quarta-feira, 4 de julho de 2012

Transpirenaica - "Senegué - Ansó"

Dia 11 - "Senegué - Ansó" - 90 kms

Esta etapa, decorreu inicialmente pelos estradões das encostas de Serrablo e pelos Vales de Acumuer e Garcipollera.
Depois de um bom "desayuno" no simpático hostal onde ficáramos alojados, saímos de Senegué e seguimos para Larrés, a primeira povoação da jornada, que alcançámos após a "dança" para cruzar o Rio Aurín. Aqui tive que descalçar os sapatos para os poupar um pouco, pois já estavam a dar as "últimas".
A água estava geladinha, mas soube-me bem.
Entrámos seguidamente num caminho, sempre em ascensão, para a Ermita de San António e as dificuldades começaram a aparecer com o caminho a apresentar-se mais técnico, com muita pedra roliça, pequenos drops e regos, nalgumas secções e a pendente a subir gradualmente.
Sempre ziguezagueando, lá fomos pedalando, km após km, até atingirmos o Pueyo d'Escués, em plena Sierra de La Partacúa. Uma subida interminável!
Lá no alto, a paragem foi obrigatória. As vistas sobre os Vales e os Cumes de La Collarada y Peña Telera, eram simplesmente brutais e envolventes.
Mas havia que continuar.
Uma longa descida, algo técnica, com muita pedra, alguma madeira e regos, pôs-nos em alerta máximo.
Passámos pelas povoações de Bescós de Garcipollera, Castiello de Jaca, Aratorés, Borau, Aísa e Jaca, até alcançarmos Aragués del Puerto.
Um par de kms antes de chegar à povoação e à passagem num single track com muita pedra, o suporte dos alforges do Carlos Pio partiu-se, sendo arrematado com uma corda para podermos continuar.
Subimos a Aragués del Puerto, onde procurámos uma oficina, ou alguém, que pudesse soldar o suporte, mas em vão.
Acabámos por comer junto à fonte do largo principal o pic-nic que leváramos, seguindo depois em direção a Hecho, onde tinhamos esperança de resolver o problema.
Abandonámos o trajeto do gps, até Hecho, por corresponder a uma dura subida por um impraticável single track, de grande dureza, com muita pedra e grandes drops. Não era ciclável e passar por ali com alforges, estava fora de questão.
Fizémos os 14 kms que nos separavam da povoação por alcatrão.
Em Hecho, procurámos e encontrámos uma oficina, no final da povoação, onde o porta alforges foi soldado.
Posto isto, continuámos a nossa viagem até Ansó, onde chegámos, após superarmos a última subida do dia, ao "puerto, com o mesmo nome.
Foi um dia muito duro, em que superámos três passagens de montanha e trilhos com dureza quanto baste.
No final, ficou aquela boa sensação de mais uma etapa cumprida.
Para o dia seguinte, esperavam-nos 105 kms até Roncesvalles.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC


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