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"Rei Wamba"

LENDA DO REI WAMBA
«Wamba, rei visigodo, fundou o Castelo de Ródão, onde vivia com a sua mulher e filhos. A rainha fugiu, certo dia, para os braços de um rei mouro, o que levou Wamba a procurá-la, disfarçado de mendigo.
Ela reconheceu-o, fingiu ser prisioneira do mouro e escondeu o marido no próprio quarto, entregando-o em seguida ao amante.
Pediu Wamba à generosidade do inimigo que lhe concedesse tocar pela última vez a sua corna. Os seus companheiros de armas ouvindo-o, acudiram-lhe. Mataram o rei mouro, e trouxeram a rainha para o Castelo de Ródão.
Por sugestão do filho mais novo, o castigo dela consistiu em ser precipitada pela íngreme encosta para o Tejo. Ao saber do castigo, a rainha proferiu a sua tripla maldição:
Adeus Ródão, adeus Ródão
Cercada de muita murta
E terra de muita ...
Não terás mulheres honradas
Nem cavalos regalados
Nem padres Coroados!»
Diz-se que por onde o corpo rolou nunca mais cresceu mato.»

Depois da coça de ontem a engarrafar vinho, hoje ainda hesitei um pouco, na hora de ir ao encontro da minha "ézinha", preguiçosamente suspensa num suporte próprio.
levantei-me e fui encostar o nariz à janela da cozinha ver como estava o tempo. Frio, vento e algumas nuvens ameaçadoras, foi com o que me deparei.
C'um "carago", ainda esta semana não dei uma pedalada . . . vamos lá embora!
Saí de casa pelas 09h15 com a ideia inicial de ir tomar o cafezinho matinal, acompanhado do pastelito de nata, à Bolaria Rodense, em Vila Velha de Rodão.
Quando cheguei à rotunda, junto à nova ponte da Carapalha, resolvi virar em direção ao Ponsul.
Logo aí, vi que estava lixado . . . o vento frontal era frio e augurava dificuldades.
Cheguei à ponte e parei para tirar uma foto à bonita e abandonada ponte medieval sobre o Rio Ponsul.
Ainda por ali dei uma espreitadela, a ver se por ali via algum pescador, mas nem vivalma.
Pudera, com este frio, os peixes ainda deviam estar com a manta puxada até à guelra.
Continuei a minha voltinha, agora em direção aos Lentiscais, onde hoje não parei e, recordei alguns momentos da passagem por aquela zona, no passado sábado, com alguns amigos, em btt.
Desci ao rio e fui ver o embarcadouro do "Balcon do Tajo", o barco turístico que faz a ligação entre aquele cais e o de Cedillo, e vice versa.
Está bonito e arranjadinho! Tirei um par de fotos e continuei a minha volta matinal, seguindo para Alfrívida, onde mudei o rumo para Vila Velha de Rodão, passando por Perais e Coxerro, já na N.18.
Cheguei a Vila Velha e virei logo o azimute à Bolaria Rodense, para o cafezinho e bolinho matinais.
Encostei a bike e entrei no estabelecimento. Ia a abrir a boca para efetuar o pedido, quando chega uma travessa com bolinhas de Berlim acabadinhas de fazer. Os meus olhos brilharam!!
Fui assaltado por algum saudosismo, ao lembrar  vendedor ambulante, de "caixote" às costas a vender bolinhas de Berlim pelas praias da Costa. «Olhà bolinha. Doces e fofas com"às minhas. Com creme e sem creme. Olhà bolinha...». Velhos tempos!
Então . . . cometi uma maldadezinha e mandei vir uma bolinha de Berlim a acompanhar o café, atraiçoando a minha velha gula pelo pastelinho de nata. Coisas da vida!
Abandonei Vila Velha, agora com a intenção de ir dar uma espreitadela à velha torre - atalaia do Rei Wamba.
Cruzei a linha férrea da Beira Baixa e subi pela bonita estradinha panorâmica, e no alto, fiz então o desvio aquele belo cantinho, onde se encontra o altaneiro castelo do Rei Wamba.
«O Castelo de Ródão, também referido como Castelo do Rei Wamba, constitui-se numa torre-atalaia, erguida numa escarpa sobranceira ao rio Tejo, sobre as chamadas Portas de Ródão, um estreitamento no curso do rio. Do alto de seus muros, miradouro de visita obrigatória, o visitante descortina excecional panorâmica do vale do Tejo.»Por ali me mantive algum tempo apreciando toda aquela espetacular panorâmica, que se estendia até onde a minha vista podia alcançar.
Gosto destes momentos em solitário!
No céu, as nuvens começavam a juntar-se. indicando que a chuva vinha a caminho. O melhor, era ir andando, não fosse ser surpreendido, o que não me agradaria nada, pois tampouco levava capa para a água.
Desci ao cruzamento de Vilas Ruivas e segui para o Perdigão, onde entrei na IP2, que segui até Castelo Branco, com passagem por Alvaiade e Sarnadas.
Eram 12h45, quando voltei a colocar a minha "ézinha"  no local onde horas antes a tinha retirado.
Apesar da pequena hesitação, logo pela manhã, a voltinha de hoje acabou por ser bastante agradável e gratificante, terminando com 85 kms, pedalados por alguns dos bonitos recantos cá do nosso condado.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

Comentários

Silvério disse…
Linda e interessante volta, por alguns locais encantadores da nossa Beira Baixa, muito bem documentada por esta reportagem!
Abraço
Silvério

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