Avançar para o conteúdo principal

"V Raid AC-Trilhos e Aventuras"

Mais um Raid AC-Trilhos e Aventuras por terras beirãs, mais um dia bem passado em cima da bike num misto de trilhos e paisagens que nos encheram o peito de adrenalina e a vista de cor e horizontes sem fim, já sem contar com o cansaço consentido neste desporto lúdico de que tanto gostamos.
Para este meu 5º. Raid, aderiram os meus amigos Nuno Eusébio, Paulo Jalles, Nuno Jalles, João Afonso, Luís Lourenço e José Luís, que comigo perfizeram sete companheiros ávidos de aventura e alguma emoção para alguns que pela primeira vez tentavam a meta dos 120 kms em autonomia, que acabaram por ser 125, derivado a algumas alterações introduzidas atempadamente, para tornar o percurso ciclável a 100%.
A saída deu-se já próximo das 08h30 pelo lado do Alagão e Curral do Prego, continuando pelo Monte Brito e Alto da Cancelinha até Alcains.
Passando a Estação pedalámos pela zona das Hortas dos Escalos para chegarmos à zona rápida até ao Ribeiro do Freixo.
O grupo seguia homogénio e bem falante, com ligeira interrupção à passagem da Ribeira de Alpreade e na subida para o Alto do Carapeteiro.
Já tudo unido continuámos em direcção ao Vale da Torre, onde efectuámos a primeira paragem no Bar do Clube, para abastecimento sólido e líquido e que costuma ser, usualmente, para "sorver" a habitual dose de cafeína.
Logo à saída o primeiro contratempo, com um furo lento na roda da frente da bike do João Afonso, que acabou por ser resolvido com a troca de câmara de ar.
Continuámos depois pela Fadagosa e Monte da Gatuna, onde cruzámos entre pomares até a entrada da Atalaia, onde virámos à esquerda para a Terra das Pedras para afrontarmos nova subida que nos levou ao bonito recanto da cascata da Ponte Velha, local obrigatório de paragem, que alguns aproveitaram para se alimentarem e hidratarem.

Passámos depois a linha férrea e a N.18, para seguirmos o estradão até ao Colégio der S. Fiel, para seguidamente contornarmos a rotunda e nos embrenharmos em trilhos entre paredes até ao recente asfaltado estradão para S. Vicente da Beira. Fugindo ao asfalto, serpenteámos por pinhais e pelo vasto eucaliptal de subidas traiçoeiras e descidas adrenalínicas até atingirmos a bonita Barragem do Pisco, para uma pequena paragem para apreciar a paisagem. Seguimos depois em vários troços de estradão até ao Sobral do Campo onde efectuámos a paragem principal no Café "Ponto de Encontro" para uma alimentação mais cuidada.Os mais prós, respeitaram a "etiqueta" mas outros não aderiram a outros sabores e conteúdos. Assim, eu e o Luís Lourenço, optámos por um belo prato com um bom acumulado de atum e cebola picada, logo secundado por uma bela sopinha de feijão verde em malga XXL, que foi uma delícia.O Zé Luís para não fugir a regra, optou por trazer de casa a "marmita" com o esparguete da praxe, pois betêtista que se preze alimenta-se a esparguete e sugou-o rápidamente, ruborizando qualquer italiano que porventura estivesse presente!!! Já com os estômagos a mostrarem uma ligeira dilatação, alguns, rumámos à bonito lugar do Tripeiro, onde não entrámos, por já ser visível algun desgaste nalguns companheiros e o acesso à povoação estava previsto por uma subida que nos exigia bastante esforço. O acesso ao à Aldeia do Mourelo, foi também feita por trajecto diferente do inicialmente previsto, pelo mesmo motivo, mas ainda assim não nos safámos da pujante subida, apesar de em asfalto logo a seguir ao Tripeiro. Cruzada a bonita povoação de Mourelo pedalámos até ao ponto mais alto onde as paisagens eram soberbas e abrangentes e nos fizeram esquecer algumas dificuldades até então. Foi simplesmente maravilhoso!!!

Depois foi sempre a descer até às profundezas de Almaceda, uma aldeia de pequenas e ingremes ruelas onde gostei de pedalar. Nova paragem no único café da povoação para nos refrescarmos e partida em direcção a Rochas de baixo, agora circundando a ribeira de Almaceda, que cruzámos para atingirmos as Rochas de baixo. Dalí seguimos para o Porto da Vila e atravessando a ponte continuámos a desfrutar dos belos recantos proporcionados ao longo da Ribeira de Almaceda cujo leito seguimos até à xistosa aldeia de Martim Branco o neo local de peregrinação dos betêtistas da região. Contornámos a serra e voltámos a atravessar a ribeira, num local inóspito e de rara beleza e zona "canchosa" e de passagem nada fácil para atingirmos o bonito single track na outra margem, onde após os primeiros duzentos metros não cicláveis, pelo menos para mim, pudemos desfrutar dumas pedaladas naquele belo carreiro até ao estradão para o Barbaído. O acesso ao Barbaído foi também em single track, algo pedregoso, e bem bonito que nos levou mesmo à porta da única "tasca" lá da terra, onde a malta aproveitou para a última sessão de hidratação. Rumámos então à Barroca do Forno onde enfrentámos uma pequena e adrenalínica descida para o Vale Sando, onde entrámos na última subida do dia para o Freixial do Campo.Passámos Santa Catarina em Direcção a Caféde, onde desta vez não fizémos a visita habitual ao café da D. Júlia e continuámos em direcção à cidade, passando ainda as poldras da Rabaça e o Santuário de Santa Apolónia, onde entrámos no asfalto até à atacanha. Com a cidade à vista, os ânimos voltaram a subir e as "pernitas" de alguns companheiros mais desgastados voltaram a funcionar com outro ritmo, pois o banhinho quente o o sofá estavam à nossa espera.

A entrada deu-se pelas 17h30 com 125 kms percorridos à média de 17kms/h e com cerca de 2200 metros de acumulado de subidas. A amizade o companheirismo e a brincadeira foram uma constante durante todo o percurso deste Raid e resta-me agradecer aos amigos que me acompanharam nesta minha aventura por terem aderido a mais uma das minhas aventuras betêtisticas. Espero que estes meus Raids incentivem outros companheiros mais novos a procurarem novos desafios e novas aventuras, sem outros interesses que não sejam a prazer de pedalar por algures e nenhures, desfrutando dessa natureza imensa, partilhando com os amigos esta nossa filosofia e forma de encarar o btt. Como tudo o que começa tem um fim, aproxima-se a altura de voltar à clandestinidade. Não me agrada a ideia de andar constantemente a ser testado. Honra-me o facto de poder ser uma referência para alguns, mas não me sinto à vontade nessa situação, quero apenas pegar numa das minhas bikes e andar por aí descontraído!!! Quer seja ou não reconhecido, sei que já deixei o meu legado, mostrei, ensinei e partilhei o que sabia, e tenho a certeza que outros continuarão. Bem haja!!!

Até lá vou continuar a andar e partilhar o meu gosto pela aventura, só isso!!!



Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos!
AC

Slideshow


Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Passeio de Mota pela Galiza"

Mesmo com a meteorologia a contrariar aquilo que poderia ser uma bela viagem à sempre verdejante Galiza, 9 amigos com o gosto lúdico de andar de mota não se demoveram e avançaram para esta bonita aventura por terras "galegas"
Com o ponto de inicio no "escritório" do João Nuno para a dose cafeínica da manhã marcada para as 6 horas da manhã, a malta lá foi chegando.
Depois dos cumprimentos da praxe e do cafezinho tomado foi hora de partir rumo a Vila Nova de Cerveira, o final deste primeiro dia de aventura.
O dia prometia aguentar-se sem chuva e a Guarda foi a primeira cidade que nos viu passar. Sempre em andamento moderado, a nossa pequena caravana lá ia devorando kms por bonitas estradas, algumas com bonitas panorâmicas.
Cruzamos imensas aldeias, vilas e cidades, destacando Trancoso, Moimenta da Beira, Armamar, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Parada de Cunhos, Mondim Basto e cabeceiras de Basto, onde paramos para almoçar uma bela "posta", que es…

"Passeio de Mota à Serra da Lousã"

"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela."
(Albert Einstein)
Dia apetecível para andar de mota, com algum vento trapalhão durante a manhã, mas que em nada beliscou este esplêndido dia de passeio co amigos. Com concentração marcada para as 08h30 na Padaria do Montalvão, apareceram o José Correia, Rafa Riscado, Carlos Marques e Paulo Santos. Depois do cafezinho tomado acompanhado de dois dedos de conversa, fizemo-nos à estrada, rumo a Pampilhosa da Serra, onde estava programada a primeira paragem. Estacionamos as motas no estacionamento do Pavilhão Municipal e demos um pequeno giro pelo Jardim da Praça do Regionalismo e Praia Fluvial, indo depois comer algo à pastelaria padaria no beco defronte do jardim Abandonamos aquela bonita vila, não sem antes efetuarmos uma pequena paragem no Miradouro do Calvário, com uma ampla visão sobre aquela vila tipicamente serra, cruzada pelo Rio Unhais. Voltamo…

"Trilho das Bufareiras e Penedo Furado"

"Às vezes ouço passar o vento; e só de o ouvir passar, vale a pena ter nascido"
(Fernando Pessoa)
Numa espécie de homenagem ao primeiro dia de primavera, que se apresentou como tal, solarengo e luminoso, fui mais a minha "Maria" fazer um pequeno passeio pedestre, ali para os lados de Vila de Rei. Saímos de casa já com os ponteiros do relógio a aproximarem-se das 09h00 e fomos até à Padaria do Montalvão, onde tomei a matinal dose de cafeína. Seguimos depois para a Praia Fluvial do Penedo Furado, para caminharmos um pouco pelo Trilho das Bufareiras e percorrer os recém inaugurados passadiços do Penedo Furado. Já a manhã ia a meio quando iniciamos a nossa caminhada, que teve inicio na Praia Fluvial, seguindo durante umas centenas de metros a Ribeira de Codes, pelos novos passadiços, até ao pequeno ribeiro da zona das cascatas. São 532 metros lineares, que trazem ainda mais beleza ao local e facilitam o acesso às cascatas. Terminada a passagem pelos passadiços, entramos…