quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

"Voltinha até ao limite"

Alto lá! Não é nada disso que estão a pensar e que o título sugere.
Foi de facto uma voltinha até ao limite . . . mas até ao limite da nossa querida Beira Baixa.
Uns metros mais à frente e estaríamos no Alto Alentejo.
Ao limite também . . . mas do pecado da gula, pois não conseguimos resistir aos bolinhos da Bolaria Rodense, em Vila Velha de Rodão. E foi esta vila, à beira tejo plantada, que fomos hoje visitar, nas nossas habituais pedaladas de asfáltica.
Sei também que ando a tentar desfazer-me duns três quilitos, no mínimo, que me andam a aponquentar e a prejudicar a performance.
Também sei, que disse que me ía dedicar mais um pouco e cortar na "ração", blá, blá, blá, mas . . . se for daqui a um par de dias, também não fará grande diferença. eh eh eh!!!
Posto isto, vamos lá narrar a história do passeio de hoje.
Pelas 09h, juntei-me ao Jorge Palma na Rotunda da Racha e rumámos a Vila Velha de Rodão, pela Ip2 e N.18, com passagem por Sarnadas de Rodão e Coxerro.`
A manhã apresentou-se solarenga, mas algo fria.
À passagem pela Serrasqueira, verificámos que uma densa neblina cobria toda a zona para onde nos dirigíamos e a temperatura desceu substancialmente, alertando-nos que o inverno ainda anda por aí e que a roupinha, por vezes ainda é escassa, apesar das primeiras impressões ao sair de casa.
Levar um corta vento dobrável num dos bolsos da jersey, não pesa muito e de vez em quando até faz jeito.
O frio enregelou-nos de tal maneira, que "o paleio" acabou ali e os óculos passaram a ser um estorvo.
O calorzinho dentro da Bolaria Rodense e os olhares de soslaio sobre todos aqueles bolinhos nos expositores, deram-nos outro ânimo e afastaram de vez aquela sensação de mal estar, dando lugar a uns bons momentos de tertúlia e "o paleio" regressou, enquanto bebericávamos o cafézinho matinal e saboreávamos aquele "naco" de doçaria.
Logo no início do passeio de hoje, as minhas perninhas chamaram-me à atenção para a imprudência de ontem, mas até Vila Velha de Rodão, a coisa até correu bem, fora o frio e o nevoeiro.
A segunda parte, com subida à Távila é que foi mais complicado. As pernitas doíam-me enquanto tentava aguentar a roda do Jorge. Mas a "coisa" aqueceu e normalizou.
A partir de Alvaiade, foi práticamente sempre a rolar pelo IP2 até Castelo Branco, com a derradeira paragem no bar das bombas em Sarnadas, para colmatar a secura.
Chegámos à cidade pelas 12h30, após 65 kms a dar ao pedal e em amena cavaqueira.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC 

1 comentário:

luis antunes disse...

Como é sabido gosto imenso do seu blog não só pelas narrativas escritas mas tambem muito especialmente pelas lindas paisagens da nossa Beira Baixa. Posso fazer lhe uma sujestão?
escreva por baixo de cada foto a que zona pertence a paisagem. conheço toda a região mas os nomes népia
obrigado