Avançar para o conteúdo principal

"Rosmaninhal"

Como préviamente combinado com o Jorge Palma, hoje fomos até ao Rosmaninhal . . . uma aldeia enorme, antiga vila, de largas ruas e casas pobres, situada numa região de aspeto extremamente rústico e isolado.

Saímos da cidade pelas 08h e rumámos ao Ladoeiro, com passagem em Escalos de Baixo.
Na aproximação a esta aldeia, encontrámos o Ti João dos Escalos que seguia ao encontro da rapaziada que se costuma juntar na Rotunda do Continente.

Fez-nos sinal de paragem e pediu-nos a opinião sobre uma fissura na forqueta da sua bicicleta.
Ao ver aquilo fiquei surpreendido e preocupado com a integridade física daquele octogenário amigo e ainda fogoso pedalante.

Ambas as hastes da forqueta apresentavam fissuras e davam a indicação que poderiam partir a qualquer momento.

Aconselhámo-lo a voltar a casa, pois estava a umas escassas centenas de metros e pedir que lhe levassem a bike á oficina. Ainda tentou ir assim até Castelo Branco, mas conseguimos demovê-lo.
Se até ao Ladoeiro o vento já dera uma indicação do que seriam as dificuldade de chegar ao Rosmaninhal, a partir dali, foi um suplício com o forte vento sempre de frente, pois a zona era bastante descampada e pouco arborizada.

Mas lá chegámos, parámos no café à entrada, para nos alimentarmos e tomar a matinal dose de cafeína.

Seguimos depois em direção ao Côto dos Correias, numa estrada panorâmica, com uma envolvente espetacular. Uma pequena aldeia cuja única rua é a estrada que a atravessa, entre bonitas construções em xisto.

Rápidamente descemos à ribeira das Cegonhas, que cruzámos para apanhar a também bonita estradinha panorâmica para Monforte da Beira, após descida ao Rio Aravil, numa zona de onde guardo tantas recordações, na passagem do rio e em jornadas de pesca e de caça, de há muitos anos, quando ainda era um velho e poeirento caminho.

Em Monforte fizémos nova paragem no Café do Joaquim Padeiro e ali comemos mais qualquer coisa para afrontar os últimos 24 kms e cujo final "arfante" não conseguimos evitar.

Eram 13h quando entrámos na cidade, com 101 kms pedalados, hoje bastante dificultados com o vento, mas gratificantes pela paisagem, pelo isolamento e quietude daquele recanto de aspeto rústico e isolado e pela companhia do amigo Jorge, com quem particularmente gosto de pedalar, pela sua filosofia e forma como desfruta destas lúdicas manhãs de cicloturismo.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Trilho das Bufareiras e Penedo Furado"

"Às vezes ouço passar o vento; e só de o ouvir passar, vale a pena ter nascido" (Fernando Pessoa) Numa espécie de homenagem ao primeiro dia de primavera, que se apresentou como tal, solarengo e luminoso, fui mais a minha "Maria" fazer um pequeno passeio pedestre, ali para os lados de Vila de Rei. Saímos de casa já com os ponteiros do relógio a aproximarem-se das 09h00 e fomos até à Padaria do Montalvão, onde tomei a matinal dose de cafeína. Seguimos depois para a Praia Fluvial do Penedo Furado, para caminharmos um pouco pelo Trilho das Bufareiras e percorrer os recém inaugurados passadiços do Penedo Furado. Já a manhã ia a meio quando iniciamos a nossa caminhada, que teve inicio na Praia Fluvial, seguindo durante umas centenas de metros a Ribeira de Codes, pelos novos passadiços, até ao pequeno ribeiro da zona das cascatas. São 532 metros lineares, que trazem ainda mais beleza ao local e facilitam o acesso às cascatas. Terminada a passagem p...

"Passeio de Mota pela Galiza"

Mesmo com a meteorologia a contrariar aquilo que poderia ser uma bela viagem à sempre verdejante Galiza, 9 amigos com o gosto lúdico de andar de mota não se demoveram e avançaram para esta bonita aventura por terras "galegas" Com o ponto de inicio no "escritório" do João Nuno para a dose cafeínica da manhã marcada para as 6 horas da manhã, a malta lá foi chegando. Depois dos cumprimentos da praxe e do cafezinho tomado foi hora de partir rumo a Vila Nova de Cerveira, o final deste primeiro dia de aventura. O dia prometia aguentar-se sem chuva e a Guarda foi a primeira cidade que nos viu passar. Sempre em andamento moderado, a nossa pequena caravana lá ia devorando kms por bonitas estradas, algumas com bonitas panorâmicas. Cruzamos imensas aldeias, vilas e cidades, destacando Trancoso, Moimenta da Beira, Armamar, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Parada de Cunhos, Mondim Basto e cabeceiras de Basto, onde paramos para almoçar uma bela ...

"Uma visita á Taberna do Zacarias"

Terça Feira, dia calmo para o btt, não só pelo trio que se juntou hoje na Pires Marques, mas também por já estarmos em final de época (para alguns) e os terrenos já começarem a ficar um pouco mais pesados. Hoje, AC, Filipe e Joaquim Cabarrão foram os protagonistas da jornada de hoje. Resolvemos ir até às Sarnadas visitar um amigo do Joaquim Cabarrão, proprietário do Café/Minimercado e Restaurante "A Taberna" em Sarnadas de Rodão. Num ritmo calmo e em conversa amena partimos do nosso habitual local de encontro em direcção à Talagueira, cuja barragem agora quase vazia nos mostra uma visão algo incómoda quando observamos aquela massa de água, agora bastante diminuta e repleta de peixes em luta constante por oxigénio. Fizemos a transposição para o Baixo da Maria e rumámos às Benquerenças de Baixo, para mais uma vez trilharmos aquela sempre bonita trialeira que começa junto à 1ª. casa das Benquerenças Velhas e termina junto à fonte. Continuámos em direcção aos Amarelos e desta v...