terça-feira, 27 de maio de 2014

"Btt em estado puro"

Hoje, nem era dia de ir para o campo. Tinha inicialmente planeado uma voltinha asfáltica, ali para os lados do Rio Aravil.
Mas ontem, o Álvaro deu-me "um toque", pois tinha uma folga para dar uma voltinha de bike.
Como aproveito quase sempre a oportunidade de uma boa companhia, como a do Álvaro, propus-lhe uma das minhas voltas vadias. Porreiro . . . "Habemus Companheiro!!!"
Como tenho sempre uns rascunhos guardados na gaveta, resolvi ir dar umas pedaladas para a zona do Rio Erges, pelas suas inóspitas encostas, outrora rasgada de fantásticos trilhos, que hoje constatei terem já desaparecido uma grande parte deles, pelo menos dos que conhecia, pois já há uns bons anitos que por ali não pedalo, vá-se lá a saber porquê! Talvez pelas "vacas loucas", em estado selvagem, maioritariamente já abatidas.
Não havia pressa, nem stress. Apenas a curiosidade de por ali voltar a dar umas pedaladas.
8 horas, foi a hora escolhida para o Álvaro se encontrar comigo, na minha garagem, para carregar bikes e rumar a Salvaterra do Extremo, onde iríamos dar início, ao que seria uma fantástica manhã de btt.
Saímos então pelas 08h e efetuámos uma paragem na Zebreira para a matinal dose de cafeína.
Já em Salvaterra, estacionei a viatura junto ao adro da igreja matriz e preparámos as bikes e restante material, para nos fazermos aos trilhos.
Já prontinhos, abandonámos a vila pela zona da Horta das Almas e contornámos a Tapada da Vinha, por uns antigos single tracks já pouco dissimulados, mas ainda cicláveis.
Sempre à meia encosta e quase sempre em sentido descendente, lá fomos pedalando, quase sempre por belos carreirinhos, em estado selvagem e sem vestígios de que por ali vivalma passasse, em direção ao Batão de Baixo, para a primeiro contato visual com o Rio Erges.
Fomos depois subindo entre veredas e velhos trilhos, alguns em modo de "adivinhação" até chegarmos ao Arraial do Vale das Mulheres, em completo abandono.
Sempre serpenteando por trilhos que nos faziam subir os níveis de adrenalina, pela sua beleza e alguma tecnicidade, passámos a Horta da Amêndoa e pela Panasqueira, descemos ao Vale das Eiras.
Voltámos a subir para apanharmos um estradão que nos conduziu ao Arraial do Vale Coronado, também ele em estado de abandono. Uma Pena!
Mais à frente descemos para a Ribeira de Arades, que ladeámos, em constante sobe e desce, para mais à frente a cruzarmos e subirmos ao Arraial do Velho do Barreiro.
Andámos depois um pouco lá pelas alturas, junto à estrada que segue para as Termas de Monfortinho, para voltarmos a descer ao Rio Erges, que ladeámos durante algumas centenas de metros.
Depois de passarmos pela Azenha do Charco Redondo, enfrentámos nova subida, em direção ao Arraial da Apartadura, para mais à frente, descermos de novo ao Rio Erges, que ladeámos por um single track já muito dissimulado entre as ervas, em algumas zonas até bastante alta, mas que não nos desmotivou. Pelo contrário, foi um gozo, algumas dessas passagens e mesmo uma pequena aventura.
Chegámos ao pontão que cruza o rio e dá acesso à nova estrada para Zarza la Mayor e contornando o parque de merendas, subimos pelo Olival dos Lavradores ao Cabeço da Barca, onde entrámos no asfalto, pela estrada que vem do rio para Salvaterra.
Pouco depois, estávamos de novo junto à igreja matriz, de onde algumas horas antes tínhamos saído.
Que bela manhã de btt. Até eu fiquei surpreendido pela beleza dos trilhos que pisámos hoje com as nossas bikes.
Paisagens inóspitas, trilhos em estado selvagem, avistamento de javali e veado e em plena comunhão com uma natureza que nos purificou a alma e nos limpou a mente.
É este tipo de adrenalina que me faz viver e me incentiva a procurar novos recantos e "embarcar" em novas aventuras, a solo, ou na companhia de amigos que comigo compartilhem esta filosofia.
Apenas 42 kms, mas o suficiente para nos sentirmos saciados e com a sensação de plenitude.
Foi de fato uma boa manhã de aventura, na companhia do amigo Álvaro Lourenço, que comigo partilhou o entusiamo nestas voltinhas vadias, por aí algures, ou alhures.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

Filme.
Parte 1
"Ver em HD"
 

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