domingo, 24 de novembro de 2013

"Malpica do Tejo"

Hoje fui até às Docas ter com a rapaziada da roda grossa.
Compareceram, além de mim, o Vasco Soares, Pedro Roxo, Abílio Fidalgo, Nuno Eusébio e Luís Lourenço.
Resolvemos hoje ir até Malpica do Tejo, aldeia há muito a "desejar" uma nossa visita.
Saímos da cidade pelo single do Quinteiro e pela base do Cabeço de S. Martinho, descemos à N.18-8 para cruzar a Ribeira da Sapateira em direção à Lomba da Velha.
Voltámos à Ribeira da Sapateira, depois de passarmos o Revelhinho e lacompanhámo-la um pouco até ao Monte do Chaveiro, onde de novo a transpusemos, continuando até à ponte sobre o Rio Ponsul.
Subimos ao Monte do Pardal e já na sua extrema, seguimos pela M554 até ao Monte da Farropa.
Entrámos de novo nos trilhos e por estradões entre azinhais, passámos pelo Monte do Malha Pão e Monte do Couto, antes de entrar em Malpica do Tejo, por S. Bento.
Encostámos as bikes junto à porta do Café Sacul e entrámos para degustarmos um petiscozito em "modos" de reposição das calorias já gastas na primeira metade do percurso.
Não necessitámos do "cardápio" e escolhemos chouriça e morcela fritinha, pois para assar demorava um pouco mais de tempo e umas tapas de queijo. E que bom que ele era!
Tudo acompanhadinho com uma litrada de tinto da "box", que até nem era mau, fez-nos esquecer durante um bom bocado, as bikes acantonadas à porta do café
Depois dum bom momento de convívio gastronómico, era tempo de regressar.
Deixámos aldeia e seguimos em direção aos Montes da Balisa, passando pela Boidade e Sarangonheira.
Depois de passar o VG da Balisa descemos à Ribeira da Farropinha, entrando no Monte do Neo.
Ladeámos os Lentiscais e descemos ao Rio Ponsul. Passámos a ponte e um pouco mais à frente, andei em busca dum antigo single track onde já não passava há alguns anos e que cruza o Monte dos Inventos até ao Pereiral.
Ele de fato ainda lá está, mas já não é praticamente ciclável. O mato cresceu e não sendo percorrido por ninguém, já quase desapareceu.
Mas ainda assim, valeu a pena a passagem pelo single, para perceber que já não tem utilidade.
Era uma passagem espetacular, quando ciclável!
Aqui o Pedro Roxo resolveu seguir por alcatrão para tentar chegar um pouco mais cedo a casa.
Do Pereiral descemos ao Ribeiro do Barco e seguimos para o Cabeço do Pico, continuando até à Escudeira. Um bom caroço para digerir bem o petisco.
Depois da passagem pelo Monte do Valongo, entrámos no bairro do mesmo nome, onde me despedi dos companheiros, com exceção do Fidalgo que acompanhei até à Boa Esperança.
Foi um bela jornada de btt com a malta do costume, sempre alegre e divertida, proporcionando sempre animadas manhãs de pedalada.
No final, acabámos a aventura de hoje com 63 kms de btt e com um belo petisco a separar as duas partes do passeio, fazendo com que hoje chegássemos a casa um pouco fora da hora habitual.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sábado, 23 de novembro de 2013

"Passeio outonal"

Após dez dias de jejum ciclístico e com a ultima semana a praticar step na escada da azeitona, juntei-me hoje à rapaziada para uma voltinha com a  minha "é".
Na Rotunda da Racha compareceram hoje o Vasco Soares e um seu amigo, cujo nome não recordo, o Álvaro Lourenço, o Jorge Palma e eu.
No Ribeiro da Seta juntou-se-nos um "alentejano de gema", cujo nome também não recordo. (ai as brancas!!)
Com um agradável "grupeto" de seis lá fomos  até ao Cabeço do Infante, onde parámos para o cafezinho da manhã e dois dedos de conversa.
A manhã estava bastante fria e o complemento cafeínico deu-nos algum alento para continuar as nossas suaves pedaladas.
Passámos por Sarzedas e tomámos a direção da Azenha de Cima, continuando por Vale Maria Dona, Grade, Pousafoles e Vale Ferradas até entroncarmos na N112.
Passada a ponte sobre a Ribeira do Tripeiro, virámos à esquerda para o Barbaído, passando depois pelo Freixial, Tinalhas e Povoa de Rio de Moinhos até Alcains, onde entrámos na N18 que nos trouxe de novo até à cidade.
Os meses de outono/inverno, aliados ao frio, ventos gélidos e mais agasalho, tolhem-nos um pouco os movimentos, pelo que, na parte que me toca, aproveito para pedalar ainda mais descontraidamente e dar tempo a este já bem "curtido" corpinho para que descanse o suficiente para na primavera/verão estar rejuvenescido e pronto para uma ou outra aventura mais atrevida.
Chegámos à cidade ainda cedo e com 74 kms pedalados, mais que suficientes para manter o "cabedal" ativo.
Uma última paragem no café "O Italiano" para uma sossegazita e regressámos a casa satisfeitos com mais um  "sossegado" passeio asfáltico na companhia de amigos.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

"Voltinha asfáltica por S. Miguel d'Acha"

Os dias continuam bonitos, solarengos e convidativos para uma voltinha de bike, quer seja de btt, quer seja de estrada.
Pelas 08h30, juntei-me ao Jorge Palma, na Rotunda da Racha e fomos dar uma voltinha asfáltica até S. Miguel d'Acha.
Passámos por Escalos de Baixo, Escalos de Cima e S. Gens, antes de entrar na povoação, com paragem quase obrigatória na Padaria Quintas e Quintas para o cafezinho matinal e pastelito de nata, no meu caso.
A simpatia naquele estabelecimento anda um pouco arredada, talvez por falta de concorrência, mas os bolitos são bons e neste caso, isso basta-me.
Conversámos demoradamente e andámos um pouco à nora com os ciclómetros, que não davam leituras corretas, ou não as indicavam, até que resolvemos continuar o nosso passeio.
Rumámos ao cruzamento de Proença-a-Velha seguindo para Idanha-a-Nova.
Não entramos na vila e continuámos para Oledo pela zona industrial.
Em S. Gens seguimos para os Escalos de Cima para entrarmos na cidade com tempo suficiente para uma tertuliazita na Esplanada das Laranjeiras, onde acabámos depor a conversa em dia, enquanto esperávamos pela hora de almoço.
Esta chegou e despedimo-nos, depois duma tranquila manhã asfáltica que finalizou após 76 agradáveis kms com as nossas magrelas.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles
AC

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"Btt na Sierra de Gata"

