domingo, 30 de novembro de 2014

"Betêtada domingueira"

Aos domingos é quase sempre dia de betêtada.
Pelas 08h00 lá estava eu, o Álvaro Lourenço, o Pedro Antunes e o Abílio Fidalgo, a tomar o cafezinho matinal no Café Sical, nas Docas.
Hoje entregamos "a pasta" ao Abílio que foi passear a malta, com direito a SPA. (banhinho de lama)
Abandonamos as Docas em direção à Fonte Santa e com passagem pelo Monte S. Luís e Balorca, chegámos aos Escalos de Baixo, onde umas pinguitas começaram a apoquentar a malta, pois só o Fidalgo levava capa para a água.
Mais uma gafe dos serviços de meteorologia, que apontavam para hoje ausência de chuva e dando sol para todo o país.
Passamos a aldeia e seguimos para a Lousa, com passagem na extrema do Vale Silveira e pelos Penedos Furados.
Já na Lousa, fomos até ao Café Quazidez, no jardim defronte da igreja e por ali estivemos entretidos bebericando umas bebiditas, aguardando que a chuva parasse, pois tinha começado a cair com mais força.
Alguns momentos de indecisão . . . voltamos, continuamos, como é!
Com o céu um pouco mais claro para os lados da Lardosa, levou-nos a decidir continuar . . . e ainda bem!
Livramo-nos da chuva e continuamos a nossa passeata.
Abandonamos a aldeia e seguimos para o Vale do Freixo, fletindo depois à esquerda depois de passar a ribeira, subindo ao VG do Vale do Asno.
Não chegamos a entrar na Lardosa e contornamos a Seixeira para tomar o azimute a Alcains, com passagem pela Folha da Lardosa e Pôr da Vaca.
Em Sta Apolónia decorria o Alcains Cross Run, com participação da malta do CB running, mas não nos detivemos, apenas uma ligeira paragem e seguimos em direção à cidade, pela Atacanha, onde chegamos pelas 12h15, com 60 enlameados kms, numa manhã divertida e na companhia de alguns amigos.
A abaladiça da praxe, deu-se no Café "O Lusitano" e depois de um "até á próxima", fomos ao banhinho quente e almocinho retemperador.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

sábado, 29 de novembro de 2014

"Açudes da Ribeira da Magueija"

Com o dia a acordar liberto de chuva e com nuvens pouco ameaçadoras, juntei-me ao Jorge Palma, Vasco Soares, António Leandro, Álvaro Lourenço, David Vila Boa e Ruben Cruz na Rotunda da Racha e resolvemos ir tomar o cafezinho matinal ao Cabeço do Infante.
Fomos ao encontro do Paulo Jales, que se juntou ao grupo na Avenida da Europa e lá fomos em pedalada descontraída e na conversa dar a nossa voltinha asfáltica.
O dia, bastante fresco mas solarengo, convidava mesmo a um bom par de pedaladas.
Passámos a taberna Seca e descemos à velha ponte medieval do Rio Ocreza, onde fomos envolvidos por um denso nevoeiro junto ao leito do rio e por um friozinho que se foi dissipando na subida aos Vilares, assim como a neblina, que nos abandonou logo que iniciámos a subida.
Passámos por S. Domingos e paramos mais à frente, no Cabeço do Infante para a dose de cafeína da praxe.
Dois dedos de conversa e cafezinho tomado, foi o mote para voltarmos às bikes.
O David e Ruben separaram-se do grupo e regressaram á cidade, pois o David pretendia estar na cidade por volta das 10h00.
Nós continuámos o nosso passeio asfáltico com o azimute virado à Cardosa e motivados para enfrentar alguns carocitos, expressão muito usada pelo amigo Mike, nas secções mais duras da longa ascensão àquela povoação.
Passámos pelas Sarzedas, onde fletimos à direita em direção às Gatas e à bonita seção de estrada panorâmica que ladeia a Ribeira da Azenha.
Depois de passarmos a povoação da Azenha de Cima e Magueija entramos então na dita subida, que nos fez arfar um pouco.
Na Cardosa virámos à direita e num constante sobe e desce por uma bonita estrada curvilínea recheada de paisagens encantadoras, pedalamos até à Paiágua, passando pela Vinha e Silvosa, duas pequenas aldeias bem escondidas num dos vales que antecedem as faldas da Serra do Muradal.
A malta gostou e as cores outonais, as ribeiras que serpenteiam pelas barrocas e vales circundantes, foram uma mais valia neste nosso passeio de hoje.
Na Paiágua efetuámos nova paragem para bebericarmos algo, acabando por ser um dos momentos altos da nossa aventura com as peripécias do amigo Paulo Jales, onde a alegria, diversão e camaradem estão sempre presentes. Um verdadeiro antídoto para a má disposição!
Voltamos a subir, agora ao cruzamento da N.112 que los levou até Castelo Branco, com passagem pela Lameirinha e Salgueiro do Campo.
Uma bonita e lúdica manhã desportiva, sempre em ambiente divertido e descontraído, que culminou com 77 kms pedalados pelas bonitas estradinhas cá do nosso condado.
Amanhã é dia de sujar o fatinho, com uma betêtada por aí algures.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

domingo, 23 de novembro de 2014

"Betêtada Juncalina"

