domingo, 29 de setembro de 2013

"Por trilhos escalenses"

Hoje foi dia de ir até às Docas e juntar-me à malta que ali se costuma concentrar para umas betêtadas.
Depois do dia chuvoso de ontem a rapaziada estava em pulgas para dar umas pedaladas nos trilhos sem o pó que os tinha até então caraterizado.
Uma dúzia compareceu naquele emblemático local e prontos para sujar o fatinho e a bike, pois hoje a lama e a água já fizeram a sua aparição nalgumas zonas do terreno.
Calhou-me hoje a mim escolher um voltinha para a malta se divertir e fomos para a zona dos Escalos e Mata.
Saímos pouco depois das 8h já com o cafezinho tomado antecipadamente, pois hoje apenas passavamos pelos Escalos de Baixo e já na sua parte final.
Rumámos à Quelha dos Desembargadores e pela Garalheira chegámos à Capa Rota, descendo depois aos Quintalreis  de Cima.
Desviámo-nos para o Monte do Compasso, onde chegámos depois de uma boa descida, para sofrermos depois um pouco na subida aos Bonchalinos, com o piso agora com um pouco mais de aderência, mas igualmente mais pesado e a exigir um pouco mais nalgumas seções.
Depois de um pequeno troço em asfalto na estrada que vem Belgais, desviámos para a Tapada do Caraca e subimos ao Barrão, para mais à frente nos embrenharmos num bonito single track na zona da Balorca que deixou a malta satisfeita.
Cruzámos a M.240 em direção à Tapada do Zé Lopes seguimos até à Capela de S. Pedro, junto ao recinto de  festas da Mata.
Os trilhos estavam hoje mesmo catitas para pedalar e nós lá íamos numa amena cavaqueira, passando pela Gandra, Vale Silveira, Penedos de Ferro, Vale do Cio e Casal Mourão.
Depois de cruzar a N.233 seguimos em direção ao Vale da Figueira onde voltámos à diversão nuns quantos trilhos originados pelo gado ovino, até chegarmos aos Escalos de Baixo, onde parámos no Café "O Lanche".
Logo à entrada da povoação, junto ao campo de jogos, o João Caetano partiu a corrente da bike e demorámos mais um pouco enquanto se resolvia a pequena avaria.
Quando chegámos ao Café já alguns companheiros estava às voltas com umas bifanas XL.
As barrinhas energéticas hoje voltaram para casa pois quase toda a malta se virou para as bifanas.
Um abastecimento diferente do habitual . . . o pior é se pega!
A cidade era já o nosso próximo objetivo pelo que rumámos à Vinha do Marco, Monte Brito e Curral do Prego.
Aqui encostei a minha bike a uma aramada para tirar uma foto a uma avestruz. Mas ela não gostou e deu um par de dentadas no "Selle Itália" do meu "tanganho". O bicho não gosta de "paparazzi"!!!
Chegámos à nova pista de aviação e ali andámos à nora para arranjar passagem para o Alagão, sem sucesso.
Resolvemos então seguir pela quelha da Fonte da Mula e entrar na cidade pela Quelha dos Desembargadores.
Foram 60 kms bem divertidos e na agradável companhia de um bom punhado de amigos.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

"Há dias assim!!!

