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"Asfáltica vadia por terras de Ribacoa"

"Se formos felizes por dentro, nada nos aprisionará por fora"
Ontem e mais uma vez com a agradável companhia do Jorge Varetas, fomos dar uma volta de bicicleta por Terras de Ribacoa, com partida e chegada na bonita vila beirã do Sabugal, situada num pequeno planalto da Serra da Malcata.
Com o caudal do Rio Coa a seus pés, acolhe-se à sombra do seu esbelto e forte castelo medieval das 5 quinas, como é conhecido.
Pelas 06h30 abandonamos a cidade rumo àquela vila beirã e pelas 08h30 dávamos início à nossa pequena aventura velocipédica rumo às Termas do Cró, com passagem pelas Quintas de São Bartolomeu e Rapoula do Coa.
Fomos dar uma espreitadela à fachada das termas recentemente reabilitadas, com hotel, SPA e balneário termal.
Fomos depois até Cerdeira do Coa, onde paramos após cruzarmos Peroficó.
Não consigo resistir a uma paragem nesta localidade para apreciar aquele encantador local do Rio Noémi e a sua espetacular ponte românica de seis arcos.
Tive que mostrar aquele lugar o Jorge, que também ele ficou fã daquele cantinho.
Dali partimos em direção ao nó da IP5 para entrarmos na N.16, rumo a Castelo Bom, desfrutando dum troço de estrada bonito, curvilíneo e de paisagens de encher o olho, rasgadas pelo Rio Côa, que com fraco caudal nesta altura do ano lá seguia o seu caminho vale abaixo rumo à sua foz, em Vila Nova de Foz Coa.
Depois da amena subida a Castelo Bom, entramos naquela castiça aldeia, que por pouco não chegou a ser considerada aldeia histórica, mas que não deixa de ser autêntica e bonita.
Passeamo-nos pelas bonitas ruelas de pedra, estreitas e sinuosas, daquele lugar calmo e desertificado.
Depois de algumas fotos para mais tarde recordar, voltamos à N.16 e fomos até Vilar Formoso a maior fronteira terrestre do país.
Paramos num pequeno café ali "mastigamos" uma sandocha e bebemos uma bjeca fresquinha para repor um pouco as calorias despendidas.
Depois de cruzar a vila, entramos na parte do percurso mais incómoda, as longas retas ondulantes até ao Soito, com passagem por Nave de Haver, Aldeia da Ponte e Alfaiates, com uma forte ventania frontal, que nos fez sofrer um bocadito.
No Soito fomos até ao Restaurante Nabeiro, famoso pela sua especialidade, a Sopa de Corno, mas mal se cabia lá dentro, com tanta gente a gostar de "chifre" e ficamo-nos pelo restaurante Copus Bar, logo ali ao lado, onde comemos uma bela bifana e bebemos um fresquinho par de bjecas.
Bem atestadinhos e com o conta quilómetros a indicar que já só faltavam cerca de 25 kms para o final, rumamos a Quadrazais e de novo ao encontro do Rio Coa.
Cruzamos aquela antiga aldeia de contrabandistas e por uma bela estradinha panorâmica, que durante alguns kms é ladeada pelo Rio Coa, fomos até à Aldeia da Malcata, uma pitoresca lugar em plena Serra da Malcata.
O final estava próximo e em pouco tempo voltamos ao Sabugal, de onde tínhamos partido algumas horas antes.
Depois de arrumadas as bicicletas e restante material trocamos a licra por uma roupinha mais informal e fomos até ao Café do Tó, para o petisquinho de consagração, e bem merecido por sinal.
A sandocha de patanisca não faltou, tendo o Jorge optado pelas chamuças. 
Na bjeca fomos unânimes e bem fresquinha, foi o culminar de mais uma volta vadia, desta vez por Terras de Ribacoa.
Fiquem bem.
Vêmo-nos na estrada, ou fora dela.
Beijos, abraços e apertos de mão.
Inté
AC

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