Aproveitando a ausência de chuva dos últimos dias, a previsão favorável do último fim de semana e a saudade das côres outonais, fui dar um passeio de btt pela bonita Sierra de Gata, em busca das edílicas paisagens de "El Castañar de Ojesto" e "Puerto de Sta Clara", das suas calçadas milenares, das trialeiras do Jalama com o seu brutal "sendero de las minas"
Partilhei esta minha intenção aos amigos no facebook e oito quiseram acompanhar-me em mais um dos meus passeios vadios, desta vez por "tierras de nuestros hermanos".
Prontos para mais uma aventura, o Dário Falcão, Pedro Roxo, Vasco Soares, Luís Lourenço, Nuno Eusébio, João Afonso, Vasco Sequeira, Zé Luís e eu, distribuídos por três viaturas, rumámos a Villamiel pelas 07h00.
Parámos nos Escalos de Cima para o cafezinho matinal e ali recolhemos o Zé e o Vasco Sequeira.
Depois de uma viagem de cerca de 1 hora, feita nas calmas, estacionámos junto à "Plaza de Toros" em Villamiel, o local de início e final do nosso passeio.
Depois de prepararmos as bikes e restante material, demos início à aventura logo com uma calçada em subida, que se foi complicando, quer pela parte técnica, quer pela sua pendente.
A rapaziada ainda estava um pouco fria, mas não havia grande alternativa. Teve que ser assim o início para não aumentar a quilometragem e a pendente não a poderia suavizar, pois íamos para o alto.
Pedalámos alguns kms entre carvalhos e descemos a San Martin de Trevejo por um trilho bastante irregular.
Cruzámos a povoação com passagem pela bonita plaza mayor e demos inicio à subida ao Puerto de Santa Clara, pelo Convento de S. Miguel.
Ladeámos um pouco o Rio de la Vega por um trilho que mais à frente se transformou num bonito single track.
Acabado o single, começaram as irregulares calçadas romanas que tivemos que vencer até ao alto do puerto. Passámos pelo belo Castañar de Ojesto antes de culminar a ascensão.
Depois de mais uns singles entre carvalhais e fetos, a ladear a estrada para Salamanca, entramos no asfalto e virámos para Navasfrias.
Percorridas algumas centenas de metros, voltámos aos trilhos, agora por estradão até El Payo, com paragem obrigatória junto à formosa Puente de el Gaz, que cruza o Rio Payo.
Na aldeia bebemos um cafezito para aquecer, pois a manhã ainda se mantinha fria e seguimos para Peñaparda, onde viemos a efetuar nova paragem, desta vez para comida sólida.
Encostámos as bikes à porta da Taverna del Rincon e ali comemos uns "bocadillos de lomo caliente" bem acompanhados com "unas cañas", que nos deixaram em posição de arranque para nova etapa.
Depois de Peñaparda, pedalámos alguns kms pelo GR187 e virámos o azimute ao Jalama, o pico mais alto da Sierra de Gata. Mas não era nossa intenção conquistá-lo, pelo menos nesse dia.
Olhámo-lo com respeito e depois de passarmos rapidamente pela zona limite onde se iria iniciar uma montaria, depressa abandonámos o zona e chegámos ao último local gerador de adrenalina, um dos caminhos emblemáticos da serra. . . o trilhos das minas. Uma brutal trialeira muito técnica que desce lentamente à meia encosta em direção, neste caso, a Villamiel, pois há outras opções.
Começa com um espetacular single track entre giesteiras e em ligeira subida, passando a calçada cheia de drops e pedras irregulares. Foi um gozo para uns e um martírio para outros.
A panorâmica daquele lugar é magnífica e aliada áquele trilho brutal, quase que nos transporta para outra dimensão. Um sonho para os betêtistas trialeiros ávidos de adrenalina.
A descida, que nos deliciou durante cerca de 10 kms, terminou de novo em Villamiel, o local de partida.
Durante uma longa manhã e 58 kms, a malta divertiu-se, arregalou a vista com fantásticas paisagens e belos recantos, trilhando caminhos milenares de calçada e "menudos senderos", divertindo-se, partilhando amizade e companheirismo, unidos neste bonito desporto, o btt lúdico e de aventura.
Um agradecimento aos amigos que mais uma vez me acompanharam nestes pequenos "devaneios" de bike . . . as minhas voltas vadias.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles
AC
 
Filme
 

sábado, 9 de novembro de 2013

"Sem Stress"

Tenho andado um pouco afastado da minha "magrela", mas hoje fui passeá-la.
Depois de uma semana de completa preguiça, apesar do tempo convidativo para umas boas pedaladas, abstive-me e andei por ai a "laurear a pevide!"
Hoje, pelas 08h30 juntei-me ao Jorge Palma, na Rotunda da Racha e fomos dar uma voltinha, planeando um percurso circular pelos lados de Santo André das Tojeiras.
Próximo da Rotunda das Violetas encontrámos o João Afonso e logo depois o Paulo Jales e por ali estivemos um pouco à conversa.
O Paulo andava nos seus afazeres e o João, mais o Luís Lourenço que apareceu pouco depois, iam dar uma voltinha para outras bandas e com outros companheiros e nós, mantivemo-nos fieis ao planeado.
Fomos até ao Cabeço do Infante tomar o cafezinho matinal e seguimos para Santo André das Tojeiras.
Passámos o Vale da Pereira e os Bujios e fizemos uma pequena paragem na ponte sobre o Rio Ocreza para uma foto.
Subimos à Sarnadinha e Alvaiade para descermos a Vila Velha de Rodão por Távila e Gavião.
Na vila, fomos até à Bolaria Rodense onde degustei o pastelito de nata.
A pressa não estava nos nossos planos e as grandes performances também não. Estamos no Outono, altura de andamentos mais calmos e de melhor apreciarmos as cores outonais que agora começam a despontar..
Como eu e o Jorge não temos KOM's para bater nem somos "stravadependentes", deixamos essas virtualidades para outros companheiros e concentramo-nos mais em coisas reais.
O tempo ia passando calmamente e nessa perspetiva, íamo-nos aproximando da cidade.
O friozinho matinal dissipou-se um pouco pelo meio da manhã, mas veio ao nosso encontro já na última hora de pedalada. Está na altura de começar a usar a roupinha de inverno nas voltinhas de bike.
No final, pedalámos 76 kms num bonito percurso circular, sempre em amena cavaqueira e desfrutando um pouco a natureza, numa altura em que as suas cores nos começam a chamar um pouco mais a atenção.
Amanhã é dia de pedalada sierragatina por "tierras de nuestros hermanos" na companhia de alguns amigos.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

terça-feira, 5 de novembro de 2013

"Rota dos Castelos"

A convite do amigo João Valério do Grupo Zona55 Biketeam fui este fim de semana participar no passeio denominado "Rota dos Castelos".
Era para fazer equipa com o Zé Luís, mas por desistência de última hora, acabei por ir sozinho.
O evento ocupava o fim de semana com duas etapas. Uma que ligaria o Gavião a Constância e outra, num percurso circular, com partida e chegada naquela vila.
Saí de casa no Sábado pelas 06h30 e rumei a Constância, o local de concentração para este bonito passeio.
Logo à chegada encontrei o João Valério na azáfama do secretariado e preparação do pequeno almoço para os participantes.
levantei o meu dorsal, arrumei a viatura num parque próximo e fui calmamente tomar o pequeno almoço.
Entretanto chegou a equipa da Revista Freebike, composta pelo Gonçalo Freitas e Bruno Pires, a quem me juntei para este fantástico fim de semana de btt.
O tempo foi passando e chegou a hora de carregar as bikes num camião TIR que bem acondicionadas, as transportou até ao Gavião, o local de partida para este primeiro dia.
Os participantes seguiram num autocarro para o mesmo local.
Já na posse das nossas bike, foi dada a partida, com um pequeno interregno para um cafezinho gentilmente oferecido pelo Clube de Btt  Gavionense.
Eu, o Gonçalo e o Bruno, resolvemos tomar café mais á frente e seguimos o percurso, com passagem por Cadafaz e depois de pedalarmos por uns trilhos bem catitas, descemos à ponte sobre o Rio Tejo,  entrando no trilho do PR4, que nos levou até Belver.
Com uma bonita panorâmica sobre o Rio Tejo, Belver "é uma vila acastelada, debruçada sobre o Tejo, terra de olivais e vinhas em socalco. Plantada em solo beirão, mas "namorando" o Alentejo a que está ligada por uma ponte rodoviária sobre o rio, construída em 1905." (in Belver.org)
Ali tomámos o cafezinho matinal e seguimos para a Torre Fundeira, descendo ao paredão da barragem por um fantástico single track que nos deixou a transpirar adrenalina.
Passámos para a outra margem pelo paredão, fomos até à Casa Branca e pouco depois, passámos por Alvega, onde entrámos no bonito trilho da Rota da Água, com passagem junto à Estação Termoelétrica do Pego e final no Rossio ao Sul do Tejo.
Parámos no Parque Áquapólis e comemos umas bifanas acompanhadas por umas "jolas" no Bar Sasha Riva.
Já com o estômago aconchegado e com as forças retemperadas, passámos para a outra margem, atravessando a ponte para Abrantes.
"Abrantes foi de suma importância militar, sobretudo na época da Reconquista e durante as Invasões Francesas, como ainda hoje nos conta o seu Castelo.
A sua localização fez igualmente com que Abrantes fosse um importante porto fluvial estratégico no comércio tradicional, com destino a Lisboa, até aos anos 70."(in Guia da Cidade)
Subimos ao castelo e fizemos uma passagem pelo Parque de S. Lourenço, com uma breve paragem para o cafezinho e descemos à Abrançalha de Baixo.
Sempre em andamento descontraído e em amena cavaqueira aproximámo-nos um pouco mais do rio, à passagem por Rio de Moinhos, fazendo depois um desvio até à A23, para entrarmos finalmente em Constância após 75 kms de bonitos e divertidos trilhos.
Arrumámos a bikes, que ficaram na viatura da Freebike e fomos tomar o banhinho retemperador.
Como a dormida era em chão duro no Pavilhão dos Bombeiros Voluntários, deixámos logo os sacos cama prontos para nos acolherem mais tarde e fomos dar um passeio pela zona perto do rio enquanto não chegava a hora do jantar, no Restaurante Trinca Fortes, que naquele dia apenas funcionava para a malta da Rota dos Castelos.
Bebericámos um par de minis num café situado numa das bonitas praças da vila e fomos até ao restaurante, onde jantámos calmamente e em ambiente festivo.
Regressámos depois ao quartel dos bombeiros para uma noite mal dormida, pois outra coisa não se podia esperar. Durante toda a noite, aquilo mais parecia o "festival dos roncadores", ou se lhe quiserem chamar . . . tocadores de narina com acompanhamento bocal!!!
 

