atingirmos o Parque Éólico, com um calor de abrazar e nem as longas élices em lento movimento giratório nos amenizavam a temperatura corporal, cujo suor corria em bica por todo o corpo.
Mas a paisagem que dali se podia avistar era simplesmente "brutal" fazendo-nos esquecer a dificuldade da subida e valer a pena aquele pequeno empeno para poder depois desfrutar de toda aquela plenitude.
Sobre a direita um bonito vale, onde se vê acantonada lá no fundo a Aldeia de Boxinos e o Vale do Abutre rodeados de parques eólicos e sobre a direita os Vales do Godinho, Cavadinha, Passarinhas, Valeiras, Torgalho, D. Bento e da Ucha, salpicados aqui e ali por pequenas aldeias, sobressindo as maiores, S. Martinho e Barroca do Zêzere.
Depois de conquistada a subida ao Alto de S. Domingos, lançámo-nos numa descida alucinante em direcção a Silvares onde na parte final da descida ladeámos alguns pomares de cerejeiras "anãs", assim lhes chamo por serem bastante pequenas, pouco maiores que arbustos e completamente carregadas de fruto. Nunca tinha visto tal!!!
Chegados à estrada alcatroada, logo alí existe uma bela fonte natural de água proveniente da serra e bem fresquinha que nos saciou a sede e encheu os camelbacks.
Já reabastecidos continuámos em direcção ao Cabeço do Pião, onde é feita a lavagem do minério estraído das Minas de Volfrâmio da Panasqueira, agora em estado algo degradado, entrando num dos trilhos (single tracks) para mim mais bonitos de todo o percurso, o Percurso Rupestre das Escombreiras e que segundo me disse o Nuno era o habitualmente percorrido pelos mineiros nas suas deslocações para as Minas e regresso a casa.
Alguns kms mais à frente entrámos em Barroca do Zêzere, uma bonita aldeia ladeada pelo Rio Zêzere, que continuou a ser a nossa companhia até final.
Ali parámos num café local para beber um par de bjecas e mascar um punhado de amendoins, gentilmente oferecido pelo proprietário e antes de sair da aldeia fui efectuar uma pequena visita à Escola Primária, uma das primeiras onde a minha esposa esteve colocada à quase trinta anos, fazendo-me recordar os tempos em que a ía levar aos domingos à noite e buscá-la nas sextas feiras à tardinha. Velhos tempos de alguma dureza!!!
Após passar a rudimentar ponte que cruza o Rio Zêzere, entrámos num espectacular e técnico single track que nos deliciou, sempre junto à margem do rio passando pelo Milheiral, Vale de Mariboa e Alagoas até chegarmos a Dornelas do Zêzere.
Alí cruzámos o rio para a outra margem através numa estreita passagem no paredão da pequena barragem para do outro lado efectuarmos uma pequena subida até, felizmente, ao bar da Associação Recreativa e Cultural de Alqueidão (ARCA), onde abocanhámos mais uma bjeca, bem fresquinha para arrefecer a "mioleira" que certamente já viria a ferver. De novo reabastecidos, continuámos, sempre ladeando o Rio Zêzere que nos surpreendia constantemente com as suas multiplas paisagens, sempre belas, passando pelos Vales do Pereiro, Milheiral e Carregal até chegarmos à Aldeia de Janeiro de Cima, onde o Nuno fez questão de me mostrar o bonito museu da Casa das Tecedeiras, continuando seguidamente a nossa aventura em direcção a Janeiro de Baixo, nosso destino final, que culminou no ponto de partida, a bonita Praia Fluvial.
Após um banho retemperador, seguiu-se o ataque a uma bela bifana no pão e uma bjeca final, pois ainda tinha que conduzir a minha "jipose" até Castelo Branco.
O Nuno Diaz ficou em Janeiro de Baixo com a família e eu regressei à base.
Foi um dia bastante agradável com um passeio por trilhos e locais de sonho e que recomendo vivamente a toda a gente que gosta de Btt e de estar em contacto com a natureza.
Quem fizer este percurso, certamente nunca mais o vai esquecer. É de uma beleza indescritível!!!
Vão ter a oportunidade de o fazer no mês de Setembro, em data ainda por definir.
O Nuno Diaz em tempo útil dará a conhecer à malta a data para podermos usufruir duma bela manhã de btt e onde as famílias nos poderão acompanhar, podendo também elas desfrutar das pontencialidades da bonita Praia Fluvial de Janeiro de Baixo, na margem direita do Rio Zêzere.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
Até lá
AC
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Rota do Volframio

terça-feira, 24 de junho de 2008

"Aí está o verão"

Pois é!!! o Verão já chegou e com ele as temperaturas acima dos 30 graus que começam já a molestar a rapaziada e a aumentar substancialmente a ingestão de líquidos.

