domingo, 28 de dezembro de 2008

"A Marateca do Pinto Infante"

Quem cá do Burgo e redondezas não conhece os passeios pela zona da Albufeira da Barragem de Santa Águeda, vulgo Marateca!! Só quem anda distraído, ou não gosta mesmo de andar de bike!!!
Mais uma vez tive o previlégio de ser um dos cerca de 5o convidados para este passeio à moda antiga, onde a partida é dada com um "vamos lá embora malta" em vez dum painel todo xpto e a toque de corneta, as marcações estão na camisola do companheiro da frente e no colorido do pelotão que segue à nossa frente, nos abastecimentos as bebidas energéticas são substituídas pela energia fornecida pela boa geropiga, o arfar dos andamentos rápidos, os triques e traques das desmultiplicações metidas em esforço e o chega para lá, olha a esquerda e olha a direita, são substituídos pela algazarra proporcionada por um grupo divertido e por uma sã camaradagem, sempre em alegre cavaqueira e inserido numa paisagem que não deixa ninguém indiferente.
A tabela de classificações, bem deixa cá ver!!! Quem foi o primeiro. Alguém reparou quem foi o primeiro?. De facto ninguém sabe, ou não se lembra, pois isso é coisa que não importa.
O que importava realmente era a vontade de chegar bem perto daquela apetitosa malguinha de sopa entulhada no Restaurante "Tá-se Bem" a abrir caminho a um suculento bacalhau assado no forno. Isso sim vale a pena classificar!!!
Mas no meio disto tudo, eu sei quem foi realmente o primeiro. FUI EU!!!
Não é hábito ser o primeiro, nem nunca luto por ser o primeiro nestes passeios, ou melhor, nem sou dotado para ser primeiro nestes eventos, contudo fui o primeiro e pela pior das razões.
Eu até nem queria ser o primeiro e primeiro, porque passei ao lado duma bela geropiga, dum belo abastecimento e duns belos trilhos que nem sequer cheguei a pôr o olho em cima, quanto mais os pneus da bike.
E agora, já que falo em bike, pois claro, perdi tudo isto porque o raio dum pau se enfiou no desviador e torceu a ponteira, pois a dita bike não tem dropout.
E de tal maneira que tive mesmo que recorrer à assistência. Ainda tentámos adaptá-la a single speed e eu que até gosto de dar umas voltas nessa modalidade, mas nem assim. A cassete estava de tal modo apertada com a escora que não conseguia dar ao pedal.
Foi quase com a lágrima no olho que vi os meus companheiros abalarem alegres e divertidos em sentido inverso ao meu. E logo alí a 1500 metros estava a bela geropiga. Um azar nunca vem só.
Bem, lá fui eu até à estrada onde fui recolhido pelo amigo Carlos que me levou até à Lardosa e me deixou junto à minha viatura.
Acabei por ir tomar o banhinho quente a casa e voltar à Lardosa para o almoço de convívio com aquela malta amiga e divertida.
O tempo, o famigerado mau tempo que últimamente me tem acompanhado nas minhas aventuras tinha que aparecer neste bonito passeio, que merecia um belo dia de sol.
Mas nada disso empobreceu ou desclassificou esta iniciativa pela Albufeira da Marateca, Póvoa e Tinalhas, apenas lhe deu outro colorido, um pouco mais cinzento na côr, mas muito mais divertido no que toca a peripécias e pedaladas.
A chuva, apesar das previsões meteorológicas, até nem chateou muito. E no fundo, quem não gosta de chapinhar um pouco na lama e conduzir a bike nestas circunstâncias!!! Poucos, creio eu.
E foram esses poucos, mas mesmo poucos, que hoje fizeram gazeta a esta bonita manhã de Btt, proporcionada pelo Pinto Infante a quem agradeço o convite e espero merecer estar presente na próxima edição.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

"Voltinha Natalícia"

Oito companheiros abandonaram hoje mais cedo "o vale dos lençóis" para se juntarem na Pires Marques para uma voltinha natalícia.
AC, Silvério, Nuno Maia, Jorge Palma, Luís, Nuno Eusébio, Pedro Barroca e FMike foram os protagonistas da aventura desta manhã bastante fria nas horas iniciais e já bem temperada nas duas horas finais.
Hoje e mais uma vez, resolvi ir de Single Speed que acabara de montar hà uns dias atrás. Acompanhou-me nesta dura modalidade o Pedro Barroca com a sua KONA, também tunada.
Sem um trajecto bem definido, resolvemos inicialmente ir tomar o cafézinho matinal ao "Tá-se Bem" na Lardosa.
Dalí partimos em direcção à Barragem da Marateca, por ser um trajecto mais plano e hoje a volta era mesmo para ser descontraída.
Mas desta vez escolhi mal a desmultiplicação, pois durante quase todo o trajecto, o meu pedalar mais parecia uma "batedeira", tendo alguma dificuldade em acompanhar a rapaziada em terreno plano e que foi a totalidade do percurso. Um 33x20 é demasiado lento para este tipo de terreno, tenho de voltar ao 33x17, que foi o que melhor rendimento tive.
Umas brincadeiras nos areais da barragem, como que a "modos" de treino para o convívio do próximo domingo organizado pelo Pinto Infante, o Rei daqueles areais e quem melhor conhece aquele belo recanto quase nas faldas da Guardunha.
O regresso foi um pouco mais rápido, pois a rapaziada, quase toda ela tinha pressa em se juntar às famílias neste dia especial e eu e o Pedro mais parecíamos umas batedeiras a dar ao pedal para os acompanhar-mos. O Pedro ligeiramente melhor, pois levava um carreto menos dentado que o meu.
Estas bikes, no meu entender, são mesmo para voltas descontraídas e de pouca velocidade, entre os 15 - 20 kms/h e para desfrutar a envolvente paisagística com uma ou outra paragem para descontrair.
De outra forma e a tentar acompanhar o pessoal das Multi Speed, tornam-se bastante desconfortáveis.
Chegámos à cidade pelas 12h40, um pouco mais tarde do que o previsto, fruto dos multi furos do Nuno Eusébio, que quase gastou uma palete de tacos em ambos os pneus, que quase pareciam enfeites de Natal. eh eh eh!!!
Também nos entretivemos um pouco mais do que a conta na Marateca, mas quem consegue por ali passar sem parar e apreciar aquelas belas paisagens!
Junto à Rotunda da Racha (sabem onde é???) a malta despediu-se com votos de Boas Festas e cada um foi para seu lado.
No próximo Domingo vou à Lardosa participar no passeio convívio do Pinto Infante e na Quarta Feira seguinte lá estarei pelas 08h na Pires Marques para a última voltinha do ano.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos Trilhos
AC

domingo, 21 de dezembro de 2008

"Um passeio ondulante"

Há dias em que a bike nos complementa e para mim, hoje foi um desses dias.
Companhia agradável, percurso bem condimentado, andamento sem pressas nem metas virtuais, conversa serena com tempo para parar e apreciar paisagens amplas e envolventes, enfim, uma manhã onde apesar da velhinha ter andado a peneirar nos sítios mais recônditos manteve-se morna e acolhedora.

Eram já o8h10 quando o Silvério fez a sua aparição e quando eu já me propunha regressar à minha Garagem e trocar a Spark pela minha SS para uma volta calma e mais curta que o habitual.
Como o Silvério ainda não conhece bem a vasta rede de trilhos em que o nosso singelo cantinho cá bem no interior é farto e rico, resolvo conduzí-lo hoje por uns trilhos ondulantes com algumas subidas e descidas a exigir um pouco mais pelo cabedal, porém, compensadas pela envolvente paisagística nalgumas passagens e recantos mais agrestes.

Saímos da cidade pelo Vale Cabreiro em direcção à Fonte da Mula, onde deparei com a primeira alteração ao percurso, que além das aramadas o terreno passado a freze fez desaparecer o caminho que alí existia. Mas como betêtista que se preze não se atrapalha, inventámos um virtual para chegarmos ao estradão que nos conduziu à estrada da Fonte Santa.
Descemos então em direcção à Sra de Mércules para seguidamente virarmos à esquerda para a Rebouça de Cima e Sesmarias, que contornámos e num sobe e desce já com percentagem adulta, entramos no trilho para os Quintalréis de Cima.

À vista do degradado e altaneiro casarão, virámos à esquerda para a adrenalínica descida para o Compasso de Baixo para após passar o pontão com traço quiçá, românico ou medieval, nos torcemos na arfante subida aos Bouchalinos.

Já no alto e ao pretender entrar no trilho entre eucaliptal que dava acesso ao alto sobre o vale do Ponsul, eis que uma recente aramada e portões fechados a cadeado me negaram tal rumo, pelo que em alternativa de ocasião tive que buscar um pouco mais de alcatrão para atingir o meu objectivo.
Seguiu-se a paragem num dos locais que mais aprecio naquela vasta zona. A cumeada sobre o Vale do Ponsul, onde a vista se espraia sobre os Montes da Granja Granjinha, Silveira, Grande e por aí fora até Monforte e Ladoeiro. Uma terapia natural anti-stresse e revigorante.
Eu e o Silvério sentámo-nos um pouco, apreciando aquela bonita paisagem onde o sol ainda se debatia para dissipar a neblina que ainda pairava sobre o Vale, aproveitando para comer algo que nos pudesse dar alguma energia para superar o que ainda faltava para atingir o planalto.
Seguidamente e após um par de fotos para mais tarde recordar, lançámo-nos em constante zigue zague pelo asseiro que bordeja o eucaliptal que agora ensombra a paisagem, após ter sido devastado pelos fogos surgidos no final deste verão.
Ainda por ali não tinha passado desde tal flagelo e constatei que aqueles bonitos trilhos são agora cinzentos e sem graça. Aguardarei pela regeneração da natureza que certamente lhe retornará parte da beleza agora perdida.
Após passarmos o Cabeço Redondo e a Parrocha atingimos novamente o cume e a estrada alcatroada para Belgais, mas por pouco tempo, pois virámos logo à direita e descemos para as Ferrarias para logo subir para a Tapada do Caraca e Barrão, onde os trilhos são mais planos e menos exigentes.
Numa pequena paragem, decidimos então descer em direcção ao Restaurante "O Chafariz" em Escalos de Baixo para o cafézinho matinal e dois dedos de conversa.
Partimos depois em direcção à cidade com passagem pela Vinha do Marco e Monte Brito, para mais um epísódio, quando atravessávamos o Curral do Prego, ao sermos supreendidos por um musculado cão, daqueles que parecem perigosos e que metia algum respeito.
Valeu-nos o dono que estava por perto pois apesar do animal ir recuando, nunca fiando.
Entrámos na cidade, por onde antes havíamos saído, pelas 12h20, com 45 kms percorridos por trilhos algos exigentes e belas paisagens.

UM BOM E SANTO NATAL.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos.
AC

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

"Visita à Qta da Várzea"

Numa Quarta Feira a nascer fria e ao mesmo tempo solarenga, compareceram na Pires Marques para dar umas pedaladas descontraídas, AC, Filipe, Pedro e Silvério.
Desta vez resolvemos ir dar uma espreitadela à bonita Quinta da Várzea, cujo imponente "arraial" ainda dá indícios dos bons anos de outrora, quando pululava de vida e trabalho agrícola, tendo inclusivé uma escola agregada para os filhos dos trabalhadores.
Um conjunto arquitetónico majestoso, perdido e longe dos comuns olhares, quase só visto por pastores, caçadores e alguns betêtistas.
Partimos de Castelo Branco pelas 08h15 pelo caminho mais batido pela malta das lides betêtisticas, que nos levou pela Atacanha e Sta Apolónia até à Estação de Alcains.
Cruzando a linha férrea, serpenteámos pela zona das Hortas dos Escalos até atravessarmos a N.18-7 entrando seguidamente na zona do Berrão, sempre em descida até à Navela, zona de gado vacum, onde já tive alguns encontros com algum apuro.
Continuámos até à Barragem do Vaz Preto, onde efectuámos uma pequena paragem e tirámos um par de fotos.
Um par de kms mais à frente e lá estava ele, o imponente casario da Quinta da Várzea, pertença da família Vaz Preto, que rodeámos apreciando aquele bonito traço arquitetónico, agora local de recolha e pernoita de gado.
Por ali nos demorámos um pouco e seguidamente rumámos ao Restaurante de S. Gens onde tomámos o cafézinho matinal para depois seguirmos em direcção à Lousa, com passagem por Ronções, Muros e Fonte Serrana.
Sempre animados, cruzámos a Aldeia em direcção ao Depósito e virámos à esquerda em direcção aos Escalos de Baixo, que ladeámos para os lados da Balorca e Monte de S. Luís.
Para evitar os kms de alcatrão da Fonte Santa à cidade. virámos à direita e continuámos pelo Monte Brito e Alagão, seguindo pela Quelha dos Desembargadores, entrando na cidade pelo Vale Cabreiro pelas 12h30, com 60 kms percorridos por bonitos trilhos e amplas paisagens, onde a amizade e camaradagem se uniram para nos proporcionar uma manhã agradável.
Logo na primeira hora a roda traseira da MSC do Pedro começou a aponquentá-lo, como que pondo-o à prova, perdendo ar.
Às primeiras bombadas e como o Pedro é um rapaz "robusto", a válvula tubeless não resitiu às suas vigorosas bombadas e partiu-se.
Após uma pequena "birra" do meu amigo Pedro, que já queria desistir, lá metí a mão na "sacola" e tirei uma válvula tubeless para o desenrascar, mas por estranho que pareça, o pneu ainda perdia ar e acabou por lhe aplicar uma câmara de ar e o problema ficou resolvido, sem mais problemas até final.
Um pequeno precalço que acabou por animar a malta e colorir um pouco esta animada manhã.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC