Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

"Preparando o Raid à Baságueda"

Hoje, aproveitando o facto de sermos apenas eu e o Filipe, decidimos ir verificar uns trilhos que eventualmente farão parte integrante do percurso que ligará Castelo Branco ao Parque de Campismo do Freixial, (Penamacor) agendado para o dia 6 de Setembro, uma organização da dupla Filipe/Sales, cujo interesse é apenas fomentar a camaradagem e amizade e passar um dia diferente com a participação activa dos familiares.
Saímos da Pires Marques pouco depois das 08h e lá nos embrenhámos pelos trilhos, em amena cavaqueira e em ritmo de pleno passeio, comentando, vamos por aqui!! . . . por alí também não era mau!!! . . . eh pá, este está espectacular, a malta vai gostar. . . blá, blá, blá, até que chegámos lá para as bandas de Oledo.
Como a partir dalí já está definido o trilho, resolvemos voltar, não antes de uma longa paragem no Café das Bombas de S. Gens para mordiscar umas bolachinhas e beber uma bebida fresca, pois o calor já se fazia sentir.
O regresso foi feito pela espectacular Herdade da Várzea, um local que até me dá arrepios de ver assim abandonado e a servir de abrigo para o gado.
Que belo empreendimento de turismo rural dali poderia ressurgir. . .Enfim!!!
Por ali demos uma voltinha para dar uma mirada noutros trilhos, que logo à partida ficaram fora de questão, derivado às aramadas novas que por alí estão a proliferar como cogumelos!!!
Subímos pela zona do Barro Vermelho e Hortas dos Escalos, para entrarmos em Alcains pela zona da estação e apanhando o asfalto junto às Piscinas, hoje mais frequentadas, e rumámos à cidade, onde chegámos pelas 12h30, com 61 kms percorridos, numa explendida manhã de btt.
No próximo domingo vou passear a minha "Spark" para outras zonas, em busca de novos horizontes e novas aventuras, na conclusão da 5ª. Etapa do GR22 com a ligação de Castelo Mendo a Sortelha.
Depois conto como foi!!!

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

"GR22 - Marialva/Castelo Mendo"