Mesmo assim juntaram-se na Pires Marques pelas 08h um grupo de 6 companheiros do pedal para tranquilamente calcorrearmos uns quantos trilhos.
AC, Filipe; Carlos Salles, Jorge Palma, Dino e Martim, foram os elementos que hoje se agruparam para rumar aos Cebolais de Baixo com passagem no Vale dos Gagos e Maxiais, onde após uma bonita passagem num trilhos entre paredes de xisto, efectuamos uma descida de uma centena de metros em lage irregular e bastante pedregosa que deliciou a rapaziada.
Continuámos num constante sobe e desce até à Serra da Olelas, por novos trilhos e single tracks, descendo depois para o Retaxo, que cruzámos pelas suas estreitas ruelas até à Sra da Guia onde rápidamente alcançámos os Cebolais de Baixo, onde parámos para o cafézinho matinal, comer algo e dar dois dedos de conversa.
Dalí embrenhámo-nos na encruzilhada de estradões que rompem aquela zona, rumando às Sarnadas, onde chegámos após cruzar a N.18.
Desta vez não houve a paragem habitual naquela povoação e continuámos em direcção ao Apeadeiro do Retaxo (Represa) para finalmente "abocanharmos" a apetecida "sagrespan" tanquílamente sentados na esplanada, onde até deu para ler o jornal "A Bola ".
Pedalámos então por estradões até à abandonada Aldeia de Benquerenças Velhas, onde para mim é um gozo pedalar naquele bonito e um pouco técnico single track.
Entrámos seguidamente na Povoação de Benquerenças de Cima e apontámos azimute a Castelo Branco, onde entrámos pela Barragem da Talagueira e Piscinas Municipais pelas 13h, com 57 kms percorridos tranquilamente, que o calor já aperta.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
Até lá
AC

segunda-feira, 23 de junho de 2008

"Raid às Termas de Monfortinho - Um dia em cheio!!"

Numa brilhante ideia do amigo Abílio Fidalgo, teve lugar no passado Domingo o Raid às Termas de Monfortinho, com a participação de 45 pedalantes e respectivos familiares, envolvendo mais de cem pessoas neste evento, onde o convívio foi "Rei e Senhor".


Aos 14 elementos que partiram de Castelo Branco, juntaram-se na Ribeira de Alpreade mais uma vintena vindos de Alcains e outro grupo em Idanha a Nova, maiortitáriamente elementos da ACIN.
Num percurso mais ondulante até Idanha a Nova que se transformou em mais rolante a partir da Barragem Marechal Carmona, toda aquela caravana betêtista espalhou côr e alegria por onde quer que passasse.
Desde os mais jovens aos menos jovens, todos sem excepção contribuiram para um dia em cheio em que aliado ao, prazer de pedalar se juntou o prazer de desfrutar as últimas horas deste evento na companhia dos nossos familiares e amigos e onde certamente se conheceram novos amigos e se fomentaram novas amizades.
Os abastecimentos, apesar de publicitado para ser em autonomia, nasciam em qualquer povoação ou sombra já no último terço do percurso, não faltando as sandes, os sumos e águas, gentilmente cedidas pela http://www.aguadovimeiro.pt/ , fruta diversa, barras energéticas e como não poderia deixar de ser as lindas e loiras "bjequinhas" da Tagus e Superbok, que bem substituiram as bebidas hipótonicas, para alguns claro!!
Foi um dia memorável passado em trilhos de beleza reconhecida, ou não andássemos nós lá pelos lados da Raia, zona já conhecida como a Catredal do Btt, sem esquecer aqui o nosso cantinho, também ele muito belo, apenas não tão divulgado. Tens dúvidas?? Aparece!!!
Não me vou alongar muito neste post, pois este Raid foi suficientemente divulgado, apenas deixar aqui uma palavrinha de apreço ao meu amigo Fidalgo e ao Nelson pela ideia, por todo o trabalho de logística que este evento envolveu e sobretudo por o terem feito por carolice, sem qualquer outro objectivo que o de unir a irmandade betêtista e respectivas famílias num dia para mais tarde recordar. Só espero que tenha continuídade!!!
No final fomos brindados com um repasto a fazer inveja a alguns casamentos, onde num almoço de Buffett bastante variado toda a gente se serviu a seu belo prazer e sem qualquer reserva.
Tivemos ainda a presença dum simpático grupo de estagiários de hotelaria que nos serviu de uma forma bastante profissional e simpática, principalmente as bebidas e desfez qualquer dúvida a quem a solicitasse.
Tudo isto num bonito e exclusivo local ao ar livre, onde qualquer um escolhia o lugar que mais lhe aprouvesse.
Apos mais mal tratados das agruras dos trilhos, esperavam-nos umas massagens completamente à borliú para assim poderem ter uma boa recuperação e não perderem pitada daquele magnífico almoço.
Pena tive eu de cedo ter de abandonar aquele paradisíaco local, as Piscinas do Campo de Tiro de Tiro das Termas de Monfortinho, pois uma das minhas filhas tinha que regressar a Lisboa.
Mas para o ano é garantido que vou ficar para o final, ou pelo menos enquanto houver "sagrespan". eh eh




