quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

"À descoberta da Serra de S. Miguel"

Ontem apeteceu-me ir vadiar com a minha "santa".
Acompanhou-me o amigo Carlos Sales e fomos à descoberta da Serra de S. Miguel, um "caroço" bem redondinho, guardião das castiças aldeias de S. Simão e Pé da Serra,
Das vezes que pedalei naquela zona, sempre tive a curiosidade de ir lá ao topo, onde se encontra a única antena naquela serra e um posto de vigia.
É uma local pejado de bonitos PR,s. Um deles é o espetacular PR5 (À descoberta de S. Miguel) que tem início no Pé da Serra e sobe ao alto da Serra, descendo depois à Vinagra.
Bonito, técnico e com vários miradouros naturais, faz jorrar adrenalina pela serra abaixo.
Pelas 07h30, fui buscar o Carlos a casa e fomos até Vila Velha de Rodão, pela velhinha N.18.
Parámos na Pastelaria Rodense e ali tomámos calmamente o pequeno almoço.
Deslocámo-nos depois para o Cais do Tejo, um bonito local e onde se iniciam os passeios de barco, onde estacionámos a viatura.
Preparámos as bikes e o restante material, sem stress, pois o dia estava por nossa conta. Afinal somos bikers de aventura e são estes pequenos, médios ou grandes passeios, que nos movem . . . pela aventura, pela descoberta, pelo prazer de pedalar calcorreando cabeços e vales, nesta bonita vertente lúdica.
A manhã junto ao rio, apresentava-se com um manto de neblina que cobria toda a zona, criando imagens quase surreais, nos barcos ancorados no rio e na ponte, apenas algumas centenas de metros.
Pelas 08h20 demos início ao nosso passeio, pedalando em direção à Ponte sobre o Tejo.
Pretendia tirar uma foto às espetaculares Portas de Rodão, mas estas nem se viam, nem sequer um recorte.
Fomos andando!
Virámos logo à direita, a seguir à ponte, vencendo uma forte subida paralela à Quinta da Corga até quase à Portela do Atalho.
Chegados à cumeada, deparámo-nos com uma imagem fantástica sobre o vale, enfeitado com as bonitas aldeias do Monte do Pardo e Monte do Arneiro. A neblina já tinha práticamente desaparecido.
Descemos ao vale pela caminho da Horta do Barreiro e por ali ziguezagueámos, cruzando a aldeia do Monte do Arneiro e seguindo em direção aos olivais da Fonte Longa.
Quando chegámos à mata de eucaliptal, deparámo-nos com alguns contratempos, pois o caminho tinha práticamente desparecido e a alternativa, foi um bom par de paredes e 20 metros de corta  mato com a bike às costas, para entrarmos na N.18
Uma pequena correção a fazer na próxima incursão áquela zona.
A partir da N.18 e do cruzamento para o Arneiro, iniciámos a subida ao topo da Serra de S. Miguel.
Longa, com alguma pedra roliça e com zonas onde o meu aparelhómetro indicava 20% de inclinação. Mas estávamos ali para a conquistar e conseguimo-lo.
Consoante íamos ganhando altitute, os nossos olhos íam-se dilatando com a magnitude da panorâmica envolvente. Fantástico!
Culminámos com uma foto junto à placa com o nome da serra, do VG e do posto de vigia.
À passagem por um dos miradouros naturais, ficou-me na retina um single track que desce para a Aldeia da Vinagra. Hoje a minha opção era outra. Descer pela outra secção do single track ao Pé da Serra.
E foi isso que fizémos. Brutal, adrenalínico e escorregadio. Que pica!!! Adorei!!!
Já quase no final, abandonámos o single que seguia para o abandonado Monte Cimeiro ( um local a visitar mais tarde) e contunuámos por outra trialeira para S. Simão.
Entrámos na aldeia com um sorriso de orelha a orelha. Mas depressa se desvaneceu quando entrámos na única tasca da aldeia. Não tinham pão. Lá se foi a ideia duma suculenta sandes de atum. Ficámo-nos por uma mini jola e umas bolachinhas. Havia a opção do bar da Associação dos Amigos da Aldeia, mas já lá não fomos, seguimos em direção à Salavessa.
Voltámos a subir por um bonito trilho pela falda da serra em direção à mata de eucaliptos.
No topo, virámos à direita e gozámos à brava por uma rápida descida ao Vale da Ribeira do Fivenro.
Nos últimos metros da descida, numa zona de elevada inclinação e numa curva apertada, vimo-nos mesmo num aperto, pois o terreno estava bastante deteriorado e já não havia forma de parar as bikes. Que valente susto.
Conseguimos sair dali ilesos e ambos branquinhos como a cal.
Depois de passada a tremideira, iniciámos uma boa subida à Salavessa, uma catita aldeia onde ainda predominam muitas caxas xistosas.
Parámos num café e volta o disco e toca o mesmo. Não havia pão. Chiça!!! Mais uma jola e umas bolachinhas. Lembrei-me daquela malta que costuma levar aquelas sandochas que mais parecem palmilhas. Vou ter que os "plagiar"!!!
A partir dali foi a loucura total. kms de single track quase até final.
Descemos ao Tejo que ladeámos num fantástico single track. (Rota dos Açudes). Adrenalínico e perigoso, mas não havia forma de parar. Aquilo estava a por o sangue a ferver.
Saímos da primeira secção do single nas escarpas das Fisgas do Tejo e seguimos por outro single até ao estradão, que nos conduziu de novo na N.18.
Descemos á ponte, que cruzámos e pouco depois, estávamos de novo junto à viatura, no Cais do Tejo.
Arrumámos as bikes e restante material e fomos até ao Restaurante "Ponte do Enxarrique", onde finalmente nos mandámos a uma suculenta sandes mista, tipo XL, acompanhada duma jola fresquinha.
Tinha chegado ao fim mais uma das minhas voltas vadias. 46 puros e duros kms pela Serra de S. Miguel e imediações, por trilhos e trialeiras fantásticas e com a excelente companhia do amigo Carlos Sales.
Até à cidade foi um instantinho. Deixei o Carlos em casa e ficou no ar, mais uma volta vadia na próxima semana, em dia a combinar, pela nossa vizinha Serra da Gardunha.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC
 
 
 Clip 1




Clip  2

1 comentário:

Silvério disse...

Com base na reportagem, complementada com muito bem conseguidos vídeos, deu para fazer "virtualmente" esta volta "À descoberta da Serra de S. Miguel". Mas fazê-la na realidade, como é óbvio, é outra coisa.
Espero, a curto prazo, fazer parte de uma aventura destas, assim se criem as condições para tal.
Parabéns
Um Abraço
Silvério