De novo, o grupo completo para a quarta etapa do GR22, com ligação de Marialva a Castelo Mendo.
Eu, AC, o meu irmão Luís, o Silvério, o João Valente e o Carlos Sales somos os protagonistas desta bonita aventura de pedalar pelos trilhos da GR22, ligando as 10 Aldeias Históricas por trilhos e paisagens de sonho.
Desta vez, portei-me um pouquinho mal na véspera desta 4ª. etapa, pois não consegui resistir ao chamamento do "Deus Baco", quando me acenou com umas belíssimas garrafas de "Casa de Santar" da também bonita região do Dão, que acompanharam um belo bacalhau assado, entre amigos, na Fonte Longa.
Depois do cafézinho final e de molhar os lábios com um pouco de aguardente de medronho, regressei a casa.
Uma noite mal dormida e uma viagem atribulada, com os meus companheiros a chatearem-me "o juízo" com uma algazarra tremenda durante toda a viagem, não era um bom augúrio e a cabeça já latejava.
Como se isso não bastasse, na descida do Castelo de Marialva, o GPS resolveu abandonar o suporte na bicicleta e espalhou as pilhas e a tampa pela calçada.
Não aparentando danos visíveis, lá lhe coloquei as pilhas e a tampa e o "magano" lá trabalhou!!!
O problema é que de quando em vez não queria trabalhar, requerendo um pouco de perícia manual e paciência, a colocar a patilha de contacto com uma das pilhas que se partira derivado à queda. Essa missão ficou distribuída ao Silvério, que a cumpriu com êxito, conseguindo assim terminar o percurso, que sem GPS não seria possível, porque marcações, só de vez quando e, ou não há, ou aparecem quase aos molhos. Mas a prova foi superada.
Após 2 horas de viagem até Marialva, estacionámos a carrinha junto ao Café onde descarregámos as bikes e tomámos a primeira alimentação sólida da viagem.
Desta vez acompanhou-nos como motorista de ligação entre Marialva e Castelo Mendo o amigo Pinto Infante que não prescindiu da sua esverdeada Specialized e com a qual pretendia, também ele, dar umas pedaladas pelos bonitos trilhos da zona, tendo até feito trabalho de casa e preparado um percurso que carregou no seu GPS.
Saímos todos juntos com o Pinto a acompanhar-nos e depois de passarmos a Gateira, primeira aldeia do percurso, seguímos em direcção ao Juízo (que nome peculiar), onde o Pinto planeara abandonar-nos.
Mas tal não aconteceu e acompanhou-nos mais uns quantos kms, acabando por connosco desfrutar um belo trilho, algo técnico, com uma subidinha a condizer e também ela bastante técnica.
Ao chegarmos ao asfalto, o Pinto abandonou-nos após foto de grupo e nós continuámos a nossa saga por trilhos diversificados, onde a pedra e areia nos fizeram companhia, enriquecidos aqui e ali, por algumas dificeis e técnicas passagens e uns singles, onde pedalar dava imenso prazer.
Após uma adrenalínica descida em alcatrão e com umas quantas curvas em cotovelo, bastante apertadas, chegámos à Ponte da União e assim transpusémos o Rio Côa pela primeira vez.
Passámos Freixeda do Torrão e por trilhos ondulantes chegámos a Castelo Rodrigo, onde entrámos para dar uma espreitadela, ou não fosse esta, umas das Aldeias Históricas da nossa rota.
Fiquei impressionado com a limpeza e a forma arranjadinha com que aquela medieval aldeia recebe os seus visitantes.
Depois dum par de fotos e uns olhares mais atentos, continuámos a nossa etapa de hoje, entrando num bonito trilho que nos levou até quase à entrada de Figueira de Castelo Rodrigo, virando depois à direita em direcção a Almofala, onde fizémos mais uma paragem, desta vez para atestar os camelbacks e comer algo mais sólido.
Já com Almeida no horizonte pedalámos até entrarmos naquela bonita Vila, dando uma volta pelo seu interior e onde o João pretendia desenterrar uma cache, não sendo tal possível, derivado a uma prova equestre que alí se realizava.
Dalí até ao nosso destino final faltavam ainda cerca de 20 kms.
A saída de Almeida deu-se por uma adrenalínica descida em calçadinha até à lindíssima Ponte Romana que nos fez de novo atravessar o Rio Côa.
Após uma curta subida, também ela em calçadinha, seguiram-se trilhos rápidos que nos levaram por Ansul e Leomil para finalmente chegarmos a Castelo Mendo através dum estupendo e técnico single track.
O Pinto Infante já nos esperava e como havia rapaziada que ainda ía para longe, carregámos as bikes e pusémo-nos em marcha, após um par de fotos para mais tarde recordar.
Fizémos uma única paragem antes de entrarmos na A23, para comer uns pregos e beber um par de "bjecas", algo que já merecíamos.
Foi mais um excelente dia de pedaladas com um grupo unido de amigos, alegres e amantes do verdadeiro Btt de lazer, que comigo partilham esta aventura de completar a GR22 - Grande Rota das Aldeias Históricas.
No próximo domingo, dia 12, concluiremos a 5ª. etapa, que fará a ligação de Castelo Mendo a Sortelha.
Um agradecimento especial ao Pinto Infante, pela disponibilidade e companhia, que registei com agrado.

Fiquem bem
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AC
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GR22 - Marialva/Castelo Mendo

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

"GR22 - Linhares da Beira/Marialva"

Neste domingo, juntou-se de novo o grupo original, para concluir a terceira etapa da bonita "Rota das Aldeias Históricas" em BTT.
AC, Luís Cabaço, Silvério, Carlos Sales e João Valente, cedo se prepararam para mais esta aventura.

pouco passava das 07h quando partimos em direcção a Linhares, sob chuva, por vezes intensa, que nos iria certamente dificultar a progressão nesta bonita aventura.

Pouco depois das 08h30, chegámos então a Linhares da Beira, uma aldeia histórica situada nas faldas da Serra da Estrela a 810 m de altitude. O seu bonito Castelo, construido em 1291 durante o reinado de D. Dinis, desempenhou um importante papel na defesa da Beira Alta nos primórdios da nacionalidade. A colonização romana é ainda visível em alguns troços de estrada e do seu património histórico, destaca-se a calçada romana que ligava Linhares a Mangualde e por onde demos início à nossa aventura.

Depois duns valentes abanões pela técnica descida da calçada romana até quase ao Bairro da Ribeira, entrámos nos trilhos que por entre paisagens diferentes das etapas anteriores, mas não menos belas ,nos conduziram à bonita e altaneira aldeia histórica de Marialva.

O tempo até ajudou na primeira metade do percurso, com um sol que apesar de alguma timidez, até aquecia.

Com uma altimetria moderada e em trilhos enriquecidos aquí e alí com alguns single tracks lá fomos progredindo cruzando pequenas povoações e algumas aldeias.

Ladeámos Figueiró da Serra e cruzámos a Carrapichana a Mesquitela e Vila Soeiro e após a travessia do Rio Mondego pelo açude, num local algo paradisíaco, alí efectuámos a nossa primeira paragem para repor energias, desta vez reforçadas pela "angelica" que o meu irmão Luís trazia dissimulada num "garrafito" e com a qual pretendia apaziguar a "gula" por geropiga do Silvério, pois ainda não houve etapa alguma em que não evocasse aquele "néctar".
Foi uma surpresa que o deixou feliz !!!
Só que, a partir dalí, com uns goles de "angelica" e um toque na configuração das suspensões da sua bike, foi como se tivesse bebido "Red Bull". Deu-lhe asas . . . e a partir dalí, para o parar só quando o Carlos Sales lhe tapava o caminho, obrigando-o a travagens de emergência. eh eh eh!!!

Cruzado o Mondego, continuámos pedalando por bonitos e diversificados trilhos passando pela Aldeia da Muxagata e Aldeia Nova, onde a chuva nos começou a fazer companhia.

As negras nuvens que já algum tempo nos acompanhavam, começaram então a descarregar dificultando-nos na mais dura subida do dia, a que nos conduzia pelo Vale de Serapico e que para que a dificuldade fosse acrescida, tivemos ainda a companhia duns quantos "motoqueiros" de motorizadas e aceleras que nos poluiram o ar e os ouvidos durante algum tempo.

À chegada ao alto, a chuva aumentou de intensidade, parecendo quase um dilúvio, molhando-nos o "fatinho" por completo, com excepção do Silvério, cuja roupinha já tinha guardado hà bastante tempo e que conduzia já a sua "máquina" com os seus calçõezinhos à Ronaldo e de camelback às costas. Peculiar!!!

À chegada à Venda do Cepo a chuva já tinha abrandado um pouco e lá íamos progredindo, agora com paisagens ainda mais bonitas e passadas as aldeias das Moreirinhas e do Rabaçal, avistámos então o Castelo de Marialva, que se erguia lá no alto e onde seria o "términus" na nossa façanha de hoje.

Até à entrada da parte nova de Marialva, não foi difícil, mas para chegar ao Castelo, na parte antiga da aldeia, tivemos que vencer uma subida em calçada que valeu o esforço, pois a beleza do seu castelo é gratificante.

Marialva . . . situa-se na sua parte antiga numa vasta eminência rochosa a 580 m de altitude, sobranceira aos campos da Devesa. O seu bonito Castelo ergue-se num esporão a 613 m de altitude, sobranceiro ao extenso vale que constitui o rebordo mais ocidental da Meseta Ibérica. Foi ali que se situou o principal núcleo da comunidade dos Aravos, tribo Lusitana que se terá oposto com vigor à invasão romana.

Foi debaixo de chuva que arrumámos as nossas bikes e encetámos o caminho de regresso a Castelo Branco.

Paragem ainda no caminho num restaurante à beira da estrada para uma pequena refeição,para repor as calorias gastas.
Apesar do dia ser algo insípido, não arrefeceu a vontade e a procura de aventura deste quinteto de amigos e cujo próximo capítulo está já agendado para o próximo domingo, com a ligação de Marialva a Castelo Mendo, numa extenção que se aproximará dos 100 kms.
Deixo aqui também o meu "bem haja" ao João Afonso e esposa, pela disponibilidade e pelo apoio, gesto que que apreciámos e registámos com agrado.


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AC
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GR22 - Linhares da Beira/Marialva