terça-feira, 24 de julho de 2007

"Na senda dos veados"

Pensamento:
"Certas derrotas preparam-nos grandes vitórias"
(autor desconhecido)

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Hoje, quando saí de casa pelas 07h55 para me juntar à malta na Pires Marques, dei com uma manhã ventosa e algo desagradável, acabando por se recompôr ao longo do dia.
Fui o primeiro a chegar, seguindo-se o Micaelo, o Arlindo e por último o Dino.
Já tinha falado com o Micaelo e com o Arlindo para irmos tomar o café ao "Joaquim Padeiro" a Monforte, mas decidimos alterar o trajecto, por o Dino ter que estar em Castelo Branco por volta das 12h.
Assim, resolvemos ir tomar o café ao "Pescaça" nos Lentiscais, saindo da cidade pelas 08h15, pelo single das Palmeiras, S. Martinho, ladeando as lixeiras velha e nova, descendo seguidamente para o Monte do Chaveiro que contornámos para a ponte nova do Ponsul.
Virámos à direita para o Monte do Picado e subimos aos Lentiscais, onde mais uma vez batemos com o nariz na porta do café "Pescaça", tendo que recorrer ao alternativo.
Depois do cafézinho e já com as forças algo recuperadas, dei um "lamiré" ao pessoal se queriam fazer uma incursãozinha aos montes da Baliza, para vermos algum veado. A resposta foi unânime. Bora lá!!!
Saímos dos Lentiscais por alcatrão, mas por pouco tempo, pois algumas centenas de metros mais à frente, saímos para a Herdade da Princesa e descemos por um trilho repleto de ramos e pequenos toros de eucaliptos por ali deixados aquando do corte destes, culminando numa parte um pouco mais inclinada e pedregosa e com pouca visibilidade derivado à falta de presença humana.
Logo que chegámos ao final do trilho, tivemos o primeiro avistamento. 4 belos veados saíram da barroca em direcção aos eucaliptos. Pouco depois 3 fêmeas também na mesma direcção e logo de seguida um outro imponente veado, também saído da barroca foi ao encontro dos restantes. Foram 2 ou 3 minutos que ficámos extasiados a olhar tal grandiosidade, em plemo "habitat" natural e sem ter que pagar por isso. Que beleza!!!
Cruzámos a barroca, denominada Barroca do Lobo e subimos pelos esteiros dos animais, a pé, que de outra forma não era possível, até chegar aos eucaliptos, onde já foi possível montar nas bikes.
Pouco tempo depois, mais 3 veados cruzaram o caminho em corrida, mesmo à nossa frente, sendo possível observar toda a sua imponência e altivez. Lindo de se ver!!!
Por ali pedalámos tirando uma foto aqui e ali e quando saímos do eucaliptal, mais uns quantos veados, tendo apenas observado 3, mas eram mais, corriam em direcção a um matagal próximo. Foi extasiante!!!
Avistei no total 14 veados em pouco mais de 30 minutos, além de outras espécies, na maioria perdizes, ao longo de todo o percurso.
È uma zona com muito potencial e onde pedalar è um enorme prazer. Sentimo-nos deveras fundidos com a natureza em toda aquela imensidão quase sem vestígios humanos, apenas aqui e ali sinais de abandono de alguns montes rurais, completamente em escombros e um ou outro "palanque" de caçador de esperas nocturnas.
Mas para se ter direito a estes pequenos previlégios è necessário sair debaixo do manto urbano, esquecer o relógio e algumas pequenas mordomias.
Pedalar nestas circunstâncias è certamente um prazer em fase de extinção. Cada vez vão aparecer mais parques ditos naturais e defensores da natureza (que natureza defenderão eles, na verdade??) e particulares a fecharem e chamarem seus grande parte dos caminhos públicos ainda existentes e não asfixiados por "aramadas" de utilidade duvidosa a clamar por um qualquer subsídio estatal!!!
Chegados ao talefe da Baliza, foi descer rápidamente para o Monte do Néo e subir a técnica subida para o arraial, onde viemos a cruzar a E.N para entrar novamente no Monte do Picado, retomando o troço que nos levara aos Lentiscais, agora em sentido inverso, até ao Ponsul.
Passámos a ponte e virámos à direita para o Monte da Ponte para mais à frente nos estafarmos na subida para o Forninho do Bispo, entrando na cidade pela Sra de Mércules, cerca das 12h15.
À entrada do Bairro da Boa Esperança eu e o Micaelo despedimo-nos do Dino e do Arlindo e ainda parámos num café para bebermos duas "bjécazinhas" bem frequinhas, que arrefeceram o radiador quase em ebulição e limparam um pouco o pó alojado nas gargantas. Até a voz ficou mais fina!! eheheh!!!
Foi sem dúvida uma volta bastante agradável e fascinante, apesar de algo dura, quer pelos animais avistados, quer pelos trilhos percorridos, onde não faltaram os singles, as descidas e subidas técnicas e outras bastante rápidas, os estradões e trilhos pisados apenas por alguns bêtetistas priveligiados para quem o BTT é também sinónimo de aventura.
Domingo, 29 há pedalada. Concentração no P.Infantil da P. Marques pelas 08h
Até lá
AC
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