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"De mota pela Rota dos Templários"

"As dificuldades são como as montanhas. Elas só se aplainam quando avançamos sobre elas".
(provérbio japonês)
Manhã solarenga, sol radioso e primavera antecipada . . . que melhor "mezinha" para um passeio de moto por aí algures, apenas desfrutando e limpando a mente da "fuligem" da monotonia do quotidiano.
Abandonei a cidade pelas 09h00 e rumei a Mação, por S. Pedro do Esteval, Ladeira e Envendos.
Antes de entrar em Mação, fiz uma pequena paragem na praia fluvial de Ribeira d'Eiras, agora em completo abandono e a precisar de alguma requalificação pois é um local idílico.
Cruzei a vila e passei por Penhascoso, conhecida com a terra do Rock e segui para as Mouriscas, Sardoal e Martinchel, efetuando nova paragem no paredão da barragem do Castelo de Bode, hoje com uma panorâmica magnífica.
Por ali me entretive um pouco, conversando com uns indivíduos que também ali tinham parado e que também eles eram mototuristas.
Contamos umas historietas e eu segui para Tomar, subindo ao Convento de Cristo, onde demoradamente me entretive visitando aquela magnífica obra, um conjunto edificado de grande dimensão, com os seus sete claustros e diversas dependências monásticas, confina ainda com a antiga cerca - A Mata dos Sete Montes -, espaço de grande valor cultural e paisagístico.
Abrangendo o Castelo Templário e o Convento da Ordem de Cristo - cuja construção decorreu entre os séculos XII e XVII - o monumento, inscrito na lista de Património Mundial da UNESCO, integra alguns dos mais expressivos testemunhos da história da arquitetura portuguesa, como a Charola românica da Igreja, o Claustro de D. João III e a famosa janela manuelina da Sala do Capítulo.
Foi um final de manhã bem entretido e cultural até que a hora de almoço me fez ir em busca de outras paragens.
Tomar, antiga sede da Ordem dos templários, é uma cidade de grande encanto pela sua riqueza artística e cultural.
Há ainda muito que ver nesta bonita cidade templária, como o bonito Parque do Mouchão, a Mata dos Sete Montes, a bela Praça da República, a igreja de S. João Batista, a igreja de Santa Maria dos Olivais, o Convento de Santa Iria, a majestosa sinagoga, entre outros monumentos e vários museus.
Ficará para outra altura e de forma faseada, pois só assim se consegue assimilar alguma daquela beleza monumental e paisagística.
Tinha inicialmente pensado em ir almoçar à peculiar tasco da Casa das Ratas, ou na Tasca Antíqua, mas não me apeteceu andar pelo entrançado de ruelas naquela zona antiga da cidade e abandonei a cidade pela N.10 para ir almoçar a um restaurante já conhecido junto à estrada, um pouco antes da Aldeia do Pinto.
Ali me deliciei com um suculento cozido à portuguesa e seus derivados, repondo toda a energia já despendida e ficando ainda com uma boa reserva, para o que desse e viesse.
Já com o "bandulho" bem atestado, segui viagem em direção a Ferreira do Zêzere, seguindo depois a N.238 até ao bonito local do Vale Serrão, onde se cruza o Rio Zêzere, um pouco abaixo da bem conhecida Vila de Dornes.
Subi a Cernache do Bonjardim e virei o azimute à Sertã, onde parei para tomar um cafezinho com o meu irmão Luís, aproveitando para por a conversa em dia.
A tarde já tinha chegado a meio e eu regressei então a casa, entrando na IC.8, chegando rapidamente à cidade, satisfeito e bem mais descontraído, após um belo dia de mototurismo em modo vadio.
Fiquem bem.
Vêmo-nos na estrada, ou fora dela.
Beijos, abraços e apertos de mão.
Inté.

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