Ontem que beneficiava da disponibilidade de dois amigos, aproveitei para ir dar uma espreitadela numa secção de 40 kms, no norte alentejano, onde iremos passar no próximo sábado, dia 05 de Outubro, rumo ao Altar de Fátima em  Btt.
Sendo uma etapa algo longa e como é um percurso redesenhado, as surpresas desagradáveis relativamente à ciclabilidade dos trilhos não são muito bem vindas e eu gosto de me precaver, sobretudo quando sou acompanhado por amigos.
Mas ontem, houve um par de situações que me ultrapassaram. Não fosse eu um tipo em que habitualmente os problemas são para se resolver e não para dar abertura à nossa linguagem mais vernácula, ou dar um bom par de murros no capot do carro, o dia tinha ficado estragado.
Saí de casa pelas 07h e fui buscar o Vasco Soares e o Nuno Eusébio, os meus companheiros nesta pequena aventura.
Saímos em direção a Vila Velha de Rodão e parámos na Pastelaria Rodense para o segundo pequeno almoço composto pelo cafezinho matinal e pelo pastelito de nata.
Até aqui tudo bem. Apesar dos chuviscos que caiam desde a nossa saída de Castelo Branco, tudo apontava para que fossem passageiros.
Chegámos ao local de inicio, a bonita e castiça aldeia de Chão da Velha e quando olhei para o compartimento no tablier do carro onde usualmente coloco chaves e afins, verifiquei a falta das chaves de casa. Dei uma volta pelos bolsos e sacos e nada!!!
C'um catano!!! queres ver que deixei as chaves penduradas no portão da garagem!
Telefonei de imediato à minha esposa, mas esta já tinha saído para a escola. E agora!!!
A minha mulher é de fato uma SANTA!!! Voltou para trás e foi buscar as chaves que, sorte a minha, lá estavam penduradas no portão da garagem, entregando-as no café para que as recolhesse quando chegasse.
Ufa . . . desta já me safei! vamos lá dar umas pedaladas.
Preparámos as bikes e restante material e quando ia calçar os sapatos, fiquei surpreendido!
Minha nossa!!! Outra vez!!! Não pode ser!!!
Tinha levado os sapatos da bike de estrada, logo, era impossível pedalar com eles na bike de btt.
Bom lá tive que pedir desculpa à malta pela trapalhada.
Mas como também eles não se chateiam com qualquer coisa, concordaram em esperar 1 hora, o tempo que eu previ para regressar a casa e trocar os sapatos.
E assim aconteceu! Lá regressou o AC a Castelo Branco, trocou os sapatos e voltou ao Chão da Velha.
Entretanto começara a chover e quando lá cheguei, lá estavam eles debaixo de uma amoreira abrigados da chuva.
Não haja dúvidas de que a vida de betêtista é mesmo dura! eh eh eh!!!
Já com a situação normalizada, fomos então pedalar. Como ainda chovia qualquer coisita, vestimos os casaquinhos impermeáveis, mas, passados para ai uns trezentos metros, já suávamos e a chuva tinha parado.
Que maravilha. A temperatura foi aquecendo ao longo da manhã e a chuva não mais voltou, transformando o dia ideal para a pratica deste bonito desporto.
Lá fomos então pedalando, absorvendo aquelas bonitas paisagens norte alentejanas e desfrutando dos trilhos que me deixaram encantado. Tinha feito uma boa opção ao escolhê-los para estes caminhos de Fátima.
Tudo corria às mil maravilhas e ainda bem que resolvi ir fazer a edição destes trilhos, pois tive que efetuar uma alteração para evitar um bom par de "paredes" que até a empurrar a bike seria difícil.
O problema foi resolvido com a passagem por outra seção de trilhos e sem grande dificuldade. Correu bem, agora, venha de lá o fim de semana de 5 e 6 de Outubro, para que os bicigrinos, na sua maioria já "beatos" nesta peregrinação, que na vertente btt, vai já para a sua sexta edição.
Parámos numa das bonitas aldeias que iremos cruzar nos caminhos de Fátima, comemos um par de sandochas para criar "potência" e continuarmos esta edição dos trilhos.
A chegada ao Gavião deu-se por um bonito single track. Depois de nos refrescarmos com umas bebidas frescas e comermos mais uma sandocha, regressámos ao Chão da Velha por asfalto.
Foram 81 kms pedalados por bonitos trilhos, com paisagens magníficas e aldeolas bem castiças cá do nosso interior. Umas praticamente desconhecidas, outras nem tanto.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

terça-feira, 24 de setembro de 2013

"Preparar os Caminhos de Fátima"

