quarta-feira, 30 de junho de 2010

"Pelas Barragens do Açafal e Coutada"

Hoje, quarta feira, fui dar umas pedaladas com o Pedro Barroca e com o Tiago, um companheiro do BttOledo e com quem tive o prazer de partilhar a aventura da Travessia da Serra do Sicó.
Resolvi levá-los hoje lá para os lados de Vila Velha de Rodão e dar uma espreitadela às bonitas Barragens do Açafal e da Coutada, nos Tamujais.
Em bom ritmo, saímos da Pires Marques em direcção à Azinheira, continuando depois já com a ideia de parar na Padaria dos Amarelos para a habitual "degustação" do panike de chocolate, acompanhado desta vez com "panacahê". Experimentem!!!
Cruzámos as Sarnadas e embrenhámo-nos em zonas de eucaliptal e matagal com algumas descidas bastante curvilíneas, onde pedalar foi um gozo. Mas quem desce também tem de subir. E foi isso que fizemos até à Atalaia.
Fomos dar uma "espreitadela" a um dos singles junto à aldeia, mas este, nesta altura do ano, assim como quase todos os singles, encontrava-se bastante sujo com erva bastante alta, e para mim, não me dá muito gozo andar mais a "ceifar" erva que a pedalar.
Da Atalaia rumámos ao Tostão, parando na fonte para lavar a cara e atestar camelbags, pois o calor hoje dava para fazer torradas em cima do capacete.
Em rápida descida chegámos à bonita Barragem do Açafal, que mereceu uma pequena paragem para um par de fotos e continuámos, agora em direcção à Serrasqueira.
Passámos a N.18 e subimos ao alto para depois apreciarmos a também bonita Barragem da Coutada.
Descemos à barragem por trilhos agora bastante cheios de restos de madeira e cascas da extração dos eucaliptais circundantes e com passagem nos Tamujais seguimos o antigo estradão para Vale de Pousadas, agora alcatroado.
Em Vale de Pousadas efectuámos nova paragem para beber uma bjeca fresquinha, lavar de novo a cara e atestar camelbags, pois os graus centígrados tinham vindo a aumentar e a roupinha já vinha bastante coladinha ao corpo.
Saímos dalí com os olhos postos na terrível, nesta altura do ano, subida da Ladeira de S. Gens, que nos levou próximo de Cebolais de Baixo, porém, continuámos até ao Retaxo, com nova paragem no bebedouro junto à Capela da Sra da Guia para tentar baixar um pouco a temperatura corporal.
O Pedro com um compromisso para o almoço, levou-nos a alterar um pouco o percurso inicialmente previsto e atacámos logo as Olelas pelo estradão principal e até Castelo Branco foi à moda da malta da "fininha" com relevos e em boa velocidade.
Missão cumprida, o Pedro já estava na cidade e eu e o Tiago não poderíamos chegar a casa a fumegar daquela maneira, pelo que, encostámos no Bar da Associação do Valongo, onde bebemos um par de bjecas e conversámos durante algum tempo.
Já com o "radiador" a funcionar normalmente chegámos ao ponto de partida, na Pires Marques, onde o Tiago tinha a sua viatura e despedímo-nos com a promessa de voltarmos a dar umas pedaladas por aí algures.
Foram 79 kms num percurso não muito fácil e onde a temperatura não deu muitas tréguas, mas a amizade e a boa camaradagem superaram essas pequenas dificuldades, acabando por ser uma excelente manhã de btt.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

domingo, 27 de junho de 2010

"Uma visita ao Malhadil"

Hoje, na companhia do Pedro Barroca, agora ávido de "absorver" kms e do Nuno Eusébio, que antes, foi ainda tirar umas batatinhas desde as cinco da "matina", fomos dar umas pedaladas até ao praticamente abandonado lugar do Malhadil.
Uma bonita volta, apesar de estar recheada de alguma dureza, acrescida do calor que hoje se fez sentir.
Mas os andamentos ajustam-se e o gosto de pedalar anula esses pequenos itens.
Eu e o Pedro fomos buscar o Nuno a casa e seguimos pela zona das Piscinas e Talagueira em direcção às Benquerenças, onde parámos para a dose matinal de cafeína.
andámos entretidos a galgar uns singles recheados de calhaus descendo seguidamente para a Foz da Líria apreciando as bonitas paisagens proporcionadas pelo Vale do Ocreza.
Subimos aos Calvos e rumámos ás Teixugueiras e Vale da Sertã e pouco depois estávamos no Malhadil.
Foi com algum sofrimento que abandonámos aquele velho casario, não por tristeza, mas pela dura subida que tivemos que enfrentar até ao estradão lá no alto.
Rumámos seguidamente até às Garridas e Barrocas já a pensar na tasca da Lomba Chã, pois o calor já fazia alguma mossa e a água do camelbag mais parecia chá.
Depois dum merecido descanso na referida tasca e de ingerirmos um par de bebidas fresquinhas, continuámos o nosso passeio agora em direcção de novo ao Rio Ocreza, com passagem na Nave contornando os Vilares de Baixo descemos ao Rio.
Nova subida com alguma dureza e já no estradão que divide os Vales da Ocreza e da Liria, seguimos em direcção à Taberna Seca, só de nome, pois ali bebemos um par de bjecas bem fresquinhas, que quase nos fizeram esquecer o suor derramado para ali chegar.
Mas já não havia obstáculos a transpor e em bom ritmo depressa chegámos ao Monte da Maçana, e pouco depois à cidade, com 64 kms percorridos numa manhã plena de boas pedaladas e igual companhia.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

terça-feira, 22 de junho de 2010

"III Raid Castelo Branco - Termas de Monfortinho"

Pelo terceiro ano consecutivo, o Abílio Fidalgo proporcionou a um bom lote de amigos e praticantes de Btt, a oportunidade de concluirem a ligação entre Castelo Branco e as Piscinas do Clube de Caça e Pesca das Termas de Monfortinho em btt, com passagem por Escalos de Baixo, Idanha-a-Nova, Barragem Marechal Carmona, Alcafozes, Toulões e Torre.
A malta distribuíu-se pelos trilhos em pequenos grupos, onde a animação era constante e o divertimento a tempo inteiro.
Abastecimentos não faltaram, à imagem dos anos anteriores, mas cada vez com uma riqueza gastronómica mais apurada.
A "Bôla" este ano foi a delícia dos praticantes da "gula" e para os simples provadores, estava uma delícia.
Bebida não faltou, entre água sumos e a muito requisitada "loirinha", este ano menos que em anos anteriores. Porque será...!?
Umas pequenas avarias, todas elas resolvidas e umas quantas quedas, felizmente sem consequências graves, também estiveram presentes no percurso deste ano e que em nada alteraram a boa disposicão deste grupo de malta que já "peregrina" ás Termas de Monfortinho à três anos em honra do "Santo e Farto Bufett".
Uma manhã bem passada a pedalar na companhia dos cerca de cinquenta companheiros de pedal e uma tarde magnífica na refrescante área das Piscinas na companhia de amigos e familiares, que este ano chegaram à centena e meia.
Cerca das 18h00 regressei a Castelo Branco, após um dia bem passado na companhia de familiares e amigos.
Hajam mais iniciativas deste tipo e o AC certamente lá estará, se for convidado.


Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC



Aqui fica um pequeno filme
do evento.

III Raid Castelo Branco - Termas Monfortinho from actrilhos on Vimeo.

domingo, 13 de junho de 2010

"Trip Trail Geopark Naturtejo"

Em equipa com o Nuno Eusébio, fomos pioneiros na primeira Edição do Trip Trail Geopark Naturtejo, uma organização da Horizontes e únicos participantes de Castelo Branco.
Uma prova com uma dureza já considerável e com um traçado bem conseguido e rico em termos paisagísticos.
Sei que à partida, o projecto tinha uma outra dimensão, mas que derivado a compromissos não assumidos, nomeadamente pelo Geopark, veio condicionar bastante a organização, que se viu obrigada a alterações de última hora, mas que ainda assim e em meu entender, conseguiu apresentar um projecto bem conseguido, com um bom traçado e uma equipa jovem e dinâmica, fazendo votos que a Horizontes não se fique pela primeira Edição, pois há muito para mostrar cá no nosso querido interior.

Quanto à prova em si, a expectativa era grande e o desafio estava aí, mesmo em cima da linha de partida no primeiro dia.
Eu sentia-me preparado e o meu companheiro Nuno tinha-se aplicado no último mês, mas eu sabia à partida que este desafio lhe iria ser bastante difícil, pois sem tempo para treinar era bastante difícil, pois três dias com kms e acumulado de subidas considerável, é preciso dedicar muitas horas ao treino e de forma algo específica, o que ele não tinha e apenas um ou dois dias no fim de semana é insuficiente para eventos deste tipo em dias seguidos.
Mas no primeiro dia lá partimos entusiasmados para a primeira etapa com ligação das Termas de Monfortinho a Vila Velha de Rodão, numa extensão de 144 kms.
Um percurso já bem conhecido, com passagem no Vale da Torre e nas míticas calçadas romanas de Monsanto.

Saímos de Monsanto pelo single track da Capela de S. Pedro de Vir a Corsa e rumámos a Idanha-a-Velha e Idanha-a-Nova com passagem por Alcafozes e Sra do Almurtão.
Na Sra da Graça, esperava-nos a terrível calçada que fez suar a estopinhas, apesar do sol andar "acabrunhado" nesse dia.
Saimos de Idanha pela Praça de Toiros em direcção ao Couto da Várzea, onde chegámos numa rápida descida, para atravessarmos depois parte da campina até ao Ladoeiro.
Com passagem pela barragem do Monte Grande, encostámos ao Rio Ponsul no Monte do Escrivão, seguindo-o até à Ponte Romana, para subir depois até Lentiscais pelo Monte do Pardal.

À entrada de Alfrívida virámos à esquerda para a Capela da Sra dos Remédios e em rolantes estradões passámos o Monte Fidalgo, onde mais à frente nos esperava a fantástica paisagem sobre o Rio Tejo na Barragem de Cedillo.
Segui-se a passagem por Perais e os "oscilantes" trilhos de pedra rolante, que para final de etapa, nos fez apanhar uns belos abanões.
Fizemos 8h26m e sem que lutássemos de qualquer forma pela geral, acabámos por ser a quinta equipa a terminar a etapa.

No segundo dia e segunda etapa, o dia não iria ser nada meigo para nós. Um bom acumulado, subidas dificeis, quer pela inclinação, quer pela parte técnica e logo para começar e ninguém adormecer, tivemos como digestão para o pequeno almoço a subida à Serra de Vila Velha com início junto ao Quartel dos Bombeiros. Quem não se lembra da "deliciosa" descida dos Trilhos da Açafa. Agora a subir. Uff!!!
Descemos à Portela do Perdigão com uns trilhos algo técnicos e ainda não tinha parado de ofegar, já tinha à minha frente a ainda mais inclinada subida à Serra do Perdigão, mas as paisagens proporcionadas lá no alto fizeram esquecer a dor de pernas.

Agora e para mim um pouco mais complicado era a descida para a Ladeira, ao tipo de Down Hill e com uma inclinação considerável e quando para lá virei, já não consegui parar e com o coração aos saltos lá tentei manter a bike direita por cima de todos aqueles calhaus. Lá em baixo e ao olhar para cima, senti-me deveras satisfeito de ter conseguido. Afinal não é assim tão dificil, eu é que sou um pouco "medricas" e corto-me a brava.

Quase sempre em descida, lá chegámos à margem esquerda do Rio Ocreza, seguindo-o até à Aldeia da Foz do Cobrão, onde nos esperava um muito técnico single track junto à Praia Fluvial, com uma paisagem fantástica.
Subimos Sobral Fernando e pedalámos no fantástico estradão pelo Vale Almorão e que nos levou aos Carregais.

Daí continuámos ladeando a Ribeira do Alvito até à entrada do Casal da Ribeira, virando à esquerda numa longa subida até à Ferraria e Catraia Cimeira.
Nos Montes da Senhora deixámos as bikes à guarda do elemento que procedia ao controle de passagem e fomos ao café beber uma bebida fresca e trincar uma sandes de presunto bem ornamentada, que isto de só pedalar faz muita fome.
Sempre, ora a subir, ora a descer arrastámos-nos até Proença-a-Nova, com passagem por Sesmos, Figueira e Vale de Urso, terminando esta segunda etapa já a ultrapassar tempo limite de seis horas.

O Nuno Eusébio via-se claramente que não tinha conseguido recuperar bem do dia anterior e que vinha em sofrimento, pois no single track da Foz do Cobrão tinha dado uma queda e desde aí vinha a queixar-se da perna.
A terceira e última etapa, a etapa rainha do Trip Trail esperava-nos e tal como a anterior, uma boa subida para digerir o pequeno almoço. A subida ao cruzeiro.
Logo aí vi que esta etapa iria ser complicada. O Nuno Eusébio vinha em sofrimento com dor na perna e eu desde logo aconselhei-o a desistir. O importante era o seu bem estar e não a prova em sí. Para o ano há mais.

Mas ele corajosamente queria tentar chegar ao fim e lá foi pedalando, mas as subidas eram longas e penosas, até que no alto do Vergão, mesmo junto ao Posto de Vigia, após a chegada às Eólicas, a dor foi mais forte e ali foi recolhido por uma viatura da organização.
Mas eu fui lá para ser um finisher da prova e informei a organização de que iria continuar sózinho. Nada havia para ganhar e nada havia para perder. A outra equipa master ainda não tinha conseguido acabar nenhuma das etapas, também por problemas mecânicos e a nossa penalização seria muito inferior à deles e como tal a classificação master já era nossa.

Fomos os últimos à passagem pelas eólicas do Vergão. A ultima equipa já levava uns bons minutos de avanço quando parti do Alto do Vergão, após o meu companheiro ter sido assistido.
aproveitei a longa descida para me lançar e alguns kms depois alcancei a equipa que me antecedia, que estava no Trip Trail com um espírito meramente lúdico e numa boa lá iam palmilhando kms e divertindo-se à sua maneira, não perdendo nenhuma prova de cereja, sempre que encontravam no seu caminho uma árvore daquela espécie.
No Carvalhal fiz-lhes companhia na apanha da cereja que comemos a nosso belo prazer. E que boas que elas eram.

Continuámos juntos durante alguns kms, até que resolvi seguir sózinho. Quiz saber até que ponto era capaz de acabar o Trip Trail num ritmo mais vivo e lancei-me em busca de outras equipas.
Em solitário lá fui pedalando agora sem a companhia do Nuno, que me deixou um pouco degostoso, pois é um excelente companheiro e gostaria bastante que tivesse acabado o desafio.
Passei as bonitas praias fluviais da Aldeia Ruiva e do Malhadal, subindo às Corgas e descendo ao Pedintal.

Passei pela Ribeira da Isna e ultrapassei os complicados trilhos da Serra dos Alvelos, onde após cruzar a bonita aldeia abandonada dos Tojais sofri bastante na didicil subida às eólicas do Cabeço do Rainho. seguiram-se uma sequência de descidas bastante técnicas em cascalho onde já todo o corpo doía, tal a a concentração para me manter em cima da bike.
Contornar o cabeço seguinte foi complicado pois fartei-me de pedalar e tinha a sensação de que não saía do mesmo sítio e à laia de tortura chinesa, com Oleiros aos meus pés e nunca mais lá chegava.

Após a fonte, onde se encontrava o último controle, bebi um pouco daquela água bem fresquinha e aí vai ele barreira abaixo em alta velocidade. Mais umas subiditas, agora um pouco mais frouxas e Oleiros ia-se aproximando. O ânimo estava agora em alta e sabia que ía concluir com algum à vontade o meu desafio. Pelo caminho ultrapassei ainda cinco das equipas concorrentes e acabei por ser o sexto a chegar ao final, após estar em último no alto do Vergão.
Apenas aumentei o andamento, porque também queria esclarecer algumas dúvidas a mim próprio, não sendo esse o nosso objectivo como equipa, mas apenas terminarmos a prova.
Foi mais uma aventura concluída estando já a pensar na próxima, que certamente será para breve.

O amigo Silvério pegou na sua asfáltica e de Castelo Branco deslocou-se a Oleiros para connosco confraternizar um pouco. Obrigado amigo pelo encorajamento e espero ver-te para o ano no Trip Trail.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

terça-feira, 1 de junho de 2010

"VII Raid AC - Trilhos e Aventuras"

Já em fase de edição hà bastante tempo, este meu "VII Raid", mais não foi que uma travessia transibérica, com a ligação da cidade de Cáceres a Castelo Branco.
Muito trabalho de pesquisa, muitas horas no terreno e lá acabou por saír. . . 162 kms de pura adrenalina, com uma altimetria que eu costumo apelidar de distendida e cerca de 45 kms de senderos, (single tracks, carreiros, veredas, riscas, o que lhe queiram chamar) que nos deu horas de enorme gozo.
Uns ainda bem visíveis, outros nem tanto, alguns foi seguir o track à risca e ainda, a ligação por searas e zonas de pasto e margaça, onde já pouco eram conhecidos os singles, mas 100% cicláveis.
Estradões percorridos a alta velocidade, bonitas povoações e muitas "fincas" com portões para abrir e fechar, também fizeram parte da aventura de hoje, assim como a passagem sorrateira e cautelosa entre manadas de gado vacum, que diga-se em abono da verdade . . . bem merecem o nosso respeito, pelo menos o meu. eh eh eh!!!
Com logística fácil, saímos de Castelo Branco, pelas 06h15, eu, o meu irmão Luís, o Silvério e o Nuno Eusébio na carrinha Mazda do irmão do Silvério que nos foi voluntáriamente descarregar a Cáceres, mais própriamente no Parque de Estacionamento do Carrefour.
Já perto das 09h00, lá partimos em direcção aos trilhos para pouco depois depararmos com uma das primeiras zonas bonitas do percurso . . . uma colónia de cegonhas junto ao Hotel Peña Cruz de Malpartida de Cáceres.
De seguida passámos por uma zona de vestígios antigos, onde se encontravam alguns sepulcros antropomórficos talhados em granito, mas que não parámos para visitar e sempre seguindo o caminho del Cintado, passámos ao lado de outra zona de ruínas, sendo a mais visível a denominada Porta do Céu.
Sempre em estradão, tomámos o caminho del Casar em direcção a Arroyo de la Luz, onde parámos para tomarmos a dose matinal, desta vez de café solo e com um sabor bem diferente do nosso.
A partir daqui, entrámos em longos kms se single tracks, de todas as maneiras e feitios . . . uns mais, outros menos visíveis, mas sempre cicláveis, pedalando com puro prazer e com a alegria estampada no rosto por sermos priveligiados com um dia soberbo de pedaladas.
Passámos entre Encinas e Vaqueril e só depois entrámos num largo estradão que nos conduziu à bonita aldeia de Brozas.
Aí entrámos e deambulámos entre ruas e ruelas, até encontrarmos a plazuela, tipo Docas cá do sítio em miniatura, abancando numa aprazível esplanada com intenção de tragar una canha e comer algo mais sólido.
Mas, ao efectuarmos o nosso pedido de bebidas, fomos brindados, bem à moda espanhola, com um platito de patatas fritas com uma série de pequenas salchichas embebidas em molho de tomate.
Houve quem franzisse o nariz, mas foi por pouco tempo, assim como o tempo que as ditas estiveram estacionadas no platito.
Havia que continuar e agora num percurso na sua maioria composto por rápidos estradões, mas ainda assim, com uns explendorosos single tracks, passámos na enorme finca de Belbis para algum tempo depois chegarmos a Alcântara.
Por coincidência, chegámos ao mesmo tempo que o nosso motorista, o irmão do Silvério, que nos fez companhia neste abastecimento.
Mais umas canhas . . . houve um alarve que se aventurou com uma caneca na parte inicial . . . e para nossa surpresa, lá veio mais um platito, desta vez com uns deliciosos calamares.
Já bem aconchegadinhos e com os líquidos ingeridos a criarem já alguma deformação no jersey, entrámos, própriamente dito, em Alcântara, uma povoação bem bonita e cheia de história, passando junto a alguns bonitos monumentos, onde destaco o Convento de San Benito, com os seus lindíssimos claustros.
Depois de um breve sepentear por algumas artérias da cidade, descemos à imponente Ponte Romana, através da inclinada descida de xisto, que termina mesmo junto ao seu tabuleiro, onde nos deliciámos com aquela magnífica paisagem.
A seguir, esperáva-nos um dos pontos mais duros do percurso.
Um soberbo single track a ladear o Rio Tejo, desviando-se um par de kms depois à direita, talhado entre montanha xistosa e de difícil progressão, sempre em arfante subída, até atingirmos a zona de planalto, com uma paisagem bem bonita, apesar de despojada de arvoredo.
Lá bem no horizonte, vislumbrava-se a pequena povoação de Estorniños, onde efectuámos nova paragem para abastecimento.
Num bar bem peculiar, pois estava montado naquilo que me pareceu ser uma sala da habitação, pois para lá chegarmos, passámos por um corredor, que ligava com outras três divisões.
Na sala, apenas um par de mesas e um pequeno balcão, servido por um pequeno frigorífico, mas com bebidas bem frescas. Engraçado!!!
A partir daqui, os single tracks quase que se extinguiram, apenas uma ou outra passagem mais singela, mas as dificuldades, essas sim, vieram rápidamente ao nosso encontro, depois da passagem por Piedras Albas.
Depois duma breve paragem na Ponte Internacional de Segura, rumámos à Vila da Zebreira, onde algumas subidas começaram a desenhar alguns esgares no rosto da rapaziada.
A passagem pela Zebreira foi rápida e aproveitando a pouca altimetria, depressa chegámos ao Rio Aravil, por trilhos e estradões de pedalada mais fluída.
A passagem do rio, que tanto trabalho me deu a descobrir, levou-nos para o outro lado, uma propriedade particular, cujo portão de saída tivemos que saltar, pois já tinha sido fechado a cadeado.
Rumo ao Ladoeiro, o terreno foi um pouco mais ondulante, mas ainda assim, de pedalada rápida e após passar o Ponsul a vau, passámos o Monte de Belgais, virámos depois para o Monte dos Quintalreis e já no Monte da Capa Rota, entrámos finalmente no alcatrão . . . bendito alcatrão . . . que nos conduziu finalmente a casa, e nesse dia, nossa querida e saudosa cidade de Castelo Branco.
Foi simples . . . quatro "manos", quatro bikes, quatro à partida, quatro na galhofa durante todo o percurso e quatro à chegada.
Kms de prazer e de boas pedaladas . . . litros de líquido de várias côres e comida com vários sabores e feitios . . . Aventura e alguma capacidade de sofrimento, daquele que a gente gosta já com o pézinho no chinelo, também já fazem parte dos nossos "roteiros", sempre abertos aos amigos que a nós se queiram juntar, sem grandes "parangonas", apenas pedalar para descontrair, o nosso lema . . . seja qual for a distância!!!
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC
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"VII Raid AC-TRilhos e Aventuras" from actrilhos on Vimeo.