domingo, 16 de setembro de 2012

"Serra do Sicó"

Há dias em que vale a pena sair de casa.
Ontem, foi sem margem para dúvida, um deles.
A convite do amigo Pedro Ferrão fui juntar-me ao grupo do Alex, digamos assim, para desfrutarmos um belo dia de pedalada pela fascinante e durinha Serra do Sicó.
Não há betêtista que se preze, que não adore dar por ali umas pedaladas. Kms e kms de fantásticas trialeiras a rasgar a montanha em todos os sentidos. A subir e a descer. Acompanhando bonitas curvas de nível. Com graus de dificuldade alto, médio e assim assim!!!!
Cá mais por baixo, longos e sombreados single tracks entre muros serpenteando por zonas de floresta e de mato rasteiro, nomeadamente de fetos.
Éramos 16 bons pedalantes, no sentido lúdico, claro, incluindo dois elementos femininos . . . e com muita pedalada diga-se com justiça!!! Que inveja fariam a alguns cracks que eu conheço por aí!!!
Saímos de Meirinhas e andámos um pouco pelo vale, maioritáriamente por alcatrão até á primeira subida . . . e que subida!!!
Ainda íamos a arfar quando chegámos a Vincentes, a primeira povoação que cruzámos.
Segui-se uma espetacular trialeira com algumas passagens bem tecnicas, até ao IC-8, que cruzámos, voltando a subir até ao alto da serra, por onde deambulámos por várias trialeiras e single tracks de cortar a respiração , descendo depois ao Vale (povoação).
Estava em pleno gozo. Malta divertida!!! Bonitas paisagens e trilhos fabulosos que sulcavam a montanha, faziam-me vazar adrenalina por todos os poros.
Passámos as Aroeiras, Pia Furada, Melriça, Poço dos Cães e Mata de Cima, até que chegámos às Malhadas, onde abancámos numa modesta tasca e mercearia de aldeia e nos refrescámos com umas quantas bebidas frescas, enquanto mordiscávamos algo mais sólido.
Saímos das Malhadas, para pouco depois passarmos pela aldeia de Cotas, seguindo-se Ramalheira, Quatro Lagoas, Chança e Ordem.
Os trilhos eram diversificados, sempre com a pedra a obrigar-nos a atenção redobrada.
O Márcio,o orientador do grupo e profundo conhecedor da zona, entendeu por bem alterar o percurso inicial.
A segunda parte era super fabulosa, com trialeiras e trilhos fantásticos, mas bastante técnicos e com muita dureza, pelo que, se pôs a hipótese de não conseguirmos terminar o traçado inicial.
A malta estava divertida, mas já se notava algum desgaste num ou noutro elemento menos rodado. Nós estávamos ali para nos divertir e não para cumprir uma promessa e, esta foi a atitude correta!!!
Já tinhamos bem a nossa dose de trialeiras, mas mal sabíamos o que ainda nos esperava.
A descida a Rabaçal foi simplesmente louca. Que single brutal a ziguezaguear montanha abaixo.
O perigo espreitava e toda a concentração era necessária para manter a bike no estreito trilho. O peito inchava e os braços e pernas tremiam com a emoção.
Esta velhice está a dar cabo de mim. Pareço um puto com o meu primeiro brinquedo!!! Cada vez mais adoro andar de bicicleta. Desta forma, com este espírito e com malta deste calibre. Aventura . . . da verdadeira . . . amizade, companheirismo, sã camaradagem e partilha sem contrapartidas, fazem-nos criar laços e momentos únicos, independentemente da idade, sem estatutos nem condicionantes.
Isto é viver, sem ser necessário pedir autorização, nem criar desculpas fúteis para a nossa preguicite. Eu até gostava, mas . . .!!! Ou se gosta ou não se gosta. E quando realmente se gosta . . . há sempre uma forma de criar o momento!!!
No Rabaçal estava previsto o almoço, que cada um "engendrou" à sua maneira. Uns já vinham precavidos e os outros mandaram fazer umas bifanas no pão com umas boas bjecas a acompanhar.
Saímos dali já renovados e prontos a enfrentar uma segunda parte mais embrenhada  na floresta com single tracks bem interessantes. Durante todo o percurso, estes carreirinhos foram uma constante.
Efetuámos um circulo no terreno e voltámos a passar pelas Malhadas, para uma segunda fase "refrescante".
Seguimos depois pela Pisuaria, Mouta Negra e Lagoa Parada.
Voltámos a cruzar o IC-8, desta vez para a lagoa das Ceiras e já com o azimute virado ao ponto de partida.
Lá fomos pedalando em amena cavaqueira, serpenteando entre aldeias por trilhos bem catitas.
Passámos Portela do Sobral Vinha Chã, Palmeira e Pinhete.
O dia já ía avançado e Vermoil estava à vista. o que era indício de que já estavamos na reta final.
Mas . . . havia ainda uma surpresa, antes dos kms finais. Aquele single no eucaliptal (pista de freeride) fez transbordar a malta de adrenalina e esquecer por momentos o cansaço já acumulado. VIVA O BTT!!!
Chegámos então a Vermoil onde efetuámos a última paragem para atestar bidons e camelbags numa das fontes locais.
Cruzámos posteriormente a Lagoa, última povoação antes de chegarmos ao parque do pavilhão gimnodesportivo de Meirinhas, onde tinhamos estacionado as viaturas logo pela manhã.
Ali tomámos banho, nas espetaculares instalações do pavilhão e rumámos à Churrasqueira Paris, onde previamente tinhamos reservado mesa para o belo jantar que se seguiu.
Uma bela churrascada entre amigos que culminou com uma excelente tertúlia e com toda a malta divertida e animada. Coisas do Btt!!!
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos.
Ou fora deles.
AC
 
 Clip de filme.

 

4 comentários:

Ferrão disse...

De facto um dia excelente em grande companhia. Um enorme obrigado pela 29. Que máquina. Um Abraço. Pedro Ferrão

Márcio Lopes disse...

Boas obrigado pela companhia que me proporcionaram neste dia em que o pior inimigo foi mesmo o calor que se fez sentir por cá no meu "quintal"(a serra do Sicó). Márcio Lopes

Leonel disse...

Partilho inteiramente de tudo o que está dito e repito " VIVA O BTT", que consegue juntar bons grupos de amigos para disfrutar de momentos como estes.

Obrigado e um grande abraço.

Leonel disse...

Partilho inteiramente de tudo o que está dito e repito " VIVA O BTT", que consegue juntar bons grupos de amigos para disfrutar de momentos como estes.

Obrigado e um grande abraço.