sábado, 10 de setembro de 2011

"18ª. Edição Serra Acima - Formato Audace (1º. Dia > Marinhais - Castelo Branco"

Fui hoje participar no meu primeiro Desfaio Audace, formato adotado este ano na 18ª. Edição do Serra Acima, da FPCUB.
Saí ontem ao fim da tarde de Castelo Branco em direção a Lisboa, ficando alojado em casa da minha filha Ana Rita.
Esta, preparou-me um jantarinho para desportista e depois, para não ser tudo "como manda a regra", fomos ao Amoreiras Shoping comer um bom geladinho.
Pelas 06h30 saímos em direção a Marinhais, local de início da ligação de hoje.
Pelas 07h45, estava pronto para a partida.
pelas 08h foi dada a partida e a malta presente partiu toda em pelotão.
A minha filha regressou logo com a viatura para Castelo Branco e eu, fiz todo o percurso em autonomia. Uma modalidade que gosto. Não sou muito de estar dependente de outros. E quando são muitas "cabeças", logo, muitas sentenças!!!
O primeiro pelotão foi esperando por alguma malta atrasada, amigos ou elementos de alguns grupos, já na estrada.
Passada a primeira hora, chegou o grosso do pelotão e o andamento aumentou substancialmente.
Quase sempre na cabeça do pelotão os "craks" de fim de semana, a quererem mostrar como é que se anda e, algum tempo depois a "tirarem bilhete"!!!
Sempre com um andamento vivo, o grande pelotão foi perdendo elementos aqui e ali. Uns por não conseguirem manter o ritmo, outros porque pararam para se abastecerem nos carros de apoio e outros ainda, por atraso nos postos de controle, que desta vez e logo na minha primeira vez, funcionaram muito mal.
No posto de controle a seguir á Barragem de Montagil, não havia ninguém para carimbar a caderneta e na chegada a Castelo Branco, onde curiosamente fui o primeiro a chegar, na companhia dum companheiro de Abrantes, chegámos anda primeiro que a organização.
Decidi não esperar e prescindi do carimbo, quer à chegada, quer em Montargil.
Se há regras a cumprir, deverá ser por todos, com a organização a dar o exemplo.
Mas tudo bem, não há crise. Contratempos, há-os em todo o lado, ninguém está imune.
De Montargil à Ponte de Sôr, pedalei na companhia de um companheiro, com um ritmo excelente e revesando-nos constantemente, conseguindo manter uma boa velocidade, com a orografia do terreno a ajudar.
A seguir à Ponte de Sôr, ele começou a ficar muito desgastado e eu continuei a solo, juntando-se a mim, à chegada a Arez, um par de companheiros de Santarém, com quem pedalei até à subida de Nisa para o Alto de Vila Velha, onde um deles foi completamente abaixo.
Já a acusar o desgaste de quase 200 kms nas pernas, continuei e parei na fonte à entrada da ponte em Vila Velha de Rodão.
Quando estava para partir, tive a companhia de um companheiro de Abrantes, com o qual cheguei a Castelo Branco, pelas 14h45 e com o meu aparelhómetro a marcar como média, 31 kms/h.
Dos 189 kms anunciados pela organização, acabei por pedalar durante 203 km. È preciso cuidado quando se anunciam quilometragens para a malta que pedala. Nem sempre os mapas estão corretos e os GPS têm sempre erros!!!
Desta vez, não comi enguias ao jantar, como no Troia-Sagres e não ía indisposto.
Consegui ir sempre bem colocado nos vários pelotões ao longo do percurso, usei a "cuca", quando pedalei a solo e ajudei e fui ajudado, quando acompanhado por algum companheiro.
Não que pretendesse ganhar alguma coisa, pois não havia nada para ganhar, mas era um desafio. E para mim, um desafio é um desafio!!! Por outro lado também queria saber do que era capaz!!!
Foi práticamente sempre o mesmo ritmo, desde a partida à chegada, apenas quebrando um pouco a partir de Vila Velha de Rodão, pois o desgaste já era muito.
Depois da tirada de hoje, vai ser um pouco dificil uma boa recuperação para amanhã, pelo que, a minha grande aventura, vai ser mesmo conseguir chegar lá acima. Por isso, nada de entusiasmos!!!.
Algum companheiro que ande à espreita para me dar uma "malha", amanhã é um bom dia, eh eh eh!!!

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

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