quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"Ruta por la Sierra de Gata"

Hoje, aproveitando a excelente companhia do Nuno Eusébio, fomos até à bonita Sierra de Gata dar umas pedaladas.

Fui buscá-lo pelas 06h30 e calmamente, rumámos a Villasbuenas de Gata, onde daríamos início à nossa aventura de hoje.
Estacionámos a viatura no largo junto à igreja matriz, preparámos as bikes e restante material e aí vamos nós em busca dos trilhos.
Eram 08h30, quando saímos de Villasbuenas, em direção à Ponte Romana sobre o Arroyo de S. Blás.
Entrámos depois num curto e pedregoso single track e por trilhos bem "catitas", rumámos ás ruinas do Monastério de Nossa Sra de Monteceli, ali parando, para apreciar o abandonado e bastante degradado monumento.
Seguimos depois até à Aldeia de Gata, onde parámos num bar na Plaza Mayor e apreciando calmamente o ambiente, "devorámos" um "bocadillo de lomo e una caña con limon".
Já com o estômago aconchegado e a sede saciada, voltámos aos trilhos. A próxima paragem estava programada na Aldeia de Torre de D. Miguel e, foi para lá que nos dirigimos, pedalando por trilhos fantásticos e apreciando toda a beleza sobre as serranias que nos envolviam e os longos vales que a nossa vista alcançava até para lá de Moraleja, onde sobressaíam o Pântano e a Barragem de Borbollon.
A nossa aventura de hoje valeu pelo seu todo, mas o single track na falda do "Castillo de La Almenara" foi algo de fantástico, técnico, com cerca de 4 kms e com uma envolvente fabulosa.
Passámos no alto da Aldeia de Cadalso e descemos para Torre de D. Miguel, onde efetuámos a segunda e ultima paragem, também num bar da Plaza Mayor.
Novo "bocadillo de lomo e caña com limon", repuseram as calorias entretanto gastas.
restava-nos a última secção do percurso hoje delineado. Por entre trilhos pedregosos e bosques de carvalhos, chegámos de novo a Villasbuenas de Gata. Terminámos os 62 kms do percurso, com um sorriso nos lábios de satisfação, por mais esta pequena aventura, em "tierras de nuestros hermanos"!!!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC
Clip de vídeo

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

"Uma voltinha agradável"

Convidado pelo Luís Lourenço, juntei-me hoje aos restantes companheiros, Pedro Martinho, Nuno Eusébio e Silvério, pelas 08h30, na Pastelaria da Padaria do Montalvão, alí para os lados das Águas Férreas.

Saímos pelos loteamentos da zona industrial e rumámos às profundezas da Ribeira da Canabichosa que hoje, estava vestida com um grande manto branco, criando uma bonita paisagem.
Subimos depois em direção às Benquerenças, divertindo-nos num delicioso par de singles e, com passagem pela abandonada aldeia de Monte Baixo tomámos a direção dos Amarelos com intenção de ali saborear um dos seus famosos panikes de chocolate.
Desta vez, o tiro saiu pela culatra, pois tivemos que nos contentar com umas "cavacas", pois não tinha havido confeção de bolaria.
Daqui, seguimos em direção ao Retaxo e subimos às Olelas, cruzando o asfalto e continuando agora rumo à foz da Ribeira do Cinzeiro. Um bonito e inóspito local!!!
Com um pouco de "pétêtê", chegámos à curva de nível que delimita as Espantalhosas e subimos até aos Maxiais, rumando seguidamente por asfalto até à cidade, onde chegámos pelas 12h3o, para uma última paragem no Bar da Associação do Valongo para a sossega da praxe.
Por ali nos despedimos, com a promessa de novas cavalgadas e novas aventuras.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"Memórias da Maratona Perdida"

Folheando a Revista B, deparei com este texto do Nuno Neves e com o qual me identifico plenamente!!!
Talvez seja já um daqueles "caras" que não percebem nada destas novas formas de andar de bike, ou talvez, a outra geração a que ainda pertenço, esteja a afetar a minha visão da "coisa"!!!
Mas o fato, é que gosto mesmo de andar de bicicleta, ou melhor, adoro andar de bicicleta, e por isso, não resisto a transcrever para este meu cantinho na blogosfera, este "profundo" texto do Nuno Neves!!!
. . . JÁ LÁ VAI O TEMPO em que a palavra maratona de BTT significava uma prova de superação pessoal em que o objetivo era conseguir chegar ao fim, demorasse o tempo que demorasse, tendo como elementos de motivação a diversão, a companhia dos amigos e a beleza dos locais percorridos.
A partir do momento em que o relógio entrou nas maratonas, estas perderam o encanto, a inocência e o romantismo de outro tempo. As maratonas transformaram-se em aglomerados de pessoas, obcecadas em terminar o mais rápidamente possível, sempre com os olhos fixos no guiador. Deixou de ser importante o desafio, a cumplicidade com os amigos e com os locais por onde se passa. Passaram a ser mais importantes as marcações do percurso, os abastecimentos, os banhos e os jerseys. Passou a ser obrigatório ir a algumas maratonas, pelo simples fato de serem muito populares e levarem muita gente. Não ir remete ao silêncio as conversas de Segunda Feira, ao final do dia na loja das bicicletas, sobre assuntos do género; O Zé que empenou, o Luís que ficou em 142º lugar, mas que ainda ficou 23 lugares à frente do João, que se fartou de treinar. . .
As maratonas tornaram-se desprovidas de caráter, amorfas e perfeitos martírios. Passaram a ser um prolongamento da semana de trabalho, contribuindo ainda mais para os níveis de stress. O relógio apoderou-se das maratonas como uma doença: há que acabar, o mais rápidamente possível! São os colegas à espera, o almoço, as fitas a tirar e o lixo a limpar. . .
Muitas maratonas passam por locais lindíssimos, alguns deles propriedade privada, que só através destes eventos se tornam acessíveis para a prática do BTT. É de reconhecer o esforço de muitos organizadores em mostrar e dar a conhecer o melhor das suas terras. Pena é que, face à evolução que as maratonas tiveram, já poucos usufruam dessas belezas.
Estou convito que o importante não é chegar, é o caminho que se percorre para lá chegar.
Conversar com os amigos enquanto se pedala, apreciar a Natureza, sentir o cheiro da terra, sentir o corpo em piloto automático quando as forças já se foram, são sensações únicas e que fazem sentir que andar de bicicleta é evasão e diversão. Estas memórias, sim, perduram no tempo.
Não sei se me perdi ou se a maratona me perdeu mas, por tudo isto, estas maratonas já não são para mim.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

"Pelo Vale do Rio de Beijames"

Ontem, foi dia de ir editar uns trilhos ali para os lados de Valhelhas, Verdelhos e serranias limitrofes.

Acompanharam-me o Carlos Sales e o Fernando Micaelo, neste meu vício de pedalar por esses cantinhos "catitas", onde quer que se encontrem. Sem stress e em plena comunhão com a natureza!!!
Saímos da cidade pelas 07h em direção a Valhelhas, onde estacionamos a viatura.
Preparámos as bikes e restante material e rumámos aos trilhos, com um frio, quase de "rachar"!!!
Passámos a Ponte Filipina sobre o rio Zêzere e entrámos na Mata do Galrado com uma vista fantástica sobre o Vale do Rio Zêzere, que seguimos até aos Alvercões, onde tentámos cruzar o rio para a outra margem, para seguir o track, inicialmente delineado, mas . . . Chiça, que a água parecia gelo e ainda tinha alguma profundidade.
Passei ao plano B. Entrámos seguidamente no Vale do Rio de Beijames, , na sua margem direita, pois corre para norte, onde por trilhos, sempre junto ao vale, chegámos a Verdelhos, onde passámos a ponte, para logo no final desta, entrarmos num café, onde tomámos práticamente o pequeno almoço e o cafézinho da praxe.
Agora em sentido inverso voltámos a entrar nos trilhos na zona da Conheira e seguimos o bonito estradão, até entrarmos na Mata da Contenda, sempre em subida até à Portela.
Tomámos o rumo aos Medronhais, numa longa subida e, com passagem pelos Carvalhais, descemos de novo a Verdelhos, agora no outro topo da povoação, cruzando a Ponte Velha em direção aos Muros, onde por bonitos e algo técnicos trilhos, seguimos a margem esquerda do Rio de Beijames, até ao Caramouço Cimeiro, um cantinho de grande beleza, onde cruzámos o rio sobre grandes rochas para a margem esquerda.
Aqui, continuámos pela encosta do vale até ao Cerro Largo, subindo depois à Serra do Covão, seguindo pelo Cabeço do Ribeiro do Boi, onde deparámos com longas subidas, bastante técnicas, até práticamente ao Alto de S. Gião, descendo depois para a Aldeia de Sarzedo, onde em vão, procuramos um "tasco" para beber e comer algo, mas o único estabelecimento da aldeia, estava fechado.
Seguimos agora em direção à Fonte Seca e Abesulha e subimos à Serra da Rachada, onde junto à Casa Florestal, demos início à rápida e adrenalínica descida até à Ponte Filipina, que voltámos a cruzar, agora em sentido inverso e a finalizar esta bela aventura.
Chegámos à viatura, arrumámos as bikes e restante material e, rápidamente apontámos o azimute à Casa de Pasto (Café Ideal), no Vale da Amoreira, para devorarmos umas largas dezenas de peixinhos fritos, distribuidos por duas travessas e acompanhados por umas quantas "jolas"!!!
Depressa esquecemos as dores de costas e de "pernil" . . . os longos "arfanços" e as "tremideiras", quer a subir quer a descer, durante 0s 60 kms desta bonita aventura.
Ficaram as bonitas imagens, retidas nas nossas retinas. . . aquelas horas de convívio e companheirismo e o sabor daqueles apetitosos peixinhos, regados por frescas "jolas", bebidas em largos "goles"!!!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC
Clip

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Vila Velha de Rodão"

Hoje, na companhia do Silvério e do Pedro Barroca, fomos "morfar" um bolinho à Padaria da Zona Industrial de Vila Velha de Rodão.
Saímos da cidade, pouco depois das 09h00 e, pela variante à Carapalha, chegámos á Rotunda da Ford.
Rumámos depois a Vila Velha,, com passagem em Sarnadas e Coxerro, já com um aumento gradual de trânsito, a furtar-se às portagens e com os camiões a ganhar vantagem.
Depois de Sarnadas, o nevoeiro apareceu, tornando-se cada vez mais espesso, dificultando-nos um pouco a visão e arrefecendo bastante o corpinho.
para combater o frio, tivemos que adotar uma pedalada mais vigorosa.
Parámos então na padaria, onde tomámos o cafézinho e comemos um bolinho, ainda quentinho, aproveitando para dar dois dedos de conversa.
Seguimos depois para Alvaiade, subindo pela variante e seguimos a IP2 até á cidade, com passagem por Sarnadas.
Chegámos cedo e com 66 kms percorridos em duas fases. Ao frio e com nevoeiro e numa bela manhã solarenga, desde Alvaiade.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
. . .ou fora deles.
AC

domingo, 18 de dezembro de 2011

O último do ano by "As Voltas do Pinto Infante"

É já um clássico "natalício" este encontro de amigos do Pinto Infante, no passeio convívio por ele organizado e que a malta corresponde, dizendo "presente"!!!
Os trilhos . . . estes têm sempre um cunho próprio. A zona . . . tem sempre, ou quase sempre, como imagem de fundo, a espetacularidade da bacia hidrográfica da barragem de Santa Águeda!!! O Convívio . . . esse, é sempre o "prato forte" deste evento.
Amigos, conhecidos e participantes pela primeira vez, esquecem desta vez, a vertente competitiva do Btt e confraternizam, convivem em boa harmonia e divertem-se com as peripécias de alguns companheiros mais reinadios.
Pedalámos por aqui e por ali, não sei bem. O que sei, é que foram 41 kms bem divertidos e de excelente convívio, e que, culminaram com um agradável almoço no "Tá-se Bem", na Lardosa, com aquela espessa e saborosa sopa, bem à moda beirã, que nos acompanha neste evento, desde o primeiro ano.
O bacalhau voltou à ementa, e bem, enriquecendo a ementa, nesta quadra natalícia.
Amigo Pinto, considera já a minha presença em 2012. Se por algum motivo alheio à minha vontade, não puder estar presente, depois digo-te!!!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

"Olêdo"

Aproveitando estes dias em que a chuva anda um pouco envergonhada, fui hoje, na companhia do Silvério, dar uma voltinha com a "asfáltica".
Saímos pelas 09h15 e fomos até Olêdo, com passagem por Escalos de Baixo e de Cima.
Abanámos o esqueleto no irregular empedrado da rua principal da aldeia e virámos à esquerda para a panorâmica estradinha que encurta o trajeto para Proença-a-Velha.

Uns três kms mais à frente, virámos de novo à esquerda, para outra estradinha similar, que nos levou até S. Miguel D'Acha, onde efetuámos a única paragem, no Café da D. Maria, para a matinal dose de cafeína.
Dois longos dedos de conversa, na sua maioria sobre o tema da atualidade . . . "descascar" nos governantes e seus similares . . . blá, blá,blá!!!
Descemos seguidamente a S. Gens e rumámos de novo a Escalos de Cima e de Baixo, entrando na cidade pelas 12h20, com 67 kms percorridos numa bonita manhã soalheira, bem propícia à prática deste salutar desporto.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

"Uma volta com o "Tanganho" (29er)"

Aproveitando a oportunidade de ter durante esta semana á minha disposição, uma Seven Sola 29er, há que aproveitar a oportunidade e devorar uns trilhos com a "dita".
Assim, e a convite do Silvério, fui hoje dar uma voltinha de Btt, em horário inusual, para mim, mas ainda assim, repleto de aventura, divertimento e adrenalina.
O Luís Lourenço tinha combinado esta volta com o Silvério e este, estendeu-me o convite.
Juntámo-nos pelas 08h na Pastelaria "A Ministra" e ali tomámos o cafézinho matinal e pusemos a conversa em dia durante quase 1 hora.
Saímos depois a fazer um pouco de tempo, para nos juntar-mos ao Luís lá pelas 11h.
Fomos até à Sra de Mércules e já cerca das 11h30 juntámo-nos nas imediações da residência do Luís e fomos então para os trilhos.
Andámos lá pelas profundezas, com subidas e descidas, algumas bem manhosas, bem ao jeito do Luís, mas que eu, também não me importo nada.
Ziguezagueámos pela zona do Valongo e malhão do Fagundo e subimos aos Maxiais, já com o azimute virado ao Ramalhete, na Represa, onde parámos para comermos uma bela sopinha de espinafres, secundada por um belo prego e acompanhados por um belo tintinho, assim à laia de lubrificação.
Já aconchegadinhos, mantivemos o ritmo e o estilo e, lá fomos nós "a toque de caixa", "malhar" mais uns trilhos, ou a descer, ou a subir, sob a batuta do Luís, até á zona da Atalaia, regressando por Sarnadas.
O "Sacana" do "Tanganho" vem montado com um pedaleiro duplo, 27/39 e fez-me dar o litro naquelas "rampinhas". Mas tudo bem!!! Serviu para desentupir os poros e suar de inverno à moda de verão.
Mas gostei, tanto da adrenalina, como dos cantinhos que o Luis hoje partilhou connosco.
E, sobretudo, fiquei com a impressão de que era capaz de me habituar ao prato duplo, mas com outras desmultiplicações.
Acabei por fazer 65 kms numa manhã e meia tarde, divertidos e bem repletos de adrenalina.
Hoje, nem houve tempo para mudar as pilhas do gps e quase não deu para a foto.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC