terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"Gaviãozinho"

Hoje foi dia de voltinha asfáltica a solo.
Depois da espreitadela matinal à janela da cozinha, foi com satisfação que verifiquei que não chovia nem havia indícios que fosse haver alguma precipitação.
Calmamente tomei a primeira refeição do dia, desci à garagem, peguei na minha "ézinha" e fui pedalar.
Optei pela zona sul, que hoje se encontrava sem as habituais neblinas, conseguindo-se uma visão até onde a vista pudesse alcançar.
Saí da cidade pela variante da Carapalha e fui até Vila Velha de Rodão, passando pelas Sarnadas e Coxerro.
Nem o cheiro caraterístico da celulose me demoveu do desvio à Bolaria Rodense para o cafezinho matinal e respetivo pastelinho de nata.
Sentei-me na esplanada e saboreei o pastel enquanto bebericava o café. Isto sim . . . é qualidade de vida.
Cedo conclui, que quanto mais depressa chegar, mais depressa tenho que arranjar outra ocupação. Então correr para quê!!! A vida, quer queiramos quer não, é de fato curta. Tanto faz entregar a alma ao criador aos 50, ou aos 100. Por isso, há que alongar ao máximo os momentos prazenteiros da vida. Sejam eles a saborear um simples pastel de nata e beber um cafezinho, ou viajar num grande cruzeiro marítimo por uma catrefada de países.
Subi ao alto da vila, com uma bonita panorâmica sobre o Tejo, vista da ponte sobre a via férrea e passei pelo Gavião de Rodão e Távila, antes de entrar em Alvaiade.
Sempre em pedalada calma e compassada, desci ao Rio Ocreza e parei na ponte, sentando-me um pouco no muro, apreciando o caudal do rio enquanto "devorava" umas das barritas que levava no bolso do jersey.
Olhei de soslaio para a subida, que me levaria até às imediações dos Bugios, como que a não lhe ligar grande importância, pois tanto me importava fazê-la em cinco, ou dez minutos.
À entrada dos Bugios, virei à esquerda e desci à ribeira, para enfrentar a durita subida até ao Gaviãozinho, uma castiça aldeola de olhar cravado na Serra das Talhadas.
Parei lá no alto para olhar aquela cordilheira montanhosa e relembrar algumas "brincadeiras" que por ali fiz com alguns amigos, em Btt, com especial lembrança para um dos meus raides, quando cruzámos todo aquele maciço montanhoso, desde Alvaiade até à Catraia Cimeira. Um dia inesquecível!
Voltando à realidade, continuei para a Fonte Longa e Santo André das Tojeiras, onde mais à frente, entrei na N233.
Já em direção à cidade passei o Cabeço do Infante e Vilares de Cima, para descer ao Rio Ocreza.
Depois de cruzar a bonita ponte medieval, virei à esquerda e fui até ao açude da azenha.
Ali me sentei durante algum tempo absorvendo a beleza daquele maravilhoso local, em especial nesta altura do ano, onde a água da represa, cria uma imagem única, a cair no açude.
Não tinha grande pressa em sair dali, mas as horas iam passando e a de almoço aproximava-se rapidamente, e ainda tinha que passar pela zona industrial para dar uma espreitadela na minha "fragonete", que neste momento está na "enfermaria", com maus sintomas na sofagem. 
Cheguei a casa pelas 13h com 85 kms percorridos pelas estradinhas cá do nosso condado, desfrutando de bonitas e panorâmicas paisagens.
 
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.

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