Assim é fácil!
Uns gajos de cá e uns gajos de lá, acompanhados das suas "grossalhudas", amizade despretensiosa, uns trilhos pra "malhar" e umas tascas pra visitar, alegria e constante boa disposição e um belo repasto no final, fazem estes dias serem especiais, simples e descontraídos.
Assim foi o dia de hoje, num excelente convívio com a rapaziada do Juncal do Campo.
O ponto de encontro foi pelas 08h00 junto ao campo de futebol daquela aldeia e depois dos cumprimentos da praxe e umas boas larachas, fomos molhar o bico com uma "giribita" no bar do clube.
Descemos depois à Zebreira Grande e tomámos o rumo ao Barbaído.
Cruzámos a aldeia e passada a Várzea Fundeira, cruzamos pela primeira vez a Ribeira do Tripeiro para a Várzea do Porto do Conde.
Fomos até à aldeia de xisto de Martim Branco onde tivemos uma paragem forçada derivado ao furo na roda da bike de um dos nossos companheiros.
Já com a anomalia solucionada continuámos, agora em direção à Carvalheira, com direito à apanha do famoso míscaro, com workshop e tudo.
O Luís Lourenço foi o carregador de serviço até à chegada á N112, onde os mesmo foram escondidos para recolha posterior.
Cruzámos a estrada e entrámos na Esteveira de Baixo, cruzando os novos olivais rumo a Chão da Vã, com paragem na tasca local para mais uma sessão de "angelica".
Cruzámos a povoação e um pouco mais à frente, voltámos a passar pela Ribeira do Tripeiro, agora com mais caudal, mas com as passadouras para os mais lestos e sem vertigens.
Seguimos para o salgueiro do Campo, que ladeámos em direção ao Palvarinho, com nova paragem no Café da Praça, para mais um "shot de giribita".
A passagem pela capela de S. Lourenço, fletimos à esquerda e fomos até ao Valado, onde entrámos em asfalto, pois a chuva prevista para as 12h00, fizera a sua aparição, para mais rápido chegarmos ao local onde tínhamos as viaturas.
Mas antes, uma derradeira paragem na casa de um dos companheiros do Juncal, para a última "angelica". desta vez enriquecida com umas boas "abêberas", antes do banhinho retemperador.
Já com o outro fatinho vestido, o de cerimónia, fomos até ao clube, onde enquanto esperávamos pela bela da feijoada, trocámos a jeropiga pelos branquinhos traçados, que caíam na mesa, que nem tordos. Ufa!!! É preciso estar bem treinado, senão é um daqueles empenos de cara à banda e andar de esguelha!!!
Estávamos nós entretidos nesta série de branquinhos, quando veio a ordem para subir ao "salão de cerimónia"!
Mesa posta e toca a malhar na "dita cuja".
Uma bela feijoada, feita por quem sabe, o belo do queijo fresco e também do curado, em formato XXL, pinga da boa, malta a condizer, foram o mote para um espetacular momento de animação, divertimento e sã camaradagem.
Já de papinho cheio e cafezinho tomado, somaram-se mais dois dedos de conversa e a despedida daquela malta porreira com um até à próxima.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC 
 
 

sábado, 22 de novembro de 2014

"Com as "finórias" pelas Atalaias"

Depois de uns dias de retiro espiritual e gastronómico por terras alentejanas de vincada tradição vinícola, banhadas pela enorme e tentacular Barragem do Alqueva bordejada de imaculadas aldeias ribeirinhas com as suas singelas casas caiadas de branco, com os socos e cercaduras coloridos, os tradicionais barrões, maioritariamente a azul ou amarelo, voltei ao burgo e às rotinas que vou tentando quebrar quando posso.
Necessito de vez em quando destas pequenas fugas ao quotidiano, para carregar baterias, descarregar maleitas e excomungar os venenos contraídos pelo stress e maledicências.
Foi bom. Cheguei parcialmente "reprogramado" e com uma grande vontade de dar umas pedaladas cá pelo nosso condado.
Pelas 08h00, juntei-me ao Jorge Palma, Leandro e Vasco Soares e fomos dar uma "passeata" com as "finórias" pelas Atalaias.
Abandonámos a cidade rumo aos Escalos de Baixo, ligámos aos Escalos de Cima e fletimos em direção à Lardosa.
Ladeamos a aldeia pela zona da estação e viramos o azimute às Zebras, com passagem pelo Vale da Torre.
No cruzamento para as Zebras, seguimos pela esquerda para a Atalaia do Campo continuando para a Póvoa da Atalaia.
Entroncámos na N.18 e fomos até à Soalheira, com intenção de tomar o cafezinho matinal no café das bombas.
Quando chegamos já ali se encontravam a rapaziada que habitualmente se junta no  Continente/Modelo.
Depois dos cumprimentos da praxe, tomámos o cafezinho e trocámos dois dedos de conversa, acabando por os acompanhar até ao cruzamento para o Louriçal do Campo.
Eles seguiram a sua volta e nós continuámos em direção à Barragem da Marateca, que contornámos em parte, rumo à Póvoa de Rio de Moinhos, onde encontrámos o Luís Lourenço, que vinha ao nosso encontro.
Já com mais um elemento seguimos agora direção à cidade, com passagem por Caféde.
Eram 11h30 e já estávamos de novo no ponto de partida, com 80 kms pedalados numa manhã em constante ameaça de chuva, mas que nos poupou, ficando-se por umas breves pinguitas, que nem chegaram a molhar o solo.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC