Avançar para o conteúdo principal

"Uma jornada aos Lentiscais"

Num domingo onde o frio ainda se sentia e a chuva se tornava ameaçadora e com a agravante de mais uma mudança horária, que obrigava a menos uma hora no apetecido "Vale dos Lençóis", foram nove os irrequietos "biclantes" que não trocam uma hora de cama por uma hora de aventura a pedalar em pleno e contagiante contacto com a natureza.
Assim, reuniram-se na Pires Marques:- AC, Fidalgo; Filipe; Jorge Palma; Joaquim Cabarrão; Nuno Maia; Carlos Salles; Nuno Diaz e João Valente, para esta jornada aos Lentiscais.
Saímos da cidade pelo Montalvão e rumámos à Cova dos Gagos para nos divertirmos nos primeiros singles do dia, que começavam inicialmente numa descida entre matagal (Peeling in Btt, como diz a malta do BTTHAL) até chegar ao ribeiro, tornando-se um pouco mais aberto até ao trilho que segue para o cemitério dos Maxiais.

Mas como a malta gosta é de diversão e aventura, seguimos por outro single (made in ovelha), onde a técnica tem de estar presente, até à subida para a entrada da povoação.
Atravessámos a povoação bem pelo interior e entrámos num outro single entre muros e com uma ou outra passagem mais técnica que nos levou até às descidas das Espantalhosas, onde a malta se divertiu à brava com uma passagem inicial contornando uma curva de nível para depois atestar de adrenalina numa longa descida com inclinação quanto baste, pelo menos na parte inicial que certamente fez apertar o "ânus" a um ou outro ainda pouco rodado nestas andanças. eh eh eh!!!

segui-se um trilho pelo vale com o cruzamento do Ribeiro do Barco onde o S. Pedro nos pregou uma partidinha, pois não bastou a água que vinha de baixo, mas tívemos também de gramar com a que vinha de cima e toca a vestir os "chubasqueros" como dizem os nuestros hermanos, mas após umas rezas colectivas junto a um eucalipto, mézinha do João Valente, (deve ser a táctica do btthal.???) acabou por dar os seus frutos, pois a chuva não mais nos voltou a incomodar... E esta, heim!!!

Seguiu-se uma subidinha leve para aquecer e de preparação para o par de singles seguintes, o primeiro plano, entre eucaliptal e o segundo a requerer uma técnica mais apurada e mais um apertozinho no "ânus" para os tais, que quedas ali não eram lá muito convenientes, tanto mais que era em descida pouco mais largo que a largura dos pneus da bicla e com inclinação negativa, mas a malta gosta é disto, mesmo quem ainda os faz na sua maioria com os "cleats" no chão.
Mas é assim que se começa e há dias sim e dias assim assim.!!!

E lá chegámos ao bonito Cabeço do Pico, onde o Carlos Salles aproveitou para mudar a câmara de ar da roda traseira da sua bicla, pois trazia um furo lento. O resto da malta aproveitou a paragem para a brincadeira e para uma sessão fotográfica para afrontarmos seguidamente o restante trilho até à Ponte dos Lentiscais e a arfante subida à povoação para o merecido descanso no "Pescaça", onde bebemos o cafézinho e mordiscámos qualquer coisinha. Pena foi o Filipe se negar a dar-nos um pouco de música de acordeon, como da primeira vez, naquele mesmo local, onde nos brindou com aquela alegre "chinfrineira" eh eh eh. . . mas a malta gostou e pediu bis, mas até hoje, "népia; niente; nada p'a ninguém, nickles, pas de rien", mas estamos esperançados que num futuro próximo, ainda vamos ouvir uma musiquinha "à la Filipe". eh eh eh!!!

Depois da nega, nada mais nos prendia naquele local e toca a montar nas nossas metálicas ou carbónicas e rumar à cidade, pelo que saímos de novo pela povoação e passando pelo monte do Picado descemos a alta velocidade para o Ponsul, já a pensar naquele espumoso líquido, (sagrespan) que tão bem faz às minhas cartilagens e que tanta falta me fazia para afrontar a subidinha que se avizinhava.

mas que azar!!!. A Tí Amélia ainda devia estar na cama (da última vez andava um pouco adoentada) e a Tasca ainda estava fechada.
Frustados, lá tivemos que dar meia volta e após breve reunião, resolvemos ir à "farmácia" do Abílio (vulgo Restaurante Sra de Mércules), que para mal dos nossos pecados ficava mesmo lá no alto, que chatice!!! eh eh eh!!!

Mas esta malta não é de desistir, ( será que disse algo errado) pelo menos desta vez, e lá rumámos ao recinto da Sra de Mércules pelo estradão que los levou pelos Montes da Ponte, Jambum, Sordo e Pombal, onde fizémos a viragem à esquerda para a subida toda ela em estradão em direcção ao recinto, mas antes de chegarmos ao cruzamento para as Sesmarias, virámos de novo à esquerda para as queijeiras da Rebouça e depois do par de subidas para o Forninho do Bispo, lá alcançámos a Sra de Mércules e onde para nosso prazer, verificámos que a "farmácia" estava aberta.

