terça-feira, 31 de julho de 2012

"Idanha-a-Nova"

Depois de uns diazitos de férias, já tinha vontade de dar umas pedaladas com a minha asfáltica.
Na companhia do António Leandro e do Jorge Palma, fomos hoje dar uma volta, num percurso circular com passagem em Idanha-a-Nova, onde pretendía-mos tomar o cafézinho matinal.
Saímos da cidade pelas 07h e rumámos a Olêdo, com passagem por Escalos de Baixo, Escalos de Cima e S. Gens.
A manhã estava bem fresca e com uma neblina que se manteve até à passagem por Idanha.
Como ainda era cedo, o bar do supermercado ainda estava fechado.
Descemos então à Sra da Graça e parámos no café, onde tomámos a habitual dose cafeínica.
Já um pouco mais compostos com o cafézinho tomado, rumámos à Rotunda junto ao Rio Aravil, onde voltámos à esquerda em direção ao Ladoeiro.
Entrámos na variante, evitando a passagem pelos trepidantes paralelos e seguimos até Monforte da Beira, onde efetuámos nova paragem, no café do Joaquim Padeiro e ali tomámos uma bebida fresca e atestámos os bidons.
Rumámos depois ao Rio Ponsul, para afrontarmos a única dificuldade do dia. A subida dos Enfestos e a da Sapateira.
Uma última paragem na Rotunda da Ministra, já na cidade, onde fizemos a sossega e nos despedimos até nova oportunidade.
Foram 97 kms pedalados num bonito circuito, com passagem por algumas aldeias e com agradável companhia.



Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC




domingo, 29 de julho de 2012

"IV Passeio de Btt de Olêdo"

Mais um belo passeio de Btt  na nossa região. Idealizado e criado por betêtistas, para betêtistas.
Bonitos trilhos com alguns single tracks e passagens singulares, preencheram a edição deste ano, onde a "mão de obra" estava bem presente na limpeza de alguns trilhos. Trabalho de uns, para divertimento de outros.
Quero com isto dizer, que esta rapaziada ao assumir o compromisso de organizar este passeio, fê-lo com sentido de responsabilidade, com saber e com mestria. Simples e acessível à maioria dos participantes.
Levantei-me cedo, preparei a bike, meti-a na mala do carro e rumei a Olêdo. Eram 07h15.
Sabia que o pequeno almoço ali por aquelas bandas era apetecível. Eu diria mesmo que foi mais um banquete, que um pequeno almoço. Já almoçei muito menos e com menos qualidade, em eventos onde o preço por participação era bem mais elevado.
Chegado a Olêdo, fui cumprimentando alguns amigos e por ali me entretive na conversa.
Preparei a bike e quando me dirigia para o local de partida encontrei o Luís Lourenço e acabámos por fazer dupla até ao final.
Dada a partida a malta lá foi pedalando, com uma passagem inicial por algumas ruas da povoação para mais á frente cruzarmos a estrada rumo ao Vale do Covado.
Uns com mais, outros com menos pedalada, lá fomos galgando kms e a rapaziada foi-se espalhando pelos trilhos.
Chegámos às imediações de S. Miguel d'Acha pela Fábrica do Bagaço e contornando a aldeia, tomámos a direção do Vale da Figueira.
Antes, parámos no abastecimento sólido, e bem sólido, pois havia comida para um batalhão. Só não encheu bem o papinho quem não quis.
Descemos seguidamente à Ribeira do Taveiró, sequinha nesta altura do ano e, depois de a termos ladeado durante algum tempo, voltámos a subir de novo às imediações do Vale da Figueira, cruzando a estrada para descer ao Vale da Loura.
Subimos à Cova da Moura onde apanhámos o trilho que desce a Serra de S. Miguel até à Quinta da Caniçada.
Efetuámos nova paragem no abastecimento líquido e voltámos aos trilhos, subindo de novo, agora à zona da Torrinha, onde ziguezagueámos por diversos trilhos até entramos em Olêdo, após passagem por um último single track bem "catita".
Um banhinho à moda das "Arábias", que soube mesmo bem e depois um belo repasto, que terminou com uma tertúlia no café, de volta de umas  belas minis. Sagres, pois claro!!!
Uma manhã bem divertida, com um belo passeio de btt e na companhia de amigos.
Para o ano lá estarei novamente.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora dels.
AC 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

"Mata da Rainha"

Em virtude das altas temperaturas que se têm feito sentir, eu e o Jorge Palma, resolvemos sair hoje a dar umas pedaladas pelas 07h.
Juntou-se-nos o António Leandro, que nos acompanhou até ao cruzamento para a Orca, pois tinha compromissos e teria que estar mais cedo na cidade.
Partimos em direção aos Escalos de Baixo, passámos por Escalos de Cima e S. Gens, onde afrontámos a primeira dificuldade do dia, na subida a S. Miguel d'Acha, onde acabámos por efetuar a primeira paragem, no Café da D. Maria, para abastecermos de cafeína.
Alguns momentos de conversa e retomámos as nossas pedaladas, agora em direção à Mata da Rainha.
O Leandro despediu-se ao cruzamento seguinte, rumando à Orca, e nós continuámos conforme previsto, passando ainda pela Aldeia de Santa Margarida.
Voltámos a parar na Mata da Rainha, para nos refrescarmos com uma bebida fresca, no café local.
O calor já abrasava, aconselhando-nos a andamentos moderados, sem esquecer a hidratação, pois o "homem da marreta" é implacável para com os "preguiçosos", especialmente nestes dias calorosos.
A estrada, como quase sempre a conheci, mantém o seu mau piso e, quando por ali colocam algum remendo a tapar buracos, quase que se pode dizer que não os tapam  . . . apenas que os viram ao contrário.
Mas lá fomos fazendo gincana em direção aos Enxames, rumando depois ao Alcaide e subindo à Gardunha, para rápidamente descermos a Alpedrinha.
Já com os olhos postos na cidade e  a pensar num "cantinho" onde pudessemos refrescar a garganta e arrefecer um pouco o "radiador", depressa chegámos à nossa querida urbe, ainda bastante cedo, pelo que aproveitámos para espairecer calmamente na Esplanada das Laranjeiras enquanto bebericávamos umas bebidas frescas e punhamos a conversa em dia.
Uma bela manhã de pedaladas, a anteceder o dia em que vou arejar um pouco mais a "minha Maria", dando também uns dias de folga às minhas bikes.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Transpirenaica - "Etxalar - Hondarríbia"

Dia 14 - "Etxalar - Hondarríbia" 56 Kms

Chegara finalmente o último dia desta grande aventura pirenaica.
Esta última etapa, a mais curta de todas, contemplava ainda assim, umas duras subidas até atingir Hondarríbia.
Pela manhã, o pessoal, como sempre, apresentou-se alegre e bem disposto na sala de "desayuno", para o último pequeno almoço em terras de "nuestros hermanos".
Fomos buscar as bikes à arrecadação onde tinham ficado e pela última vez, lubrificámos correntes, montámos alforges e demos um último olhar preventivo.
Saímos do Hotel e rumámos à povoação de Etxalar, onde demos início a uma muito dura subida ao Collado de Lizarreta, valendo-nos o espetacular entorno, com belas e únicas paisagens.
Parámos na Venta Yasola, no limite da fronteira espanhola e hidratámo-nos com um par de "aquarius" bem fresquinhas enquanto descansávamos um pouco.
Seguiu-se um bonito trilho sempre em subida até às proximidades do "Cumbre de Subizia", onde regalamos a vista com a fantástica paisagem sobre o Vallée d'Urrugne, já em território francês.
Aqui entrámos numa trialeira bem estafante, técnica e não ciclável, sempre em descida até à Venta de Zahar, onde acabámos por almoçar, numa pequena esplanada de mesas de pedra, junto a um pequeno ribeiro. Um momento relaxante, com a natureza no seu melhor.
Voltámos às bikes, para enfrentarmos a última grande dificuldade desta travessia, com um um bom par de duras subidas aos Collados de Ibardin e de Poiriers.
A partir daqui, tudo foi mais fácil e a Costa Atlântica estava já ao nosso alcance.
Entrámos em Irun por Biriatou e Behobia e fomos diretos à estação da RENFE para atempadamente comprarmos os bilhetes de regresso a Portugal.
O comboio tinha partida marcada para as 22h30. Já tinhamos os bilhetes comprados e ainda era cedo.
Fomos então terminar esta grande aventura, como mandam as regras, na bonita Praia de Hondarríbia.
A chegada foi emocionante. Para trás tinham ficado 15 dias de aventura, de companheirismo e de sã camaradagem.
Todos terminámos esta dura e bonita aventura. A amizade ficou mais enraizada e enriquecida, nas palavras do Carlos Pio, já em Portugal.
Conheci e partilhei grandes momentos, com novos amigos, onde o espírito aventureiro e a camaradagem ficaram bem vincados nesta travessia pirenaica.
Voltámos a Irun e fomos até uma estação de serviço lavar as bikes e a um supermercado comprar plástico e fita colante para as embalarmos.
Jantámos num bar junto à estação da RENFE e com papelão de várias caixas, gentilmente cedidas pela dona do bar, o plástico e a fita, fomos para a estação embalar as nossas sofridas bikes, até à hora de embarque.
Conseguir meter 4 bikes num pequeno compartimento com 4 camas de beliche, não foi tarefa fácil. Foi mesmo uma obra de engenharia.
Era condição essencial para as podermos transportar no comboio. Era o único sítio autorizado. E isto, porque partilhávamos os 4 um único compartimento.
A viagem foi longa e maioritáriamente a dormir, com uma ou outra ida ao bar.
Chegámos ao Entroncamento cerca das 09h, já no dia seguinte, onde a minha esposa e a do Carlos Pio nos foram buscar.
Os restantes companheiros, o Bruno Malheiro e o Didier Valente, seguiram para Lisboa.
Em jeito de resumo.
Foi uma aventura emocionante e uma travessia longa e bastante dura, como não poderia deixar de ser para quem se aventura pelas altas montanhas pirenaicas.
Paisagens fantásticas, partilhadas por longas cordilheiras montanhosas, algumas ainda tapadas com grandes "farrapos" de neve e cumes gelados. Grandes e pequenos lagos e tumultuosos rios de águas cristalinas, ou em lindas cores azul e turquesa. Longos vales encantadores, numa mescla de cores, onde os tons de verde, castanho e amarelo se conjugam na perfeição.
O ambiente selvagem da alta montanha com os seus verdes e altos prados a perder de vista, onde as vacas, os garranos e poneis vivem em estado semi-selvagem.
Os trilhos a rasgar montanhas, os adrenalínicos "senderos" e as singulares passagens de montanha. As pequenas povoações, práticamente abandonadas que pululam  pelos profundos vales, ou cravadas nas ladeiras montanhosas e peculiares elevações.
Tudo isto e muito mais, que não consigo descrever, ficarão para sempre na minha memória.
Talvez lá volte novamente. Quem sabe!!!
Finalizo com um grande abraço aos meus companheiros de aventura, com quem bastante aprendi e disfrutei.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

terça-feira, 17 de julho de 2012

"Passeio até à Raia"

Acompanhado pelo António Leandro, fomos hoje dar um passeio com as nossas asfálticas até à zona da Raia.
Saímos da cidade pelas 07h30, para fugir um pouco ao calor previsto para hoje e fomos tomar o cafézinho matinal ao Ladoeiro, com passagem por Escalos de Baixo.
Tarefa cumprida e era hora de continuar. Fomos até à Rotunda nas proximidades da Velha Ponte Medieval sobre o Rio Aravil e rumámos à Sra da Graça, no sopé do cabeço onde lá no alto, se situa Idanha-a-Nova.
Desta vez não subimos a Idanha e rumámos de novo ao Ladoeiro, continuando até Monforte da Beira, onde efetuámos nova paragem no Café do Joaquim Padeiro para beber algo fresco, que o calor já fazia mossa.
Um pouco mais hidratados, virámos entáo o azimute à cidade, para enfrentar práticamente a única dificuldade montanhosa do dia . . . a Subida dos Enfestos e a da Sapateira, debaixo duma temperatura já muito acima dos 30 graus.
Já na cidade, onde chegámos cedo, após 94 kms a pedalar, parámos no Café Golfinho e por ali nos entretivemos em conversa amena e bebericando umas bebidas frescas, após uma gratificante manhã de pedaladas.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

domingo, 15 de julho de 2012

"Ratinhos e Vale de Pousadas"

Hoje fui ter com a rapaziada às "Docas" para uma voltinha de Btt.
Compareceram também o Fidalgo, o Nuno Eusébio, o Álvaro, o Pedro Antunes e o Dário.
Como e expetativa neste domingo era para os lados do Tostão e Serrasqueira,  fomos abastecer de cafeína a Vale de Pousadas.
Saímos já pelas 08h15 e fomos até à Serra das Olelas, com passagemn pelo Monte do Rei e Vales da Dona e das Quedas.
Cruzámos os subúrbios do Retxo e pelo Vale do Gamão fomos até á Barragem das Sarnadas, onde tomámos o rumo ao Monte dos Ratinhos.
Chegámos a Vale Pousadas acompanhando a Ribeira dos Tamujais e parámos no Café, no largo principal da aldeia, para o cafézinho da praxe.
Já recuperados, continuámos o nosso passeio de hoje, saindo da aldeia pela Vidigueira, em direção a Alfrívida, com passagem pela Vinha do Torão.
Fizemos um pouco de asfalto e entrámos no trilho para o Monte da Macarra e, um pouco antes do arraial, subimos por um engraçado trilho, seguindo uma curva de nível até ao Chão da Amoreira, onde entrámos no estradão até ao VG do Curral.
Descemos até ao limite do Monte do Pereiral e virámos para o Ribeiro do Barco, cujo leito agora seco cruzámos, em direção aos Maxiais, onde chegámos após longa ascensão.
Entrámos no café da povoação para nos hidratarmos com uma "jola" fresquinha.
Até à cidade seguimos já por asfalto, pois o calor já apertava um pouco.
Chegámos pelas 12h30, com 59 kms percorridos numa manhã animada e por trilhos mais a sul.
Efetuámos uma última paragem na Pastelaria Chocolate, na Quinta Dr. Beirão, onde nos mantivemos algum tempo numa animada tertúlia, enquanto nos refrescávamos com uma bela série de imperiais fresquinhas e uns tremocimhos a acompanhar.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC


sábado, 14 de julho de 2012

"Fundão"

Como é habitual, sábado é dia de pedaladas asfálticas.
Assim, na companhia do amigo Paulo Jalles, fomos hoje tomar a matinal dose de cafeína à cidade do Fundão.
Saímos da cidade pelas 08h e com passagem pela zona Industrial de Alcains e Alpedrinha, chegámos ao Fundão e parámos na Pastelaria Arte e Tradição, onde bebi a malguinha cafeínica e o Paulo, a sua habitual água das pedras.
Dois dedos de conversa e seguimos o nosso passeio de hoje, rumando ao Vale d'Urso, com passagem por Souto da Casa e Vale Mendinho.
Aqui, atestámos os bidons de água na fonte local, a debitar bastante nesta altura do ano e continuámos a nossa ascensão ao alto da Paradanta, com uma bela panorâmica sobre a Serra do Açor.
Estávamos a contornar a Serra da Gardunha e, no cruzamento para o Casal da Fraga, virámos à direita para Almaceda, com passagem pelas aldeias de Pereiros e Partida.
A partir daqui o vento aumentou substancialmente, causando-nos bastante dificuldade na progressão.
Em Almaceda parámos na Pastelaria da Padaria e tomámos uma bebida fresca para criar alento para a subida à Portela da Lameira.
Passámos a Lameirinha e Salgueiro do Campo e chegámos à cidade um pouco antes das 13h, com 115 kms pedalados num percurso circular, pelas caras sul e norte da bonita Serra da Gardunha.


Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

quinta-feira, 12 de julho de 2012

"Sobrainho da Ribeira"

Hoje, na companhia do Jorge Palma, fomos efetuar um passeio com as nossas asfálticas.
Saímos da cidade pelas 08h00 e rumámos a Vila Velha de Rodão, com passagem por Sarnadas e Coxerro.
Parámos na Bolaria Rodense, na zona industrial onde tomámos calmamente o cafézinho matinal.
Subimos ao Gavião de Rodão e Tavila e descemos ao Rio Ocreza, com passagem por Alvaiade e Sarnadinha.
Aqui parámos para absorver um pouco daquela bonita panorâmica e após um par de fotos, subimos em direção aos Bugios.
Não entrámos na povoação e virámos à esquerda para o Gaviãozinho, continuando para a Fonte Longa, Sopegal e Cabeça Gorda, onde entrámos na N.233 até à Ponte Medieval sobre a Ribeira do Alvito.
Acompanhámos a Ribeira até à Cerejeira, dando uma mirada na Praia Fluvial da Couca.
Não descemos à praia, por o piso não estar alcatroado e nós estarmos de asfálticas.
Continuámos em ascensão até ao Sobrainho da Ribeira, onde entrámos na estradinha que faz ligação a Sarzedas, onde efetuámos nova paragem para atestar bidons na fonte à saída da povoação, agora a receber melhoramentos. E que bonita que ela vai ficar!!!
Já rumo à cidade, fizemos a última paragem no Café Silva, no Cabeço do Infante, para beber uma bebida fresca, pois o calor hoje já fazia "mossa".
Passámos os Vilares e a Taberna Seca e a cidade estava já ao nosso alcance, chegando pelas 12h45, com 92 kms pedalados por alguns bonitos recantos e pacatas aldeias cá do nosso cantinho.
Uma voltinha agradável e com um companheiro que também gosta destas voltinhas lúdicas, o que muito me apraz.

fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Transpirenaica - "Roncesvalles - Etxalar"

Dia 13 - "Ronvescalles - Etxalar" - 75 kms.

Um bom "desayuno" no "comedor" da Posada, foi o início para mais uma dura etapa da travessia pirenaica, a penúltima, para atingir os longos areais de Hondaríbia e o "Tren Sud Express", em Irun, que nos traria de retorno a casa.
Começámos logo com a suave ascensão ao Puerto Ibañeta, que tão gratas recordações me trouxe da minha aventura de asfáltica de Castelo Branco a Lourdes (França) em 2002, recordando a lindíssma e adrenalínica descida do puerto a Arnéguy, a pequena povoação fronteiriça com ligação a S. Jean Pied Port, onde terminei essa já longínqua etapa.
Chegados ao alto de Ibañeta, o primeiro de referência para os peregrinos de Santiago, virámos à esquerda, sempre em ascensão, pedalando numa das mais importantes zonas de passagem de aves migratórias entre a Península Ibérica e o Norte da Europa.
Tinhamos já entrado em território Francês.
Seguiu-se uma longa e suave descida entre bonitos e sombrios bosques até Banca, povoação fronteiriça que nos fez entrar de novo em território espanhol.
A dura subida que tivemos que enfrentar ao Collado d'Ellorrieta, foi longa e brutal. A mais longa e esforçada deste dia. Quer pelas duras secções de pendente que tivemos que ultrapassar, quer pela beleza da sua paisagem, onde os longos e verdes prados se "espraiavam" até onde a nossa vista podia alcançar..
Estávamos agora a pedalar na zona de Baztan, famosa pelos seus magníficos e panorâmicos vales.
Parei  nas proximidades de um pequeno e abandonado refúgio de pastores, denominado  "El Bondazar" e numa fresca e abundante sombra, aproveitei para trocar as pastilhas de travão da minha esforçada Trek 6700, já gastas pelos kms percorridos e pela dureza do terreno.
Já com os discos mais aconchegados pelo novo kit de travões,  lancei-me com os meus companheiros na descida a Erratzu, por uns trilhos soberbos e onde pedalar dava um gozo imenso.
Passámos por Bozarte e parámos em Ordoki, onde almoçámos num típico restaurante, cuja sala se assemlhava a uma velha adega, transformada para o efeito.
Foi castiço e a ementa foi do nosso agrado.
Já com o papinho cheio subimos a mais um collado, noutra das caras dos Valles de Baztan, com uma ou outra subida com forte pendente, para depois, já lá no alto, nos rendermos à beleza dos imensos prados sulcados de pequenas manadas de cavalos selvagens, na sua maioria ponéis, em perfeito contraste com os profundos verdejantes vales, onde se acantonavam belíssimos "pueblos" de montanha.
Passámos anda nas proximidades de alguns bunkers provenientes das guerras napoleónicas, antes de começarmos a descer para Euskisaroi.
As grandes dificuldades já tinham ficado para trás e pedalávamos agora em direção a Etxalar.
Chegámos àquela bonita povoação e em vão procurámos alojamento.
Valeu-nos a proprietária do Bar onde abancáramos para bebericar umas fresquinhas "cañas" que nos indicou o Hotel Etxalar Spain, a cerca de 3 kms, onde acabámos por ficar alojados.
Faltava já uma única etapa para concluir este repto pirenaico. Os meus olhos ansiavam já por ver o mar, as minhas narinas por cheirar a sua maresia e os meus pés, pos sentir aquela fina, ou mesmo grossa areia, das extensas e belas praias de Hondarríbia.
Separavam-me desse ansiado momento apenas 56 kms, que ligariam a última montanha ao mar.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC


segunda-feira, 9 de julho de 2012

"Trilhos Beirões"

A convite do amigo Abílio Fidalgo, desloquei-me ontem até à Aldeia de Pomares, no Distrito da Guarda, para mais um convívio de btt.
Acompanharam-me o Nuno Eusébio e o Pinto Infante. Saí de Castelo Branco pelas 06h30, com o Nuno Eusébio e passei pela Lardosa a buscar o Pinto Infante.
Chegámos a Pomares ainda antes das 08h e reunímo-nos ao pessoal que já por ali se encontrava de volta da mesa com algumas iguarias, para que a rapaziada não se fosse abaixo nas "canetas".
A partida foi dada pelas 08h30 com os 13 amigos que se juntaram para este dia de convívio.
À saída de Pomares, entrámos logos numa excelente seção de trilhos, que se iriam extender por toda a manhã.
A primeira povoação que cruzámos foi Penhaforte e trilhos entre quelhas, bonitos single tracks e algumas seções um pouco mais fechadas, derivado ao avanço do mato, foram uma constante.
Passámos ao lado do Salgueiral e lá mais à frente chegámos a Cheiras, onde o pessoal já andava com o nariz no ar a ver se cheirava alguma "mini", mas ainda nada.
Estávamos a andar mais rápido que a carrinha do abastecimento!!!
Depois de mais umas fantásticas pedalados por uns trilhos bem porreirinhos, lá viemos a descobrir a viatura do abastecimento estacionada na Aldeia de Gagos.
Aqui ninguém foi gago e o "glu glu" no gargalo das minis contrastava com o ambiente, enquanto "roíamos" umas meias sandes de queijo, fiambre ou mistas, ou uns bolinhos de mel ou borrachões.
A rapaziada, agora já "carbohidratada", queria mais umas pedaladas, pois os trilhos por onde já pedaláramos, abria-nos o apetite para o pedal.
A partir daqui, o percurso foi ligeiramente encurtado, tendo o Fidalgo entregue a batuta temporáriamente ao Pedro Quelhas, um bom conhecedor da zona e que nos brindou com uns trilhos espetaculares.
Subimos ao  Jarmelo, onde se diz ter existido um castro lusitano da idade do bronze. Porém é mais conhecido pelo drama de Pedro e Inês de Castro.
Mas a malta não ligou muito a este drama, que pela história foi conhecida como a nossa mais bela história de amor.
Naquele momento, o nosso "amor" estava integralmente virado para as belas minis fresquinhas e as meias "sandochas" enquanto nos divertía-mos com algumas peripécias dos nossos já "habitués" animadores.
Descemos para a pequena povoação de Ima do Jarmelo, onde não chegámos a entrar e continuámos para Valdeiras, Montes e Argomil e mais à frente, nova paragem para um último abastecimento, no Santuário da Sra da Alagoa.
A hora de almoço ía chegando e a expetativa pelo belo arroz de feijão já começava a mexer com algum estômago mais irrequieto.
Depois de uma curta visita ao castanheiro gigante, entrámos nuns belos singles e trilhos onde a aventura foi uma constante, passando por Guilhafonso e já por trilhos mais amplos, pelo Carvalhal, para entrarmos de novo em Pomares, de onde há umas horas atrás tinhamos saído.
Toda a malta mostrava satisfação pela bela manhã de pedaladas e são convívio, que se extendeu durante o excelente almoço com a ansiado arroz de feijão, que com justiça se diga, estava excelente, acompanhado com uma bela grelhada mista.
O famoso netar vínico não faltou e estavabem à altura de todo este dia festivo.
Após o belo repasto, a malta foi abandonando o local, com um brilho no olhar, fruto do excelente dia de pedaladas e convívio.
Num ou noutro companheiro, esse brilho poderia ser confundido com os danos colaterais da bela "pinga" que "enfeitou" a mesa, ou talvez não!!!
Um grande obrigado ao amigo Fidalgo por se ter lembrado cá deste "jovem" e conta sempre comigo.


Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

Clip vídeo

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Transpirenaica - "Ansó - Roncesvalles"

Dia 12 - Ansó - Roncesvalles" - 105 kms

Tinha gerado alguma espetativa relativamente a esta etapa, pois iria cruzar a famosa Selva de Irati, um paraiso da natureza, localizado nos Vales de Aezkoa e Salazar.
Saímos de Ansó para esta longa etapa, percorrendo inicialmente o vale com o mesmo nome e ladeando o Rio Veral.
À saída do Vale de Ansó, vislumbrava-se já as aprazíveis pradarias do vale de Zuriza e Bosque de Archibri, enquanto íamos ascendendo ao Puerto de los Navarros.
Pedalávamos já pelo Vale de Zuriza e Barranco de Belabarce. Foi um desfrutar de magníficas paisagens até chegarmos a Isaba, através de um dificil "sendero", muito pouco ciclável.
Tinhamos ultrapassado já a placa indicativa de que estávamos em território Navarro.
Em Isaba entrámos num mini-mercado, onde nos abastecemos e fomos comer para um bonito jardim no centro da localidade.
Após este frugal almoço, retomámos as nossas pedaladas, adentrando-nos na parte superior do Vale do Roncal, ladeando o bonito Rio Uztarróz, até à povoação com o mesmo nome.
Subimos o Puerto de Laza e de Larrau e cruzando o Vale Salazar, voltámos a subir, desta vez ao Collado d'Ollokia, onde entrámos finalmente na extensa massa florestal da Selva de Irati. Uma das maiores extensões florestais da Europa Meridional.
Percorrendo trilhos espetaculares entre faias, abetos e samanbaias, alcançámos as velhas e abandonadas casas de Irati, depois de contornar o magnífico Pântano e Embalse de Irabia.
Era como se estivesse a pedalar no Paraíso!!! Ainda hoje, me aflora um sorrido de satisfação, quando recordo aquela passagem.
Chegámos a Orbaiceta e parámos para ver as velhas ruínas da fábrica de armas.
Continuámos e afrontámos a última subida do dia ao Collado de Navala, para entrarmos pouco depois na estrada de acesso a Orreaga, ou Roncesvalles, como é mais conhecida.
Hospedámo-nos na "Posada", após termos hidratado calmamente com "unas cañas" e lavado as bikes, que arrumámos posteriormente num armazém sobranceiro.
Estávamos a duas etapas de concluir esta fantástica travessia pirenaica e a vontade de rever a família e amigos era já uma constante.
No dia seguinte, esperavam-nos mais 75 kms até Etxalar.



Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC