Avançar para o conteúdo principal

" O Dia da Terra"

Hoje é o Dia Mundial da Terra.
Em jeito de comemoração e também porque enquanto betêtistas, somos conscientes da importância duma boa conduta ambiental resolvêmos hoje dar um passeio mais calmo e deitar um olhar mais prolongado sobre este nosso cantinho na "Terra", pejado aqui e acolá, de belos recantos e paisagens gratificantes, sobretudo para quem gosta de estar, sempre que possa, em comunhão com a natureza e praticar este gratificante desporto, que é o Btt, na sua vertente lúdica, que nos engrandece o espírito e tonifica a alma.
Nesta terça feira e como em todas as outras, com rara excepção, juntaram-se pelas 08h na Pires Marques um grupo de amigos para irem em busca de aventura e divertimento, (AC, FMike, João Valente e Filipe) partindo ao encontro da bela e abandonada aldeia de Benquerenças Velhas, onde sempre paramos para apreciar aquelas outrora habitadas casas de xisto, meio perdidas no meio do mato.
Saímos em direcção à Piscina Municipal para apanhar o acesso ao Parque do Jumbo, mas ali, o nosso primeiro contratempo. Derivado às obras ali existentes, o trilho, simplemente desapareceu e foi necessário voltar atrás e seguir outro caminho para acedermos à passagem nas traseiras da Padaria de Montalvão para entrar própriamente nos trilhos, com início na agora bela Barragem da Talagueira, derivado às águas que recebeu das últimas chuvadas, enchendo-a completamente.
Logo alí a nossa primeira sessão de fotografia artística e uma pequena paragem para apreciar a paisagem.
Dalí seguimos para contornar a zona industrial e aceder ao primeiro banho de lama do dia, tal o estado dos terrenos.
Passámos o Baixo da Maria e entrámos numa secção de trilhos utilizados no passeio dos BVCB até às Benquerenças Velhas.
Por alí nos entretivemos mirando aquele casario, cada vez mais tragado pelo matagal e fazendo juz ao nosso espírito aventureiro, não resistimos à busca de single tracks que nos façam disparar a adrenalina.
Logo alí nos lançámos por estreito e técnico carreiro, ou melhor dito, single track, dá um aspecto mais pró!!!
Bolas, mas eu sou português e gosto bastante dos nossos carreirinhos, veredas, riscas, passagens, ou lá como lhe queiram chamar!!! E fomos mesmo carreiro abaixo até quase ao final, ficando o resto para desbravar noutra altura, pois ainda tinhamos muito para pedalar e o tempo passava depressa.
Abalámos daquele belo local já a esfregar as mãos a pensar na bela "giribita" que habita lá para os lados da Represa, na quintarola do "Ti Oliveira", avô do nosso companheiro João Valente.
Quando chegámos à quinta, lá andava o "Ti Oliveira" a plantar um canteiro de tomates e quando viu a rapaziada, foi com alegria que depressa nos convidou para a prova do tal néctar que até alimenta a alma.
Mas desta vez fomos brindados com um vinho do porto caseiro, que até estalava!!!
Qual "Vintage", qual carapuça, cá para mim o melhor vinho do porto é o do "Ti Oliveira", o resto são imitações. eh eh eh!!!
Já com a alma restaurada, o espírito atestado e o estômago aconchegado, partimos para a etapa seguinte que nos levaria a rondar os Amarelos e passar pelas Sarnadas, para nos embrenharmos a ziguezaguear por belos trilhos até à divisória do Retaxo/Cebolais de Cima, onde nos divertimos num single track que nos levou até ao estradão das Olelas, que cruzámos para descermos à N.553, que cruzámos para entramos numa nova zona de pedaladas, hoje apresentada à rapaziada, onde os singles e algumas passagens nos fazem delirar de gozo em cima da bike.
Num constante sobe e desce, lá chegámos aos Maxiais, para hoje também estrearmos outro single, este bastante técnico em subida e que ainda não foi conquistado, pelo menos por nós, pois em determinada altura todos, mais aqui ou mais ali, tivemos que apear, com excepção do João Valente que exagera sempre um pouco estas coisas.
Só para "chatear" o rapaz resolveu descer da bike de costas. eh eh eh. "Excentricidades", vamos lá entender!!!
Quem não andava muito animado era o companheiro Filipe, hoje às voltas com "chupões" de corrente pelo prato pedaleiro mediano, derivado ao já pronunciado desgaste e que mais se complicou por ter metido uma corrente nova.
Mas soube superar e aguentou-se durante todo o trajecto, apesar da avaria não o deixar acompanhar-nos da forma habitual. O rapaz é duro, ou melhor, pertence à classe "Kuduro"!!!
No Valongo o Filipe despediu-se da malta, pois ainda ía trabalhar e a hora já era um pouco tardia para ele, mas os restantes ainda "abocámos" duas loirinhas minis, fresquinhas e bem acompanhadas por dois pires do seu inseparável tremoço, que nos animou nas últimas pedaladas de regresso ao lar, doce lar, a trautear musica pimba!!!
E assim se passou mais uma manhã de terça feira na companhia de amigos, pisando novos trilhos de forma alegre e divertida.


Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos
AC
Slideshow

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"O outro lado da Estrêla"

Uma vez mais, resolvi fazer umas das minhas "voltas vadias", programadas para este ano, que espero mais rico em aventuras lúdicas e de partilha com amigos. Criei um percurso que chamei de "o outro lado da Estrela", pois a nossa querida Serra da Estrela só é conhecida pela maioria da malta pelas " Torres, Adamastores e outros alimentadores de egos". Mas a serra não é só isso, tem o outro lado, bem bonito por sinal, repleto de lindas panorâmicas e bonitas aldeias. Umas históricas, outras não, mas todas elas com encanto e uma história para contar. Juntaram-se à minha ideia, 14 companheiros e amigos, todos eles ávidos de uma boa aventura e bons momentos de convívio e sã camaradagem. Juntámo-nos na Rotunda da Racha, junto à loja do David, a Feelsbike, pelas 07h00, rumando seguidamente ao Vale da Amoreira, onde estabelecemos o "paddock", junto à Casa de Pasto Ideal, para uma reposição calórica e hidratação atempada, logo após a chegada. Saímos para a…

"Volta vadia a ver o mar"

"A felicidade é um fim de tarde olhando o mar" (Marina Nader)
 . . .e foi esse o objetivo deste meu passeio de bicicleta, que gosto de chamar de "volta vadia". Ir ver o mar na Figueira da Foz.
Delineei o percurso, circular como sempre, juntei um grupo de amigos, também eles fãs deste tipo de passeios velocipédicos e fizémo-nos à estrada.
Saímos de Castelo Branco pelas 06h00 e fomos tomar o primeiro cafezinho da manhã à Pastelaria "Estrela Doce", na Sertã, onde o meu irmão Luís nos esperava.
Depois da dose cafeínica e do pastelinho de nata, seguimos para Condeixa a Nova, o local de partida e chegada desta nossa pequena aventura, estacionando as viaturas no parque auto do Lidl.
Cerca das 08h30, já pedalávamos em direção a Ega, a primeira povoação que passaríamos rumo à Figueira da Foz.
O dia estava ótimo para pedalar e o pouco vento que se fazia sentir era nosso aliado.
Sempre em ritmo animado e em alegre cavaqueira, como é habito, quando algumas "per…

"O Trilho da Mina de Ouro do Conhal"

"Só existe um êxito: a capacidade de levar a vida que se quer." (Cristopher Morley) Logo pela manhã, carinha lavada, pequeno almoço tomado ,cafezinho da praxe e na companhia da minha "Maria", fomos até Santana, na aldeia piscatória do Arneiro para uma manhã lúdica e reconfortante pelo Trilho da Mina de Ouro do Conhal. Ajeitei o trilho, cortando a passagem pela cumeada até ao Miradouro da Serrinha e descida acentuada à Foz da Ribeira do Vale.
Saí da aldeia pelo caminho que lá mais à frente ladeia a Ribeira do Vale até á sua foz.
Neste local, onde a ribeira se encontra com o Rio Tejo, formou-se uma ilha a que dão o nome de Cabecinho. Depois de seguir o caminho até à margem do rio, voltamos atrás e fomos até à ilha, passando por duas pontes suspensas, a primeira sobre a Ribeira do Vale e a segunda mais à frente, para ligar à Ilha do Cabecinho. Esta ilha é pequenina . . .uma ilhota, por assim dizer. Nela encontramos uma casa em ruinas, alguns pinheiros e uma mesa e ba…