E qual não é o meu espanto, quando verifiquei que toda a gente, mesmo alguns que não se têm queixado, vinham com os mesmos queixumes, desta já crónica mazela, pedindo todos a mesma medicação, ou seja uma injecção bebível de sagrespan, que tão bem faz às dores, tremores e outros "dolores".
Depois, bem . . . como por arte mágica, os queixumes acabaram-se e toda a rapaziada, já bastante animada . . . agora não sei se por efeito da "sagrespan" se por já vislumbrarem os "telhadinhos" das casas, lá pedalaram alegremente em direcção às suas "maisons" em busca da revigorante sopinha e adequada sestinha.

Pois bem, meus amigos, esta foi mais uma aventura em alegre convívio de btt, por cabeços e vales, com mais ou menos dificuldade. Mas uma coisa é certa!!! Lá que a malta se divertiu!!!. Divertiu!!!.
Apareçam amanhã pelas 08h na Pires Marques para mais uma sessão de aventura!!!

Fiquem bem
Vemo-nos nos trilhos!!!
Até lá
AC
Slideshow
>

Comentários

Fidalgo disse…
Uma manhã muito bem passada e em boa companhia. Venham outras!!! e como diz o outro vêmo-nos nos Trilhos. Fidalgo.
Anónimo disse…
Uma bela manhã bem passada sem duvida nenhuma, além do meu azar(furo)... mas sem duvida nenhuma que fui o elo mais fraco do grupo não me aguentando nas canetas na parte final. Mas com um grupo impecável como este as dificuldades são mais faceis de vencer. Valeu pessoal isto requer é treino e muita pedalada. SALES

Mensagens populares deste blogue

"Passeio de Mota pela Galiza"

Mesmo com a meteorologia a contrariar aquilo que poderia ser uma bela viagem à sempre verdejante Galiza, 9 amigos com o gosto lúdico de andar de mota não se demoveram e avançaram para esta bonita aventura por terras "galegas"
Com o ponto de inicio no "escritório" do João Nuno para a dose cafeínica da manhã marcada para as 6 horas da manhã, a malta lá foi chegando.
Depois dos cumprimentos da praxe e do cafezinho tomado foi hora de partir rumo a Vila Nova de Cerveira, o final deste primeiro dia de aventura.
O dia prometia aguentar-se sem chuva e a Guarda foi a primeira cidade que nos viu passar. Sempre em andamento moderado, a nossa pequena caravana lá ia devorando kms por bonitas estradas, algumas com bonitas panorâmicas.
Cruzamos imensas aldeias, vilas e cidades, destacando Trancoso, Moimenta da Beira, Armamar, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Parada de Cunhos, Mondim Basto e cabeceiras de Basto, onde paramos para almoçar uma bela "posta", que es…

"Volta vadia a ver o mar"

"A felicidade é um fim de tarde olhando o mar" (Marina Nader)
 . . .e foi esse o objetivo deste meu passeio de bicicleta, que gosto de chamar de "volta vadia". Ir ver o mar na Figueira da Foz.
Delineei o percurso, circular como sempre, juntei um grupo de amigos, também eles fãs deste tipo de passeios velocipédicos e fizémo-nos à estrada.
Saímos de Castelo Branco pelas 06h00 e fomos tomar o primeiro cafezinho da manhã à Pastelaria "Estrela Doce", na Sertã, onde o meu irmão Luís nos esperava.
Depois da dose cafeínica e do pastelinho de nata, seguimos para Condeixa a Nova, o local de partida e chegada desta nossa pequena aventura, estacionando as viaturas no parque auto do Lidl.
Cerca das 08h30, já pedalávamos em direção a Ega, a primeira povoação que passaríamos rumo à Figueira da Foz.
O dia estava ótimo para pedalar e o pouco vento que se fazia sentir era nosso aliado.
Sempre em ritmo animado e em alegre cavaqueira, como é habito, quando algumas "per…

"O Trilho da Mina de Ouro do Conhal"

"Só existe um êxito: a capacidade de levar a vida que se quer." (Cristopher Morley) Logo pela manhã, carinha lavada, pequeno almoço tomado ,cafezinho da praxe e na companhia da minha "Maria", fomos até Santana, na aldeia piscatória do Arneiro para uma manhã lúdica e reconfortante pelo Trilho da Mina de Ouro do Conhal. Ajeitei o trilho, cortando a passagem pela cumeada até ao Miradouro da Serrinha e descida acentuada à Foz da Ribeira do Vale.
Saí da aldeia pelo caminho que lá mais à frente ladeia a Ribeira do Vale até á sua foz.
Neste local, onde a ribeira se encontra com o Rio Tejo, formou-se uma ilha a que dão o nome de Cabecinho. Depois de seguir o caminho até à margem do rio, voltamos atrás e fomos até à ilha, passando por duas pontes suspensas, a primeira sobre a Ribeira do Vale e a segunda mais à frente, para ligar à Ilha do Cabecinho. Esta ilha é pequenina . . .uma ilhota, por assim dizer. Nela encontramos uma casa em ruinas, alguns pinheiros e uma mesa e ba…