quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"Post semanal"

Domingo 05
Treze companheiros amantes do pedal juntaram-se neste domingo na Pires Marques, para mais uma jornada de Btt.
AC, Nuno Maia, Filipe, Jorge Palma, Fidalgo, Nuno, João Afonso, Pedro Antunes, Luís Lourenço, Carlos Sales, Álvaro, João Valente e Nuno Diaz.
E para cumprir o que tinha sido combinado no passeio anterior, fomos dar uma saltada à sempre bonita Serra da Gardunha, para alguns, uma chatice para outros.
Para não ser sempre o mesmo percurso, quando se pedala para aquelas bandas, fomos pelo Monte S. Luís, Travanca e Quinta dos Cavalos até Alcains, onde voltámos aos trilhos habituais.
Ao inverso da última vez que fui à Gardunha, desta vez fizemos o percurso com paragem no Café "Tá-se Bem" na Lardosa para o cafézinho matinal, onde desta vez era o Luís Lourenço a pagar por ter sido o último a chegar, mas alguém se antecipou e lá se safou, mas ficou resgistado. eh eh eh!!!
Seguímos depois em direcção à Soalheira e o Nuno Diaz que tinha compromissos e que disso tinha dado conhecimento ao pessoal regressou à cidade.
O resto da malta continuou, uns com vontade de ir até á casa do Guarda e outros a resmungar, mas lá se arrastaram até ao Louriçal, onde após a foto de grupo, o Álvaro, o Pedro Antunes e o Carlos Sales, que me surpreendeu pelo abandono, tomaram outro rumo para pedalarem em zonas mais planas.
Nove aceitaram o desafio e subimos até à casa do Guarda, onde parámos para umas fotos e descansar um pouco, onde cada um contava a sua "laracha" tornando a manhã animada.
Como dos nove betêtistas já ninguem tinha compromissos nem birras, resolvemos alargar o dia e conviver à nossa moda, pelo que o tempo deixou de ser um problema e passou a ser um nosso aliado.
Mandámo-nos pela descida em pleno gozo até ao Casal da Serra, com paragem obrigatória na fonte do Largo para ingerir uns decilitros daquela boa água e dar mais dois dedos de conversa.
Após a subida em alcatrão até ao alto, virámos à esquerda para nova descida, onde se disparou adrelanina por ali abaixo até que acalmámos quando chegámos ao terreno plano, onde ainda assim se mateve um ritmo vivo, pois o pensamento já estava virado para as nove bifanas planeadas no Restaurante do Alfredo na Póvoa de Rio de Moinhos.
Mas desta vez coube-me a mim ser o azarento com um furo XXL a chatear-me o pneu traseiro já gasto e a precisar ser substituído.
Umas bombadas e o líquido lá resolveu o problema até à Póvoa.
Abancámos no "Alfredo" onde atempadamente lançamos o Fidalgo, um dos elementos do Grupo de Alta Competição de Castelo Branco a efectuar a encomenda das ditas bifanas, para a espera não ser demasiado longa.
Arrastámos uma mesa para um lugar mais sombrio e aguardámos barulhentamente que nos fossem distribuídas as ditas, que atacámos sem contemplação, lubrificando a carne com um pouco de mostarda, ou maionese, para evitar engasgos de maior.
Uma ranchada de bjecas sagradas (sagres) enfeitaram aquelas fatias de pão caseiro que cobriam um bom naco de carne.
Os fans da bebida doce foram servidos ao litro de seven up e os outros com garrafinhas que cabem na palma da mão. Nããããhhhh, algo não está certo, na próxima também quero bjecas de litro e meio, ou não tenho razão!!!
Muita história se contou, muita gargalhada se ouviu e muito a malta se divertiu, até que lá fizémos um esforço para nos levantarmos da mesa e rumarmos à cidade.
Saímos em direcção às célebres descidas das "três toneladas", baptismo dado por outra malta que práticamente já abandonou estas lides.
Foi por aí algures que o meu pneu traseiro voltou a não querer colaborar, espalhando líquido mais parecendo rega por aspersão, mas com umas bombadas lá deu para fazer mais uns kms.
Já nas proximidades de Caféde voltou a jorrar líquido selante pelo que desta vez coloquei-lhe um taco, mas não deu resultado pois este saltou uma centena de metros mais à frente.
Após uma breve mirada, verifiquei que o furo era já um rasgão e que não havia mais nada a fazer senão colocar uma câmara de ar.
Mas acabei por o não fazer pois o pneu estava cheio de picos das silvas e outros, ainda tinha bastante "nhanha" e como se isso não bastasse acabara de partir o pipo da válvula pelo que nada mais me restava que chamar a assistência em viagem!!!
A malta continuou viagem e eu empurrando a minha companheira de pedaladas fui até à estrada de Caféde onde pouco depois apareceu a viatura de assistência que me levou de regresso a casa.
Acabaram por ser 76 kms para mim e mais de 90 para os restantes, mas ninguém se queixou porque o que conta é o convívio e a camaradagem e não os kms.
Uma escapadinha longa de vez em quando é como nos carros. É preciso rolar uns bons kms a acelerar para tirar o carvão. eh eh eh!!!
Bonita aventura e uma manhã bem recheada de convívio.

Terça Feira 07

Nesta Terça Feira não foram tantos os que compareceram na Pires Marques, mas ainda assim, juntaram-se para umas pedaladas mais relaxantes que no Domingo anterior, eu AC, Filipe, Carlos Sales e João Valente.
A volta desta terça feira e por sujestão do João Valente foi direccionada à manutenção de uma Geocache que poderão procurar na Azinheira, isto para quem for amante do geocaching.
Saímos da cidade em direcção ao Baixo da Maria e entrámos nos trilhos que serviram de passagem ao último rally dificultando-nos bastante a progressão pois além das rodas das nossas bikes serem bastante mais finas, são apenas duas.
Subimos às Benquerenças de Cima e fizemos a passagem para as Velhas, pois toda a malta gosta daquela singela trialeira até à fonte.
Dalí virámos à esquerda em direcção à também abandonada aldeia da Azinheira, onde o João Valente fez a manutenção da Cache e nós, os leigos na matéria, observámos numa de "workshop".
Feita a manutenção e como a ameaça de chuva era bastante evidente não arriscámos, regressando à cidade, não sem antes subirmos às Olelas pelo estreito carreiro até ao depósito.
Porém à passagem pelo apeadeiro do Retaxo não descurámos a paragem obrigatória no Ramalhete para o cafézinho da manhã.
Depois de sorvermos o dito café, nada melhor que um digestivozinho na quintarola do Ti Oliveira, avô do João Valente e meu velho companheiro de armas ou melhor, de cassetete, que sempre se alegra quando alí vamos dar um sorvo na boa geropiga que nos põe à disposição.
Com a neblina a cobrir a paisagem e sem dalí poder mirar a cidade, abandonámos as Olelas pela adrenalínica descida até à Ponte sobre a via férrea para depois calmamente pedalarmos até à cidade ladeando a linha férrea.
À chegada ao Valongo, nova paragem obrigatória no Bar da Associação para bebericar algo e conversar um pouco, pois ainda era cedo.
Com a chuva a avisar que vinha a caminho despedímo-nos do João e pedalámos em direcção ao interior da cidade, onde os restantes têm as suas residências.
Safámo-nos da chuva que acabou por fazer a sua aparição em força a seguir ao almoço.
40 kms pedalei na companhia destes 3 amigos de quem me despedi com a promessa de novas aventuras.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

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