quarta-feira, 31 de outubro de 2012

"Pelas Serras da Gardunha, Maunça e Cova da Beira"


Aproveitando hoje o belo dia de sol com que fomos prendados, fui com o Carlos Sales dar umas pedaladas por alguns dos lugares que me apaixonam, no que toca à prática do Btt lúdico.
Quase todos os meus amigos sabem do meu gosto de aventura, de largos horizontes e de belas panorâmicas. De "trepar" montanhas e descobrir novos horizontes e novos recantos, sem qualquer contrapartida ou protagonismo de "meia tigela".
E hoje foi mais um desses dias!
O Carlos veio buscar-me pelas 07h00, carregámos as bikes e rumámos ao Fundão.
A paragem foi no local habitual, nas proximidades da Pastelaria "Arte e Tradição",  para onde nos deslocámos para a matinal dose de cafeína e um bolinho a acompanhar.
Depois de calmamente prepararmos as bikes e restante material, fizémo-nos aos trilhos, tomando a direção da Quinta do Convento.
Estávamos já a subir por uma das encostas da Serra da Gardunha, agora com a dificuldade acrescida do terreno mais mole, dificultando a progressão.
Passámos pela Quinta da Serrana e lentamente chegámos junto ao VG do Picouto.
Por uma rápida e adrenalínica descida, chegámos ao Souto da Casa, onde passeámos por algumas das suas peculiares ruelas, saindo em direção à Courela, por uma  quelha acimentada, estreita e de inclinação considerável.
Ladeámos o Casal de Álvaro Pires e antes do Vale d'Urso demos inicio à longa subida ao VG da Moeda, com algumas secções a querer levantar a roda da frente das nossas bikes.
Entrámos então no Parque Eólico da Serra da Maunça e passeámo-nos pelo seu longo e ondulante estradão até ao VG do Candal, onde virámos à direita e iniciámos a descida à castiça Aldeia do Açor, onde parámos para beber algo e dar dois dedos de conversa.
Seguiu-se a descida ao Vale da Ribeira da Enxabarda, bastante técnica e inclinada e com algumas curvas bem fechadas e bastante deterioradas pelas recentes águas pluviais. Mas foi um gozo do "catano"!!!
Até à Enxabarda seguimos o PR da Rota dos Castanheiros, absorvendo aqueles bonitos trilhos bem vestidos com as cores outonais.
Passada a aldeia, rumámos a Santuário de Santa Luzia, onde tirámos uma foto para mais tarde recordar e seguimos para o Castelejo.
A saída foi pelo caminho da Portela, com rumo ao Freixial.
O Fundão já se avistava ao longe e para lá chegar, passámos ainda pelos Quinteiros, Quinta da Comenda e Quinta da Lameirinha, entrado na cidade pelo Vale da Arraboa.
A Cova da Beira, além de extensa, é um local bastante aprazível para a prática do Btt, com uma multiplicidade de trilhos que encanta quem por ali pedala. Há sempre um cantinho novo para descobrir, e eu, ainda por ali quero descobrir alguns!
Após 46 kms de boas e gratificantes pedaladas, fruto de toda aquela evolvente paisagística e trilhos que nos movem a alma e aceleram o coração, chegámos finalmente junto do carro, eram cerca das 12h30.
Arrumámos tudo direitinho, mudámos a roupa um pouco enlameada e fomos até ao pequeno restaurante ao lado da pastelaria, onde abancámos e almoçámos descansadamente. Eu mandei-me a um belo grão com mão de vaca e o Carlos optou por umas lulazinhas grelhadas. Tudo regadinho com um tintinho e a nossa manhã ficou seguramente com um saldo positivo.
Posso ter perdido umas gramitas durante o percurso, mas rápidamente as recuperei.
Como dizem alguns amigos um pouco mais encorpados . . . não pedalo para perder peso, mas sim para o manter!!! Ora bem!!!
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC 
 
Clip de video
 

domingo, 28 de outubro de 2012

"Por trilhos de montado"

Hoje era praticamente impossível desperdiçar o belo dia solarengo, após uma semana cinzenta e chuvosa.
Fui ter com a rapaziada das docas e comigo, compareceram mais quinze companheiros, prontos para desfrutar de mais umas pedaladas domingueiras.
No passado domingo foi o Pedro Antunes a delinear a volta e hoje, fui eu a "chegar-me à frente", propondo uma ida a Monforte da Beira.
A malta concordou e lá fomos nós em direção ao Forninho do Bispo, onde logo ali e até ao VG do Alcaide fizémos um aquecimento, quero dizer, aquecemos em tempo record, com o par de "paredinhas" até ao vértice geodésico.
Descemos rápidamente ao Monte Jambum e seguimos pelo estradão para o Monte da Ponte, onde cruzámos o Rio Ponsul.
Subimos ao Monte do Picado e aqui, já à chegada ao cruzamento de Monforte, o primeiro contratempo do dia. O pedal direito da bike do Carlos Sales recusou-se a continuar. O parafuso que aperta o pedal ao veio e o rolamento deram o berro. O parafuso partiu-se e o rolamento desintegrou-se.
O Carlos regressou a casa por alcatrão e nós continuámos o nosso passeio de hoje.
A partir dali fomos por asfalto até ao Monte da Farropa, onde cruzámos o Ribeiro do Malha Pão e seguimos até ao Monte do Caldeireiro, pelo estradão que divide o Monte da Represa do Monte do Grifo.
Cruzámos a estrada interior que liga Malpica do Tejo a Monforte e passámos pela Malhada para descermos à Cachaça e, pelo Monte do Lopes, chegámos às hortas das Morteiras.
A rapaziada sempre animada e divertida, lá ía mandado uma chalaça aqui e ali e já clamava pelo cafézinho matinal.
Mas, para isso, faltava ainda subir uma das faldas da Serra de Monforte, por uma quelha escorregadia e com muita pedra solta e roliça.
Cada um ao seu jeito lá conquistou aquela "maldadezinha" e pelos olivais, descemos à aldeia, onde rápidamente virámos o azimute ao café do Joaquim Padeiro.
Ali tomámos a matinal dose de cafeína e já um pouco mais refeitos, empreendemos o trajeto de regresso à cidade.
Mas como para mim, andar de bike não é só andar a olhar para a roda da frente, tenho, sempre que posso, de passar por um ou outro recanto, onde possa carregar o olhar e descarregar o stress.
A hipótese por ali, era passar pela barragem do Monte Grande, uma já consideravel bacia hidrográfica, onde nidificam algumas espécies aquáticas em estado selvagem.
Saímos da aldeia em direção ao Monte do Barata, onde virámos à direita para a barragem.
Quando ali chegámos, demos logo a montante da mesma, com uma boa quantidade de espécies aquáticas. Patos, garças, mergulhões e outros, que deliciaram a malta.
As horas íam passando e tinhamos que regressar.
Seguimos então pelo estradão que segue pelo Vale da Ribeira do Vidigal até às Malhadas do Sordo e da Várzea Cimeira.
A partir daqui, seguimos ladeando o Rio Ponsul até à Ponte Medieval, onde cruzámos o rio.
O Pedro Antunes e o Filipe Salvado seguiram logo por alcatrão e um pouco mais á frente, o Paulo Neto teve que chamar a assistência em viagem, por lhe ter rebentado o pneu de trás da sua bike.
Subimos ao Alto dos Enfestos pelo Monte do Chaveiro, onde tomámos o rumo ao sopé do Monte de S. Martinho para pouco depois dar-mos entrada na cidade, pelo Quinteiro, com 68 kms pedalados por bonitos trilhos de montado, entre o Monte do Picado e a Serra de Monforte.
O Nuno Maia e o Pedro Roxo já não subiram para a zona do S. Martinho, optando por subir em asfalto pela rampa dos "Lelos".
Uma animada e divertida manhã de btt na companhia de uma boa "catrefada" de amigos e companheiros do pedal.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

domingo, 21 de outubro de 2012

"Na senda do GR10"

Hoje fui até às docas ao encontro da malta que por ali se costuma agrupar.
Apesar da ameaça de chuva, a manhã manteve-se impecável para a prática deste nosso lúdico desporto.
Contas feitas, éramos 14 companheiros ávidos por umas pedaladas campestres.
Lá partimos para os trilhos, já depois das 08h e hoje, por sugestão do Pedro Antunes, na senda do GR10, na sua passagem pela antiga praia fluvial dos Gaviões, presentemente desativada e ao abandono.
Saímos da cidade pelo Montalvão em direção ao "Ramalhete", junto ao apeadeiro do Retaxo, onde tomámos a matinal dose de cafeína.
Passámos pelos Amarelos e cruzámos a via férrea, para mais à frente passarmos no Vale do Morgado e descermos à Praia Fluvial dos Gaviões.
Um local bonito e ao abandono e por onde passa o GR10, em direção ao Parque das Nações, em Lisboa.
Uma passagem difícil e perigosa e que, verdade seja dita, evito a todo o custo. O paredão do açude tem na parte final uma zona de musgos e algas em zona pedregosa, bastante escorregadia e traiçoeira. Uma queda naquele local é certamente dolorosa.
Passado o paredão com extrema cautela, fizemos um single track não ciclável, até um caminho de asseiro, que nos levou a outra zona, onde tivemos que carregar a bike até ao outro lado da barroca, onde apanhámos então o caminho que nos levou aos Bugios.
O Pedro Antunes nunca por ali tinha passado e tinha interesse em conhecer aquela passagem do GR10.
Pois bem, já conhece!
Seguimos depois por estrada até à ponte sobre o Rio Ocreza e voltámos aos trilhos, logo a seguir á ponte, até ao cruzamento para o Chão das Servas, à entrada da Sarnadinha.
A partir de Alvaiade seguimos pelo estradão paralelo a A23 e IP2, com passagem pelo Santuário da Sra da Paz e Rodeios.
Subimos às Olelas e rumámos à cidade.
A  rapaziada, hoje, contráriamente ao habitual, não conseguia manter-se unida e homogenizar andamentos, andando tudo espalhado pelos trilhos e alguns, a partir de certo momento, a abandonarem o grupo e seguir por alcatrão.
Nas Olelas, eu mesmo acabei por tentar encurtar um pouco o tempo, pois estava um pouco justo no horário.
Acabei por fazer 67 kms e chegar a casa fora do horário que inicialmente tinha previsto. "Mea culpa"
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sábado, 20 de outubro de 2012

"Passeio pelo quintal"

Hoje foi dia de passeio cá pelo quintal, ou seja, uma volta circular sem que nos afastássemos muito cá da urbe.
O inverno está aí e com ele a "asfáltica" vai gastar menos pneu, pois nesta altura do ano reduzo substancialmente as quilometragens e dias de pedalada com a "fininha".
Por outro lado, dou mais previlégio à bike de btt, pois não consigo resistir aos meus dias de vadiagem, agora que o terreno está mais macio, por vezes de mais e, às cores e recortes paisagísticos próprios desta altura do ano.
Vamos indo e vendo, como diz o cego!
Na companhia do Nuno Eusébio e do Luís Lourenço, fomos hoje passear as "asfálticas" numa voltinha circular, passando por Escalos de Cima, Escalos de Baixo e Lardosa, onde apontámos o azimute às Atalaias.
Seguimos depois para a Soalheira, onde parámos nas bombas, para a matinal dose de cafeína.
Nós a chegar e a malta do Continente a abalar.
Fomos seguidamente até ao Louriçal do Campo, onde apanhámos  o ainda recente estradão alcatroado, agora denominado Rua do Barreiro, que liga aquela povoação à M.352, já próximo de Sobral do Campo.
Continuámos para Tinalhas e descemos à Povoa de Rio de Moinhos, onde viemos encontrar a rapaziada do Continente e que acompanhámos até á cidade, onde entrámos pouco depois das 11h30, com 81 kms pedalados em boa harmonia e sã camaradagem.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

"VIII Maratona Trilhos da Raia"

Sendo já um participante quase incondicional deste evento, lá fui mais uma vez até Idanha-a-Nova participar na VIII Edição dos Trilhos da Raia.
Fui com o Nuno Eusébio e com o Luís Lourenço.
Já em Idanha, juntámo-nos a outra rapaziada cá do burgo, o Abílio Fidalgo, o Nuno Maia, o Nuno Dias, o Dário Falcão, o Marcelo e o Carlos Sales.
Depois do habitual breefing, lá foi dada a partida com a animação do costume.
O Nuno Maia, este ano e certamente a querer testar a sua performance, não lhe tornámos a pôr a vista em cima.
Muito pó e muita "tremura" de grande parte dos participantes nas primeiras dificuldades, demorou um pouco a conseguir-se pedalar com alguma fluidez, que foi quase uma constante até ao primeiro abastecimento e onde se encontrava a separação dos dois percursos e também do nosso grupo.
Mas tudo bem. Foi uma opção nossa, irmos o mais junto possível e na "galhofa", usando e desfrutando dos belos trilhos da raia e dos seus soberbos singles, que têm o condão de nunca enjoarem. Pelo contrário. Cada vez me cativam mais . . . e então o da barragem. Ui, Ui!!!
Este ano, montando o meu "tanganho", até me ía babando!!!
Usar gps nos trilhos da raia, está mais que provado de que é um luxo, não uma necessidade. Da forma que esta "rapaziada" marca os trilhos, perder-se deveria ter direito a prémio.
Uma excepção feita ao Carlos Farinha, que fecha os olhos a subir . . . e subiu mais do que o necessário na Serra do Ramiro. eh eh eh!!! (brincadeira Carlos . . . Abraço)
A saída, foi como já vem sendo hábito, com passagem pela Quinta dos Carvalhos e descida ao Rio Torto.
A passagem nas imediações da barragem é sempre espetacular e ninguém fica indiferente áquela envolvente paisagística.
Subimos ao VG do Torrão e passámos de novo o Rio Torto, para mais á frente nos embrenharmos nos ansiados singles de Proença-a-Velha.
Nova passagem pelo Rio Torto, (justifica-se o nome!) agora em direção a Medelim, com passagem pelo Sítio dos Moinhos.
Não entrámos em Medelim (aldeia dos balcões), mas divertímo-nos nos seus famosos singles.
A grande dificuldade do dia era a subida à Serra do Ramiro, onde se esperava ver as paisagens abrangentes e lindíssimas, lá da cumeada. Mas este ano ficámo-nos pela intenção. O nevoeiro pregou-nos uma partida, privando-nos dessa espetacularidade.
Uma subida dura e algo longa, em que apenas os mais afoitos concretizaram, mas valeu a pena.
Apesar de não termos tido a possibilidade de desfrutarmos da bonitas vistas dos vales, valeu a aproximação a Penha Garcia pelos impressionantes penhascos e a descida pela Rota dos Fósseis, até ao Rio Ponsul, que nos fizeram recuar na história, 500  milhões de anos. Incrível!!!
Pena o piso estar escorregadio, pelas "pingas" de chuva que antecederam a nossa chegada.
Um contratempo para uns, um alívio para outros, que assim se desculparam que não a fizeram a pedalar, porque estava muito escorregadia!
Mas que "aquilo" é um regalo para os olhos . . . lá isso é!!!
Ainda com a imagem dos fantásticos penhascos de Penha Garcia, da descida pela Rota dos Fósseis e com o palato ainda com o sabor dos bolinhos do abastecimento junto à bombas, lá rumámos a Idanha-a-Velha, onde este ano fomos brindados com algumas seções de novos percursos.
A chegada, foi bonita de ver e de fazer, pois ali decorria o Festival do Casqueiro, bem animado à nossa passagem.
Mais um abastecimento, onde a malta não se privou de comer e beber, pois faltava ainda uma fase difícil deste bonito percurso. A aproximação a Idanha-a-Nova.
A antevisão do belo single da barragem, dava-me alguma ansiedade . . . mas ainda antes de desfrutar daquele soberbo single . . . a frustação!!! A passagem pela zona do BOOM. Para quem se intitula amante e defensor da natureza . . . aquela lixeira deixa muito a desejar! Mas "avancemos" como diz o outro!
Este ano a aproximação ao final foi diferente. Passámos pelo fundo do descarregador do paredão e fomos subindo pelo estradão e, quando já estávamos quase no alto, nova descida. Voltámos a subir e ao chegarmos ao estradão alcatroado e de inclinação considerável, alguns terão pensado . . . já estou safo!
Puro engano!!! Faltava ainda a subir a calçada romana da canada. Um docinho envenenado da organização. Mas . . . quem se apresta a fazer 95 kms numa maratona já sabe que vai "doer um pouco.
Há sempre uma alternativa. A meia maratona . . . por isso . .  reclamar não tem cabimento. Eu gostei, apesar de já vir um pouco dorido.
Mas quando a malta gosta e leva isto numa boa, acaba sempre por ser premiado.
Uma chegada triunfal e com um valor inquestionável para quem pratica "esta coisa" numa boa!!!
Os prós ganham uma taça metálica vazia e sem conteúdo. Um bibelot para guardar lá em casa e que se não for limpa regularmente, acaba por ir para o lixo.
Nós . . . os outros  . . . ganhámos uma taça de plástico, loirinha e cheia de sumo de cevada fresquinha, que nos foram entregues pelos nossos amigos que fizeram a meia maratona. Logo à chegada e ainda em cima da bike. O nosso pódio!!!
Com amigos destes, tanta canseira para quê!!! temos sempre prémio!
O almoço/lanche/pré-jantar, foi a continuação e o final dum belo dia de btt e convívio entre muitos amigos. Os que comigo pedalaram e os que fui encontrando ao longo dos trilhos.
Para o ano, se não me descuidar na inscrição, lá estarei novamente para mais um belo dia de convívio. Tenho a certeza!
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC