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"Uma voltinha desnivelada"

Com os terrenos em transformação, a transitarem do poeiento para o pesado e lamacento, torna-se mais difícil e divertida a progressão, especialmente em trilhos mais agressivos, bem ao gosto de alguns companheiros, desta coisa de andar a sujar as bikes e as licras e dar cabo do cortiço, palmilhando kms por nenhures, em busca de prazer, emoção e adrenalina, em perfeita comunhão com a natureza.
Para a aventura de hoje, compareceram na Pires Marques, AC, Silvério, Nuno Eusébio, Pedro Barroca, Nuno e o Carlos Sales.
Saímos em direcção a Sta Apolónia e com passagem pela Rabaça chegámos a Caféde, onde já com alguma saudade, fomos fazer uma visitinha à Dª. Júlia, no seu modesto café, que logo nos presenteou com uns bolinhos, para acompanhar o cafézinho matinal.
Num percurso hoje escolhido, onde os trilhos eram na sua maioria novos e pouco pedalados, seguímos até ao Freixial, com passagem pela Santa Catarina.
Rodando à esquerda rumámos ao Juncal e em adrenalínica descida, depressa chegámos às tapadas que nos deram acesso ao Vale da Zebreira Grande, onde em rápido estradão, pedalámos vigorosamente em direcção ao Chão da Vã.
Sem a paragem habitual no café da aldeia, pois ainda faltavam bastantes kms para o final do percurso de hoje, afrontámos a subida com alguma garra e por trilhos bastante agressivos e dissimulados entre esteval, apontámos azimute ao Vale de Ferradas, para de novo em estradão, acelerarmos um pouco mais, pelo bonito Vale do Paio, agora em direcção à Malhada do Cervo.
Nesta aldeia, fizémos uma pequena paragem para comer algo mais sólido e depois foi pedalar num sobe e desce constante pelos Vales do Estacal, Boi e Encoberto, até chegarmos à Aldeia de Mendares.
Depois, entrámos na longa descida, onde em velocidade vertiginosa, rápidamente chegámos à foz do Rio Tripeiro, local onde este, agora seco naquele local, espraia as suas água no Rio Ocreza.
Seguiu-se uma longa e arfante subida, com passagem no Monte Tavares e que nos levou até ao Palvarinho.
Nova paragem para beber algo fresco, pois a temperatura andava pelos 24 graus, um pouco alta para esta época do ano.
O Nuno, ainda pouco habituado a estas kilometragens e acumulados acima da média, começou a sentir o desgaste e foi o escolhido pelo "homem da marreta" , mas que corajosamente conseguiu superar essa contrariedade, chegando a casa a pedalar. Outros teriam chamado a assistência!!!
A chegada à cidade, foi feita pelos trilhos já habituais, com descida à Ponte de Ferro e subída pelo Rouxinol.
Foram 73 kms pedalados num grupo coeso e animado, onde o espírito aventureiro e de busca de novos horizontes, está sempre presente.

Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC

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