segunda-feira, 27 de maio de 2013

"GeoRota do Orvalho"

Reeditei ontem a bonita aventura da GeoRota do Orvalho, criando novos trilhos relativamente à edição anterior, em 2011.
Lancei convite a quem comigo quisesse partilhar este passeio e seis amigos o aceitaram.
O Nuno Eusébio, o José Luís, o Pedro Roxo, o Abílio Fidalgo, o Dário Falcão e o João Valente.
A partida foi dada pelas 07h00 no Parque de Estacionamento do Continente e em caravana rumámos ao Estreito para nos lançarmos aos trilhos.
Depois das bikes preparadas e restante material, fomos calmamente tomar o cafezinho matinal num café a uma centena de metros do local onde deixáramos as viaturas.
Logo à partida . . . "minhoca" . . . o Abilio Fidalgo partiu a corrente da bike.
Colocámos um link na corrente e aí vamos nós em direção aos trilhos.
Saímos do Estreito pela Serração e lancámo-nos logo numa extensa e rápida descida até à Malhada da Égua, onde cruzámos a Ribeira da Zebreira e enfrentámos a primeira de muitas subidas que nos iriam dar cabo do "canastro" ao longo dos 45 kms planeados.
Ao meio da subida entrámos num bonito single track que nos levou à Horta do Meio, para voltarmos a subir pela Costa do Galvão e Lameirão  até ao Cabeço Alto.
Com bonitas paisagens a distrair-nos um pouco da dureza deste percurso, íamos regalando as vistas com a bela panorâmica sobre as serranias circundantes.
Descemos seguidamente à Foz dos Carvalhais onde apanhámos o estradão para Cambas, onde não chegámos a entrar.
Passámos a ponte sobre a Ribeira das Casas, que ali despeja as suas águas no Rio Zêzere e seguimos por asfalto até ao Restaurante Slide, na Ponte de Cambas, onde efetuámos paragem para nos reforçarmos, pois a parte do percurso que se seguia iria exigir de nós bastante esforço.
Já retemperados com sandes e umas bebidas frescas, lançámo-nos de novo aos trilhos, entrando no estradão junto à Ponte de Cambas que nos levou ao Cabeço do Vale dos Madeiros.
Descemos depois até junto ao rio, para voltarmos a subir por uma exigente subida até às proximidades dos Penedos das Sardas.
Descemos até à Zangalhona, onde cruzámos pela primeira vez a Ribeira da Água Alta.
Nova subida, esta muito exigente, levou-nos até junto da capela de Nossa Senhora da Confiança, que não chegámos a visitar, pois ainda teríamos que subir mais um pouco.
A partir daqui, entrámos no PR3 - GeoRota do Orvalho.
Um bonito e paradisíaco percurso onde a malta deambulou e se divertiu, quer com as digitais ou com passagens mais arriscadas de bike. Um dos belos recantos cá do nosso interior, que merece bem a pena ser visitado.
Já no alto, junto à entrada para a escadaria que dá acesso à Cascata da Fraga d'Alta, o ex-libris deste PR, parámos na bela fonte ali existente e bebemos e atestámos bidons e camelbaks daquela fresca e saborosa água serrana.
Subimos depois ao alto da Quinta da Mocinha e com passagem pelo Sobral do Canhoto, subimos ao Cabeço do Sobral por uma bonita curva de nível pela encosta da serra sobranceira a Vilar Barroco com uma envolvente paisagística fantástica.
Das vezes que por ali passava com a minha asfáltica vindo do Orvalho em direção ao cruzamento para as Sarnadas de S. Simão, ficava a olhar para aqueles imponentes penedos lá no alto da Serra e dizia cá para comigo! Será que haverá por ali algum caminho? Ainda um dia por ali hei-de passar.
Dito e feito! Ontem foi esse dia e com o prazer da companhia de uma excelente meia dúzia de amigos.
Creio que eles também adoraram! Aquilo é imponente e com uma beleza deveras fascinante.
Seguiu-se a descida ao Lameiro dos Juncos para enfrentarmos a última subida do dia, à Portela dos Perbeques e, descendo ao Vale, passámos por S. Torcato e Espinheiros, para entrarmos no Estreito pelo PR4, que perdemos nas últimas centenas de metros, na aproximação à aldeia, por se ter perdido no meio da erva alta junto à ribeira.
Inventámos e chegámos ao local de partida, na Rotunda, onde deixamos as viaturas.
Foi uma bela aventura, durinha quanto baste, mas naquela zona, as alternativas são escassas.
Em algumas zonas tivemos que dar um "empurrãozinho à bike" pois pela pendente não era possível, pelo menos para nós, cicloturistas lúdicos, fazê-las a pedalar.
Mas valeu a pena pelo seu todo, pela excelente camaradagem e companheirismo, o fator dominante durante todo o percurso e sobretudo pelas belas imagens que ficaram retidas nas nossas retinas, quer pelas montanhas que passámos, quer pelos belos recantos que cruzámos, alguns bastante inóspitos e não muito habituados a ver passar grupos de rapaziada como nós.
 
Eu sei que aquele percurso não era práticamente para o que muitos chamam de "meninos". . . . por isso mesmo é que nós ali fomos, embalados pela aventura, pelo gosto de pedalar e pelo bom convívio, que connosco, nasce naturalmente.

No final, tornámos a por as bikes nos suportes das viaturas e depois de arrumar o restante material fomos "calar" a secura no restaurante na rotunda.

Seguimos depois para um pequeno repasto em ambiente de tertúlia inicialmente previsto no restaurante da Lameirinha, que transferimos para o restaurante "A Nave" no Salgueiro do Campo, por aquele se encontrar fechado.

Assistimos então ao "desaire" do Benfica enquanto enchíamos o corpinho com umas quantas doses de carne de cosido bem regadas com umas valente bjecas. Ninguém foi à bola da "bola", com receio de perder garfada. Aquilo era um senhor petisco.
Que melhor para um final de aventura que um bom convívio de amigos numa excelente tertúlia gastronómica.
Viva o Btt!!!
Fiquem bem.
Vemo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC
 
Slide
 

sábado, 25 de maio de 2013

"Uma volta florida"

Hoje, na companhia do Jorge Palma e do Nuno Maia fomos dar a nossa voltinha asfáltica de fim de semana.
Planeámos inicialmente ir até Vale de Prazeres e regressar pela N.18, aos fins de semana com trânsito normal.
Saímos em direção a S.Miguel d'Acha, com passagem por Escalos de Baixo e Escalos de Cima.
Em S. Miguel, parámos na Pastelaria junto ao cruzamento para a Orca para o cafezinho matinal e respetivo bolinho. Um acrescento calórico que eu e o Jorge já quase não dispensamos.
Estávamos entretidos com aquele pequeno repasto, quando na estrada em frente passa a malta que habitualmente se junta no Continente.
O Silvério que os acompanhava, foi dar uma espreitadela e cumprimentar-nos, informando-nos de que iam até à Aldeia de Santa Margarida.
Pois claro, este fim de semana é a festa das flores naquela aldeia.
Resolvemos ir até lá.
Acabámos o "pequeno almoço" e fomos até à aldeia.
À entrada da mesma a azáfama na montagem das bancas era ainda notória.
Percorremos algumas das ruelas, todas elas enfeitadas de flores artificiais com bonitos contrastes coloridos.
Quando chegámos junto à igreja matriz, lá estava o grupo do Continente em sessão fotográfica.
Cumprimentámo-nos e resolvemos acompanhar o grupo até à cidade.
Gostei de ver no Grupo o amigo Zé da Mata e o já habitual Ti João dos Escalos, o ex-libris daquele grupo.
Dois "Dinossauros" do cicloturismo na região.
O Zé da Mata já bem entrosado no grupo e não restará muito tempo a que volte ao seio do cicloturismo de lazer, com a malta com quem já partilhou muitos kms.
A rapaziada ia animada e "a grupeta" conversava sobre temas dispersos, não faltando o anedotário da praxe, quase sempre iniciado pelo Fernando do "Califa".
Pedalando e conversando, lá fomos passando pelas Martianas, Orca, Zebras (czt), Vale da Torre e Lardosa, onde virámos o azimute de novo aos Escalos de Cima, por a rua principal andar em obras.
Nos Escalos de Baixo deixamos o Ti João e até à cidade foi um instantinho.
Acabaram por ser 85 kms descontraídos e divertidos kms, na companhia de alguns amigos com quem já não pedalava há algum tempo, destacando o meu amigo Zé da Mata, que gostei bastante de
ver integrado no  grupo e com quem em tempos idos, já partilhei milhares de kms.
Parámos no Café Lusitano para uma bebida refrescante antes do banhinho retemperador e do reconfortante almocinho.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC


sexta-feira, 24 de maio de 2013

"P.N.S.A.C. . . . no reino da pedra"

Ontem foi mais um dia de volta vadia, desta vez pelo sempre espetacular reino da pedra . . . o Parque Nacional da Serra d'Aires e Candeeiros.
Acompanharam-me os amigos José Luís e Nuno Eusébio em mais esta aventura de btt.
Saímos de Castelo Branco pelas 06h30 em direção à Nascente do Rio Alviela em Olhos d'Água - Alcanena.
Depois de prepararmos as bikes e restante material, fizemo-nos aos trilhos, com a primeira passagem pela bonita ponte pedonal sobre o Rio Alviela  na praia fluvial, onde estacionámos a viatura.
Seguimos em direção a Monsanto por bonitos estradões e em sentido ascendente, numa bonita manhã que se previa quente e com o verde primaveril dos campos de cultivo que ladeiam o rio ainda no seu esplendor.
Contornámos a aldeia seguindo na direção do Carvalheiro e Paiã, onde começámos a entrar nos primeiros single tracks do dia e foram muitos e longos.
Em Chousas de Baixo começámos a entrar propiamente na "pedra" e o gozo começou!!!
A calcária Serra de Santo António e o seu belo planalto pejado de cercados de pedra solta eram agora o nosso próximo objetivo.
Fantásticos trilhos pedregosos e singles loucos, com muita pedra e a clamar pelos nossos dotes técnicos, faziam-nos crescer água na boca.
Subimos ao planalto por um espetacular single track, com continuação até às Grutas de Santo António, onde fizemos o primeiro abastecimento sólido com uma bifana e uma bjeca, para acalmar a adrenalina.
A espetacular visão sobre o fantástico Vale da Canada, ainda nos mantinha os olhos vidrados.
Single atrás de single, com pedra para todos os gostos, faziam-nos delirar e a não querer ir embora.
Descemos a Serra por um brutal single track e com uma paisagem fantástica sobre Minde.
A pedra começou a escassear com  a aproximação de novo ao Rio Alviela, que voltámos a cruzar, agora por uma bonita e singular ponte de lajes de pedra, num bonito recanto do rio.
Aqui a malta aproveitou para um belo mergulho à moda da "cambada", deliciando-se naquele ilídico local.
A partir dali e até final, foi desfrutar o último single track do dia, que nos levou ao ponto de partida.
Depois das bikes arrumadas fomos até à aprazível esplanada do restaurante da praia fluvial e ali nos entretivemos num são e salutar convívio petiscando umas tapas de pica-pau e umas ameijoas, bebericando umas retemperadoras imperiais, culminando uma bela e lúdica manhã de btt, na companhia de bons amigos.
Um dia para mais tarde recordar e parafraseando o saudoso Raul Solnado . . ."viver não custa . . . custa é saber viver!!!"
Obrigado amigos por me acompanharem em mais uma manhã vadia, onde os kms, os ac's e os avs's não contam e a amizade cria laços duradoiros.
 
Fiquem bem.
Vemo-nos nos trilhos, ou fora deles
AC

domingo, 19 de maio de 2013

"Rota dos Lagartos"

È sempre com alguma ansiedade que a rapaziada "não profissionalizada" aguarda pacientemente a chegada do dia do passeio da "Rota dos Lagartos", uma carolice do amigo Pinto Infante, que de ano para ano, nos vem brindando com estes eventos, onde a malta se junta e confraterniza.
Dos poucos onde a malta ainda consegue conversar, pedalar kms em conjunto e sentar-se calmamente num abastecimento e comer e beber enquanto se põe a conversa em dia, sem ser um estorvo, nem prejudicar ninguém na tabela classificativa. Que maravilha!
Depois do biefing da praxe, cerca das 09h, a malta foi saindo em grupos, para um bonito percurso, guiados pelo gps.
Saímos da Lardosa em direção ao Monte das Areias e pela Fadagosa e Monte da Gatuna, chegámos à Atalaia do Campo.
A malta ía animada e ia-se cruzando com outros grupos, que com o tempo se foram afastando, pois o nosso ia "calmoso" e numa boa . . . sem stress!!!
Subimos à Terra das Pedras e chegámos ao ilídico local da Ponte Velha com o seu lindíssimo açude.
Continuámos pelas Gândaras, Escaldado e Borracheiro, antes de entrarmos em Castelo Novo. Uma bonita aldeia, que dispensa apresentações.
Passámos pela zona do Vale das Canas, que nos deu acesso às Pucarinhas e onde por bonitos single tracks cruzando quintarolas, chegámos a Alpedrinha.
Aqui percorrenos algumas singelas ruelas, para descansarmos um pouco enquanto repunhamos energias, no abastecimento à saída da povoação.
Seguiu-se a subida ao alto da Serra, algo exigente, mas singularmente bela, com passagem pelas traseiras da Serração do Anjo da Guarda e entre a Catraia do Falcão e o Chão da Serra.
Depois de cruzarmos a N.18 na curva do gancho, seguimos pelo estradão pela cumeada, até às proximidades da subida às antenas da Cortiçada.
Aqui, iniciámos a adrenalínica descida até à estação de Vale de Prazeres, onde rumámos à Cortiçada.
Por bonitos trilhos, fomos pedalando, passando pela Teixugueira, Lage Pequena e hortas do Trapeiro, até cruzarmos a M.1079 na Ponte da Touca, passando depois a pequena e quase abandonada povoação da Touca.
O Pinto Infante esmerou-se desta vez. Bonitos trilhos, singulares passagens e fantásticas paisagens. Que mais terás tu no teu baú?
Já em zonas mais rolantes lá iamos pedalando em direção à Lardosa, com passagem pelo Corricão e Poço do Castelhano, até chegarmos a um dos bonitos locais do percurso, a barragem do Cabrão, ( que raio de nome!) que nos deu acesso às Zebras.
Até ao Vale da Torre foi um instantinho e após passarmos pelo Curtido chegámos finalmente à Lardosa. Um pouco tarde é um fato. Mas cheios de boas pedaladas, de bom companheirismo, de regalar as vistas com fantásticas paisagens e de desfrutar de excelentes trilhos.
Um furo na roda da frente da bike do Carlos Farinha, o abastecimento onde a bela sandes à descrição e a"pinguinha" não faltaram, os cerejais que bordejavam os trilhos, com os seus vermelhos frutos a desafiarem-nos, obrigando-nos a pecar pela gula, também contribuiram . . . mas, valeu pelo seu todo. O passeio, os companheiros e os trilhos.
Depois do banhinho retemperador, seguiu-se o almoço, que já carateriza este evento. Simples e generoso. Que mais se pode pedir!
Obrigado Pinto Infante. Para o ano conta comigo!
 
Fiquem bem.
Vemo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC