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"GeoRota do Orvalho"

Reeditei ontem a bonita aventura da GeoRota do Orvalho, criando novos trilhos relativamente à edição anterior, em 2011.
Lancei convite a quem comigo quisesse partilhar este passeio e seis amigos o aceitaram.
O Nuno Eusébio, o José Luís, o Pedro Roxo, o Abílio Fidalgo, o Dário Falcão e o João Valente.
A partida foi dada pelas 07h00 no Parque de Estacionamento do Continente e em caravana rumámos ao Estreito para nos lançarmos aos trilhos.
Depois das bikes preparadas e restante material, fomos calmamente tomar o cafezinho matinal num café a uma centena de metros do local onde deixáramos as viaturas.
Logo à partida . . . "minhoca" . . . o Abilio Fidalgo partiu a corrente da bike.
Colocámos um link na corrente e aí vamos nós em direção aos trilhos.
Saímos do Estreito pela Serração e lancámo-nos logo numa extensa e rápida descida até à Malhada da Égua, onde cruzámos a Ribeira da Zebreira e enfrentámos a primeira de muitas subidas que nos iriam dar cabo do "canastro" ao longo dos 45 kms planeados.
Ao meio da subida entrámos num bonito single track que nos levou à Horta do Meio, para voltarmos a subir pela Costa do Galvão e Lameirão  até ao Cabeço Alto.
Com bonitas paisagens a distrair-nos um pouco da dureza deste percurso, íamos regalando as vistas com a bela panorâmica sobre as serranias circundantes.
Descemos seguidamente à Foz dos Carvalhais onde apanhámos o estradão para Cambas, onde não chegámos a entrar.
Passámos a ponte sobre a Ribeira das Casas, que ali despeja as suas águas no Rio Zêzere e seguimos por asfalto até ao Restaurante Slide, na Ponte de Cambas, onde efetuámos paragem para nos reforçarmos, pois a parte do percurso que se seguia iria exigir de nós bastante esforço.
Já retemperados com sandes e umas bebidas frescas, lançámo-nos de novo aos trilhos, entrando no estradão junto à Ponte de Cambas que nos levou ao Cabeço do Vale dos Madeiros.
Descemos depois até junto ao rio, para voltarmos a subir por uma exigente subida até às proximidades dos Penedos das Sardas.
Descemos até à Zangalhona, onde cruzámos pela primeira vez a Ribeira da Água Alta.
Nova subida, esta muito exigente, levou-nos até junto da capela de Nossa Senhora da Confiança, que não chegámos a visitar, pois ainda teríamos que subir mais um pouco.
A partir daqui, entrámos no PR3 - GeoRota do Orvalho.
Um bonito e paradisíaco percurso onde a malta deambulou e se divertiu, quer com as digitais ou com passagens mais arriscadas de bike. Um dos belos recantos cá do nosso interior, que merece bem a pena ser visitado.
Já no alto, junto à entrada para a escadaria que dá acesso à Cascata da Fraga d'Alta, o ex-libris deste PR, parámos na bela fonte ali existente e bebemos e atestámos bidons e camelbaks daquela fresca e saborosa água serrana.
Subimos depois ao alto da Quinta da Mocinha e com passagem pelo Sobral do Canhoto, subimos ao Cabeço do Sobral por uma bonita curva de nível pela encosta da serra sobranceira a Vilar Barroco com uma envolvente paisagística fantástica.
Das vezes que por ali passava com a minha asfáltica vindo do Orvalho em direção ao cruzamento para as Sarnadas de S. Simão, ficava a olhar para aqueles imponentes penedos lá no alto da Serra e dizia cá para comigo! Será que haverá por ali algum caminho? Ainda um dia por ali hei-de passar.
Dito e feito! Ontem foi esse dia e com o prazer da companhia de uma excelente meia dúzia de amigos.
Creio que eles também adoraram! Aquilo é imponente e com uma beleza deveras fascinante.
Seguiu-se a descida ao Lameiro dos Juncos para enfrentarmos a última subida do dia, à Portela dos Perbeques e, descendo ao Vale, passámos por S. Torcato e Espinheiros, para entrarmos no Estreito pelo PR4, que perdemos nas últimas centenas de metros, na aproximação à aldeia, por se ter perdido no meio da erva alta junto à ribeira.
Inventámos e chegámos ao local de partida, na Rotunda, onde deixamos as viaturas.
Foi uma bela aventura, durinha quanto baste, mas naquela zona, as alternativas são escassas.
Em algumas zonas tivemos que dar um "empurrãozinho à bike" pois pela pendente não era possível, pelo menos para nós, cicloturistas lúdicos, fazê-las a pedalar.
Mas valeu a pena pelo seu todo, pela excelente camaradagem e companheirismo, o fator dominante durante todo o percurso e sobretudo pelas belas imagens que ficaram retidas nas nossas retinas, quer pelas montanhas que passámos, quer pelos belos recantos que cruzámos, alguns bastante inóspitos e não muito habituados a ver passar grupos de rapaziada como nós.
 
Eu sei que aquele percurso não era práticamente para o que muitos chamam de "meninos". . . . por isso mesmo é que nós ali fomos, embalados pela aventura, pelo gosto de pedalar e pelo bom convívio, que connosco, nasce naturalmente.

No final, tornámos a por as bikes nos suportes das viaturas e depois de arrumar o restante material fomos "calar" a secura no restaurante na rotunda.

Seguimos depois para um pequeno repasto em ambiente de tertúlia inicialmente previsto no restaurante da Lameirinha, que transferimos para o restaurante "A Nave" no Salgueiro do Campo, por aquele se encontrar fechado.

Assistimos então ao "desaire" do Benfica enquanto enchíamos o corpinho com umas quantas doses de carne de cosido bem regadas com umas valente bjecas. Ninguém foi à bola da "bola", com receio de perder garfada. Aquilo era um senhor petisco.
Que melhor para um final de aventura que um bom convívio de amigos numa excelente tertúlia gastronómica.
Viva o Btt!!!
Fiquem bem.
Vemo-nos nos trilhos, ou fora deles.
AC
 
Slide
 

Comentários

roxo disse…
Grande aventura, Ac, sem sombra de duvidas , grande dia. abraço

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