"A vida vive-se pelos pequenos momentos e este foi sem dúvida um pequeno grande momento".

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
Até lá
AC
"Slideshow"
Raid às Termas de Monfortinho

quarta-feira, 18 de junho de 2008

"A roçar a Gardunha"

Em mais um dia de escape ao stress quotidiano em que nos esquecemos da azáfama diária e pegamos nas nossas bikes para em conjunto com a nossa imaginação, com ela criarmos um binómio que nos liberte e nos leve por trilhos e caminhos em busca de paz e de ar puro, na companhia de alguns amigos.
Para isso compareceram nesta terça feira o FMike, o Carlos Salles, o Dino, o Álvaro e eu AC.
Hoje sem a companhia habitual do Filipe, que teve uma queda na última volta e danificou a bike, lá fomos ao encontro da aventura, desta vez lá para os lados da Atalaia.
Com quilometragem a rondar os 80 kms e querendo estar em Castelo Branco cerca das 13h, preguei uma pequena partida à rapaziada e impus um ritmo um pouco mais rápido que o habitual.
Fí-lo porque o grupo de hoje era homogénio e bastante à vontade para este tipo de andamentos, caso contrário teria escolhido outro percurso.
Lá saímos da Pires Marques, pelas 08h15, rumando a Alcains e passando a Estação seguimos pelas hortas dos Escalos em direcção ao Vale do Freixo onde após encostarmos à Ribeira de Alpreade subimos para o Carapeteiro.
Aí voltámos à direita e num trilho um pouco técnico apontámos azimute ao Vale da Torre, onde entrámos por uma quelha pedregosa, que deliciou a malta.
A contar com uma bjeca fresquinha no clube lá da terra, batemos com o nariz na porta.
Razão tinha o Dino ao dizer que na vez anterior ali tinhamos chegado pelas 11h00 e agora chegámos uma hora mais cedo, motivo pelo qual ainda estava fechado. Será!!!
Abandonámos então a povoação frustados e com a goela sêca seguindo pelo pequeno single da horta, cada vez mais estreito, entrando seguidamente em asfalto por duas centenas de metros até entramos no caminho para o Monte das Areias e Fadagosa para nos embrenharmos nos pomares de pessegueiros e cerejeiras até à Azenha da Ponte Nova (Ponte Romana), virando à esquerda começarmos a subida para a Ponte Velha com o seu belo açude, onde parámos para comer uma bucha e umas apetitosas cerejinhas trazidas pelo Carlos, mas de casa, entenda-se!
Continuámos o nosso passeio em direcção à Soalheira passando pelas Baganheiras e parando finalmente no Bar dos Bombeiros para a apetecida bjeca fresquinha. Que bem soube!!!
Já com o radiador arrefecido e a tubagem oleada, rumámos à Lardosa e passando o Por da Vaca chegámos a Alcains e pouco depois a Castelo Branco, pelas 12h55 com 80 kms percorridos a bom ritmo.
Desculpem lá qualquer coisinha, para a próxima prometo que vou mais calminho!!! eh eh

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC