sábado, 29 de junho de 2013

"Ingarnal"

Hoje, lá consegui levar o Jorge Palma a visitar o Ingarnal.
O Vasco Soares também nos acompanhou e quando estávamos já de partida do nosso "cais" habitual, a Rotunda da Racha, apareceu o Luís Lourenço que ia dar uma voltinha suave até ao meio da manhã.
Acompanhou-nos até ao cruzamento para o Chão da Vã, despedindo-se da rapaziada e rumando a outras paragens.
Nós, continuámos e subimos à Lameirinha e na Portela da Lameira seguimos para Almaceda.
Parámos na Padaria/Pastelaria e ali injetámos via oral a matinal dose de cafeína acompanhada do respetivo pastelinho de nata.
Dois dedos de conversa e faltava agora desmistificar a pouco conhecida subida ao Ingarnal, que alguns infernizaram com grandes pendentes virtuais.
aqueles cinco kms de subida não ultrapassam os 10%, sendo a maioria entre os 6% e os 8%.
Apenas aquele terrível km e meio que vai da povoação ao Cabeço Sobreira, não baixa dos 13% e vai até aos 17%.
Lá saímos da Pastelaria para enfrentar aquela bonita subida, para mim uma das mais bonitas da região, do que conheço, com umas paisagens fantásticas sobre o vale e Serras da Gardunha, Maunça e Açor.
Acantonada no Cabeço do Zibreiro, aquela pequena aldeia de cerca de 30 habitantes, parece parada no tempo.
Das poucas vezes que ali vou, raramente encontro alguém, apenas o velho rafeiro logo à entrada da povoação que teima em ladrar-me.  Não sei se para me amedrontar, ou simplesmente para me cumprimentar, pois de cada vez que ali passo, insisto em chamar-lhe "Boby".
Chegados àquela pequena aldeia, o Jorge convenceu-se que de fato a subida ao Ingarnal era uma subida como tantas outras que já fizera antes.
Resolvemos, eu e o Jorge, subir ao Cabeço Sobreira e ai sim, com uma pendente já a doer e onde o alcatrão, lá no alto, dá lugar à terra, no estradão que sempre tenho esperança de ver alcatroado até à Foz do Giraldo, o que daria uma voltinha fantástica.
Lá encima  a panorâmica é magnifica e apetece ficar por ali um pouco a desfrutar aquela maravilha.
Descemos de novo ao Ingarnal, onde o Vasco nos esperava e retomámos o percurso, agora em sentido inverso.
Parámos na Lameirinha para nos refrescarmos com uma bebida fresca e atestarmos os bidons.
O percurso de regresso era agora mais fácil, apesar do vento frontal nos dificultar um pouco nas zonas mais planas e de subida.
Atestámos os bidons de novo na fonte do Salgueiro e rumámos à cidade, onde chegámos cerca das 12h30 com 80 kms pedalados num percurso de ida e volta a um dos belos recantos cá do nosso interior.
Boa camaradagem e excelente companhia, preencheram esta bela manhã de verão.
Uma derradeira paragem na Esplanada das Laranjeiras serviu de despedida e de prenúncio de novas voltinhas de bike.
 
Fiquem bem.
Vemo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sexta-feira, 28 de junho de 2013

"Portas de Rodão"

Portas de Ródão

As “Portas do Ródão” constituem o ex-libris natural de Vila Velha de Ródão, onde o Tejo, o mais importante rio da Península Ibérica, corre entrincheirado, submisso, entre gigantes quartzíticos pré-históricos. Em via de Classificação a Monumento Natural, pelos seus valores geológicos (garganta epigénica do Ródão), paisagísticos (Serra das Talhadas, sítio Natura 2000), arqueológicos (Conhal do Arneiro e Foz do Enxarrique, em vias de classificação como Imóvel de Interesse Público), históricos (conjunto do Castelo do Ródão, classificado como Imóvel de Interesse Público) e biológicos (flora autóctone - zimbro e avifauna).
Na companhia do Jorge Palma, meu parceiro habitual das voltinhas com as "fininhas", fomos hoje dar uma espreitadela ao espetacular Monumento Natural das Portas de Rodão, que apesar de o ver amiudadas vezes, nunca me canso de o admirar.
Para não ser um passeio direto, resolvemos fazer uma volta circular, rumando inicialmente até ao Rio Ponsul, onde parámos para ver a bonita e abandonada ponte medieval e espreitar os pescadores habituais naquela zona do rio.
Apenas um, tentava àquela hora enganar algum ciprinídeo menos atento.
Subimos ao cruzamento para Monforte da Beira e continuámos até aos Lentiscais, para seguidamente descermos de novo ao Rio Ponsul, que naquele local tem uma panorâmica que aprecio.
Olhámos para o novo cais de embarque, para barco espanhol, também ele vazio e continuámos para Alfrívida, onde virámos à esquerda para Perais.
Passada a aldeia, iríamos alguns kms mais à frente entroncar na N.18 e segui-la até Vila Velha de Rodão, já com o olfato a trabalhar na tentativa de receber o belo cheiro dos bolinhos da Padaria/Pastelaria Rodense, onde viemos a parar, para a nossa habitual degustação doce.
A mim coube-me um belo pastel de nata que placidamente acompanhou o cafezinho matinal, enquanto púnhamos a conversa em dia.
Já aconchegadinhos e ainda com aquele doce sabor nas gargantas, demos uma pisadela no Alto Alentejo, cruzando a ponte sobre o Rio Tejo para atestar os bidons na fonte ali existente.
Já com os pequenos depósitos atestados, voltámos à nossa Beira Baixa para subirmos até às proximidades de Vilas Ruivas e cruzamento para a altaneira torre - atalaia conhecida como o Castelo do Rei Wamba, guardiã das espetaculares Portas de Rodão.
Desta vez não efetuámos nenhuma visita, pois ainda há bem pouco tempo ali estivera com um grupo de amigos e seguimos para o Perdigão, onde efetuámos nova paragem no café local para o Jorge tentar detetar um barulho na sua bike e refrescarmo-nos com uma bebida fresca.
Efetuámos seguidamente a subida das obras de "São Nunca" e descemos a Alvaiade.
A partir daqui, foi um martírio com o forte vento frontal a dificultar-nos bastante a aproximação à cidade.
Passámos Sarnadas de Rodão e finalmente, a cidade á vista.
A secura já dificultava um pouco a respiração e, como tal, havia que repor a normalidade.
Fizemos então uma derradeira paragem no "Café Chocolate" para bebermos uma "jolinha" fresca e rematar alguns temas de conversa que ficaram em "standby" com o arfanço.
Feitas as contas, foram 87 kms pedalados num bonito percurso circular à moda cicloturistica e na sempre agradável companhia do amigo Jorge.
 
Fiquem bem.
Vemo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

" A passear pela Orca"

Hoje fui juntar-me à rapaziada do Continente para mais uma voltinha cicloturistica cá pelo nosso cantinho.
A saída foi pouco depois das 08 h, como é habitual e hoje com um grupo de cinco elementos: Eu, o Fernando (Caraíbas), o Tó Pinto, o João Salavessa e o Ti João, que nos aguardava no cruzamento para os Escalos de Baixo, no final da reta do Lanço Grande.
As voltinhas deste grupo sempre agradáveis para quem gosta de uma voltinha calma e descontraída e normalmente, com quilometragem a condizer.
Hoje, a ideia era ir tomar o cafezinho matinal ao Café do "Ti Zé Brito" e lá fomos nós, pedalando e "palrando" passando pelos Escalos de Baixo, S. Gens, e S. Miguel d'Acha e como combinado, parámos no dito café para repor os níveis cafeínicos.
Viragem à esquerda, agora com o azimute voltado à Lardosa, por uma estrada com um piso muito mais agradável, depois de requalificada. Uma mais valia para nós cicloturistas, pois é uma boa alternativa para as nossas voltinhas matinais, depois da "enchente" a que foi sujeita a N.18 com o final dos bónus nas portagens da A23.
Depois de passarmos as Zebras e o Pé da Serra, lá chegámos à Lardosa, também esta aldeia em obras de requalificação da sua artéria principal, onde voltámos à esquerda, de novo em direção aos Escalos de Cima.
Deixámos o Ti João nos Escalos de Baixo onde reside e regressámos à cidade, onde chegámos pelas 11h45, com 77 kms pedalados, hoje quase "pachorrentamente" e que para tal, contribuiu a forte ventania que se manteve praticamente durante toda a manhã.
A camaradagem e companheirismo fazem parte integrante deste grupo, onde pedalar é fácil e conversar, não custa nada!
 
Fiquem bem.
Vemo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC


segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Rota do Açor"

Curta, dura e fantástica! É assim que adjetivo esta nossa pequena aventura.
Pequena na quilometragem, dura pelas pendentes que tivemos que vencer e fantástica, por toda aquela envolvente paisagística que nos deleitou, pelos fantásticos trilhos e single tracks a jorrar adrenalina e sobretudo, pela visita a duas espetaculares aldeias . . . bem serranas, bem portuguesas e situadas cá bem no nosso interior tão esquecido da classe política. Piódão e Foz da Égua!
Como sempre tenho feito, partilho estas minhas pequenas aventuras lúdicas com os amigos que me queiram acompanhar e que também eles partilhem esta forma de pedalar.
E quando digo pedalar . . . refiro-me a pedalar, parar para conversar, tirar fotos, visitar este ou aquele local, beber umas bjecas, ou se quiserem, umas garrafinhas de nesquik . . . a seco, ou acompanhadas dum petiscozinho e sem limite de horário. Sem stress . . . numa boa!!!
Logo . . . as médias horárias ficam comprometidas, os acumulados deixam de ter valor, porque o percurso não é feito só com as paragens estritamente necessárias, blá, blá, blá!!! Além de que não fica nada bem num portefólio desportivo o que pode afetar a visibilidade, não dando o devido realce à performance, que tanto trabalho e sacrificados empenos dá para se conseguir. Não arrisquem!
Mas eu abdico de tudo isso, por tal motivo, quem vier pedalar comigo põe em risco todos esses valores.
Mas tal como eu, há uns quantos que gostam de se divertir, de dar um bom par de pedaladas, de conhecer novos locais e novos trilhos, mais ou menos prazenteiros e, sobretudo, duma boa aventura, mesmo que a quilometragem não seja atrativa.
Desta vez fiz o convite à rapaziada de uma forma enigmática e com o nome de "passup", (passeio surpresa) Passeio Açoreano.
Diverti-me um pouco com alguns amigos a jogarem com as coordenadas de gps para localizarem o local do passeio, outros quase a mandarem-me para fora do mapa e outros ainda, que certamente não participaram por pressuporem que aquele não seria suficientemente interessante para se deslocarem 110 kms.
Fiquei com pena daqueles que sei que queriam estar presentes e que de fato não tiveram oportunidade de o fazer, mas vai haver mais oportunidades naquela localização geográfica. Fica a promessa!
Hoje deu-me para a prosa e às vezes isso também me diverte e ajuda-me a exercitar o cérebro e a combater as "brancas", que já são muitas e por vezes embaraçosas. Contudo, nunca esqueço os amigos apesar de por vezes parecer ausente!
Este passado domingo era para levar o meu irmão Luís a passear . . . coisas de irmão mais velho. eh eh eh!!!
Porém resolvi partilhar esta aventura, que sabia fantástica, com os amigos.
Juntaram-se a nós o Agnelo Quelhas e o Dário Falcão e, pelas 07h lá partimos em busca de aventura e divertimento, que é o que a malta gosta.
O inicio estava programado para Vide e foi ai que estacionámos as viaturas num parque junto à Ribeira do Alvoco.
Preparámos as bikes e restante material e debaixo de umas resteas de névoa, que rapidamente se dissipou, acompanhámos a Ribeira do Alvoco até quase a Avelar, passando pelo Pinheiro da Coja, Outeiro dos Pinheiros e Bejanca.
Se até aqui o percurso tinha sido demasiado fácil e maioritariamente por asfalto em estreitas estradinhas rurais, a partir daqui, a coisa complicou-se um pouco.
Numa viragem à esquerda no Outeiro da Cavada, demos início a uma estafante subida ao Santuário de Nossa Senhora das Preces, no Vale da Maceira.
Longa bonita e durinha quanto baste. Apesar de dar para nomear e cantar todo o alfabeto enquanto esforçadamente dávamos aos pedais, apenas registamos os Zês.
Depois dum merecido descanso na esplanada do bar de apoio ao santuário, enquanto ingeríamos a matinal dose de cafeína e dávamos dois dedos de conversa, voltámos aos trilhos.
Subimos ainda mais um pouco até ao Cabeço de Santa Eufémia e entrámos no longo estradão que segue à meia encosta para Piódão, com uma envolvente paisagística fabulosa sobre o vale e outras zonas montanhosas.
E lá fomos, passando o olhar por belos locais como o Monte da Costura, o Carvalhal, a Encosta das Uchas, o Outeiro dos Penedos, Amiais e alto das Portas do Inferno, onde Piódão já sobressaía na sua peculiar forma de aldeia presépio.
A chegada à aldeia foi feita por um adrenalínico single track que terminou à entrada da aldeia, dando lugar a estreitas ruelas de xisto que deliciou a malta.
 Entrada triunfal no largo principal da aldeia e olhar á direita, tipo militar, para a esplanada do Solar dos Pachecos, onde "abancámos" para um merecido petisco, bem oleadinho com um par de bjecas fresquinhas. E que bem que nos soube aquele "pica-pau"!
Se até Piódão a malta tinha gostado, mal sabia ela o que se seguia.
Um fabuloso single track até à Foz d'Égua, bem purinho e com a uma razoável dose de passagens técnicas, não fosse a malta entediar-se!
Na Foz d'Égua, estava o "tesouro" escondido deste passeio. Piódão é lindo, mas, a Foz d'Égua é fantástica, diferente e marcante para quem a visita. Vale bem a pena uma "saltada" áquele cantinho espetacular. De carro de bike, a pé, de todas as formas. Eu já lá fui . . . e você??
E aquele vale mais parecido com um cenário da Walt Disney que em dias bem abrasadores quase dá para fantasiar uns duendes escondidos naquelas pequenas e espalhadas construções de xisto, com pontes romanas e carreirinhos de rara beleza.
Tudo isto espalhado pelo Outeiro do Cerquinhal, Casais do Souto Escuro, Encosta da Eirinha e Cabeço do Balocão, que ladeia aquele ilídico local.
Senti-me um Indiana Jones quando atravessei montado na minha "santa" aquela brutal ponte suspensa. Que sensação!!!
Lá encima uma bonita ermida com o seu presépio talhado em madeira e guardado pela bela imagem do Açor, também ele talhado, mostra bem o arte e o engenho daquele homem que durante oito anos se deslocou do Barreiro, praticamente todos os fins de semana, para criar esta maravilha junto à praia fluvial de Foz d'Égua.
Já falecido, o Sr. Carlos Borges deixou bem patente na sua obra, o amor a uma terra que adotou e que certamente nunca o irá esquecer.
Depois de visitarmos detalhadamente o local e de descarregarmos as digitais, embrenhámo-nos noutro single track ladeando a ribeira de Chãs d'Ègua até aos Pés Escaldados, com passagem pela Covita e Moinhos.
E não eram só os pés que estavam escaldados . . . a garganta também. Mas para a sequiar, tivemos que vencer as duras rampas, valha-nos que em asfalto, até à Chã d'Egua, onde parámos no café à entrada da aldeia para nos sequiarmos.
Já mais recompostos, saímos da aldeia pelo Outeiro dos Bardos e entrámos no estradão para o Monte do Cão da Ucha.
Sempre em estradão com tendência mais descendente, rumámos à bonita aldeia de Gondufo.
No final da descida e quando se dava início à subida àquela aldeia, o Agnelo teve um furo na roda traseira da sua trek.
Transposta a situação, continuámos e acabámos por rodear a aldeia, por não encontramos a entrada do single que nos levaria a cruzar a aldeia.
Também não nos preocupámos, já tínhamos no "papo" uma boa sequência de bonitos single tracks e já não faltava muito para desfrutarmos do último, na zona do Rodeado.
Entrámos em asfalto e foi sempre a descer até ao Rodeado, onde virámos à esquerda para nos divertirmos no último single track do dia, que terminou a cerca de 1 um kms do final, Vide!
Cruzámos a bonita e antiga ponte sobre a Ribeira de Alvoco, bebemos água na fonte sita na sua extremidade e fomos até às viaturas, onde carregámos as bikes.
Com um sorriso de orelha a orelha, fomos até ao bonito Restaurante "O Guarda Rios" na Praia Fluvial do Poço da Broca, na Barriosa em substituição do inicialmente programado, por se encontrar fechado.
Ali degustamos alguns petiscos da região e bebemos umas bjecas enquanto conversávamos calmamente sobre os mais variados temas.
Um belo dia de pedaladas, companheirismo e divertimento, num dos bonitos locais para a prática deste salutar desporto.
Ali mesmo nos despedimos e regressámos à cidade, ficando a promessa de novas aventuras mediáticas (passup's). Poucas questões e muita aventura!!!

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles
AC