segunda-feira, 29 de junho de 2009

"GR22 - Linhares da Beira/Marialva"

Neste domingo, juntou-se de novo o grupo original, para concluir a terceira etapa da bonita "Rota das Aldeias Históricas" em BTT.
AC, Luís Cabaço, Silvério, Carlos Sales e João Valente, cedo se prepararam para mais esta aventura.

pouco passava das 07h quando partimos em direcção a Linhares, sob chuva, por vezes intensa, que nos iria certamente dificultar a progressão nesta bonita aventura.

Pouco depois das 08h30, chegámos então a Linhares da Beira, uma aldeia histórica situada nas faldas da Serra da Estrela a 810 m de altitude. O seu bonito Castelo, construido em 1291 durante o reinado de D. Dinis, desempenhou um importante papel na defesa da Beira Alta nos primórdios da nacionalidade. A colonização romana é ainda visível em alguns troços de estrada e do seu património histórico, destaca-se a calçada romana que ligava Linhares a Mangualde e por onde demos início à nossa aventura.

Depois duns valentes abanões pela técnica descida da calçada romana até quase ao Bairro da Ribeira, entrámos nos trilhos que por entre paisagens diferentes das etapas anteriores, mas não menos belas ,nos conduziram à bonita e altaneira aldeia histórica de Marialva.

O tempo até ajudou na primeira metade do percurso, com um sol que apesar de alguma timidez, até aquecia.

Com uma altimetria moderada e em trilhos enriquecidos aquí e alí com alguns single tracks lá fomos progredindo cruzando pequenas povoações e algumas aldeias.

Ladeámos Figueiró da Serra e cruzámos a Carrapichana a Mesquitela e Vila Soeiro e após a travessia do Rio Mondego pelo açude, num local algo paradisíaco, alí efectuámos a nossa primeira paragem para repor energias, desta vez reforçadas pela "angelica" que o meu irmão Luís trazia dissimulada num "garrafito" e com a qual pretendia apaziguar a "gula" por geropiga do Silvério, pois ainda não houve etapa alguma em que não evocasse aquele "néctar".
Foi uma surpresa que o deixou feliz !!!
Só que, a partir dalí, com uns goles de "angelica" e um toque na configuração das suspensões da sua bike, foi como se tivesse bebido "Red Bull". Deu-lhe asas . . . e a partir dalí, para o parar só quando o Carlos Sales lhe tapava o caminho, obrigando-o a travagens de emergência. eh eh eh!!!

Cruzado o Mondego, continuámos pedalando por bonitos e diversificados trilhos passando pela Aldeia da Muxagata e Aldeia Nova, onde a chuva nos começou a fazer companhia.

As negras nuvens que já algum tempo nos acompanhavam, começaram então a descarregar dificultando-nos na mais dura subida do dia, a que nos conduzia pelo Vale de Serapico e que para que a dificuldade fosse acrescida, tivemos ainda a companhia duns quantos "motoqueiros" de motorizadas e aceleras que nos poluiram o ar e os ouvidos durante algum tempo.

À chegada ao alto, a chuva aumentou de intensidade, parecendo quase um dilúvio, molhando-nos o "fatinho" por completo, com excepção do Silvério, cuja roupinha já tinha guardado hà bastante tempo e que conduzia já a sua "máquina" com os seus calçõezinhos à Ronaldo e de camelback às costas. Peculiar!!!

À chegada à Venda do Cepo a chuva já tinha abrandado um pouco e lá íamos progredindo, agora com paisagens ainda mais bonitas e passadas as aldeias das Moreirinhas e do Rabaçal, avistámos então o Castelo de Marialva, que se erguia lá no alto e onde seria o "términus" na nossa façanha de hoje.

Até à entrada da parte nova de Marialva, não foi difícil, mas para chegar ao Castelo, na parte antiga da aldeia, tivemos que vencer uma subida em calçada que valeu o esforço, pois a beleza do seu castelo é gratificante.

Marialva . . . situa-se na sua parte antiga numa vasta eminência rochosa a 580 m de altitude, sobranceira aos campos da Devesa. O seu bonito Castelo ergue-se num esporão a 613 m de altitude, sobranceiro ao extenso vale que constitui o rebordo mais ocidental da Meseta Ibérica. Foi ali que se situou o principal núcleo da comunidade dos Aravos, tribo Lusitana que se terá oposto com vigor à invasão romana.

Foi debaixo de chuva que arrumámos as nossas bikes e encetámos o caminho de regresso a Castelo Branco.

Paragem ainda no caminho num restaurante à beira da estrada para uma pequena refeição,para repor as calorias gastas.
Apesar do dia ser algo insípido, não arrefeceu a vontade e a procura de aventura deste quinteto de amigos e cujo próximo capítulo está já agendado para o próximo domingo, com a ligação de Marialva a Castelo Mendo, numa extenção que se aproximará dos 100 kms.
Deixo aqui também o meu "bem haja" ao João Afonso e esposa, pela disponibilidade e pelo apoio, gesto que que apreciámos e registámos com agrado.


Fiquem bem
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AC
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GR22 - Linhares da Beira/Marialva

segunda-feira, 22 de junho de 2009

"II Raid > Castelo Branco-Termas de Monfortinho"

À semelhança do ano passado, realizou-se ontem, Domingo 21, o segundo passeio convívio, com o cunho do amigo Fidalgo, que teve início cá no nosso burgo, a bonita cidade de Castelo Branco e a fronteiriça povoação de Termas de Monfortinho, mais própriamente nas Piscinas do Clube de Caça e Pesca das Termas de Monfortinho, um local aprazível e onde se podem desfrutar de belos e relaxantes momentos. Passo a publicidade empresarial.
Não me vou alongar sobre o evento, pois foi práticamente uma cópia fiel do ano transacto, inclusivé a grande maioria dos participantes.
Com partida pouco depois das 07h nas Docas, para mim na Rotunda da Pires Marques, onde aguardei pela passagem do pessoal, lá fomos pedalando e conversando em direcção ao nosso objectivo, onde as respectivas famílias nos aguardavam para connosco passarem uma tarde degustativa e de lazer.


Com abastecimentos bem delíneados e estruturados, a rapaziada lá se foi refrescando e hidratando, uns com água com baixo grau de salinidade e outros com "cevada" quanto baste, antes dos "cleats" começarem a ter alguma dificuldade em efectuar o respectivo encaixe, não esquecendo os bolos fêmeas "Bôlas" com que fomos presenteados e tão apetecíveis que estavam!
Como de costume não faltou animação na "grupeta" que nos últimos quilómetros disputava o primeiro lugar e que ainda durante o banho se discutia, de forma saudável", quem tinha sido realmente o primeiro a concluir tão difícil façanha.


Depois da junção de pedalantes e acompanhantes, deu-se início à segunda parte deste bonito convívio, com uma recuperante massagem à disposição de quem assim o desejasse, um mergulho e brincadeira na piscina, uns tragos da bela e refrescante bebida, maioritáriamente "loira" a que seguiu o suculento almoço de Buffet a que ninguém ficou indiferente. Um belíssimo manjar e ao nível de qualquer "palato".
Eu ainda tentei dormir uma sestinha, mas com a "roncadeira" do Silvério e umas mãozinhas que junto ao bar me acenavam, acabei por engrossar o grupo na dura tarefa de despejar umas latinhas de refrescantes "Sagres" e descascar tremoços de tamanho M, pois XL só no Bar do Valongo!!!

Estava eu entretido nesta labuta, bebendo, comendo e conversando, quando o barulho peculiar da persiana do bar a fechar, me chamou a atenção para a realidade. Estava na hora de abandonar o local, onde prasenteiramente passei uma boa tarde de verão.

Hoje na companhia do João Valente, que me deu boleia, a mim e à minha ""carbónica", a quem agradeço e ainda pelo facto da sua esposa ter trazido a minha filha Daniela para este bonito convívio.
Mais um dos eventos em que a prática do Btt e a família se conjugam em perfeita harmonia.
Que hajam cada vez mais do mesmo.


Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

quinta-feira, 18 de junho de 2009

"Uma volta por Monforte da Beira"

Ontem, quarta feira, foi dia de pedaladas.
Após uma semana de mini férias, onde dei o "salto" até aos Pirinéus" para preparar a "Transpirenaica", travessia que pretendo efectuar em Setembro com a minha "asfáltica" e que ligará Argelés-sur-Mer, no Mediterrânio a S. Jean de Luz no Atlântico, cruzando toda a cordilheira Pirenaica em seis etapas, onde tentarei "conquistar" algumas das míticas montanhas do "Tour" . . . Mont Luis, Font Romeu, Col de Port, Peyresourde, Portet D'Aspet, Col de Ares, Col D'Aspin, Col du Tourmalet, Col du Solour, Col D'Aubisque, Col D'Osquich, entre outros. Venha Setembro e a ver vamos!!!
Na Pires Marques compareceram hoje o Filipe e o Carlos Sales para mais umas pedaladas descontraídas, desta vez até Monforte da Beira.
Saímos pelas 08h10 e passámos pelo S. Martinho, Cagavaio e Monte do Chaveiro, atravessando o Rio Ponsul pela velha ponte romana e virando à esquerda, subimos para o Monte Negrete em direcção à Farropinha, onde em zona de planície pejada de azinhal e paisagens fantásticas, atingímos as faldas da Serra de Monforte e demos início à técnica subida em direcção ao "Castelo", onde não chegámos, embalando as bikes em rápida descida em direcção à bonita Capela de Santo Antonio, parando logo depois na Café do "Joaquim Padeiro" para a dose matinal de cafeína.
Numa manhã de "canícula", onde a temperatura não parava de subir, optámos hoje pela fresca coca cola em detrimento da cafeína na quente e alva malguinha de café.
Depois duma longa subida até à zona de eucaliptal que ladeia a Serra do Carregal, serpenteámos até ao Monte da Granja e em boa velocidade, depressa atingímos o Monte do Escrivão, onde hoje e derivado ao calor que se fazia sentir, nos sentimos atraídos pela água, resolvendo atravessar o rio para a outra banda . . . e à vista da água, alguns meninos não resistiram e "catchapum".
O Carlos parecia um "marrequinho" a brincar na água e o Filipe pôs-se lavar a camisola e assim refrescá-la . . . parecia a "Aldeia da Roupa Branca".
Foi com alguma dificuldade que abandonámos o local, derivado à atracção da água, mas havia que continuar e lá fomos pedalando pelo Monte do Pombal e enfrentando a longuíssima subida para a Garalheira, com uma última paragem na fonte, junto ao caminho para refrescar, pois o calor já era um suplício, ainda mais para quem lhe tem pouca resistência.
Chegámos ainda antes das 13h após 62 kms de aventura, num percurso onde já tinha saudade de pedalar.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

terça-feira, 9 de junho de 2009

"GR22 > Piodão - Linhares da Beira"

No passado domingo, agora privados de dois excelentes companheiros, o Luís Cabaço e o Carlos Sales, que desta vez não nos puderam acompanhar, demos continuidade à saga que nos propusemos concretizar . . . A Grande Rota das Aldeias Históricas, concluindo a segunda etapa entre a Xistosa Aldeia de Piodão e a Muralhada e Medieval Aldeia de Linhares da Beira.
Para chegarmos a Piodão, valeu-nos a minha esposa, que acompanhada da minha filha Daniela nos foi levar ao ponto de partida . . . Piodão.
Já para o regresso, contámos com o voluntariado do nosso amigo Fidalgo, que nos foi buscar a Linhares da Beira e nos trouxe de regresso a casa.
Partimos de Piodão já depois das 09h e logo para abrir o apetite uma subida que nos levou ao estradão que contorna a serra fronteiriça a Piodão e que nos proporcionou imagens de rara beleza.

Depois acabou-se o tempo para apreciar com tanta acalmia as fenomenais paisagens e segui-se um trio de descidas bem inclinadas em que toda a atenção era pouca, pois além da elevada inclinação eram também algo técnicas e que nos conduziram até Vide, junto à ponte das três entradas.

Aí começou a primeira birra do dia, pois o Silvério ao passar por uma roulote que assava frangos, já não se calou em todo o dia, pois queria frango para o almoço, depois já era "pito", mas para azar dele e nosso, foi a única povoação que passámos em todo o trajecto.

Depois de Vide, andámos alí um pouco à "nora" para encontrar o caminho certo, bastante dissimulado e que constava num bonito single numa calçadinha que tivemos que galgar a "penantes" por ser bastante escorregadia derivado à chuva que caíra.
No alto, uma pequena paragem para tragar algo calórico e continuámos por bonitos trilhos até que esbarrámos num caminho sem saída, num lugarejo chamado "Marroquinha", creio que é esse o nome!!!

Lá voltámos a dar com o trilho, em muito mau estado e cheio de regos das águas pluviais e em acentuada inclinação, pelo que relembrando o amigo João Afonso e como ele costuma dizer, lá tivemos que efectuar a subida em "Pétêtê".
Sempre em subida, agora já a pedalar, lá fomos galgando quilómetros sempre absorvidos por imensas e brutais paisagens que ao longo do dia foram variando, cada vez para melhor, consoante nos íamos aproximando do nosso objectivo.

Num trilho algo longo e técnico, onde até deu para algumas sessões de depilação natural, à base de "carqueija", chegámos ao cruzamento da estrada que vem de Vide para a Torre e por ela continuámos numa longuíssima subida, quase sempre com rampas na ordem dos 14% até chegarmos ao cruzamento da estrada que vem da Torre para Seia, descendo então para a Lagoa Comprida, onde efectuámos uma ligeira paragem para apreciar aquele belo recanto e em busca de algum "tasco" para comer algo mais sólido. Mas alí só vendiam casaquinhos de lâ e pele e bugigangas.
Descemos mais um pouco em asfalto e logo virámos à direita para entrarmos num bonito estradão que rodeava grande parte da Lagoa Comprida e assim chegámos à também bonita Barragem do Vale do Rossim, já nas Penhas Douradas.

Nesta altura do ano está ainda tudo fechado e por alí não se vía vivalma pelo que continuámos a nossa aventura sempre em bonitos trilhos e explêndidas paisagem sempre a perder de vista, até e após passarmos a barragem da Lagoacha, creio que é esse o nome, seguiu-se um single track "suí generis", onde em determinada altura, simplemente desapareceu, pelo que com a bike às costas lá tivemos que galgar por cima do denso mato, até atingirmos o outro lado.

É bastante triste que num País que tanto apela ao turismo, não proceda à manutenção destes belos trilhos que pertencem a uma GR e com o renome desta, que percorre as Aldeias Históricas.
Então marcações, é simplesmente para esquecer. Quem algum dia a pretender fazer, fica desde já o aviso que, sem a ajuda preciosa do gps, dificilmente a conseguirá concluir.

Continuando a nossa aventura, pedalando agora en suave subida, chegámos ao topo num trilho fabuloso, apesar de em determinada altura a nossa visão se resumira a uma área cercana aos trinta metros, derivado ao nevoeiro, e onde cheguei a ter frio.

Mas tal foi compensado, quando entrámos em zona já abandonada pelo nevoeiro e ficámos abismados com o que dalí se podia ver. Paisagens imensas e bastante floridas, onde quase todos os tons da natureza se juntavam, quase que para nos alegrar nesta nossa aventura. Lindo!!! O melhor que o btt tem para nos mostrar. Um binómio espectacular e que deixa marcas na nossa memória.

Lá ao fundo, a bonita Aldeia do Folgosinho, com o seu castelo cravado na rocha, quase que nos enganava, pois até chegámos a pensar que já se tratava de Linhares. Puro engano!!!
Mas dalí até ao final apenas faltavam 16 kms e logo no início duma adrenalínica e algo perigosa descida, encontrámos uma placa que dizia "Malhão". E foi "malhar" por alí abaixo com o coração acelerado da emoção.

Lá muito mais abaixo, num cruzamento, outra placa misteriosa e que desta vez indicava o caminho, dizendo "Sepultura"!!! Eh lá, agora é preciso ter cuidado . . . apesar de não ser supersticioso, estas tretas mexem sempre comigo.
Agora em trilhos mais suaves e após ligeira subida voltámos a descer, agora para as minas de Linhares e sempre com a pala do capacete virada para baixo, chegámos à base do monte onde foi construída a aldeia.

Num estreito trilho dissimulado à nossa direita, pedalámos em direcção à glória, num single track espectacular e para que a dificuldade fosse um pouco acrescida, uma chuvada fez-nos esquecer algum cansaço que já nos acompanhava há algum tempo, galgando pedras entre seculares castanheiros, cuja rama e "ouriços" atapetavam o chão em tons acastanhados, como se de um tapete se tratasse, em homenagem à nossa chegada àquela medieval aldeia.

A entrada em bonitas e estreitas ruelas, encheram-me de alegria e quando cheguei defronte daquele imponente castelo fiquei abismado com tanta beleza. Pena foi a chuva que caía com alguma intensidade e que me coibiu de dar uma volta pela aldeia, pois apenas tinha a roupa que vestia.
Logo defronte ao Castelo havia um pequeno café pertencente à colectividade local e foi mesmo aí que assentámos arraial.
Quando pedímos algo para petiscar a senhora disse-nos que alí não faziam petiscos, apesar de um grupo de amigos alí estar na petisqueira, mas que era particular.

Mas ao ver-nos assim molhados e presumindo que esfomeados, prevaleceu a hospitalidade beirã e a sua sâ forma de receber e então lá nos arranjou uma bela chouriça assada, que foi desencantar não sei onde, uma "tapa" de queijo e presunto e o marido foi não sei onde desencantar uns pãezinhos que eram uma delícia.

Acompanhado com umas bjecas, lá tragámos aquele belo petisco, agora já na companhia do Fidalgo que entretanto tinha chegado. Depois da foto de grupo, carregámos as bikes e ala que lá vão eles em direcção a casa, que esta aventura já estava terminada.
A próxima será no dia 28 de Junho e ligará Linhares da Beira a Marialva, numa extenção de
cerca de 70 kms.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC
Galeria Fotográfica
Piodão-Linhares