domingo, 23 de fevereiro de 2014

"Uma betêtada, daquelas que a malta gosta!"

Hoje foi o Luís Lourenço a conduzir a rapaziada, o tal da "vela encharcada", e que hoje, já com velas novas, e se calhar, também com os platinados mudados, levou a rapaziada para uma série de trilhos bem catitas e também com muito "cócó . . . sem odor", mas que a malta gosta e dá pica!
Só as "Marias" é que ficam um pouco irritadas, quando nos vêm chegar a casa com o fatinho de côr diferente, daquela com que saímos logo pela manhã.
Pelas 08h, compareceram nas Docas onze companheiros, com vontade de dar umas pedaladas de btt e sem receio das previsões meteorológicas, que apontavam alguma chuva para hoje.
Eu, Vasco Soares, Abílio Fidalgo, João Afonso, Álvaro Martins, Luís Lourenço, Nuno Dias, Nuno Eusébio, Pedro Antunes, Sérgio Marujo, e Sílvio Batista, fomos os protagonistas desta bela manhã de Btt.
Saímos da cidade em direção à Caseta dos Maxiais e com passagem pelo Monte do Rei e Vale das Quedas, cruzámos a M553, para subir seguidamente às Olelas, pela sua faceta mais inclinada.
Descemos à Represa e com passagem junto ao Ramalhete, desta vez nem para lá olhámos, seguimos em direção ao VG do Palheirão, para mais à frente descer à Ribeira da Carapetosa.
A malta ia animada, como sempre, e a manhã solarenga acabou por criar um fenomenal dia de btt, com o contributo do LL, que conduziu a malta por uns trilhitos de encher o olho e transbordar adrenalina.
Subimos à aldeia, que contornámos por umas quelhas engraçadas, para seguirmos para o Vale do Morgado, onde andámos um pouco à nora em busca do trilho certo, mas que derivado ao abandono das velhas hortas, tendem em desaparecer.
Valeu-nos o trilho do javali, que nos levou a uma passagem da ribeira, que tivemos que transpor com as bikes à mão. Não havia alternativa!
Transposta a ribeira e com o caminho logo ali, continuámos para o Vale da Pereira e, após cruzarmos a ribeira do açafal pelo pontão, subimos ao arraial com o mesmo nome, outrora uma referência na zona e agora em completo abandono.
Ali parámos um pouco e tirámos a foto de grupo.
Vindo não e sabe de onde, apareceu por ali um "motoqueiro pastor", que fez questão de nos mostrar algumas das suas acrobacias. Um momento divertido!
Mas o fumo e o cheiro a gasolina mal queimada, que deixava nos trilhos, quase que nos sufocava.
Foi preciso o João Afonso dar-lhe um "raspanete à sargento", quase pondo o homenzinho em sentido.
Nunca mais o ouvimos, nem a ele nem à moto.
Pelo contrário, tivemos que partilhar uma centena de metros com um série de motoqueiros que por ali andavam num passeio dos Bombeiros de Vila Velha de Rodão.
A partir daqui, os trilhos enlameados intensificaram-se um pouco e acabaram por ser o nosso divertimento até ao Retaxo, com algumas peripécias engraçadas.
Passámos nas imediações da Atalaia e voltámos a perder momentaneamente o trilho na passagem da ribeira, cuja passagem se encontrava destruída, tendo que galgar a ribeira. Mas o trilho apareceu, transformando-se num bonito carreirinho.
Depois de cruzarmos a N18, tomámos o rumo à represa de concessão de pesca do Retaxo, com passagem pelo Vale do Feito.
A organização do passeio TT tinha naquele local o abastecimento do passeio, com uma boa aderência de participantes.
Abandonámos o local, tomando o rumo ao Vale do Gamão, a nossa porta de entrada no Retaxo, onde chegámos pela Fonte Seca.
Parámos na Taberna, uma "baiúca" à antiga e pequenina, onde a malta não cabia toda, tendo a maioria que vir beber a bjeca e o branquinho cá para fora.
Já não subimos às Olelas, rodeando-a para a Tapada da Serra, onde entrámos no asfalto, que seguimos até à cidade.
Foi uma fantástica manhã de btt, que culminou com 58 kms percorridos por trilhos catitas e divertidos, na companhia de uma boa mão cheia de amigos, sempre animados e bem dispostos.
 
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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