quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Pedalando"

Numa manhã primaveril, propícia a umas boas pedaladas de bike, desporto que nos eleva o espírito e descarrega o stress acumulado dos dias anteriores, agruparam-se na Pires Marques cinco companheiros de pedaladas, ávidos por calcorrear uns quantos trilhos cá do "nosso quintal beirão", onde as bikes vão nascendo e criando raizes, distribuídas pelas variadas modalidades, o que é um bom apanágio para este salutar e lúdico desporto.
Eu AC, Joaquim Cabarrão, FMike, Carlos Sales e João Valente, fomos os protagonistas desta pequena aventura de quarta feira de cinzas.
A idéia para hoje era rever alguns velhos trilhos onde já não passava há bastante tempo e por isso, aproveitei o facto do grupo de hoje ser homogénio para com eles partilhar esta minha vontade.
Saímos da cidade pelas 08h10 com intenção de efectuarmos um circuito com passagem pela Carapetosa e Retaxo.
Com passagem pelo Pereiro, Vale do Romeiro e Quinta de Sto André chegámos ao Monte da Barreira, onde virámos à esquerda para o Formigo e Tapada da Abeceira, virando de novo à esquerda para pedalarmos num constante sobe e desce junto à A23 com passagem pelo Vale da Cruz para atingirmos uma zona menos desgastante que nos levou às Benquerenças e Azinheira.
Nesta abandonada aldeia serpenteámos por uns quantos single tracks bem coloridos pelo verde e tons acastanhados que despontam nesta época do ano criando bonitas paisagens, fazendo-nos sentir priveligiados pelos trilhos que enriquecem este nosso belo recanto, não só aqueles que já conhecemos, mas muitos outros que aguardam que os descubramos e que dia a dia se vão fechando envoltos em matagal sem que possam sentir o peso e o rolar das nossas bikes.
Da Azinheira fiz um desvio dos trilhos que inicialmente tinha delineado, para por proposta do João Valente efectuarmos uma visita ao seu avô e meu ex-companheiro de profissão e aceitarmos também o habitual convite para uma bela jeropiguinha, que o Ti Oliveira tem sempre disponível para a rapaziada.
Quando chegámos à quintarola do Ti Oliveira, na Represa, lá andava ele como de costume na sua labuta hortícula, o seu hóbi de eleição.
Ainda da Represa tomámos a habitual dose de cafeína no "Ramalhete" para voltarmos depois aos trilhos e passando pelo tunel sob a via férrea descemos para o Casal Farinheira pela zona da horta e subímos para o Palheirão, entrando na zona do eucaliptal onde pedalámos uns quantos kms até descermos para a ribeira da Carapetosa numa descida algo inclinada e sem descanso, inicámos a subida para a Aldeia da Carapetosa.
Uma aldeia com um perfil algo atípico com quase uma só rua com casas perfiladas de ambos os lados e com pouca vida.
Dalí rumámos ao Retaxo com passagem junto à Estação de Sarnadas e após passarmos sob o túnel da A23, virámos à esquerda para entrarmos noutro single track até junto da pequena barragem da serração, continuando entre a A23 e o IP2, passando pelos tùneis de ambas para entrarmos em velhos trilhos que nos conduziram ao Retaxo.
Aí subímos para as Olelas com passagem noutro "single" atingindo o Alto das Olelas, onde efectuámos uma pequena paragem no Complexo Turístico para uma foto de grupo e apreciar o explendor daquela bela paisagem com a nossa cidade como pano de fundo.
A descida efectuou-se pela parte mais inclinada e onde a rapaziada delira, continuando em direcção à cidade paralelos à linha férrea até à derradeira paragem no Bar da Associação do Valongo para a "sossegazinha" e dar dois dedos de conversa.
A chegada foi pelas 12h15 com 54 kms percorridos quase sempre com a cidade à vista e inserido num grupo de amigos que, tal como eu, são "amantes do pedal".

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

"Rota do Azeite"

Decorreu no passado Domingo a primeira edição da Rota do Azeite em Proença-a-Velha.
Com organização da A.C.IN. e inserida na Feira do Azeite e do Fumeiro, este passeio de Btt veio dar um novo colorido áquela bonita Aldeia Beirã, protagonizado pelas dezenas de bêtêtistas que aderiram a este evento.
Habituado aos trilhos e a eventos de btt, mais uma vez a "malta" da A.C.I.N me surpreendeu com a qualidade do trajecto que nos foi apresentado.
Em trilhos de eleição, marcados na sua maioria por belos "single tracks" em redor da Barragem Marechal Carmona não deixaram certamente ninguém indiferente.
O percurso maioritáriamente rolante, foi uma delícia para os mais rápidos que deram o gosto ao pé, ou melhor aos pés, entre trilhos de bonito recorte traçado por amplas e belas paisagens, salpicadas aqui e ali por gado vacum e esparso azinhal.
O pessoal da "digital" também teve neste passeio "uma manhã em cheio" pela qualidade das paisagens, onde a imaginação e perícia para operar a "dita", fizeram nascer bonitas fotografias, enquanto desfrutavam duma manhã cheia de pedaladas em comunhão com a natureza.
Delirei com este passeio, pois gostei imenso dos trilhos, apesar de já conhecer alguns, notando-se em todo o percurso a capacidade organizativa desta Associação.
O almoço no recinto da feira foi um luxo, pelo menos para mim, a ementa, também ela a condizer com o espírito do certame originaram una feliz união, apadrinhada pelo pessoal simpático e atencioso, que me fez ficar com voltade de lá voltar. E voltarei concerteza.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

