Avançar para o conteúdo principal

"Por trilhos dos Cagavaios"

Pensamento"
"Não è a montanha que nos faz desanimar, mas a pedrinha que trazemos no sapato"
(autor desconhecido)

.o0o.

Hoje, logo pela manhã, o calor já se fazia sentir como que um pré-aviso para a manhã tórrida que se avizinhava, tanto mais que a meteorologia apontava para o dia de hoje temperaturas na ordem dos 40 graus

Mesmo assim, 8 companheiros compareceram para matar o vício desta modalidade que nos encanta e tanto nos faz sofrer: o btt de lazer!!! AC, Pedro Marquês, Dino, Martim, Agnelo, Filipe, Álvaro e Marco.Saímos da Pires Marques procurando trilhos onde predominasse a sombra e cursos de água para atenuar o calor e rumámos ao single das palmeiras, passando no sopé do Cabeço de S. Martinho e contornámos a velha lixeira, agora desativada, para nos embrenharmos nos trilhos dos cagavaios numa sucessão de três curtas descidas rápidas até entramos no eucaliptal numa curva em gancho à direita onde se notou logo uma temperatura um pouco mais baixa.Por ali pedalámos sempre serpenteando e vendo a barroca lá no fundo cheia de mato serrado habitat natural de veados e javalis e que por vezes se conseguem avistar, não sendo o caso de hoje.Chegámos à EN.18 ao início das curvas dos Enfestos, descendo uma centena de metros para logo virármos à direita para apanharmos o trilho sempre em descida rápida para o limite do Monte do Chaveiro, entrando de novo na EN.18, desta vez para irmos fazer uma visitinha à "tasca" da "Ti Amélia", figura pitoresca daquela zona de pescadores de rio e que apesar do casario envolvente se encontrar quase todo em ruínas, a "Ti Amélia" insiste em manter a "tasca", que outrora foi famosa nos afamados petiscos de peixe do rio.Bebi uma "bjeca" tão fresquinha e saborosa, que até se me encaracolaram o pêlos das pernas!!!. Não fosse o que ainda nos esperava e ainda por ali ficava um tempinho na "bebericação".

Atravessámos depois a velha ponte sobre o Rio Ponsul a necessitar de obras, após as chuvadas do passado inverno que lhe destruiram o pavimento e as grades protectoras, para que possa mostrar toda a sua beleza e explendor, pois è um belo monumento e seguimos paralelamente ao rio alguns kms até ao Monte do Escrivão.
Atravessámos o rio para o areal do Perquilhas e que bem soube molhar o pézinho.
Entrámos depois num velho trilho que nos conduziu ao estradão principal para o Monte do Pombal, onde pedalámos até próximo do monte, virando depois à esquerda para enfrentarmos a longa subida para a Rebouça e onde o calor mais se fez sentir derivado ao esforço, apesar da inclinação não ser exagerada.
Depois de virar-mos novamente nà esquerda, seguiu-se um sobe e desce até ao recinto da Senhora de Mércules, onde chegámos pelas 10h45 e hora ideal para terminar o passeio pois o calor já abrasava.
"Abancámos" no restaurante do Abílio onde nos mantivemos algum tempo "bebericando" e arrefecendo com o ar condicionado para depois culminarmos o nosso passeio de hoje, com 27 kms percorridos em velocidade de cruzeiro, pois com estes dias calorosos há que ter contenção.
Mas divertimo-nos com novos trilhos, que a malta ainda não conhecia e óptimos para dar umas pedaladas descontraídas, com umas descidinhas e umas subidinhas sem grande técnica, para não adormecer e manter o nível.
Terça Feira, dia 31, há pedalada. Concentração pelas 08h na Pires Marques.
Até lá
AC

Comentários

kayakblog disse…
Bom dia senhor AC, é só para dizer que o meu nome é Pedro Marquês e não Pedro Martins. Abraço e até um dia destes.

Mensagens populares deste blogue

"Passeio de Mota pela Galiza"

Mesmo com a meteorologia a contrariar aquilo que poderia ser uma bela viagem à sempre verdejante Galiza, 9 amigos com o gosto lúdico de andar de mota não se demoveram e avançaram para esta bonita aventura por terras "galegas"
Com o ponto de inicio no "escritório" do João Nuno para a dose cafeínica da manhã marcada para as 6 horas da manhã, a malta lá foi chegando.
Depois dos cumprimentos da praxe e do cafezinho tomado foi hora de partir rumo a Vila Nova de Cerveira, o final deste primeiro dia de aventura.
O dia prometia aguentar-se sem chuva e a Guarda foi a primeira cidade que nos viu passar. Sempre em andamento moderado, a nossa pequena caravana lá ia devorando kms por bonitas estradas, algumas com bonitas panorâmicas.
Cruzamos imensas aldeias, vilas e cidades, destacando Trancoso, Moimenta da Beira, Armamar, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Parada de Cunhos, Mondim Basto e cabeceiras de Basto, onde paramos para almoçar uma bela "posta", que es…

"Volta vadia a ver o mar"

"A felicidade é um fim de tarde olhando o mar" (Marina Nader)
 . . .e foi esse o objetivo deste meu passeio de bicicleta, que gosto de chamar de "volta vadia". Ir ver o mar na Figueira da Foz.
Delineei o percurso, circular como sempre, juntei um grupo de amigos, também eles fãs deste tipo de passeios velocipédicos e fizémo-nos à estrada.
Saímos de Castelo Branco pelas 06h00 e fomos tomar o primeiro cafezinho da manhã à Pastelaria "Estrela Doce", na Sertã, onde o meu irmão Luís nos esperava.
Depois da dose cafeínica e do pastelinho de nata, seguimos para Condeixa a Nova, o local de partida e chegada desta nossa pequena aventura, estacionando as viaturas no parque auto do Lidl.
Cerca das 08h30, já pedalávamos em direção a Ega, a primeira povoação que passaríamos rumo à Figueira da Foz.
O dia estava ótimo para pedalar e o pouco vento que se fazia sentir era nosso aliado.
Sempre em ritmo animado e em alegre cavaqueira, como é habito, quando algumas "per…

"O Trilho da Mina de Ouro do Conhal"

"Só existe um êxito: a capacidade de levar a vida que se quer." (Cristopher Morley) Logo pela manhã, carinha lavada, pequeno almoço tomado ,cafezinho da praxe e na companhia da minha "Maria", fomos até Santana, na aldeia piscatória do Arneiro para uma manhã lúdica e reconfortante pelo Trilho da Mina de Ouro do Conhal. Ajeitei o trilho, cortando a passagem pela cumeada até ao Miradouro da Serrinha e descida acentuada à Foz da Ribeira do Vale.
Saí da aldeia pelo caminho que lá mais à frente ladeia a Ribeira do Vale até á sua foz.
Neste local, onde a ribeira se encontra com o Rio Tejo, formou-se uma ilha a que dão o nome de Cabecinho. Depois de seguir o caminho até à margem do rio, voltamos atrás e fomos até à ilha, passando por duas pontes suspensas, a primeira sobre a Ribeira do Vale e a segunda mais à frente, para ligar à Ilha do Cabecinho. Esta ilha é pequenina . . .uma ilhota, por assim dizer. Nela encontramos uma casa em ruinas, alguns pinheiros e uma mesa e ba…