sábado, 27 de dezembro de 2014

"Um passeio ao Castelo do Rei Wamba"

Na Rotunda da Racha, pelas 08h00, juntaram-se hoje, além de mim, o Nuno Maia, Vasco Soares, Luís Lourenço e Nuno Eusébio.
Resolvemos ir fazer uma visita ao Castelo do Rei Wamba, situado numa escarpa sobranceira ao Rio Tejo, sobre as chamadas Portas de Rodão.
Reza a lenda que, «Wamba, rei visigodo, fundou o Castelo de Ródão, onde vivia com a sua mulher e filhos. A rainha fugiu, certo dia, para os braços de um rei mouro, o que levou Wamba a procurá-la, disfarçado de mendigo.
Ela reconheceu-o, fingiu ser prisioneira do mouro e escondeu o marido no próprio quarto, entregando-o em seguida ao amante.
Pediu Wamba à generosidade do inimigo que lhe concedesse tocar pela última vez a sua corna. Os seus companheiros de armas ouvindo-o, acudiram-lhe. Mataram o rei mouro, e trouxeram a rainha para o Castelo de Ródão.
Por sugestão do filho mais novo, o castigo dela consistiu em ser precipitada pela íngreme encosta para o Tejo. Ao saber do castigo, a rainha proferiu a sua tripla maldição:
Adeus Ródão, adeus Ródão
Cercada de muita murta
E terra de muita ...
Não terás mulheres honradas
Nem cavalos regalados
Nem padres Coroados!»

Diz-se que por onde o corpo rolou nunca mais cresceu mato.»
Abandonámos a cidade pela zona industrial e rumámos ao Perdigão, com passagem por Alvaiade.
No Perdigão fletimos à esquerda para a estrada panorâmica que segue para Vilas Ruivas e Vila Velha de Rodão e foi nesta seção que tivemos um encontro imediato com uma densa neblina, com uma ou outra aberta, que se manteve até à, zona de Lentiscais.
Em Vila velha fizemos a paragem obrigatória na Bolaria Rodense, para o cafezinho matinal e o pastelinho de nata da praxe.
O Luís Lourenço rumou de imediato à cidade, pois ainda pretendia ir ver o Rally da Escuderia.
Por outro lado, o António Leandro sabendo o percurso que hoje iriamos fazer, já estava á nossa espera na pastelaria e regressou connosco à cidade.
Abandonamos aquela vila e tomamos o rumo aos Lentiscais, com passagem por Perais e Alfrívida.
Sem a paragem habitual no café do João, (Pescaça) apontamos o azimute à cidade, descendo ao Rio Ponsul enfrentando a subida final, que nos trouxe de novo ao ponto de partida.
89 kms, um grupinho de malta que gostas destas lides velocipédicas, o friozinho que tem "vestido" estes dias invernosos, mas solarengos e hoje, ainda com um nevoeirinho extra,  para não nos esquecermos de que estamos realmente no inverno, animaram, de uma forma, ou de outra, este nosso passeio asfáltico de hoje.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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