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Rota das 3 Ribeiras


Já há algum tempo que andava a delinear este percurso e que até já estava concluído, mas só agora tive oportunidade de o efectuar a pedalar na sua totalidade.Para isso e derivado ao facto de ter alguma dureza, reservei-o para uma das voltas de terça feira por ser um dia onde a malta que normalmente se junta neste dia ser mais homogénia e habituada a estas "andanças".

O dia apesar de solarengo, estava bastante ventoso e não foi impeditivo para que o FMike e o Filipe, rapaziada da classe "kuduro" aderissem a esta minha iniciativa de pedalar neste percurso que nos conduziu a locais inóspitos e de rara beleza e que pela primeira vez foram pisados por pneus de btt, facto que hoje em dia vai rareando, mas que eu teimo em continuar a descobrir.
Muito ainda há para descobrir pela minha bike nesto nosso belo cantinho do interior, isso é garantido!!!. . . e que depois partilharei com os meus amigos e com quem nos queira acompanhar.
O que não posso garantir é que haja sempre uma alternativa em alcatrão para um regresso mais rápido, conhecido na gíria como a "via dos empenos".
Pelas o8h, como habitual lá nos dirigimos ao Parque Infantil da Pires Marques, ponto de reunião do grupo nas terças feiras e domingos, onde após a foto da praxe, saímos da urbe em direcção aos Maxiais, onde levei a malta por um novo single track entre paredes de xisto e pinhal, que nos deu acesso à zona das Espantalhosas e nos lançarmos encosta abaixo em direcção à confluência das três ribeiras, nomeadamente a Ribeira da Breja, a Ribeira do Barco e a Ribeira do Cinzeiro, que nos proporcionaram belas imagens, algumas registadas pelas nossas "digitais" e onde fizemos uma breve paragem no final da última descida, algo "arrepiante", onde os travões já tinham dificuldade em segurar o binómio "homem bike".
Mais um pouco e a adrenalina saía-me pelas orelhas. eh eh eh !!!
Depois é que foi uma "gaita", depois de algumas tentativas para tentar arrancar na subida que se seguia após a travessia " a penantes" da Ribeira do Barco, o FMike "espojou-se", pondo-nos a mim e o Filipe de sobreaviso, que montámos alguns metros mais à frente, com alguma dificuldade, mas lá conseguímos.
Depois, segui-se uma longa subida, numa zona bastante árida e onde cada um inventava o seu próprio trilho até que finalmente chegámos ao estradão que nos conduziu à Fonte Santa (Cebolais de Cima).
Uma subida bastante penosa, mas que foi por todos vencida. Isto é mesmo malta de classe "Kuduro"!!!
Entrámos no alcatrão para logo após uma centena de metros atacarmos uma nova subida e também uma nova vertente de acesso à Serra das Olelas, onde já no alto nos divertirmos também num outro single track que nos levou ao Retaxo.
Entrámos depois em extensas matas e zonas de matagal onde ziguezaguámos em zonas enlameadas, onde o FMike mais uma vez se livrou de sujar o fatinho "in extremis" e ficava tão lindo com aquela cor de chocolate. eh eh eh !!!
Numa panóplia de caminhos e cruzamentos lá chegámos à zona da Fonte Nova e seguímos o estradão para Sarnadas, onde parámos no único café que alí encontrámos para tomar o cafézinho e comer qualquer coisinha, pois os níveis já vinham bastante baixos e o Filipe já vinha a reclamar há algum tempo por umas descidinhas...!!!
Lá seguimos depois em direcção aos Amarelos, que contornámos e apontámos "azimute" ao "Ramalhete" no Apeadeiro da Represa (Retaxo) onde rápidamente sugámos duas injecçõezinhas bebíveis de sagrespan, pois as minhas cartilagens já rangiam há algum tempo.
Tivemos que abalar dali rápidamente, pois o cheirinho a arroz de pato que emanava da cozinha, ainda fazia alguém entrar em delírio.
Lá atravessámos a linha férrea sob a A23 e rumámos às Benquerenças, com primeira passagem nas Benquerenças velhas, a primeira aldeia, toda em xisto e completamente em ruínas, onde nos deliciámos a disparar as nossas digitais e apreciar toda aquela beleza, quase tragada pelo extenso matagal.
Mas vou lá voltar, pois ficaram-me no canto do olho alguns singles, que até deve "arrepiar, por eles pedalar.
Como o relógio não parava e o Filipe tinha de ir trabalhar tivemos que regressar e lá seguímos em direcção ao Baixo da Maria, para entrarmos na cidade pelo portal da Padaria de Montalvão, já pelas 13h00, com 57 kms percorridos.
Uma percurso aliciante e que mais tarde quero repetir.
Foi um percurso recheado de belas e rápidas descidas e algumas subídas inéditas, com alguns single tracks, que nos ficam na memória.


Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC
Album fotográfico
(clique na imagem)
Rota das 3 Ribeiras

Comentários

Anónimo disse…
éh pá...a voltinha até foi "fixe"...mas tinha poucas subidas!!! :)
Foi sem dúvida uma das mais duras voltas feitas até hoje,mas que valeu bem a pena o esforço pelas magnificas paísagens observadas.
Apesar da duresa da volta reinou sempre a boa disposição!
Venha a próxima...

Filipe
FMicaelo disse…
Pois... eu estou tentado a concordar com o Filipe... a voltinha foi porreira mas faltaram as subidas!!! Queremos mais e mais!!! eheheheh
Acho que é merecido um muito obrigado, porque a volta planeada pelo meu amigo foi simplesmente... Excelente! Venham mais destas que cá estaremos para dançar o Kuduro!!

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