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Voltinha asfáltica pela Orca e S. Miguel D'Acha"

O cinzento dominou praticamente toda a manhã, num dia farrusco e com frio quanto baste.
Logo de manhã, ao sair de casa para ir ao encontro da malta à Rotunda da Racha, quase não via um palmo à frente dos olhos, com o nevoeiro que cobria a cidade, sobretudo na parte norte.
Não gosto de ir para a estrada assim, mas mantinha a esperança de que fosse apenas na cidade e no seu redor.
O encontro foi hoje pelas 09h15, por compromissos parentais do Nuno Maia ainda o badalo da Torre do Relógio não tinha mandado a badalada das 09h30 quando eu, o Jorge Palma e o Nuno Maia nos fizemos à estrada em direção a Cafede.
E foi só na aproximação a esta aldeia que a neblina nos começou a abandonar e o dia a clarificar um pouco, mas o frio, esse foi nosso fiel companheiro até ao final, apesar de a partir do meio da manhã perder um pouco da sua agressividade.
Passámos Cafede e fletimos à esquerda para a estradinha panorâmica que nos conduziu à Póvoa de Rio de Moinhos, onde parámos, na Pastelaria Flôr do Outeiro para a matinal dose de cafeina e pastelito de nata a complementar.
Dali saímos em direção à Barragem da Marateca, hoje com umas cores incríveis e uma acalmia fantástica.
Sempre na conversa e em pedalada descontraída chegámos à Lardosa, que cruzámos, tomando a direção à Orca, com passagem pelo Vale da Torre.
Na Orca virámos à direita, descemos à Ribeira do Taveiró e Subimos a S. Miguel D'Acha, onde voltamos a parar, no Café da Dª. Maia, onde aquecemos um pouco com um chazinho verde. "Estamos a ficar atletas!"
A hora do almoço aproximava-se e hoje livres das "Marias", resolvemos brindar-nos com um mini almocinho de Natal no Bifanas da Zona Industrial. Bora lá, que a coisa promete!
Descemos a S. Gens e subimos aos Escalos de Cima, onde rumámos aos Escalos de Baixo, pois hoje o transito na N233 estava um pouco "assanhado".
O almocito natalício estava programado para as 14h00.
Chegamos à cidade com 74 kms bem fresquitos e bem animados, fomos em busca do banhinho retemperador.
Já com o fatinho das festas e depois da penteadela da praxe, fui buscar o Jorge e rumámos ao Bifanas.
Hoje abdicamos do bacalhau e mandamo-nos ao pratinho da sopa, um parzinho de apetitosas bifanas ladeadas por um belo par de loiras e um cafezinho a rematar.
Simples . . . tal como nós. E lembrando o bonito poema do Ary dos Santos . . . O Natal é quando um homem quiser, por isso, não o aglutinem. Convertam-no na ideia que ele nos transmite . . . união e solidariedade e, tal como no poema do Ary, é "quando um homem quiser!"
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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