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"Passeio asfáltico a Marvão com o Pelotão Cavaca"

Tinha decidido ir hoje a Marvão acompanhando o Pelotão Cavaca e combinado ir rolando até Vila Velha de Rodão até que me apanhassem.
Mas hoje parecia que a coisa não ia lá correr muito bem.
Primeiro, esqueci-me da chave da garagem e tive que voltar atrás buscá-la. Segundo já depois de tudo prontinho e quando descia a ponte sobre a linha férrea, na Carapalha, parti um raio da roda de trás das R-SYS. Tá bonito, tá!!!

Lá voltei atrás e fui buscar as outras rodas, as carbónicas que tive que preparar, encher os pneus de ar, coloca-las na bicicleta e ajustar as passagens de mudança.
Ok. Bora lá que já estou atrasadíssimo! Ao sair da porta da garagem, lembrei-me que não trocara os calços de travão. Toca a voltar a trás, tirar as rodas, tirar uns calços e colocar outros, de cortiça e agora sim . . . já está tudo em ordem.
A ideia de ir aquecendo o "motor" enquanto esperava ser apanhado pelo pelotão Cavaca . . . já fora!
Quando cheguei ao IP2 telefonei ao Cavaça e perguntei onde iam. C'um caneco tinham acabado de entrar na N.18 em direção a Vila Velha de Rodão.
Bom. Lá fiz aquilo que já não gosto muito de fazer . . .ultrapassar a minha zona de conforto e toca a "mandar brasa" por aí a baixo na tentativa de apanhar a malta antes de Nisa.
A coisa até correu bem, pois a rapaziada tirou um pouco o pé do acelerador e cheguei-me ao grupo já na parte final da subida de Vila Velha. 
Seguia-se a descida à Ribeira de Nisa e dava perfeitamente para o "motor" voltar a entrar en funcionamento normal.
Já acompanhando aquele belo grupeto, rumámos a Nisa, onde paramos num caé da praça principal para tomar  cafézinho da praxe.
Aqui encontrei uns companheiros de Proença a Nova que tinham vindo a acompanhar o Jorge Cristovão na sua viagem de 7000 kms, na ligação Lisboa - Baku, no Azerbaijão.
Despedidas feitas e seguimos para Marvão, com passagem por Alpalhão e paragem no fontanário à entrada de Castelo de Vide, para atestar bidons.
Depois da bonita subida que antecede a vila, com uma panorâmica espetacular sobre os vales que rodeiam as aldeias de Beirã e Santo António das Areias, entre outras, aproximamo-nos do belo pórtico de entrada da vila, um momento sempre belo.
Subimos ao seu castelo, pelas suas estreitas ruelas, para desfrutarmos depois daquelas paisagens únicas, até onde a vista podia alcançar.
"Bem próxima com a fronteira de Espanha, situada entre Castelo de Vide e Portalegre, no ponto mais alto da bonita Serra de São Mamede, na região Alentejana, encontra-se a encantadora vila de Marvão. Num ambiente de paz de espírito e tranquilidade, rodeada por muralhas do século XIII e do século XVII, Marvão ergue-se bem alta esta histórica vila de ruas sinuosas e branco casario, mostrando que o tempo não é tão rápido e veloz como tantas vezes parece". (Vortex Magazine)

Depois de descarregar as digitais a torto e a direito abandonamos aquela bonita vila alentejana e seguimos para Castelo de Vide, onde paramos na tasquinha junto ao fontanário para abastecimento sólido e a tão ansiada bjeca fresquinha, pois os motores já traziam algum aquecimento.


No final da descida da vila, fletimos à direita para a panorâmica estrada que ladeia parte da barragem de Póvoa e Meadas, em direção a Nisa.
Cruzamos aquela vila alentejana, a última povoação que nos viu passar, antes de entramos no nosso belo distrito, com a chegada a Vila Velha de Rodão.
O Pelotão Cavaca ficou a aguardar o comboio que os levaria até à Covilhã e eu e o Venâncio seguimos viagem, de bicicleta, ficando eu em Castelo Branco e ele continuou para a zona da Covilhã.

Foi uma bela aventura, na companhia de bons amigos, "aguerridos pedalantes", com quem gosto de partilhar algumas horas, sempre que posso, sobretudo quando invadem o "meu quintal".

Um dia excelente, em boa companhia, que culminou num belo convívio, camaradagem do melhor e 175 kms divididos entre o nosso belíssimo condado e terras norte alentejanas, com uma bela visita a uma das cinco mais bonitas vilas de Portugal.

Um abraço à malta do Pelotão Cavaca e obrigado por me aturarem.

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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