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Pelas Rotas dos Rios Douro, Côa, Huebra e Águeda"

Depois de lançar o desafio ao meu irmão Luís e ao Álvaro Lourenço, fomos à aventura com as nossas asfálticas, por algumas das belas Rotas do Douro Vinhateiro e Arribas.
O dia escolhido foi a passada sexta feira santa que e transformou num belo dia para este meu objetivo.
As nossas "Marias" acompanharam-nos, a minha e a do Álvaro, abandonando a cidade pelas 06h00, rumo a Figueira de Castelo Rodrigo, o nosso local de partida e chegada.
pelas 08h00 já preparávamos as bicicletas e pelas 08h30 fizemo-nos à estrada, para mais uma aventura que nos iria "encher as medidas".
Saímos em direção a Vila Nova de Foz Coa, passando por Vilar de Amargo e Almendra, onde fletimos à direita, descendo á foz do Rio Côa e onde tivemos contato visual pela primeira vez com o Rio Douro.
Depois de passar a ponte iniciamos a primeira subida do dia a Vila Nova de Foz Côa, parando num restaurante para beber café, onde há 10 anos atrás estivera a jantar, precisamente com o Álvaro, numa das minhas viagens de bicicleta a Santiago de Compostela. O tempo passa mas a veia aventureira permanece ainda de viva chama e mais amadurecida.
A descida ao Pocinho foi rápida, com uma paragem logo no início no miradouro para apreciar aquela magnânima paisagem que se estende a perder de vista.
No Pocinho, que se desenvolveu com a construção da estação ferroviária, que serviu de ligação entre várias regiões e se tornou num importante entreposto de mercadorias, cruzamos a ponte e tivemos a sorte de apreciar a descida de um dos cruzeiros do Douro por uma das suas esclusas.
Viramos depois à direita e acompanhamos o Rio Douro ao longo de vários kms enchendo as vistas de belas paisagens criadas pelo rio e as suas encostas do Alto Douro Vinhateiro.
Depois de passarmos uma ribeira, afluente do Douro, demos início a uma longa subida até Urros. com algumas seções de boa pendente.
As paisagens eram fabulosas e mantiveram-nos sempre atentos ao fantástico "mundo" que nos rodeava, enquanto vencíamos aquela curvilínea estradinha que parecia ir em direção ao céu. Fantástico.
Depois de Urros, seguimos para Ligares, agora num constante sobe e desce, fletindo depois à direita para uma a espetacular descida á ponte de Barca D'Alva, com paisagens fabulosas, de encher o olho.
Era quase impossível descer mais de 200 metros sem parar para clicar na digital. Que espetáculo.
Não cruzamos a ponte e seguimos ao longo da margem esquerda do Rio Douro, ao longo de muitos quilómetros de andamento fluido e sem dificuldade, até chegarmos á fronteira com a nossa vizinha Espanha, onde entramos pelo paredão da impressionante Barragem de Saucelle, guardiã da pequena povoação de Salto situada à sombra do seu paredão.
Já em pleno Parque Natural de Arribes del Duero, iniciamos a espetacular subida do Puerto del Salto de Saucelle, curvilíneo e com panorâmicas de encher o olho.
vencida esta brutal subida, tivemos que parar, tal a beleza que nos proporcionavam aquela zona selvagem de estritas e curvilíneas estradinhas, rasgando montanhas a perder de vista.
 Paisagens severas no seu traço natural, indelevelmente vincadas pelos sulcos vigorosos dos seus rios, o Douro o Côa e o Huebra.
Até à ponte que cruza o Rio Huebra, foram 15 kms de descida adrenalinica, a rasgar a montanha. Um hino à aventura e às boas pedaladas asfálticas.
Depois de cruzado o rio Huebra já em plenas Arribes de la Molinera iniciamos a subida desse bonito "puerto" com paragem obrigatória no Mirador del Cachon de Camaces.
Sempre em sentido ascendente subindo o bonito Puerto de la Molinera rumamos a Hinojosa de Duero, onde paramos para beber uma "caña" acompanhada de um "pincho".
Já em direção a La Fregeneda por uma bonita estrada ondulante, mas sem complicações fomos absorvendo belas paisagens, agora com outra amplitude, tendo como pano de fundo, nossa direita, o impressionante Penedo Durão, cuja grandeza pudemos observar na subida do Puerto del Salto de Saucelle.
Voltamos a parar em La Fregeneda e, bem acostados na esplanada comemos um belo "bocadillo" acompanhado por uma bela "caña"
A descida à foz do Rio Águeda, já próximo de barca D'Alva, foi fantástica e antevia já a proximidade do final da nossa aventura.
Cruzada a ponte, ainda sobre o Águeda começamos a contagem dos últimos 20 quilómetros, com a bonita subida ao Escalhão.
Tinhamos então passado pela última povoação da nossa aventura por terras duriensese desfiladeiros de Saucelle e la Molinera, estes em tierras de nuestros hermanos e a cuja beleza não ficamos indiferentes, mas sim com vontade de lá voltar. É o que farei, com outro percurso que irei preparar para uma outra oportunidade.
Chegamos finamente a Figueira de Castelo Rodrigo, já ao cair do dia, após 168 quilómetros de fantásticas pedaladas por belas estradas de montanha, zonas inóspitas de rara beleza, paisagens únicas e panorâmicas arrebatadoras, numa lúdica aventura, daquelas que eu gosto, em modo vadio e com companheiros que comigo partilham esta forma de pedalar.
As nossas "Marias" aguardavam-nos e após guardarmos as bikes e nos prepararmos, fomos jantar em família, terminando assim mais um belo dia de aventura e divertimento.
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC

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