terça-feira, 11 de dezembro de 2007

"Ladeando o Tripeiro"

Altimetria
.o0o.
Manhã inicialmente fria, mas logo se foi transformando num belo dia de sol, proporcionando-nos uma bela jornada de Btt.
Hoje, fomos 5 os protagonistas desta aventura: AC, Filipe, FMike, João Valente e Paulo João.
Saímos da cidade pelas 08h20, hoje para partilhar novos trilhos e ir em busca de novos recantos.
A intenção foi pedalar até aos Pereiros, lá p'rás bandas das Sarzedas e regressar pela Praia do Muro, fazendo o reconhecimento de alguns trilhos onde já não passava há muitos anos.

Na Atacanha, virámos à esquerda para a N.18, que cruzámos e continuámos para o Cabeço da Barreira, onde mais à frente entrámos numa nova descida para a Ponte de Ferro, pelo Monte do Rouxinol.
Depois foi a primeira penitência protagonizada por estes 5 arfadores, na subida para a Capela de S. Lourenço.
Mais uma vez batemos com o nariz na porta do café junto ao complexo desportivo, pelo que tivemos de subir ao povo para tomar café, falhando também a primeira alternativa, no Café da Taxista, pelo que abancámos em frente, no Café da Praça e lá tomámos o cafézinho da manhã.

Votámos depois a descer até ás proximidades do campo de futebol, onde entrámos de novo nos trilhos, passando o cemitério e continuámos por belos trilhos em direcção ao Monte Tavares, com a rápida descida para a foz do Ribeiro do Tripeiro, que ali despeja as suas águas no Rio Ocreza.
Depois foi ladear o Tripeiro até à Praia do Muro, entrando no leito do rio, onde esboçámos umas pedaladas no areal e pedra roliça até que cruzámos efectivamente o ribeiro.
Alguns passaram a pé, mas dois houve que protagonizaram o primeiro acto heróico do dia.

O FMike que passou o ribeiro a pedalar, apesar dos abanões e rolanços da bicla e o João Valente, que passando um pouco mais a montante do FMike, acabou por fazer um picanço (qual Kamikaze em pleno ataque suícida) em direcção às alí pouco profundas àguas do Tripeiro, dando origem ao também primeiro momento hilariante da jornada. (Oh João, aqueles gritinhos que ouvias enquanto mergulhavas o capacete eram do FMike, não era eu. eheheh)

Depois daquela lição de pesca submarina, enfrentámos novo arfanço na longa subida para os Pereiros, a segunda do dia.
Foi um desfrutar de lindas paisagens, desta vez entre pinhais a perder de vista.

Dos Pereiros ao Muro, foi um instante, pedalando em trilhos espectaculares até à sempre às sempre bonitas paragens do Muro, onde se encontra as bonitas construções em xisto, naquela praia fluvial, um pouco abandonada. Merecia um pouco mais de atenção de quem de direito e constituiria certamente um precioso bem para as populações das aldeias envolventes e um bom incremento ao turismo rural. Haja vontade!!!!!!
Alí, em paragem sempre obrigatória e onde ficamos presos à paisagem que compõe aquelas paragens, aproveitámos para uma sessão fotográfica e descansar um pouco para enfrentar a terceira subida XL do dia, que nos levou lá para os lados da Bica, já nas imediações do Salgueiro, onde estreámos mais um belo single track, com um final de cabeça baixa e o dedinho a aconchegar os travões, que apenas peca por não ser mais longo.
Entrámos no Salgueiro pelo Campo de Futebol, ainda repleto de bolas de paintball, cujo torneio alí teve lugar no passado fim de semana.

Atravessámos a aldeia até à fonte existente lá no alto já próximo do cruzamento para o Freixial e seguimos rumo à Quinta de Valverde, pasando pelos Vales do Escudeiro e Garzinda, Lagar Novo e Lameiro do Velho.

Cruzámos a Ponte de Caféde já em alcatrão, onde o João Valente e o Paulo Macedo continuaram por questões de horário e compromissos, virando os restantes à esquerda para a Tapada das Figueiras e Parque de Campismo, para entrarmos na cidade pelas 13h20 com 58 divertidos kms percorridos em belos trilhos, com muita adrenalina, camaradagem e paisagens deslumbrantes.
Fiquem bem
Encontramo-nos nos trilhos
AC

2 comentários:

Abilio disse...

Belos trilhos e bonito e refrescante tralho o do JValente.

rarn disse...

Bonito passeio, sem dúvida por trilhos espectaculares.
O dia também foi dos melhores do ano, ou não fizesse eu anos nesse dia ;-)

Quanto ao infortúnio do João Valente, se fosse na terra diríamos que tinha apanhado uma lebre, como foi na água, digámos que apanhou um barbo, ou elhor ainda, molhou as barbas.

Deixa lá JV, são estes momentos que ficam na história, hoje foste tu, amanhã seremos nós ...

É por isso que o BTT nos proporciona um espírito alegre, divertido e de confraternização.

Já não ando à 3 semanas :-(