Avançar para o conteúdo principal

"16ª. Edição do SERRA ACIMA"

Há dezasseis anos que o evento "Serra Acima" se realiza sob a batuta da FPCUB com algumas parcerias e, nestes últimos anos, sofreu uma evolução em termos organizativos e de trajecto, que se traduziu numa significativa melhoria do evento, cabendo aqui, mais uma vez, realçar a "carolice", a disponibilidade e o trabalho realizado pelo amigo José Morais, um filho da terra, neste caso de Salvador - Penamacor e que mantém vivo um dos melhores eventos cicloturísticos do País.
Este ano e como não poderia deixar de ser, mais uma vez participei no evento e foi talvez um dos anos que mais prazer me deu participar. Isto porque este ano houve mais aderência por parte da rapaziada cá do burgo sem as trafulhices habituais de alguns elementos que participam, mas não participam, ou melhor . . . não se inscrevem e têm por hábito misturarem-se na "molhada" à borliú e aí vamos nós Serra Acima.
Para ir à Serra, pode-se ir em qualquer altura, basta juntar uns amigos e toca a dar ao pedal e, para finalizar, porque não um petiscozito para contar depois aquelas pequenas "aldrabices" de como fizemos a "coisa".
Este ano uma malta que habitualmente dá umas pedaladas semanais, resolveu participar no evento, uns já veteranos e outros pela primeira vez.
Assim, eu, AC, o Joaquim Cabarrão, o Fernando, o Jorge Palma, o Nuno Eusébio, o Paulo Jalles e o Silvério, auxiliados pelo amigo Tózé, o nosso motorista, protagonizámos esta aventura de subir ao topo mais alto de Portugal.
O evento começou no Sábado com um almoço em Salvador oferecido pela Junta de Freguesia, como já vem acontecendo há uns anos a esta parte e pouco depois das 15h, as estradas que ligam Salvador à aldeia da Vela, encheram-se de cor e alegria, num pelotão cicloturístico que sepenteava pelas bonitas estradas cá do nosso interior.
Na Vela, o Grupo Cicloturista local, bem apoiado pela Junta e pelas gentes daquele povo que tão bem sabe receber, fizeram-no com alegria e com um fausto jantar para todos os cicloturistas e acompanhantes, que nós não pudemos desfrutar, por compromissos de alguns companheiros, abandonando a aldeia logo após a chegada.
No dia seguinte, mais uma manifestação de bem receber do pessoal da Vela com o farto pequeno almoço com todas e mais algumas iguarias, pelo que, quem eventualmente não conseguiu subir à Torre, não foi por falta de alimentação, concerteza. eh eh eh!!!
Apesar de chegarmos um pouco tarde ao local de partida, não fomos privados do pequeno almoço, pois as mesas ainda se encontravam postas e logo ali, houve uma simpática senhora que foi buscar umas quantas iguarias para nos livrarmos do jejum.
Neste dia, juntou-se-nos também o José Luís e o Leandro, elemento do CCD da Câmara de Castelo Branco, único elemento que se inscreveu e não alinhou nos estratagemas da sua equipa.
Andamento calmo até à Covilhã, onde acabámos mesmo por ser ultrapassados pela última equipa a sair da Vela, o grupo local, pelo que fomos mesmo os últimos naquele troço de estrada.
Na Covilhã, o grosso do grupo seguiu e eu, o Silvério e o Fernando parámos numa pastelaria defronte da nova loja da Specialized, propriedade do amigo Zé Soares e que aconselho a visitar, pois bom atendimento e profissionalismo faz parte da cultura daquele estabelecimento.
Cerca de 15 minutos depois, nós os três reiniciámos então a subida à torre, lá bem no alto.