Vou pela 6ª. vez consecutiva pedalar em btt em direção a Fátima.
Mais uma obstinação que me move anualmente, sem nada de especial, apenas esta vontade de o fazer ano após ano.
Sempre tenho tentado fazê-lo por percursos diferentes e este ano não vai ser exceção.
Mas isto de andar sempre atentar arranjar trilhos novos dá um pouco de trabalho, mas, como o faço por gosto e não por obrigação, lá vou conseguindo sempre uma surpresazinha!
Hoje, aproveitando a excelente companhia do Nuno Eusébio, fui ver uma nova passagem na zona de Vila Velha de Rodão.
Fui busca-lo pelas 07h30 e seguimos em direção aquela  vila, onde estacionámos a viatura junto à Pastelaria Rodense para tomarmos a matinal dose de cafeína acompanhada do já fiel pastelinho de nata.
Preparámos as bikes e calmamente percorremos os trilhos previamente programados e tudo correu como esperado. Todos eram cicláveis  e prontos para receber a malta quando ali passarmos.
Aproveitámos seguidamente o fato de estarmos naquela zona para recordar alguns trilhos de outrora e absorver toda aquela fantástica envolvente paisagística.
Regressámos ao carro e arrumámos as bikes e restante material.
Fomos de novo até à Pastelaria e bebemos algo fresco acompanhado desta vez dum belo bolo de chouriço.
Regressámos á cidade satisfeitos pela curta manhã de btt, mas ainda assim bastante absorvente e divertida.
Apenas 20 kms, mas o suficiente para ficarmos satisfeitos.
A malta que me queira acompanhar nesta minha sexta peregrinação a Fátima em Btt, deve informar-me para preparar a logística, relativamente ao alojamento.
Como é já sabido, estes eventos são puramente informais e cada um terá de ser completamente autónomo.
A primeira etapa terá 127 kms e ligará Castelo Branco a Abrantes.
A segunda terá 74 kms e ligará Abrantes a Fátima.
O evento decorrerá no fim de semana de 05/06 de Outubro, como sempre, o fim de semana antes de 13 de Outubro, quer chova, quer faça sol.
Se queres aproveitar estas duas distâncias para treinares para uma qualquer prova, ou vir mostrar a tua grande performance, há passeios a Fátima noutras datas durante o ano e dispenso a tua presença.
Se vens para me fazer companhia, fico-te agradecido.
Todos partem e todos chegam, seja a que hora for. Esse é o espírito!
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"Tertúlia betêtista"

Ontem, ali para os lados de Vila de Rei, juntaram-se 17 "gajos" vindos daqui e dali, para uma tertúlia betêtista à moda antiga.
Malta de trato fácil, contagiante e sem espinhas que gosta de se divertir e de dar umas boas pedaladas . . .ah, e já agora, também comem que se fartam . . .que o diga o proprietário do Restaurante "O Elétrico" que vai demorar para aí uns quinze dias a repor os géneros na dispensa!!! Isto, se não tiver que fechar uma semana por falta de matéria prima!!! 
O local de encontro deu-se na pastelaria Estrela Doce na Sertã para o pequeno almoço para uns e a matinal dose de cafeína para outros.
Já com a malta toda junta era hora de irmos até à castiça Aldeia da Relva a cerca de três kms de Vila de Rei, onde iriamos montar o nosso quartel general provisório.
Enquanto se preparavam as bikes para o encontro com os trilhos, o meu irmão Luís, presenteou a malta com um "canequinho" metálico que de imediato foi inaugurado com umas pingas de "giribita", "anjelica", jeropiga, ou como lhe queiram chamar.
Ainda andava a lamber os beiços do doce da "angelica", quando o Nuno Rebelo de Alcanena nos surpreendeu com umas garrafinhas de vinho espumante espanhol de uma colheita particular. Ui, Ui!!! . . . que pomada!!!
Partimos para os trilhos bem animados e bem dispostos e as brincadeiras e tropelias foram uma constante durante todo o tempo.
Passámos pelo Casal Formoso, Barreiros e Casais de Cima por trilhos em constante sobe e desce.
Continuámos pela Portela do Curral, Couço Cimeiro e Quinta das Laranjeiras e depois de ladearmos durante algum tempo a Ribeira da Galega chegámos à Bonita Aldeia de Xisto de Água Formosa, através dum single track simplesmente brutal.
Já antes tínhamos pedalado num bom par de singles e trilhos bem catitas, absorvidos por uma esplêndida paisagem.
Os furos, foram uma constante durante quase todo o percurso, uns cinco ou seis. Mas a rapaziada não é de desistências e toca a reparar e andar que a malta está aqui é para se divertir.
Saímos da Água Formosa por um arrepiante single track, que durante uns bons momentos nos manteve os "tintins" bastante apertadinhos, mas foi um gozo enorme!!!
Ainda com os sentidos no espetacular single track, chegámos á Aldeia da Lousa e depois de uns metros pelo pedregoso leito da Ribeira de Codes, passámos a sua bonita e antiga ponte, pedalámos algum tempo pela Rota das Conheiras e descemos de novo à ribeira.
Aqui, o meu irmão Luís conduziu-nos por um magistral single track até ás proximidades da Praia Fluvial do Penedo Furado, onde nos aguardava um lanchinho para retemperar forças, empurrado goela abaixo com umas fresquinhas imperiais.
Aqui, começou a odisseia dos "catchapuns" saltos acrobáticos, ou desacrobáticos, de chapa, de cabeça, de pés, vestido, quase despido, com capacete e sapatos, só com capacete, só com sapatos, enfim para todos os gostos!
Uma "ruideira" total. Peixes e outros utilizadores daquele espaço . . . simplesmente se afastaram durante algum tempo.
A calma voltou àquele lugar depois da rapaziada se ter ido embora rumo à cascata.
Mas, para as pessoas  se encontravam na zona da cascata, a acalmia do bonito lugar, o cantar dos passarinhos e o barulho caraterístico da água contra a parede rochosa acabou repentinamente.
Voltámos aos "catchapuns", às brincadeiras e tropelias. A alegria jorrava em cada um de nós como se crianças fossemos. Grandes momentos de diversão.
Sair daquele lugar, além de custar um pouco pela beleza inóspita e pela brincadeira que nos proporcionou, foi duramente dificultado pelos penosos degraus que tivemos que subir para sair dali. Mas valeram todos os momentos.
O pior foi quando logo depois de atingirmos o alto da serrania e quando começávamos a pedalar, o Álvaro de Alcanena partiu o drop out  da sua treck. Ainda se tentou remediar a coisa, pois havia um drop out que serviria para desenrascar a situação, mas não foi possível retirar o partido.
A solução lógica foi transformar a bike numa single speed e pela enorme dificuldade que o Álvaro iria encontrar para cumprir o restante percurso, toda a malta concordou em regressarmos ao ponto de partida por asfalto.
Aqui a coerência, o bom senso e o companheirismo vieram ao decima e rumámos à Aldeia da Relva por asfalto.
Já no quartel provisório rapidamente arrumámos as bikes e depois de mais uns belos sorvos no vinho espumante que o Nuno Rebelo tinha trazido de Espanha fomos dar uns mergulhos na piscina local para depois nos aperaltarmos e ir para o restaurante.
Um farto almoço de bufett numa sala só para nós e com tudo à disposição, fez disparar alguns centímetros na fisionomia da maioria dos presentes, com uma ou outra exceção. O Nuno Seiça, por exemplo, deu um rombo do "catano" ao restaurante e conseguiu manter aquela linha esbelta à Cristiano R.
Terminado o farto almoço e depois da foto de grupo para mais tarde recordar, fomos até ao Bar da Carvalha para a sossega da praxe, onde depois de mais umas "comédias" e brincadeiras nos despedimos com um até breve.
São estes os momentos que ficam e nos fazem "vibrar" de vez em quando, a nós, a quem a juventude já teima em abandonar mas que a mente ainda mantem de forma viva e tempo indefinido.
Por tudo isto, não sejam "florzinhas de estufa", deixem-se de tretas, de birras e matreirices.
Vivam a vida e se possível um dia de cada vez!
A passagem pela vida é efémera . . . nunca se esqueçam disso!!!
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC