Avançar para o conteúdo principal

"Penhascoso > Barragem do Castelo do Bode (Paredão)"

Hoje, na companhia do amigo Pedro Barroca, fui efectuar o reconhecimento de parte do percurso, que este ano percorrerei para ligar Castelo Branco a Fátima em Btt.
Foi a 3ª. Secção deste bonito pecurso, que retomei em Penhascoso e terminei no paredão da Barragem do Castelo do Bode.
Um dia bastante trabalhoso, pois eu e o Pedro tivemos que rectificar por diversas vezes o trajecto inicial, derivado a caminhos já pouco cicláveis e outros que simplesmente desapareceram.
Fui buscar o Pedro pelas 07h30. Carregadas as bikes, rumámos ao Penhascoso, onde deixámos a carrinha e iniciámos as pedaladas.
Logo para começar, o pneu da frente da minha bike, não queria vedar. Montei-lhe uma câmara de ar e problema resolvido.
Após rolar umas dezenas de metros, uma grande barulheira no disco da roda traseira. Estava a começar bem!!!
Tirei a roda e verifiquei que a mola que segura as pastilhas, tinha sido torcida pelo disco, por estas já se encontrarem com dois terços de desgaste.
Mas como sou um "rapazinho" precavido, lá rebusquei no camelbag e encontrei num par de pastilhas e respectiva mola. Uns minutos e uma ligeira dose de paciência e resolveram o "embróglio"
Iniciámos então o reconhecimento dos trilhos.
Após cerca de três kms, o trilho, que seria uma vereda, simplesmente desapareceu após um aterro junto a umas hortas.
Arranjámos alternativa para ultrapassar a zona das hortas, mas, quando chegámos ao outro lado, o trilho que nos levaria até às proximidades da aldeia da Queixoperra, tinha sido lavrado na sua quase totalidade, pelo que optei por abandoná-lo e fazer aquela secção por alcatrão.
Depois da Queixoperra, entrámos então nos trilhos, bastante bonitos, até ao Porto de Macão, onde a Barragem da Lapa nos surpreendeu pela sua beleza.
Passámos Entrevinhas e chegámos ao Sardoal, onde pretendo terminar a primeira etapa.
Continuámos até ao Carvalhal, agora em alcatrão, pois por trilhos, são paredes atrás de paredes e, até com a dita às costas, é dificil transpô-las.
Seguiram-se então uma série de trilhos de imensa beleza na zona da Brunheta, sendo o ponto alto do dia, o majestoso single track a ladear a Ribeira da Brunheta, entre exuberante vegetação, que nos fez disparar a adrenalina, pois requer a máxima atenção, apesar de não ser muito técnico. Uma caída à ribeira, não seria lá muito agradável!!!
Subimos à Carreira do Mato, onde parámos no Snack Bar do Zé, para atacarmos à dentada um par de sandes mistas e um trio de imperiais negrinhas, que nos fizeram sentir um torpor pela espinha dorsal. Tivemos que abandonar o local com alguma dificuldade, pois já só apetecia ficar ali todo o dia a "mamar naquela pipeta".
Seguiu-se uma inclinada descida, por sorte alcatroada recentemente, onde a velocidade aumentou substancialmente, seguindo-se uma também inclinada subida à Aldeia do Mato, onde pela primeira vez tivemos contacto visual com um dos recantos da albufeira do Castelo do Bode.
Passámos a Praia Fluvial, lindíssima e, sempre em subida, passámos os lugarejos de Vale dos Chãos e Outeiro, para finalmente chegarmos a Martinchel, já com a panorâmica sobre a albufeira da Barragem a ocupar quase todo o nosso campo visual.
Descemos pelo Parque de Campismo e terminámos sobre o paredão da Barragem a nossa aventura de hoje, no tocante a trilhos.
Faltava ainda o regresso ao Penhascoso, onde tinhamos deixado a viatura estacionada.
Sempre por asfalto e num constante sobe e desce, lá chegámos junto à carrinha.
Rápidamente carregámos as bikes, que já nos tinham dado uma "bela esfrega" e fomos até ao Café/Restaurante onde no início tinhamos tomado a dose de cafeína e tragámos uma dilatada sandes de carne assada, acompanhada de novo trio de negras bjecas, que rápidamente nos repuseram as calorias gastas nesta bonita aventura.
Rumámos à A23 e cerca de uma hora depois já estávamos na Carapalha no café defronte da residência do Pedro, de novo a repor os níveis de hidratação com um par de imperiais, desta vez branquinhas para variar.
Foi um dia em cheio, com a sempre agradável companhia do Pedro Barroca, que culminou com 78 kms a pedalar por trilhos e paisagens excelentes, que certamente irão enriquecer a peregrinação a Fátima deste ano, uma das minhas obstinações anuais.
Aos amigos que me queiram acompanhar, devem entrar em contacto comigo nos próximos dias, pois o alojamento no Sardoal baseia-se numa única residencial, que, apesar de já ter reservado todos os seus quartos, estes são apenas quatro, suportando no máximo doze pessoas.
A partir daqui, ficará à responsabilidade de cada um!!!
Informo ainda que este ano o percurso é, no meu entender, muito superior ao do ano transacto, quer em termos de trilhos, quer em termos paisagísticos, mas agravado por um acumulado também ele bastante superior, pelo que, uma boa condição física é aconselhável.
A leitura mensal da Bike Magazine e umas boas classificações nos passeios cá da zona, podem ser insuficientes para levar a "bom porto" esta peregrinação. eh eh eh!!! (avisei . . . missão cumprida!!!)
.
Fiquem bem
Vêmo-nos nos trilhos,
ou fora deles.
AC

Comentários

Mensagens populares deste blogue

"Passeio de Mota pela Galiza"

Mesmo com a meteorologia a contrariar aquilo que poderia ser uma bela viagem à sempre verdejante Galiza, 9 amigos com o gosto lúdico de andar de mota não se demoveram e avançaram para esta bonita aventura por terras "galegas"
Com o ponto de inicio no "escritório" do João Nuno para a dose cafeínica da manhã marcada para as 6 horas da manhã, a malta lá foi chegando.
Depois dos cumprimentos da praxe e do cafezinho tomado foi hora de partir rumo a Vila Nova de Cerveira, o final deste primeiro dia de aventura.
O dia prometia aguentar-se sem chuva e a Guarda foi a primeira cidade que nos viu passar. Sempre em andamento moderado, a nossa pequena caravana lá ia devorando kms por bonitas estradas, algumas com bonitas panorâmicas.
Cruzamos imensas aldeias, vilas e cidades, destacando Trancoso, Moimenta da Beira, Armamar, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Parada de Cunhos, Mondim Basto e cabeceiras de Basto, onde paramos para almoçar uma bela "posta", que es…

"Passeio de Mota à Serra da Lousã"

"Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela."
(Albert Einstein)
Dia apetecível para andar de mota, com algum vento trapalhão durante a manhã, mas que em nada beliscou este esplêndido dia de passeio co amigos. Com concentração marcada para as 08h30 na Padaria do Montalvão, apareceram o José Correia, Rafa Riscado, Carlos Marques e Paulo Santos. Depois do cafezinho tomado acompanhado de dois dedos de conversa, fizemo-nos à estrada, rumo a Pampilhosa da Serra, onde estava programada a primeira paragem. Estacionamos as motas no estacionamento do Pavilhão Municipal e demos um pequeno giro pelo Jardim da Praça do Regionalismo e Praia Fluvial, indo depois comer algo à pastelaria padaria no beco defronte do jardim Abandonamos aquela bonita vila, não sem antes efetuarmos uma pequena paragem no Miradouro do Calvário, com uma ampla visão sobre aquela vila tipicamente serra, cruzada pelo Rio Unhais. Voltamo…

"Trilho das Bufareiras e Penedo Furado"

"Às vezes ouço passar o vento; e só de o ouvir passar, vale a pena ter nascido"
(Fernando Pessoa)
Numa espécie de homenagem ao primeiro dia de primavera, que se apresentou como tal, solarengo e luminoso, fui mais a minha "Maria" fazer um pequeno passeio pedestre, ali para os lados de Vila de Rei. Saímos de casa já com os ponteiros do relógio a aproximarem-se das 09h00 e fomos até à Padaria do Montalvão, onde tomei a matinal dose de cafeína. Seguimos depois para a Praia Fluvial do Penedo Furado, para caminharmos um pouco pelo Trilho das Bufareiras e percorrer os recém inaugurados passadiços do Penedo Furado. Já a manhã ia a meio quando iniciamos a nossa caminhada, que teve inicio na Praia Fluvial, seguindo durante umas centenas de metros a Ribeira de Codes, pelos novos passadiços, até ao pequeno ribeiro da zona das cascatas. São 532 metros lineares, que trazem ainda mais beleza ao local e facilitam o acesso às cascatas. Terminada a passagem pelos passadiços, entramos…