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Foz do Cobrão"

Na companhia da minha provisória companheira de pedaladas, a Canyon Ultimate, fui hoje efectuar uma voltinha ali para os lados das Portas de Valmorão.
Saí de casa pelas 08h e desci ao Rio Ponsul, subindo depois aos Lentiscais, onde inicialmente tinha previsto tomar o cafézinho matinal e dar dois dedos de conversa ao Ti João do Pescaça.
Como estava fechado, continuei e, desci de novo ao Rio Ponsul, agora em direcção a Alfrívida.
Passei a povoação, sem ver vivalma (devia andar toda a gente nas hortas) e tomei a direcção de Perais.
À minha passagem, já a "cantareira" no largo da povoação, estava repleta de idosos. Por ali levanta-se cedo e não devem ter hortas.
Com o pensamento no cafézinho em Vila Velha de Rodão, lá fui pedalando e apreciando aquela, agora um pouco mais agreste, paisagem pelo Vale do Lucriz.
Tomei então café na padaria da Zona Industrial e fui em direcção ao Castelo do Rei Wamba, pela sua subida do lado da Vila.
Passei ao cruzamento de Vilas Ruivas e continuando pela estradinha panorâmica, pelo sopé da Serra do Perdigão, cheguei à aldeia com o mesmo nome.
Sempre em ritmo de passeio lá fui "palmilhando" kms até chegar à bonita aldeia de Foz do Cobrão, o terror da malta do pedal, que dalí foge a sete pés, pela sua terrivel subida em paralelo irregular, com continuação em asfalto até ao Miradouro de Valmorão. Um pequeno suplício!!!
Durante a lenta subida, fui apreciando aquela magnífica paisagem do vale, com a aldeia de Sobral Fernando no seu limite e onde as águas do Rio Ocreza se espraiam um pouco na praia fluvial, criada pelo açude.
Já no alto, parei para dar uma mirada sobre a outra ponta do vale, onde se encontram as Portas de Almourão, ou Valmourão, onde aproveitei para tirar uma foto à minha companheira de pedaladas.
Segui depois para o Chão das Servas, uma pequena aldeia, com apenas uma rua que a atravessa numas poucas dezenas de metros, sempre com o Rio Ocreza à minha esquerda, no seu profundo vale. Bem bonito!!!
Em Alvaiade, parei no fontanário, para atestar bidons e continuei até entrar no velho IP2, que segui até Castelo Branco e onde encontrei o meu fidagal inimigo, o vento frontal, que não me largou, até entrar na cidade, pelas 11h55, após uma manhã de pedalada calma e de contemplação, neste bonito percurso de 94 kms.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

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