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"Lisga"

Pelas 07h30 lá me juntei ao  Jorge Palma e ao António Leandro, para mais um passeio com as nossas "anoréticas"
Hoje, resolvemos ir até à bonita zona do pinhal, absorver aquela paisagem encantadora, pedalando pelas suas panorâmicas estradinhas e claro . . . moer um pouco o "cortiço"!!!
Combinámos então ir até à Lisga, via Oleiros.
Saímos da cidade em direção à N.112, com a manhã ainda bem fresquinha áquela hora matinal.
Passámos pelo Salgueiro do Campo e combinámos tomar o cafézinho da manhã no café da Lameirinha.
Mas por ali abrem um pouco tarde, pois á nossa passagem, pelas 08h40, ainda estava fechado.
A solução era parar no Estreito.
Continuámos a subir até à Foz do Giraldo, desviámos à esquerda para a N.230 que nos levaria até Oleiros.
Foi um sobe e desce até ao alto da serra, onde a paisagem serrana já começava a mostrar-nos bonitas e amplas panorâmicas. Aqui o pinheiro ainda é rei!
Começámos então a descer para o Estreito e entrámos na povoação para tomarmos a matinal dose de cafeína no Bar "O Lapacheiro".
Voltámos à estrada e passando ainda por Retaxo, Ameixoeira e Milrico, chegámos à entrada de Oleiros, onde virámos para Bonjardim, passando pelas traseiras da serração.
Aqui, entrámos numa estreita estrada que nos levou por Fozes e Bonjardim até à Roda.
Até então sempre pelo vale, apreciando bonitas paisagens, com algumas pequenas e castiças aldeias espalhadas pelas encostas da serra, ou povoando os vales, onde as imponentes eólicas pareciam assumir o papel de guardiãs.
Chegados à Roda, a coisa complicou-se um pouco, pois ao olhar para a estrada que nos levaria ao Caniçal, rápidamente concluímos que a "coisa" iria aquecer um pouco.
Mas lá fomos conquistando kms, vagarosamente, até chegarmos ao piso empedrado que atravessa a aldeia.
Continuámos a subir até à Lisga, a aldeia de mais altitude do nosso passeio de hoje.
Descê-la obrigou-nos a vencer uma uma pendente um pouco "feroz". Continuámos em subida até quase ao cruzamento para a Bafareira, onde pudemos finalmente aliviar um pouco, na rápida descida ao Pomar.
Até ao entroncamento com a M.548 foi um pouco mais do mesmo, rumando agora às Sarzedas onde pretendíamos atestar os bidons no chafariz recentemente intervencionado.
De fato está muito bonito, mas . . . não deita água. Baahhh!!!
Seguimos viagem e parámos no Cabeço do Infante, onde bebemos algo fresco e atestámos finalmente os bidons.
O fresco da manhã já fora substituído à muito tempo por uma temperatura algo desconfortável e algumas paragens, são reconfortantes e dão-nos algum descanso.
O nosso "prémio" está ganho logo que saímos de casa, independentemente da velocidade média que consigamos, ou o acumulado, positivo ou negativo, a que nos possamos sujeitar. Vamos praticar o desporto que gostamos, de forma lúdica e descontraída e partilhando algumas horas na companhia de amigos, ou mesmo companheiros ocasionais.
Chegámos a Castelo Branco um pouco cansados, é um fato, mas agradados com as horas que passámos pedalando com a nossa "ginga", descobrindo ou revendo outros cantinhos e assimilando bonitas paisagens, durante os 110 kms que hoje percorremos.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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