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"Passeio de Btt com amigos no Casal das Águas de Verão"

Mais um convite para uma bela tertúlia à antiga, com o "quartel general" montado na aldeia do Casal das Águas de Verão e tendo como anfitrião o Filipe Neves.
A concentração foi na zona industrial, junto às instalações da Beirasumos e o cafezinho matinal na Padaria do Montalvão.
Rumamos depois até ao Casal das Águas de Verão, onde aparcamos as viaturas e "matamos o bicho" (alguns) para abrir a pestana e manter o equilíbrio em cima da "dita cuja".
Já todos prontinhos, foi feita a contagem destes valentes "guerreiros", doze no total, e fizemo-nos aos trilhos, à aventura e ao são convívio, à brincadeira e momentos únicos de companheirismo e divertimento, com alguns momentos "culturais" com visita a pequenas e rurais instalações de "culto!" . . . a Adega do Zé no Salgueiral e do Covão das Covas, ali no meio de nenhures, em plena vinha, onde até as parreiras serviram de encosto para as bicicletas.
 Culturas de antanho que alguns "resistentes" às novas tecnologias de treino e performance, teimam em manter em atividade e, diga-se de passagem, com algum sucesso!
Abandonamos então a aldeia em direção ao Salgueirinho a primeira povoação que nos viu passar nesta bonita manhã solarenga.
Contornamos seguidamente o Montinho e descemos à margem esquerda da Ribeira do Alvito, que acompanhamos durante algum tempo até à ponte que a cruza e dá acesso ao Sobrainho da Ribeira.
Uma passagem bonita e que agradou à rapaziada.
E gostaram tanto, que até o Rui Pires aproveitou para furar a roda traseira da sua bicicleta, para ficar ali a "bombar" mais algum tempo.
Descemos ao agradável retiro das adegas, pela catita vereda que lhe dá acesso e continuámos até ao Sesmo, ladeando de novo a Ribeira do Alvito, agora pela sua margem direita.
A ideia era molharmos o "bico" no bar da praia fluvial, mas este, teve que continuar seco até nova oportunidade, pois aquele cantinho estava fechado.
Sempre ladeando a Ribeira do Alvito continuamos pedalando e apreciando alguns bonitos "postais" que a natureza a desabrochar com a vinda da primavera, nos ia mostrando ao longo do percurso.
Chegamos à ponte que cruza a ribeira e que dá acesso ao Pomar, para um pouco mais à frente virarmos á direita para um belo carreirinho até depois da primeira curva e contra curva depois de passar o Pomar.
Subimos por asfalto duas centenas de metros e fletimos à direita, para a malta se divertir um pouco em mais uma vereda catita que nos levou até Gualdins, outra pequena povoação quase escondida entre o Pomar e o Vale da Lancinha.
Cruzamos a povoação e subimos mais um pouco até ao alto, já no novo asfalto para o Salgueiral, onde chegamos um pouco mais tarde após passagem pelo Vale da Lancinha.
À passagem pelo Salgueiral, tivemos um encontro imediato com o Zé, um amigo conhecido de alguns dos companheiros, que logo fez questão de nos mostrar algumas ruralidades. Mas a malta só se interessou pela mais castiça e mais apelativa . . . a Adega do Zé, que logo ali começou a temperar o que viria a ser um fantástico dia de puro divertimento e animação.
Depois do copinho do Zé entramos num velho estradão para uns kms mais à frente fletirmos à esquerda para mais uma visita a outra castiça ruralidade, ali, no meio de nenhures e num local chamado Covão das Covas.
Estacionamos as bikes encostadas às parreiras já podadas (malandros) e entramos naquele exíguo espaço, que seria suposto ser de arrumos de ferramentas agricolas, mas, para nossa surpresa também tinha escondida uma bela garrafinha de vinho do Covão das Covas, versão três litros, que manteve a coisa animada até à chegada ao "quartel".
Saímos da vinha do Filipe e ziguezagueamos um pouco por ali, cruzando o Ribeiro da Santa um par de vezes, isto já com a intenção de arrefecer um pouco alguns vapores e subimos ao Fernão Pires.
Já com a Vila de Sarzedas à vista e para queimar mais algum tempo, seguimos para a Várzea do Lopes, passamos o Rosal e subimos à capelinha de S. Sebastião, onde paramos um pouco para reagrupar.
Terminamos a subida à igreja matriz e cruzamos a vila até à cumeada da serra com o mesmo nome (serra da vila) e descer depois ao ponto de partida, o Casal das Águas de Verão.
Arrumadas as bikes foi hora dos nossos dois famosos cozinheiros, que não têm muito jeito para o gourmet, pois é tudo à bruta, mas com estilo .  . .o Juca e o Tó Bispo, começarem a grelhada, enquanto os restantes iam já preparando o palato para o belo do enchido, fêveras e entremeada, que foram saltando do assador para a mesa em ritmo cadenciado. Que belo par de . . . . .quero dizer, cozinheiros, pois claro!!!
A coisa esteve sempre bastante animada com a malta a divertir-se nesta outra parte da tertúlia, em amena cavaqueira e desinteressada amizade, comendo, bebendo e lançando umas larachas de vez em quando para apimentar a coisa.
Já de volta das últimas duas farinheiritas, não era ainda hora de terminar tão belo dia, por isso, tarefas divididas e toca a lavar a loiça e arrumar a mesa e despejar o lixo.
Já com tudo prontinho fomos tomar o cafézinho ao Café Pinta, junto à igreja e partimos para a segunda parte, na Aldeia do Sopegal, onde os pais do Nuno tinham uma surpresa reservada para nós.
Lá chegamos, agora de carrinho e deparamos com uma bonita quintarola, bem situada num bonito promontório e com umas vistas soberbas.
Feitas as apresentações e as tretas do costume . . .ah não vale a pena, já estamos satisfeitos, já estivemos a comer e tal!.
Pois, conversa da treta. Aquele belo queijinho fresco apimentado, os enchidos, que eram uma delicia e outras iguarias, o belo do tintol, o bagacinho, a giribita e outros líquidos com reconhecida espiritualidade, além da fresquinha cerveja, servida em litrosas e os bolinhos de mel para finalizar, começaram a rodopiar, tal carrossel de feira.
O ambiente bastante acolhedor, a simpatia dos pais do Nuno, aquele ventinho nortenho que nos ia mantendo à temperatura ideal e aqueles "lorpas a comer e a beber" capitaneados pelo Tó Bispo, (valha-me Santa Ingrácia!) elevaram este dia de Grande Tertúlia ao melhor de dois mundos. A amizade e o companheirismo, duas palavras que cada vez mais se vêm esbatidas em interesses mesquinhos e imitações mal conseguidas.
Duas lágrimas tombaram neste momento sobre o teclado, ao lembrar-me agora que me esqueci do copo cheio na caseta do Covão das Covas . . .Chiça!!!
Ah  . . . mas agora sei onde está a chave e o tempo está mesmo a jeito para umas pedaladas vadias!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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