quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ponsul profundo"

Estive ontem a dar uma revisão na minha Btt, mudando-lhe os pneus e transmissão e dando-lhe uma lubrificação nalguns componentes.
Mas, como mandam as regras, nunca se devem fazer estreias de material em eventos, muito menos como o que vou fazer na próxima semana, o "Pirinéus Épic Trail."
Assim, fui hoje da uma volta para "partir" pneus, "acamar" corrente e cassete e ter a percepção de que estava tudo bem.
Escolhi um percurso, um pouco duro e, onde já hà uns tempos a esta parte andava a planear criar um circuito, para mais tarde dar " cabo do cabedal" aos meus amigos, numa das nossas habituais manhãs de btt.
Saí por asfalto até á Caseta dos Maxiais, com intenção de fazer alguns ajustes, caso fosse necessário.
Entrei então nos trilhos até ao Monte do Rei e desci para a foz do Ribeiro do Cinzeiro, passando entre os Vales da Dona e Espantalhosas, numa descida "louca" e com uma paisagem bastante agreste.
A subida para a Fonte Santa é que foi do "caneco", com a avózinha a ranger, ainda mais do que eu, mas a corrente não partiu. Sinal de que fora bem cravada.
Passei pela zona da velha fábrica da família "Carmona", nos Cebolais de Cima, em direção ao Cabeção e Várzea das Canas, até chegar ao VG do Curral.
Aí começou a adrenalínica descida até ao Monte do Pereiral, com uma paragem a meio para apreciar aquela imensa paisagem a ser completamente despida, pela pesada maquinaria, no corte e preparação de novas plantações de eucaliptos.
No Monte do Pereiral, onde já não pedalava há bastante tempo, andei algum tempo em busca do bonito single track, cuja entrada está bastante disfarçada com o corte das árvores.
Despois de subir ao alto do Cabeço do Pico, desci para o arraial e entrei no trilho para os Lentiscais, onde parei, no Bar do centro Social e, calmamente beberiquei uma "bjeca" fresquinha e comi algo sólido.
Atestei o camelbag com água fresca e voltei aos trilhos, cruzando o Vale da Baralha e passando pelos Montes da Assentada e do Pardal, descendo depois ao Rio Ponsul.
Virei depois para o Monte do Chaveiro e subi ao Monte Clérigo, onde já algumas vezes passara com a "jipose", mas "embirrei" que haveria de fazer aquela subida de bike. É bastante durinha, mas já está!!! Uma nova paragem para estabilizar as pulsações, comer algo e beber água, enquanto mantinha ainda alguma fresquidão e, estava já em "pulgas" para fazer a descida ao Ribeiro do Sapateiro, no Monte do Vedulho.
A limpeza dos asseiros fez-me suar um pouco, pois com a inclinação da "dita", ainda torci bem o "cortiço" algumas vezes!!!
Depois segui-se a "danada" subida pela Lomba da Velha e Medronhal, onde apanhei o estradão que vem do Monte do Canafixal até ao Monte da Sapateira, cruzando a estrada para o S. Martinho.
Entrei na cidade pelo Quinteiro, com 55 kms em solitário, bastante desafiantes e adrenalínicos.
Gostei de me sentir pequenino no meio de nenhures. No fundo, serve também de preparação para umas "aventurazitas" a solo, que ando a "magicar".

Fiquem bem.
Vêmo-nos nos trilhos
. . . ou fora deles.
AC

1 comentário:

AmigosDoPedalABTTeam disse...

É sempre um prazer ler os bonitos rescaldos das suas pedaladas...

Aguardo os da dita grande aventura do ano!

Um Abrço e boas pedaladas
Ass.Ricardo Almeida