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"Rota das Barragens Além Tejo"

"Para onde quer que fores, vai todo, leva junto o teu coração." (Confúcio)
Hoje apeteceu-me ir dar uma das minhas voltas vadias, aproveitando estes esparsos dias de sol nos vão indicando que já estamos na primavera.
levantei-me cedinho, tomei o pequeno almoço e fui preparar a bike para esta pequena aventura além tejo.
Fui de carro até Vila Velha de Rodão e daí parti pelas 07h30 em direção à Vinagra, a primeira povoação da minha volta vadia de hoje, começando logo com a subida da Serra de S. Miguel.
Passei pelo Pé da Serra com o seu pequeno e durinho topo e fui até à Salavessa, onde virei o rumo, agora para Montalvão, uma pitoresca aldeia alentejana, onde o tempo parece ter parado, na típica calmaria do Alentejo, bem próxima da fronteira espanhola.
Cruzei esta bonita aldeia calmamente, pelas suas singelas ruelas e fui até à bonita e pequena Barragem do Poio, ali nas proximidades de Nisa a Velha. Ali fiz uma paragem para apreciar aquele bonito local, calmo e silencioso.
Dali segui para a imponente Barragem de Póvoa e Meadas, construída em 1925, sendo a primeira e maior Hidroelétrica de Portugal.
É uma zona com grande variedade de fauna e flora e com uma envolvente de grande beleza.
Estava já a cerca de 10 kms de Nisa, uma bonita vila alentejana caraterizada pelo seu típico alvo casario de faixa colorida a alegrar, numa região de calma e sossego, afamada pelos seus saborosos queijos de ovelha.
À entrada da vila parei num dos cafés da rotunda das oliveiras centenárias para um momento de relax e um cafezinho que bebi calma e descontraidamente, apreciando o pouco movimento no local, a meio da manhã.
Depois de cruzar a vila, tomei o rumo à Barragem do Fratel, com passagem por Monte Claro e nas proximidades das aldeias de Fadagosa e Albarrol, entrando naquela seção do IP2 que desce ao paredão da Barragem. 
A subida a Gardete, foi feita calmamente, sempre entretido a ver as curvas do Rio Tejo e as suas bonitas arribas.
Ladeando a A23 pela panorâmica e ondulada estradinha fui até ao Fratel, passando pela aldeia da Silveira.
Desde esta pequena aldeia até ao Fratel, foi um osso duro de roer, com vento forte frontal e estrada muito rugosa em zona bastante descampada.
Aquela suave subida, custou para caramba, como dizem os brasileiros, mas não me desmotivou, apenas custou mais um bocadinho.
Depois do Perdigão virei à direita para a estradinha panorâmica que me levou de novo a Vila Velha de Rodão, onde tinha estacionado o carro, junto ao cais.
Depois de arrumada a bicicleta e restante material, foi regressar a casa, com o "papinho cheio" de boas pedaladas, divertidas e bastante coloridas com as bonitas cores primaveris que preenchem os campos a perder de vista.
Já estava a precisar de uma pequena evasão velocipédica, à minha moda, ou volta vadia, como gosto de lhe chamar.
Agora a bicicleta vai descansar um pouco, dando a vez à sua irmã motorizada, a minha apreciada NC, numa aventura pela Costa da Morte, Costa de Dexa, A Corunha e Santiago de Compostela, na sempre verdejante Galiza.


Vemo-nos na estrada, ou fora dela.
Beijinhos, abraços e apertos de mão.
Inté.

AC

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