Avançar para o conteúdo principal

"Gaviãozinho"

Hoje foi dia de voltinha asfáltica a solo.
Depois da espreitadela matinal à janela da cozinha, foi com satisfação que verifiquei que não chovia nem havia indícios que fosse haver alguma precipitação.
Calmamente tomei a primeira refeição do dia, desci à garagem, peguei na minha "ézinha" e fui pedalar.
Optei pela zona sul, que hoje se encontrava sem as habituais neblinas, conseguindo-se uma visão até onde a vista pudesse alcançar.
Saí da cidade pela variante da Carapalha e fui até Vila Velha de Rodão, passando pelas Sarnadas e Coxerro.
Nem o cheiro caraterístico da celulose me demoveu do desvio à Bolaria Rodense para o cafezinho matinal e respetivo pastelinho de nata.
Sentei-me na esplanada e saboreei o pastel enquanto bebericava o café. Isto sim . . . é qualidade de vida.
Cedo conclui, que quanto mais depressa chegar, mais depressa tenho que arranjar outra ocupação. Então correr para quê!!! A vida, quer queiramos quer não, é de fato curta. Tanto faz entregar a alma ao criador aos 50, ou aos 100. Por isso, há que alongar ao máximo os momentos prazenteiros da vida. Sejam eles a saborear um simples pastel de nata e beber um cafezinho, ou viajar num grande cruzeiro marítimo por uma catrefada de países.
Subi ao alto da vila, com uma bonita panorâmica sobre o Tejo, vista da ponte sobre a via férrea e passei pelo Gavião de Rodão e Távila, antes de entrar em Alvaiade.
Sempre em pedalada calma e compassada, desci ao Rio Ocreza e parei na ponte, sentando-me um pouco no muro, apreciando o caudal do rio enquanto "devorava" umas das barritas que levava no bolso do jersey.
Olhei de soslaio para a subida, que me levaria até às imediações dos Bugios, como que a não lhe ligar grande importância, pois tanto me importava fazê-la em cinco, ou dez minutos.
À entrada dos Bugios, virei à esquerda e desci à ribeira, para enfrentar a durita subida até ao Gaviãozinho, uma castiça aldeola de olhar cravado na Serra das Talhadas.
Parei lá no alto para olhar aquela cordilheira montanhosa e relembrar algumas "brincadeiras" que por ali fiz com alguns amigos, em Btt, com especial lembrança para um dos meus raides, quando cruzámos todo aquele maciço montanhoso, desde Alvaiade até à Catraia Cimeira. Um dia inesquecível!
Voltando à realidade, continuei para a Fonte Longa e Santo André das Tojeiras, onde mais à frente, entrei na N233.
Já em direção à cidade passei o Cabeço do Infante e Vilares de Cima, para descer ao Rio Ocreza.
Depois de cruzar a bonita ponte medieval, virei à esquerda e fui até ao açude da azenha.
Ali me sentei durante algum tempo absorvendo a beleza daquele maravilhoso local, em especial nesta altura do ano, onde a água da represa, cria uma imagem única, a cair no açude.
Não tinha grande pressa em sair dali, mas as horas iam passando e a de almoço aproximava-se rapidamente, e ainda tinha que passar pela zona industrial para dar uma espreitadela na minha "fragonete", que neste momento está na "enfermaria", com maus sintomas na sofagem. 
Cheguei a casa pelas 13h com 85 kms percorridos pelas estradinhas cá do nosso condado, desfrutando de bonitas e panorâmicas paisagens.
 
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Passeio de Mota pela Galiza"

Mesmo com a meteorologia a contrariar aquilo que poderia ser uma bela viagem à sempre verdejante Galiza, 9 amigos com o gosto lúdico de andar de mota não se demoveram e avançaram para esta bonita aventura por terras "galegas"
Com o ponto de inicio no "escritório" do João Nuno para a dose cafeínica da manhã marcada para as 6 horas da manhã, a malta lá foi chegando.
Depois dos cumprimentos da praxe e do cafezinho tomado foi hora de partir rumo a Vila Nova de Cerveira, o final deste primeiro dia de aventura.
O dia prometia aguentar-se sem chuva e a Guarda foi a primeira cidade que nos viu passar. Sempre em andamento moderado, a nossa pequena caravana lá ia devorando kms por bonitas estradas, algumas com bonitas panorâmicas.
Cruzamos imensas aldeias, vilas e cidades, destacando Trancoso, Moimenta da Beira, Armamar, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Parada de Cunhos, Mondim Basto e cabeceiras de Basto, onde paramos para almoçar uma bela "posta", que es…

"Passeio de mota pelo Geopark Las Villuercas e Guadalupe"

"Feliz do homem que possui uma moto, ele pode viajar, ver paisagens e entender-se a si próprio." (Eric Viking) Hoje foi dia de dar liberdade à mota. Na companhia dum casal amigo, o José Paulo e a Carla, fomos passear de mota pelas Dehezas Extremeñas, Geopark de las Villuercas e uma pequena visita a Guadalupe, um dos mais bonitos "pueblos" de Espanha. marcamos encontro na Pastelaria "A Ministra", numa das rotundas do Bairro da Carapalha e pouco depois das 08h30, já com a matinal dose de cafeína ingerida, fizemo-nos à estrada. Rumamos a Segura, onde entramos na "tierra de nuestros hermanos" seguindo depois até á Ponte Romana de Alcântara, onde efetuamos uma pequena paragem para apreciar aquela fantástica obra de engenharia romana que maravilhou o mundo antigo. Com uma história que se perde no tempo, esta ponte carrega peripécias e curiosidades. Não entramos na povoação e por uma estradinha "vecinal" seguimos para Mata de Alcântara e Gar…

"Volta vadia a ver o mar"

"A felicidade é um fim de tarde olhando o mar" (Marina Nader)
 . . .e foi esse o objetivo deste meu passeio de bicicleta, que gosto de chamar de "volta vadia". Ir ver o mar na Figueira da Foz.
Delineei o percurso, circular como sempre, juntei um grupo de amigos, também eles fãs deste tipo de passeios velocipédicos e fizémo-nos à estrada.
Saímos de Castelo Branco pelas 06h00 e fomos tomar o primeiro cafezinho da manhã à Pastelaria "Estrela Doce", na Sertã, onde o meu irmão Luís nos esperava.
Depois da dose cafeínica e do pastelinho de nata, seguimos para Condeixa a Nova, o local de partida e chegada desta nossa pequena aventura, estacionando as viaturas no parque auto do Lidl.
Cerca das 08h30, já pedalávamos em direção a Ega, a primeira povoação que passaríamos rumo à Figueira da Foz.
O dia estava ótimo para pedalar e o pouco vento que se fazia sentir era nosso aliado.
Sempre em ritmo animado e em alegre cavaqueira, como é habito, quando algumas "per…