O segundo dia amanheceu algo cinzento e um pouco frio, pois no dia anterior tinha caído um pequeno aguaceiro depois da hora de jantar, mas depressa se dissipou.
Arrumámos a trouxa e fomos tomar o pequeno almoço.
Preparámos as bikes quando já algumas equipas se punham a caminho.
Ao darmos as primeiras pedaladas, a bike do Bruno começou a negar-se. Um dos rolamentos do eixo pedaleiro começou a desapertar-se criando pressão no crank, pelo que era impossível continuar assim.
Já com toda a malta nos trilhos, nós ainda esperávamos que a carrinha da assistência nos viesse auxiliar com uma ferramenta que desse para apertar o rolamento.
O problema foi resolvido com um bom aperto com uma chave de grifos.  Iniciámos finalmente a segunda etapa.
Passámos a ponte para o outro lado do rio e logo depois entramos praticamente nos trilhos.
Uma boa e técnica subida, levou-nos até ao Falagueiro, onde o João Valério também estava a braços com uma avaria no travão de trás da sua bike.
Resolvido temporariamente o problema, seguimos todos juntos durante alguns kms e parámos na Linhaceira para o cafezinho da manhã.
Ainda com as duas equipas juntas, continuámos por Macieiros, Portela e depois de passar por uma represa sobre o Rio Nabão, subimos um pouco, para entrar numa bonita e adrenalínica trialeira que, acompanhando o Rio Nabão, nos levou até à sua foz.
 Ladeámos o Rio Zêzere até ao paredão da barragem do Castelo do Bode e parámos lá no alto, sobre o mesmo paredão, para apreciar a bonita panorâmica daquela enorme bacia hidrográfica.
A partir daqui a malta foi-se separando e encontrando amiudadas vezes, assim como com outras equipas que seguiam descontraidamente, tal como nós.
Passámos Torre de Baixo e Fortes, antes de uma breve paragem para apreciar a bela ponte romana de Chocapalhas, bem perto da barragem do Carril, onde também fizemos uma pequena paragem.
Seguiu-se as casas do Além, Calçadas e Quinta da Lagoa, para entrarmos num dos belos trilhos do dia, o fantástico single track do Rio Nabão, que nos levou até à templária cidade do Tomar, onde entramos pelo bonito jardim da cidade.
"A Cidade de Tomar é a casa de alguns dos locais históricos mais significativos de Portugal. O Convento de Cristo era a sede medieval dos carismáticos Cavaleiros Templários e, consequentemente, da Ordem de Cristo. O Infante D. Henrique planeou aqui, no século XV, a maioria das suas explorações ao Novo Mundo. Em 1983, Tomar foi justificadamente designada como Património Mundial da UNESCO, pela sua importância na história portuguesa e na cultura cristã." (in PT Tomar Portugal)
Almoçámos num modesto restaurante e subimos ao Convento de Cristo que apreciámos em andamento, seguindo para o majestoso aqueduto de Pegões.
Depois de algum asfalto, fizemos um desvio para os trilhos, para passarmos por Porto Mendo  e Beselga, subindo aos Moinhos da Pena onde se pode apreciar uma fenomenal panorâmica sobre os vales, pejados de povoações e longas serranias.
Aqui entrámos num dos locais onde me "babo" a pedalar, a brutal Serra de Aires e Candeeiros e os seus trepidantes trilhos calcários.
Foi apenas um pequeno lamiré, mas deu para recordar outras grandes aventuras que ali fiz na companhia de alguns amigos.
Descemos ao Pafarrão e seguimos para Torres Novas, em busca do quarto, dos cinco castelos que compunham o evento.
"Torres Novas é uma bonita cidade Portuguesa do Distrito de Santarém, sede de concelho, situada bem na região Centro do País, é atravessada pelo agradável Rio Almonda, e emoldurada pelo fantástico Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros".  "(in guia da cidade)
Ladeamos uma das muralhas do castelo e cruzámos o bonito jardim central, tomando o rumo à Meia Via, porta de entrada no Entroncamento a cidade ferroviária.
Saímos da cidade pela zona do parque desportivo e passámos pela Atalaia, Moita do Norte e Vila Nova da Barquinha, onde delirámos com os bonitos trilhos à beira rio até Tancos, com destaque para o ondulante trilho da lampreia.
Em Tancos, fizemos a passagem junto ao último castelo do dia, o de Almourol e para mim, o mais bonito pela imagem criada ao cair do dia. Espetacular aquele por do sol sobre o rio.
"Prédio Militar nº.6. Nem mais, nem menos. Por muito estranho que possa parecer, é esta a denominação toponímica e cartográfica do Castelo de Almourol, conquistado por D. Afonso Henriques aos mouros e com histórias mil para contar. A explicação é simples. Afinal de contas, trata-se de uma propriedade do Exército português, inevitavelmente incluída nos roteiros turísticos nacionais e de além - fronteiras." (in Rotas e Destinos)
A partir daqui, continuámos quase sempre por single track até à Praia do Ribatejo, onde a prudência do Gonçalo se impôs ao ligar o farol que trazia acoplado na sua bike e que nos alumiou praticamente o caminho final até Constância, após 101 kms, num percurso circular, que começara logo pela manhã naquela vila onde então tínhamos chegado.
Expresso aqui os meus agradecimentos ao Gonçalo e ao Bruno da Freebike, por me aceitarem na sua equipa e sobretudo, pela excelente e animada companhia ao longo destes dois dias de aventura que culminou com 176 kms pedalados por belos vales e cabeços, com fantásticos trilhos e fabulosos single tracks.
Também um agradecimento especial ao João Valério em representação do staff do Grupo Zona 55 Biketeam pela organização deste passeio.
Quanto à minha opinião . . . para o próximo ano não se livram de mim, vão ter que me gramar outra vez!!!
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles
AC