O Fernando, o primeiro a partir, logo se encostou a um grupo de malta com que pedalou durante quase todo o percurso.
Eu e o Silvério tentámos sincronizar o andamento, para juntos chegarmos lá ao alto, mas foi quase impossível, pois o Silvério não conseguiu até quase junto ao Parque de Campismo do Peão encontrar o seu ritmo e eu sabendo o que isso é, optei por ir andando, sabendo de antemão que ele sem o compromisso de me acompanhar depressa encontraria o seu ritmo e foi isso que aconteceu.
No complicado trio de curvas da Varanda dos Carqueijais passei o Jorge Palma que lá ía com o seu ritmo e que pela primeira vez fez a subida à serra com a asfáltica e com êxito, estando por isso de parabéns.
Pouco depois e à passagem pelo chafariz passei o Nuno Eusébio e o Joaquim Cabarrão, também eles a concluírem a dura tarefa de subir à serra e em particular o Nuno, que após a tentativa falhada do ano transacto, conseguiu agora a sua primeira vez, já mais maduro e com ritmo mais acertado.
Na também complicada rampa para as Penhas da Saúde, encontrei o José Luís e o Paulo Jalles a quem perguntei pelo Leandro, obtendo como resposta que já há muito que tinha abandonado o pessoal, lançando-se a solo serra acima.
Tinha inicialmente planeado ir pedalando até chegar à cabeça do grupo, neste caso, o José Luís e o Paulo Jalles, mas resolvi ir no encalço do Leandro, vindo a alcançá-lo a um par de centenas de metros do Túnel e sem parar, continuei até ao final.
Já lá no alto fiquei à espera do pessoal e alguns minutos depois chegou o Leandro, depois o José Luís, o Paulo e o restante pessoal foi chegando e todos concluiram com êxito a subida à Torre na Serra da Estrela.
O José Luís que levava a sua viatura como apoio e conduzida pela esposa, despediu-se da malta e foi embora.
Os restantes arrumaram as bikes na carrinha, com excepção do Silvério e do Paulo que desceram até à Covilhã e rumámos ao parque do Mac Donald's, onde tomámos uma bebida fresca e nos despedímos, pois eles vinham noutra viatura. Fomos até ao Fundão onde abancámos num restaurante na zona industrial e cujo nome não recordo, para almoçar.
A partir dali começou a "ROMARIA", após uns BACALHAUS e uns tentáculos de POLVO, tudo à LAGAREIRO, regados com umas quantas "botelhas" da Quinta dos Currais . . . branquinho e fresquinho quanto baste . . . uns docinhos e uns cafézinhos bem cheirosos no final e ainda com um empregado de mesa, também ele alegre e divertido, elevaram a "coisa" para um dia que tão cedo a malta não vai esquecer.
Mas esta malta, ao contrário dos "esquimós", aquece bem depressa, pois logo que chegámos a Castelo Branco tivemos que dar rápidamente um saltinho ao "JONAS" para arrefecer o "cortiço" com mais um par de bjecas.
Agora digam lá de sua justiça, em especial a malta mais "tremelicante" se a subida à Serra custa assim tanto!!!
Esta minha subida à Serra, foi essencialmente um dia bem divertido, na companhia de amigos, onde imperou a sã camaradagem, num clima de brincadeira e companheirismo.
Obrigado AMIGOS por mais este dia de pura diversão.
Este ano não há fotos do evento, pois a minha equipa habitual, a minha esposa e filhas, não me acompanharam e também este ano não me fiz acompanhar da minha fiel digital.
Usem a imaginação e divirtam-se como nós!!!
Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
AC

Comentários

Jose Cavaca disse…
Companheiro, sou da Covilhã, parabéns pela visita à nossa, de todos, Serra da Estrela, também estive presente, mas só no 2º dia.
Podem visitar: http://cavaca.blogs.sapo.pt/
e ver algumas fotos tiradas por mim.
Grande abraço pedalístico cá do pessoal.
José Cavaca
Jose Cavaca disse…
Caro amigo, esqueci dizer, por se acaso quiserem subir a Serra, mas do lado mais a sul, ou seja, de Vide para a Torre, 30km sempre a subir,desde os 280 metros de altitude aos 1992, vanha até à Covilhã no próximo Domingo, "consulte blog" e faça-nos companhia. Mais uma vez, um abraço. José Cavaca

Mensagens populares deste blogue

Alvaiade, Perdigão e Vila Velha de Rodão"

Hoje, com um pelotão mais numeroso, fomos tomar o cafézinho matinal à Bolaria Rodense, em Vila Velha de Rodão. Abandonamos a cidade pouco depois das 08h30 e rumamos ao Perdigão, com passagem por Sarnadas de Rodão e Alvaiade. Seguimos depois pela estradinha panorâmica que liga o Perdigão a Vila Velha de Rodão, usufruindo da bonitas paisagens sobre a Serra das Talhadas e Vilas Ruivas. Depois da pequena tertúlia na Bolaria Rodense e já com os níveis repostos, rumamos à cidade, com passagem pelo Coxerro e Sarnadas. Aqui voltamos a encontrar o Joaquim Cabarrão e o Salvado, que deram uma volta mais pequena e juntos seguimos até à entrada da cidade, onde nos voltamos a separar, pois o restante grupo foi pela variante à Carapalha. Numa manhã já bem primaveril, alinharam para esta bonita volta, além de mim, o Jorge Palma, Tó Pinto, Fernando "Caraíbas", Sr. Silva, António Leandro e o João Salavessa.  Foram 75 kms, repletos de divertidas pedaladas, na companhia deste animado grupo de …

"Hoje fomos à romaria"

A manhã acordou hoje límpida e solarenga, num bom incentivo para um bom par de pedaladas asfálticas. Quando saí da garagem já o Álvaro e o Leandro me esperavam. Juntos fomos até à Rotunda das Violetas, ao encontro do Luís Lourenço e do Nuno Eusébio. Pouco depois chegou o Jorge Palma. Para não perder a prática tive ainda que mudar a câmara de ar da minha roda traseira que vinha com um pequeno furo, originado por uma limalha. Já com a "ézinha" pronta a rodar, fizemo-nos à estrada, abandonando a cidade pela Milhã, rumo ao Juncal do Campo pela estradinha panorâmica da Quinta de Valverde. Cruzamos a aldeia e entroncamos na N.12, onde fletimos à direita, rumo ao Padrão, uma pequena aldeia que este fim de semana se encontra engalanada para a festa da Nossa Senhora da Saúde. Entramos na aldeia e fomos tomar o cafezinho matinal no bar junto ao adro da igreja, gentilmente servido por um senhor, creio que festeiro, que fez questão de oferecer os cafezinhos e que agradecemos. Descemos …

"Rota do Bucho/2016"

Pelo segundo ano consecutivo, resolvi editar a Rota do Bucho, com um passeio pelos trilhos de Malpica do Tejo, uma bonita aldeia onde tenho raízes, que termina à mesa com um belo bucho de ossos à boa moda malpiqueira. Convidei um "magote" de amigos, dos quais dezasseis disseram presente. O ponto de reunião, foi desta vez na Pastelaria Cantinho dos Sabores, na Rotunda da Racha, onde tomamos o cafézinho matinal. Pelas 08h20 partimos em pelotão auto rumo a Malpica do Tejo, onde o Rui e a Sandra Tapadas já nos aguardavam. A previsão era de vento forte e alguns aguaceiros e desta vez o S. Pedro não nos "despontou", mandou mesmo umas belas rajadas de vento e umas belas bátegas de água, que nos atingiram por três vezes, um pouco no início desta pequena aventura, sensivelmente a meio, quando estávamos à vista de um local de abrigo, a aldeia de Lentiscais e no final, em jeito de banho. Pelas 09h00, como planeado, abandonávamos a aldeia rumo ao Monte do Couto do Alberto, en…