quarta-feira, 27 de junho de 2012

"Transpirenaica - Escalona - Senegué"

Dia 10  - "Escalona - Senegué" - 111 kms.

Esta foi a etapa mais longa de toda a travessia. Foi também uma etapa muito dura, mas enriquecida por cenários fantásticos, que amenizaram sobremaneira, a dureza de alguns trilhos.
Depois de um excelente "desayuno" no Hotel Revestido, onde ficáramos alojados, partimos para esta longa etapa.
Já estávamos no interior do Parque natural de Ordesa Y Monte Perdido.
Depois de Escalona, entrámos no impressionante Cañon del Añisclo, através do Estrecho de las Cambras, que seguimos até ao majestoso Maciço do Monte Perdido.
Majestosas paredes abrem-nos caminho através duma estreita estradinha de sentido único, ladeando o bonito Rio Bellós.
Saímos daquele impressionante barranco e virámos à esquerda, para começarmos a enfrentar a longa e dura subida ao Collado de Fanlo.
A descida para Sarvisé foi fantástica e adrenalínica.
Continuámos para Fiscal, com passagem do Valle del Rio Ara ao Valle del Rio Gálligo. Almoçámos em Fiscal numa bela "Terraza", com vista sobre o Valle del Gálligo.
Com a "pança" bem aconchegadinha continuámos esta nossa longa e dura etapa, com a subida a Peña Oturía. Lá do alto, pudemos avistar quase todo o Pirinéu Central como El Cotiella, de novo La Peña Montañesa, La Peña Telena, La Foratala, Los Três Sorores, entre outros!
Passámos pelos desabitados "pueblos" de Bergúa e de Sasa e enfrentámos duras e inclinadas secções de subida à Gran Collada, pela Pradera de Santa Orosia, tendo a sorte de não ter chovido, pois com o terreno húmido é terrível. Apenas cruzámos uns quantos charcos com água e passámos bem pelo leito do rio, onde pudemos constatar o que seria com aquele tipo de terreno molhado e o rio com mais caudal. Uf!!!
Descemos a Larrede, onde mais à frente passámos pela bonita Ponte Suspensa, sobre o Rio Gálligo, que nos deu acesso a Senegué.
Inicialmente passámos Senegué e continuámos para Sabiñanigo onde esperávamos ficar alojados.
Procurámos uma loja de bicicletas para eu poder comprar um par de sapatos, pois o meu sapato esquerdo, à semelhança do direito, também já se tinha aberto na sola.
Mas não encontrei nada que me interessasse e o problema da folga no cepo da roda do Carlos, também não foi possível resolvê-lo naquele dia.
Resolvêmos não ficar em Sabiñanigo e regressámos a Senegué, onde ficamos alojados.
Além do problema dos meus sapatos, o Bruno voltou a partir a corrente da bike. O problema foi fácilmente resolvido com um link.
No dia seguinte esperavam-nos mais uns duros 90 kms até Ansó. Estava espetante por cruzar a famosa Selva de Irati!

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC


terça-feira, 26 de junho de 2012

"Alvito da Beira"

Hoje, acompanhado pelo Jorge Palma e António Leandro, fomos até Alvito da Beira.
Saímos da cidade pouco depois das 07h, para fugir um pouco à "calina" anunciada e rumámos a Sarzedas, passando pela Taberna Seca, Vilares de Cima e Cabeço do Infante.
Passámos seguidamente o Vale d'Água e Monte Gordo e parámos no bar das bombas, na Catraia Cimeira onde nos refrescámos com uma bebida fresca e atestámos bidons.
Já um pouco repostos, seguimos então para Alvito da Beira. Parámos junto à bonita Praia Fluvial da povoação e seguimos para a Mó, Sesminho, Sesmo e Pomar, parando novamente no café na Azenha de Cima, para mais uma sessão de arrefecimento com bebida fresca.
Hoje, apesar de o sol estar um pouco encoberto, estava bastante abafado.
Vale de Maria Dona, Grade, Vale Ferradas e Salgueiro do Campo, foram as localidades por onde passámos, antes de entrar na cidade, cerca das 11h00, com 88 kms pedalados em boa harmonia e de forma descontraída.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

segunda-feira, 25 de junho de 2012

"Senderos del Jálama - Sierra de Gata"

Tinha prometido a alguns amigos um regresso à bonita Sierra de Gata e com "uns rebuçadinhos para desembrulhar".
Não prometo muito, mas o que prometo cumpro e dentro do prazo. O ano, para mim, continua ter doze meses!!!
Aproveitando o bom tempo que se tem feito sentir, lá fomos, eu, o meu irmão Luís, o José Luís e o Vasco Sequeira, até à bonita povoação de Hoyos para darmos início a mais um dia de aventura.
Eu e o meu irmão juntámo-nos ao José Luís e ao Vasco no café junto ao chafariz, nos Escalos de Cima e ali tomámos a matinal dose de cafeína.
Já em Hoyos, partimos para os trilhos cerca das 08h30 logo com uma entrada algo trepidante numa bonita calçada romana, que nos fez saltitar durante um bom par de kms até entramos numa bonita mata de carvalhos, serpentando num bonito single track.
Senpre por "senderos e trialeiras" chegámos ao início da calçada medieval que dá acesso à lindíssima aldeia de Trevejo com o seu velho e altaneiro castelo a ver-nos subir aquele trepidante caminho milenar. Já é a terceira vez que por ali passo e presumo que não seja a última. Aquilo dá mesmo "pica"!!!
Subimos ao castelo para as fotos da praxe e não tivemos muita sorte com o barzito da aldeia, pois desta vez estava fechado, pelo que tivemos que nos contentar com a fresca àgua do fontanário à saída da aldeia, em direção a Villamiel.
Subimos à Estação Elevatória e continuámos durante algum tempo pelo velho caminho de Trevejo, virando depois à direita para um "adrenalínico" trilho, muito pedregoso em quase toda a sua extensão, que nos levou ao Pico Jálama. Um trilho bastante exigente e onde tivemos que mostrar que tinhamos algum "jeito" para enfrentar "calhaus"!!! Um gozo autêntico!!!
Contornámos o Pico Jálama, sempre em bonitos "senderos" e "arrepiantes trialeiras" tomando seguidamente o rumo às  velhas minas de volfrâmio, que não visitámos apesar de passarmos perto e descemos em direção ao Rio Payo, cruzando a Ponte del Gaz, onde entrámos numa sequência de estradões que nos levaram à aldeia.
Ali procurámos um bar para comer e beber, acabando por assentar "arraial" na "Cabana del Karacolito".
Um barzito bonito e aprazível, onde fomos bem recebidos e bem tratados pois o dono era um "aficionado" do Btt.
Umas peripécias por ali se passaram!!! Comeu-se bebeu-se . . . à grande e à francesa . . . neste caso à espanhola, com umas litradas, digo bem, litradas de "bueníssima e bien fria caña con limon", acabando com "las "chicas a bejaren lo maillot" do José Luís. E mais não digo!!!
Uma boa horita de momentos bem divertidos, mas havia que continuar. Despedimo-nos daquela malta simpática e acolhedora e fizemo-nos de novo aos trilhos.
Mais uns bons carreirinhos por entre matas de carvalhos e fantásticos singles ziguezagueando entre fetos e mato rasteiro, levaram-nos até Peñaparda, uma outra pequena povoação serragatina cheia de encanto e bonitas esplanadas a complementar uns barzitos castiços, onde mais uma vez a alegria e a reinação nos contagiou, enquanto bebiamos mais "unas cañitas", que nos atenuavam um pouco a sede e baixavam sobremaneira a temperatura corporal. A temperatura chgou aos 43 graus. Mas como bons beirões, somos como o granito, bem rijos e morenos. Lá diz o refrão da velha canção beirã!!!
Mais umas bonitas seções trialeiras, em montanha e com mato rasteiro, levaram-nos a um monte cujo nome não recordo, com uma fonte memorável, ali no meio de nenhures e com uma saborosíssima e fresquinha água, que nos sequiou a sede e encheu os bidons e camelbags.
Uma subida em estradão ao Puerto de Castilha com um final um pouco mais inclinado e técnico, foi o lançamento para o êxtase total. A longa descida em calçada romana com a extensão de 5,5 kms até à castiça Aldeia de Gata onde em mais uma longa paragem, voltámos a sequiar a sede com aquele belo nétar à moda espanhola. "As cañas con limon y unos bocadillos de bacon calientes. Una gozada!!!"
Já só faltavam cerca de 15 kms para o final, mas ainda faltavam uns trilhos divertidos para fechar este belo dia de pedaladas.
Seguimos agora em direção ao Camping da Sierra de Gata, onde chegámos por um single porreirinho e subimos ao cruzamento da Fatela por um "sendero espetacular"!!!
A partir daqui seguimos por estradões e uma antiga estrada que passa junto às piscinas naturais de Hoyos, onde chegámos um pouco cansados de tanta aventura e animação. Ainda com os olhos inflamados de tanta e soberba paisagem, de tantos e adrenalínicos trilhos.
A malta adorou e no ar ficou a promessa de mais uma ou duas incursões a esta bonita cordilheira ainda este ano. Sem stress . . . ainda faltam seis meses para o final do ano!!!
Contabilizando, foram 85 kms de puro e duro btt, bom convívio e muita animação e uma seleção de trilhos que a rapaziada gostou . . . e só por isso . . . cá estarei para descobrir mais uns cantinhos para a malta "pintar a manta" e descarregar o stress acumulado!!!

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

"filme (Parte I)



filme (Parte II)

sábado, 23 de junho de 2012

"Toulões"

Hoje, juntei-me ao Jorge Palma e António Leandro e fomos até Toulões, uma pequena aldeia do concelho de Idanha-a-Nova.
Saímos da cidade pouco depois das 08h e rumámos a Ladoeiro, com passagem por Escalos de Baixo.
Percurso rolante e sem vento, facilitaram-nos um pouco o nosso passeio de hoje.
Passámos o cruzamento para o Rosmaninhal e subimos á Zebreira virando mais á frente para a estreita estradinha para os Toulões, onde parámos no Café Marques, para  nos refrescarmos com uma bebida fresca.
Por ali nos entretivemos um pouco à conversa, saindo depois para entramos na estrada que nos levou ao cruzamento de Alcafozes, onde virámos para a Sra da Graça.
Aqui enfrentámos a dificuldade do dia, com a subida a Idanha-a-Nova debaixo de um calor que já sufocava.
Continuámos por Oledo e parámos em S. Gens para nos refrescarmos novamente, bebendo algo fresco.
Rumámos seguidamente a Escalos de Cima e Escalos de Baixo, entrando na cidade pelas 13h00, com 115 kms pedalados, num dia onde o calor já apertou e nos fez suar um pouco.




Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Transpirenaica - "El Pont de Suert - Escalona"

Dia 9 - "El Pont de Suert - Escalona" - 93 Kms

Esta etapa, foi no meu entender, uma das mais bonitas desta dura travessia pirenaica.
Logo pela manhã, havia que resolver o problema dos travões da bike do Bruno.
A hipótse Aramonbike, empresa promotora do "Pirinèes Epic Trail", com sede em El Pont de Suert, tinha saído gorada. Ao contrário do que deram a entender, não dispensaram os travões da bike usada que tinham para venda e exposta na montra da sede da empresa.
Restava  a hipótese dos betêtistas do CEM (Centro de Emergência Médica), quase todos motoristas de ambulâncias e sediado no Polígono Industrial a cerca de dois kms da povoação.
A esperança era de que tivessem algum material usado, ou de reposição, onde constasse uns travões.
Desta vez a sorte foi nossa amiga. Um dos elementos tinha um par de travões XT, já descontinuados e que vendeu por 100 euros.
Lá montámos os travões. O Bruno pagou, agradecemos e continuámos a nossa etapa com a bike do Bruno já a travar "decentemente".
Começámos a abandonar a verdejante Catalunha e a entrar nos Pirinéus Aragoneses. Pedalávamos em direção a Bonansa.
Passámos pelo bonito Bosque de Pregà e, já no alto, começámos a vislumbrar o bonito Vale d'Aran.
Descemos ligeiramente a Bonansa e parámos no Bar com o mesmo nome, onde degustámos uns suculentos "bocadillos calientes de bacon e pan con tomate", acompanhados de umas loiras "cañas", que cairam que nem ginjas.
Subimos ao Puerto de Bonansa por asfalto e descemos ao Vale d'Espés com a Sierra de Escané a acompanhar-nos lá ao longe.
À vista da bonita e altaneira povoação de Espés, virámos à esquerda para uma longa, dura e penosa subida, em piso bastante pedregoso e com alguns pequenos drops, até ao Collado com o mesmo nome.
Durante a subida, a visão sobre o Congosto d'Obarra e o Maciço de Posets - Maladeta era fantástica.
À medida que íamos avançando iamos vendo paisagens cada vez mais alpinas, com imensos e verdejantes vales, guardados pela imponente cúpula do Turbon e outras belas serras pirenaicas.
Depois de uma curta e adrenalínica descida, a paragem foi quase obrigatória.
À nossa frente estendia-se o brutal Vale de Gabás, ladeado pelo espetacular Posets-Maladeta e Peña Montanhesa. Um regalo para a vista!!!
Descemos a Seira por uma fabulosa trialeira, onde parámos no bar junto à central elétrica, para repor calorias e hidratar.
Já um pouco repostos do desgaste, descemos por asfalto a fantástica Represa e central Elétrica dÁrgonè e subimos a Senz e Viu.
Aqui, encetámos uma dura e difícil subida ao Collado de Cullibert, um local  quase saído de histórias de encantar. Simplesmente fabuloso e que já conhecia, por já por ali ter andado no passado ano.
De novo o Turbón e a Peña Montañesa a encherem-nos as vistas com paisagens magnânimas.
Não me apetecia nada abandonar aquele local. Ainda por ali me mantive alguns minutos sentado naquele imenso prado apreciando tão bonitas paisagens. Mas tinha que continuar!!!
Seguiu-se um adrenalínico e perigoso single track junto a uma ravina que mais à frente se transformou numa excelente trialeira com zonas bastante técnicas que nos levou até Laspuña, onde mais uma vez arregalámos os olhos com a panorâmica sobre os Vales de l'Hortacho e La Garona..
Depois de passarmos a Ermida de Satué, enfrentámos nova e longa subida ao Collado de Cerezo, com os olhos postos no magnífico Puerto de Solana.
Consoante íamos subindo o arrepiante Maciço de la Cotiella ía-se agigantando aos nossos olhos e deixando ver, lá nas profundezas o seus bonitos Vales de Laspuña e Cinca. Um espetáculo.
O Parque Natural de Ordesa ao nosso alcance.
Uma louca e ziguezagueante descida cheia de pedra roliça e milhares de mosquitos, foram o nosso último obstáculo, antes de chegar a Escalona.
Tive mesmo que parar um par de vezes para limpar os óculos e os braços e pernas daquela praga.
Após cruzarmos o Rio Cinca, entrámos finalmente em Escalona, final da nossa etapa, após 93 desgastantes, duros e adrenalínicos kms, recheados de trilhos e paisagens fantásticas.
Pedalámos por paragens bastante solitárias e muito pouco habitadas. A sensação de "pequenez" e de pedalar por tais paragens, tão cedo não vou esquecer.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC





quarta-feira, 20 de junho de 2012

"Valbom"

Hoje, acompanhado pelo Jorge Palma, fomos dar uma volta com as nossas asfálticas, com passagem por algumas das típicas aldeias da região e mais próximas da cidade.
Marcámos encontro na Rotunda da Racha, aos Buenos Aires e, pouco depois das 08h, já pedalávamos em direcção a Escalos de Baixo.
Passámos Escalos de Cima e rumámos à Lardosa, que cruzámos, para mais á frente entrarmos na estrada que nos levou ao Louriçal do Campo, via Barragem da Marateca.
Pela bonita e estreita estrada panorâmica, hà pouco asfaltada, seguimos para Sobral do Campo e continuámos por Tinalhas e Freixial do Campo, onde tomámos a direção do Barbaído.
Passámos a Reta da Esteveira agora cheia de extensos olivais de recente plantação e subimos à Lameirinha, onde parámos para a matinal dose de cafeína e dois dedos de conversa com o Alexandre, amigo de longa data, ainda do tempo da nossa adolescência, quando "pintávamos a manta" pelos bailaricos da região.
A seguir ao cafézinho seguiu-se uma boa dose de cerejas que nos foram gentilmente oferecidas. E que bem que souberam!!!
Fomos então até Valbom, uma pacata aldeia fora dos circuitos habituais e que hoje resolvemos visitar, assim como o Maxial do Campo, onde também parámos para atestar os bidons de água.
Seguimos depois pelo Pousafoles e Grade, onde entrámos na também recém asfaltada estradinha para a Malhada do Servo seguindo pela Serrasqueira, Mendares e Pereiros, até entroncarmos na EN233, nos Vilares de Cima, onde virámos o azimute a Castelo Branco, com passagem ainda por Taberna Seca.
Uma bonita manhã para a prática deste nosso salutar desporto, onde o calor de ontem deu lugar a uma temperatura bem mais fresquinha, que culminou com 106 kms de boas pedaladas na excelente companhia do Jorge Palma.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC


segunda-feira, 18 de junho de 2012

"V Raid Btt - Castelo Branco - Termas de Monfortinho"

Pelo 5º. ano consecutivo, participei no Raid de Btt com ligação de Castelo Branco ao complexo das Piscinas das Termas de Monfortinho.
Uma ideia do Amigo Abílio Fidalgo a que a malta aderiu e que espera tenha continuidade, pois é um daqueles eventos onde a prática deste salutar desporto, que é o Btt, se conjuga com belos momentos de divertimento ao longo dos seus 73 kms de extensão e com uma bela tarde de convívio entre familiares e amigos, após um belo repasto de buffet.
Este ano, à semelhança dos anos anteriores, a animação, a camaradagem e o bom convívio não faltaram. Os trilhos mantêm as caraterísticas já conhecidas, assim como as passagen pela Vila de Idanha-a-Nova e aldeias Alcafozes, Toulões e Torre.
Os abastecimentos mantêm a qualidade já adquirida, com a já famosa bôla e as fresquinhas "jolas", além de outras bebidas de somenos importância, (eh eh eh) que têm o condão de manter a malta sempre alegre e bem disposta!!!
Para o ano contem comigo!!!





Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

sábado, 16 de junho de 2012

"Tripeiro e Mourelo"

Depois de uma semana sabática, fui hoje, na companhia do Jorge Palma e do António Leandro, dar uma volta de bike com as "fininhas".
Agrupámo-nos na Rontunda da Racha e fomos pedalar, hoje mais para norte, com intenção de ir tomar o cafezinho matinal a S. Vicente da Beira.
Saímos pouco depois das 08h e rumámos ao Salgueiro do Campo, onde virámos à direita, passando por Juncal, Freixial e Tinalhas em direção ao Sobral do Campo, onde virámos à esquerda para as isoladas aldeias de Tripeiro e Mourelo, que cruzámos em direção a S. Vicente da Beira, após passagem ainda por Pereiros e Casal da Fraga.
Aqui tomámos o cafézinho, como previsto e conversámos durante algum tempo.
Continuámos o nosso passeio, agora em direção ao Louriçal do Campo, pela estrada que segue pelas faldas da Serra da Gardunha, seguindo depois pela Marateca e Lardosa.
Passámos Escalos de Cima e de Baixo, para entrar na cidade pelas 12h30, com 92 kms pedalados e em agradável companhia.







Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

sexta-feira, 15 de junho de 2012

"Passeio na Sierra de Gata"

O prometido é devido!!!
Tal como tinha prometido antes de partir para a Transpirenaica, no próximo dia 24 do corrente mês (Domingo), vou fazer um passeio de Btt na Sierra de Gata, na companhia de alguns amigos.
Serão 81 kms recheados de bonitos trilhos e fantásticas paisagens.
Iremos pedalar por alguns "senderos" e calçadas milenares e conhecer alguns "pueblos sierragatinos, como Hoyos, Trevejo, El Payo e Peñaparda.
Iremos rever, para quem já me acompanhou antes por aquelas paragens, uma ou outra passagem que ficámos com vontade de repetir e que nos irá fazer disparar os níveis adrenalínicos.
Mas o melhor é ver com os teus próprios olhos e sentir com o teu próprio corpo.
Se nos queres acompanhar, contacta-me para acertar logística.
Deixa a "licra de competição" em casa, trás a roupa de lazer e diverte-te!!!


Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC





Último "pelotão" de ataque á Gata guiado por mim

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Transpirenaica - "Oveix - El Pont de Suert"

Dia 8 - "Oveix - El Pont de Suert" - 50 Kms


Esta etapa foi muito dura para mim, apesar dos seus 50 kms de extensão.
Deixámos para trás a "terrível" e maravilhosa Sierra de Pallars e apontámos o azimute ao também "terrivel" Coll de Oli, não pela pendente, mas pela dificuldade técnica.
Ascendemos a Aguiró, um pitoresco "pueblo" pirenaico, onde atestei os bidons de água fresca.
Logo à saída da povoação e num desvio à esquerda, entrámos num longo single track, muito técnico e muito pouco ciclável.
Tive que carregar a bike umas quantas vezes, transpondo alguns drops e lages de pedra inclinada.
Cansei-me mais aqui do que se tivesse feito 50 kms a pedalar!!!
Numa das dificeis passagens, com a ajuda do Carlos para descer a bike para um trilho, tipo leito de ribeiro e com água, apanhei um choque numa vedação eletrificada. Chiça!!! Até bati com os joelhos um no outro. O Carlos ria-se!!!
O meu sapato direito estava já "moribundo". A sola estava quase despegada do resto, apenas presa pelo calcanhar. Estava a ver o caso mal parado.
Numa obra de "engenharia", lá gastei umas quantas braçadeiras plásticas a tentar unir a sola ao resto do sapato. Foi uma secção do percurso muito desgastante. Carregar cerca de 25 kgs e parar quase de 100 em 100 metros para ajeitar as braçadeiras no sapato, pôs-me quase a deitar fumo pelas orelhas, mas mantive a calma e a compostura.
Ainda antes de chegar ao Coll de Oli, apanhei outro choque numa vedação eletrificada. Irra!!!
Mais um sorriso rasgado do Carlos. Talvez a descarga me tivesse ajudado a carregar baterias.
Transposto o Coll, o percurso não melhorou nada, apenas a inclinação passou de positiva a negativa, até que chegámos a um trilho denominado "Pista de Castellnou de Avellanós".
Passámos por La Mola d'Amunt e entrámos em asfalto que seguimos até Sentis, onde eu e o Carlos andámos um pouco baralhados com o track do gps.
Encontrado o caminho certo, entrámos num estradão um pouco pedregoso e subimos ao Coll de Sas, passando por um pequeno povoado, com indícios de estar praticamente desabitado e com o mesmo nome.
A partir daqui, as dificuldades amentaram com  o estradão coberto de "brita" ou "sarrisca", que nos dificultou bastante a progressão.
Parámos num relvão em Erta, uma povoação com as características da primeira, onde não se viu vivalma, mas com algumas casas arranjadinhas, tipo aldeias de xisto cá do nosso cantinho.
Descansámos um pouco e comemos a sandes "pic-nic" que levávamos connosco e toca a continuar a subir até ao Coll des Fades.
Descemos uns kms "dançantes", fruto da brita espalhada no trilho. Então com alforges. Ui, Ui!!!
Quando se desce, quase sempre se tem que se subir, e não fugimos à regra, começando a subir em direção ao Coll de Paranera, com passagem por Castellars e em Raons, desviámos para Gotarta.
Foi a partir desta povoação que demos início aos últimos kms em descida que nos levaram até El Pont de Suert, o final da nossa etapa.
Estávamos já a entrar na Alta Ribagorza.
O Bruno viu o problema dos travões agudizar-se kms após km, obrigando-o a parar umas quantas vezes para descer ao lado da bike, pois estava completamente sem travões.
Tentou-se ainda, já em El Pont de Suert, contatar alguém que pudesse resolver o problema, mas não foi possível, adiando para o dia seguinte logo pela manhã, a tentativa de solucionar o problema.
Ficámos alojados no Hostal Canigó, onde a sua proprietária, a Concha, foi muito simpática e prestável.
Para o dia seguinte esperavam-nos uns duros e adrenalínicoas 93 kms até Escalona.


Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Transpirenaica - "Llavorsi - Oveix"

Dia 7 - Llavorsí - Oveíx" - 70 Kms
Desta vez, não tomámos o habitual "desayuno" e, logo à partida, assentámos arraial numa das mesas à entrada do hotel e "devorámos" as sandes de "pic-nic", inicialmente programadas para serem comidas lá mais para a frente.
Saímos de Llavorsí, capital das águas bravas dos Pirinéus para entrarmos na espetacular Sierra de Pallars, onde iríamos atingir a cota máxima de toda a transpirenaica. 2275 m de altitude.
Ainda antes de completado o aquecimento da praxe, o Bruno Malheiro teve um furo na roda traseira da sua bike, daqueles esquisitos e que dão cabo da "mona" a um tipo.
Lá conseguimos resolver a situação. Mas, um mal nunca vem só!!! Tinha também um raio partido e os travões estavam a dar o "berro"!!!
Num desvio à esquerda, começámos a subir em direção a Arestui e Baiasca.
Uns kms mais à frente, deixámos Baiasca sobre a nossa direita e subimos a Arestui, onde havia um albergue.
No meio destes azares, aconteceu um milagre chamado Jordi. Um simpático habitante da aldeia e também fazendo parte da gerência do albergue, segundo creio, motoqueiro de aventura e por sinal lesionado numa das mãos derivado a um recente acidente de mota.
Pois bem, o Jordi, que tem uma oficina de cariz pessoal na sua garagem, disponibilizou-se logo para nos ajudar, indo buscar uns raios para substituir o partido na roda da bike do Bruno.
Azar!!! Nenhum deles dava. Eram demasiado compridos, além de demasiado grossos.
E aqui, aconteceu o que já é pouco usual vêr-se de hoje em dia. A existência de pessoas com um espírito de entreajuda e disponibilidade fora do comum.
Não nos conhcendo e sendo para ele estrangeiros, o Jordi, foi buscar uma das rodas da sua bike e mandou retirar uns quantos raios. Um serviu para substituir o partido e os restantes oferecidos como reserva para uma qualquer eventualidade. Fez todo este trabalho graciosamente, disponibilizou-nos a ferramenta necessária e a sua oficina para repararmos a roda. Não cobrou nada, nem nada pediu em troca.
Um grande Ben Haja Jordi!!! Arestui vai ficar na minha memória!!!
Agora mais animados, lá continuámos a nossa ascensão aos Altos Planaltos do Parque Natural dos Altos Pirinéus.
Deixámos Arestui e sempre em longa e penosa subida, ansiávamos chegar a Montsent de Pallars.
Passámos pelo Collado del Cantó e Coll de Rat e parámos no Refúgio de Quatre Pins.
Aqui, desfrutámos de uma bela panorâmica de fundo com a montanha de Bony des Prades, a 2781 m de altitude e, mais à frente, parámos de novo, na fonte del Pla d'Artigues, para atestar os bidons de água frequinha, oriunda da montanha.
A partir daqui, o piso deteriorou-se bastante e a pendente elevou-se mais um pouco na ascensão ao Coll de la Portella a 2275 m de altitude.
Descemos um pouco pelos altos prados numa bonita e algo técnica trialeira, para voltarmos a subir, agora com uma pendente um pouco mais suave, com uma vista incrivel sobre a Sierra de Solá e Coll de la Portella de Dalt, sempre rodeando o Parque Natural des Aigues Tortes i Estany de Sant Maurici.
As paisagens que se nos apresentavam, eram soberbas, com espetaculares panorâmicas sobre o Vall del Pas des l'Ols e Vall d'Assua.
Ainda em ascensão, lá fomos pedalando, extasiados e absortos com toda aquela envolvência e magnitude, atingindo o Coll del Triador, com vistas fantásticas sobre as profundezas do Vall de Fosca.
Descemos seguidamente a Espui, uns adrenalínicos 11 kms pela Pala de Campolongo e entrámos no asfalto, onde tivemos por companhia, o Rio Flamicell, que ladeámos até Torre de Cabdella onde estava previsto terminar esta etapa.
Tal não aconteceu, pois o albergue que tinhamos como referência, estava fechado para obras. Havia então que encontrar alternativa.
Almoçámos num bar naquele local e com a ajuda do proprietário, conseguimos alojamento em Oveíx, uns kms mais à frente.
Almoçámos, agora já descansadinhos e rumámos a Oveíx, onde chegámos depois de mais uns kms de subida, com passagem por Astell.
Ficámos alojados numa casa de turismo rural, onde a simpática proprietária nos disponibilzou todos os géneros necessários para que o nosso cozinheiro de serviço, o Did, se aprimorasse na confeção do nosso jantar.
Um esparguete "al dente", complementado com um suculento "revuelto de setas" e acompanhado com um bom vinho da região. Uma boa "barrigada" dos tais hidratos, tão necessários para a etapa seguinte.
Quanto à bike do Bruno, ainda tentámos dar um jeito nos travões, adicionando óleo de travões Dot4, gentilmente cedido pelo propietário, mas não resultou. Os travões já não aguentavam a pressão e babavam o óleo pelas manetes. (vedantes)
Adiámos para o dia seguinte a tentativa de resolver o problema, no final da etapa em El Pont de Suert.
Quanto a mim, iria recordar com agrado, os trilhos da primeira etapa do Pirinèes Épic Trail do passado ano.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC