sábado, 15 de fevereiro de 2014

"Hoje fomos as Gatas"

Hoje foi dia de voltinha com as "magrelas"
No sítio do costume, a rotunda da Racha, responderam à chamada, eu, o Nuno Eusébio, o Luís Lourenço, o Jorge Palma, o António Leandro, o Nuno Maia, o Vasco Soares e o Álvaro Lourenço, a maioria dos useiros e vezeiros destes passeios de fim de semana.
A volta hoje foi direcionada para a visita a umas aldeolas mais recônditas, onde o prazer de pedalar por alguns cantinhos menos conhecidos, aliado à passagem por algumas estradinhas panorâmicas e singelas paisagens, foram o mote da saída de hoje.
Saímos pelas 08h30, abandonando já o horário das 9h, pois com o avançar do tempo a quilometragem sofre também algum acréscimo, mantendo-se o principal objetivo, o do ganho de endurance em detrimento da velocidade.
Para apimentar um pouco mais a coisa, hoje havia uma pequena surpresa, lá para o segundo terço do percurso.
Abandonámos a cidade com intenção de ir tomar o cafezinho matinal à Paiágua.
Passámos pelo Salgueiro do Campo e Lameirinha para um par de kms mais à frente, virarmos à esquerda e descermos à Paiágua, aldeia situada num bonito vale.
Lá parámos na única tasca e também mercearia, a única lá da aldeia.
Bebemos o cafezinho e divertimo-nos um pouco com as chalaças, "conversetas" da praxe e seguimos rumo.
Sair daquele buraco não é assim tão fácil, e hoje, um pouco dificultado por a inclinada rua em paralelo, que dá acesso ao clube, lá mais no alto, se encontrar molhada e escorregadia.
Num constante sobe e desce, pela estreita estradinha que liga a Paiágua à Cardosa, cruzámos as pequenas aldeolas da Silvosa e da Vinha, quase sempre a pisar caruma de pinheiro e cascas de eucalipto, consequência dos fortes ventos que têm assolado a região.
Não é uma ligação assim tão fácil para os pedalantes "de fim de semana", pois tem por lá uns carocitos que já fazem assoprar.
Chegámos à Cardosa, uma bonita aldeia mesmo às portas da Serra do Muradal, e, para chegar lá ao alto, ao cruzamento para o Pé da Serra, tivemos que enfrentar uma daquelas que nos fazem "contorcer" um pouco, e onde aquela sensação do "chiça que a "puta" nunca mais acaba", quase que posso afirmar, que é comum a toda a malta.
Mas com a nossa paciência e espírito sofredor, lá a mandámos para trás das costas.
Descemos ao Pé da Serra e passámos pela Magueija e Azenha de Cima, para entrarmos em mais uma estradinha panorâmica a ladear a Ribeira do Tripeiro que nos levou até à aldeia de Gatas, mas nós, ainda estávamos muito longe de andar de gatas . . . porém ainda íamos fazer mais uma tentativa lá mais à frente, na adega do pai do Luís, já que a subida não foi capaz!!!
Sempre numa boa e em amena cavaqueira, fomos conquistando kms apreciando a bonita panorâmica proporcionada pelos bonitos vales por onde passámos, até chegarmos à aldeia de Mendares, o local do abastecimento sólido, e também, por uma questão de poupança, juntámos o líquido!
A simpatia dos pais do Luís, foi a receção junto a pequena e castiça adega, onde com mesinha posta no relvado, comemos, bebemos e divertimo-nos durante um bom bocado.
Um super branquinho e um excelente tinto, acompanhado por umas lascas de presunto e fatias de chouriço, daquele que a gente gosta, foi motivo para uns bons minutos de tertúlia e convívio, enquanto as bikes "descansavam um pouco" dispersas por ali.
Como sobremesa seguiu-se o caldeiro das "marroquinas", que a malta atacou com gosto e vontade, pois hoje não era dia de acanhados!
Depois de recuperadas e até ultrapassadas as calorias despendidas no percurso já feito, faltava regressar à cidade, com o último carocinho da subida à Taberna Seca, que iria nivelar a coisa.
A chegada à cidade deu-se pelas 12h45, com 78 kms pedalados numa bonita volta cicloturistas, hoje privilegiada com um percurso bem panorâmico e com alguma dureza, para nós "arrastadeiras pedalantes" e ornamentada com um belo reforço na adega do pai do Luís.
Já adquirimos entradas para a próxima passagem pela zona. Aquele branquinho não se pode estragar!!!
Com malta divertida e com um dia excelente para um bom par de pedaladas, foi um enorme prazer esta voltinha asfáltica de fim de semana.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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