domingo, 1 de março de 2015

"Momentos de liberdade"

Levantei-me ainda antes das 07h00, como habitual, prepararei-me e fui buscar a "ezinha" para mais um passeio asfáltico.

Sem percurso muito bem definido, uma situação pouco normal, pois quando saio vou sempre preparado com um percurso planeado e na maioria das vezes ainda com um plano B, para qualquer eventualidade.
Para começar, fui até S. Miguel D'Acha tomar o cafezinho matinal no "buteco" da Dª. Maria.
Desta vez passei direto para os Escalos de Cima, sem a habitual passagem pelos Escalos de Baixo e desci a S. Gens para o primeiro arfançozinho do dia na subida para S. Miguel.
Cheguei ao café, na mesma altura em que a D. Maria abria a porta. Hoje deixara-se dormir. A idade tudo traz, lá dizem os mais antigos!
A máquina de café estava ligada desde as 7h00, segundo disse, mas não lhe tinha tirado o vapor, pelo que que tive que esperar um pouco, durante quase meia hora, tempo em que estive em amena conversa com a senhora, que diga-se de passagem, temas de conversa não lhe faltam e tempo também não. Um momento relaxante, que culminou com um café morno e sem graça.
Ali resolvi rumar a Proença a Velha, uma passagem que a muitos desagrada pela irregularidade das suas ruas empedradas, mas que a mim não me afeta muito, pois até costumo dizer em tom de brincadeira . . .aqui é que se vê quem anda de rabinho tremido!
Depois de cruzar a aldeia, ainda pensei alongar o passeio até Medelim e Bemposta, mas optei por encurtar alguns kms e segui direito para Pedrogão . . . uma estradinha que gosto bastante pela sua bela panorâmica, sempre com o "monte-ilha" a observar-me.
Cheguei ao cruzamento de Pedrogão e virei o rumo à Aldeia de Santa Margarida, seguindo depois para as Martianas e Orca, onde parei para um cafézinho de verdade, no café-restaurante junto ao velho lagar.
Aqui sim, o cafézinho estava ótimo e os niveis de cafeína foram repostos.
E agora! Sigo para S. Miguel ou para a Lardosa ! Optei pela Lardosa.
Segui então em frente em direção à Lardosa, mas, ao chegar às Zebras, resolvi fletir à direita para uma outra estradinha de que gosto particularmente, também pela sua formosa paisagem e que me levou até à Atalaia do Campo.
Cruzei a aldeia pela sua terrível ruela empedrada e pensei! Já agora, vou pela estradinha do apeadeiro e segui em direção ao apeadeiro da Soalheira, cruzando depois a A23, pela sua passagem superior e entroncando na N.18, com  o azimute já virado a Castelo Branco.
Ao passar de novo numa das passagens superiores da A23, a que antecede o cruzamento para o Louriçal do Campo, encontrei o Rui Salgueiro, que ia exatamente para o Louriçal. Gostei de o ver já a pedalar, depois da "mazela" que sofreu, resultante da queda de que foi protagonista pelo Natal passado.
Cheguei à cidade pelas 12h00, com a vista regalada de uma boa panoplia de engraçadas paisagens e 96 kms de reconfortantes pedaladas, em mais uma soalheira manhã já a chamar a primavera que se aproxima.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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