"O aprazível Lurgo da Nogueira"

Hoje, a "modos" que de surpresa, resolvi "desencaminhar" os meu amigos para uma descida ao "Lurgo da Nogueira" um bonito vale circundado pela também bonita Ribeira de Alpreade, pejada de velhos moinhos, que lá mais para a frente penso revisitar e por ali criar um bonito percurso com passagem por Olêdo e S. Miguel D'Acha. (vamos vêr se me porto bem até lá!!!)
Eu AC, o Carlos Sales, o Filipe, o Joaquim Cabarrão, o Álvaro e o atrazado, com falta justificada, FMike, fomos os protagonistas que hoje "embarcámos" nesta aventura de mais uma manha de quarta feira em btt.
Mas para hoje estava reservada mais uma surpresa. . . e que surpresa!!!
Pelas 08h30 demos então partida para mais uma manhã de convívio e de pedaladas por alguns dos bonitos trilhos que enriquecem o nosso também bonito interior.
Saímos pela quelha que nos levou ao Alagão (ainda alagado) e após passarmos a Quinta do Curral do Prego, entrámos no Monte Brito, continuando pelo Alto da Cancelinha, Travanca, Quinta da Espadaneira, Quinta de Sta Apolónia e Alcains, pelos subúrbios, até à Estação e estradão para os Escalos de Cima, a aldeia das obras do "São Nunca à Tarde", pois nunca mais acabam de colocar o alcatrão naqueles 300 metros, que eram de calçada. Possa!!. . . quando é que vou poder ali passar com a minha asfáltica!!!
Dos Escalos rumámos à Lousa, onde entrámos pela zona do depósito, também em obras e parámos no café para atacarmos a merenda.
Alguns mais distraídos pediram logo a dose matinal de cafeína, que acabou por ser devolvida.eheheh!!!
O Mike meteu então a "mãozinha" no bolso do camelbag e de lá sacou duas belas "espécimens" de enchido caseiro, que acabaram por ornamentar uma bela mesa, com toalhinha e tudo. Que bonito!!!
Depois de cortadinhos ás rodelas, aquele belo chouriço e a saborosa alheira, substituiram com muita qualidade as "habituées" barrinhas energéticas.
Ninguém se queixou, nem os mais "padecentes" do terrível colesterol abriram pio. O que a malta é capaz de fazer em prol da amizade.eheheh!!!
Depois daquela oportuna sessão degustativa e depois de guardada a toalhinha e a navalha, pedimos então a matinal dose de cafeína que veio a colocar a cereja no topo do bolo.
Havia que continuar porque nem só de "enchido" vive o btt . . .eheheh!!!.
Descemos então ao Largo da Igreja e tomámos a quelha, agora alcatroada, que nos conduziu à Navancha, onde entrámos no estradão que nos levou o Cabeço do Monte, onde a paisagem era soberba, com todo o maciço serrano no horizonte e com aquela parcela central, onde se situa o ponto mais alto de Portugal, ainda nevada, num bonito visual.
Encetámos então a descida para o Lurgo da Nogueira entre paisagem verdejante com azinhal disperso, que nos deixava enxergar até quase às campinas de Idanha.
Parámos junto à passagem da Ribeira de Alpreade para o Bicho de Ferro para um par de fotografias e demos início à longa subida para o Vale da Pulga, alcançando seguidamente a Aldeia da Mata pela zona do cemitério.
Cruzámos a Povoação e entre quelhas e trilho algo pedregoso, chegámos às encostas da Ribeira de Alpreade, descendo seguidamente para aquele belo recanto junto à Ribeira do Salgueirinho e em subida "xistosa", alcançámos o casario do Coito do Leitão.
Aqui seguimos o estradão para o Alto da Monheca, entrando no caminho asfaltado para Belgais e cerca de 1 km mais à frente tornámos a descer, desta vez para o Vale das Ferrarias.
Seguiu-se uma subida um pouco dura para a Tapada do Caraca e zona do Barrão, onde terminaram as maiores dificuldades montanhosas e em rápido estradão, depressa chegámos ao Monte S. Luís.
Aí entrámos um estreito trilho, que apelidei de "ovelheiro" e descemos à Ribeira da Fonte Santa, onde fugindo à regra, hoje não parámos e entrámos em asfalto na Capa Rota, após a última subida do dia, digna de registo.
À chegada à estrada da Sra de Mércules, o pessoal separou-se e eu, o Mike e o Álvaro, fomos ainda até ao Bar da Associação da Boa Esperança para a "sossegazinha" da praxe.
Foram para mim 57 kms bem divertidos e com uma bela prova de "fumeiro", numa solarenga manhã, quase primaveril, culminando com chegada à cidade pelas 13h .
Fiquem bem
Vêmo-nos nos Trilhos
AC